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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Review: Castle 6x21 - "Law & Boarder"

Atenção: A resenha abaixo contém pequenos spoilers do episódio "Law & Boarder", exibido no dia 28/04/2014!























terça-feira, 29 de abril de 2014

Review: Once Upon a Time 3x19 - "A Curious Thing"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "A Curious Thing", exibido no dia 27/04/2014!

outlaw queen

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Review: Game of Thrones 4x04 - "Oathkeeper"

No último domingo, Game of Thrones respondeu a alguns mistérios levantados nos episódios mais recentes e levantou algumas outras perguntas. A mais importante pra mim é: até que ponto é necessária toda a crueldade desumana dos personagens? Afinal, que ponto está se querendo provar?

Cuidado com spoilers!



Não que nada de especialmente louco tenha acontecido em "Oathkeeper" - pelo menos não em comparação com o restante da série. O problema esteve na semana passada, na qual, em um dos momentos mais puxados da história da TV, Jaime estupra sua irmã gêmea, Cersei, em frente ao cadáver do filho dos dois. Eu achei corajoso juntar tanta perversão em uma cena só: eles estariam mostrando que Jaime não era o herói que ele estava começando a se tornar? Mostrando até que ponto uma pessoa pode ir em seu sofrimento? De qualquer forma, a série negou tudo isso ao não dar ao estupro nenhuma repercussão, e ao pintar Jaime sempre em luz favorável nesse episódio. Seja ajudando o irmão na prisão, dando a espada de Ned Stark a Brienne, ou sendo rejeitado pelo seu amor (sua irmã). Além disso, tirando as condenações morais de lado, não faz sentido dentro da narrativa um personagem estar descendo ao nível mais insano de desumanidade e, no episódio seguinte, estar agindo de acordo com um código de honra.

Não sei. Posso lembrar de vários momentos questionáveis da série (como a Dany se apaixonar por seu estuprador, Kahl Drogo), e o que sempre me preocupa é que eles nem sempre são tidos como condenáveis, pelos produtores da série ou pelos fãs, que acham tudo foda. Violência por violência é estupidez. Se a história quer apenas provar o quão baixo pode se descer na luta por poder, essa premissa já foi alcançada. Mas como Game of Thrones já se provou várias vezes ser uma das melhores, e mais inteligentes, séries que tem por aí, acredito (e espero) que eles tenham sim um ponto a provar. Que esse ponto não seja confundir minha cabeça toda vez.



Ah, e teve ainda mais estupro, dessa vez ao Norte da Muralha, onde antes vivia Craster e suas mil esposas. Foi degradante, pra dizer o mínimo, mas para não repetir a discussão acima, esse arco da história deve finalmente juntar Jon e Bran, e servir para suprir duas carências fundamentais dos dois: habilidade de liderança para o primeiro e ação para o segundo.

É também no Norte que acontece um dos melhores momentos do episódio: mais uma aparição dos White Walkers. Eles aparecem muito pouco na série, mas sempre causam rebuliço. Dessa vez, foi apenas um teaser novamente. Uma prova do estrago que eles poderão trazer no futuro. Mas já fez muita gente discutir se a série está começando a dar spoilers dos livros. Afinal, George R. R. Martin já contou o fim da trama para D. B. Weiss e David Benioff.



Em King's Landing, tão cedo e repentino quanto foi a morte de Joffrey, também foi a revelação de quem era o assassino (vovó Olenna e Mindinho). Eu realmente não estava esperando que se revelasse a resposta tão cedo, tanto que achei que fosse mais uma mentira de Mindinho. Embora os dois personagens fossem suspeitos muito óbvios, a resposta do "mistério" foi feita em uma cena ótima. Ah, e pontos pra Sansa, que continua sofredora, mas ganhou um pouquinho de DGAF.

E Margaery começa sua busca pelo marido número 3. Em uma cena perturbadora e de alguma maneira fofa, devido à presença felina, ela visita o pequeno Tommen em sua cama à noite. Mas, mesmo com o clima de história infantil, Marge não é uma fadinha: ela está lá para encher a cabeça do menino com ideias de casamento, antes que Cersei a afaste. Acho que ninguém está ligando muito pro fato de ele ser uma criança. Ninguém liga pra nada nessa série.



Vou terminar a resenha onde o episódio começou: com Dany, a quebradora de correntes. Essas cenas achei um pouco over the top, tanto na escrita quanto no CG, que ficou bem exagerado. Mas ainda ela seja uma das minhas personagens favoritas, achei ótimo me lembrarem que ela não é perfeita. Ao "responder justiça com justiça", Dany age com crueldade, embora tenha libertado os escravos de Meereen. E quando Verme Cinzento diz, na língua comum, "kill the masters", a gente se lembra que ela também é um dos poderosos...

O melhor do episódio:


+ A fotografia da cena entre Margaery e Tommen foi linda.
+ A revelação do mistério do "Quem Matou?" também foi ótima, e me pegou de surpresa - mas passou rápido.
+ Jon ganhando um pouco de liderança.

O pior do episódio:


- Vestir Jaime com cores de heroi depois do estupro da semana passada foi errado e não fez sentido.
- O CG das cenas de Meereen tava puxado, hein. A cena da Khaleesi olhando triunfante com a bandeira dos Targaryen ficou bem artificial.

Nota: 6,0




domingo, 27 de abril de 2014

Reprise: Freaks and Geeks


Suas séries estão em hiatus? Eu sei, eu sei. Uma ótima sugestão é pegar um tempo para assistir aos clássicos. A isso é dedicada nossa coluna Reprise. A primeira série que eu vou indicar aqui é Freaks and Geeks (por questões de coração).

Judd Apatow já declarou que tudo o que ele fez foi para se vingar das pessoas que cancelaram Freaks and Geeks. A série, da qual ele era produtor executivo, foi ao ar entre 1999 e 2000 na NBC, e acabou depois de apenas 12 episódios (após os quais foram exibidos mais 6). Desde então, o programa ganhou um cult following e entrou para o cânone da história da televisão como uma das melhores séries já feitas.

Como o programa conseguiu ser tão bom em tão pouco tempo, e por que então foi logo cancelado, você me pergunta? Talvez a resposta seja a mesma. Freaks and Geeks era uma série engraçada, mas genuína de coração, sem medo de trazer um pouquinho de tristeza e de dar aquele "soco no estômago" nos espectadores ao abordar assuntos tabu pros adolescentes. Por isso a audiência era baixa, em um tempo em que as pessoas só queriam se sentir bem assistindo a Friends (que eu também adoro, mas que é completamente diferente) e a reality shows.

Acho que, no final, Judd conseguiu sua "vingança". Ele voltaria a trabalhar com o elenco e a equipe de produção de Freaks várias vezes, em filmes de sucesso como Missão Madrinha de Casamento, O Virgem de 40 Anos, Ligeiramente Grávidos, Superbad e outras coisas mil. Respect. Você provavelmente vai reconhecer alguns desses rostinhos aí embaixo.


Como eles estão hoje (2013): Na frente: Jason Schwartzman, Natasha Melnick, John Francis Daley, Jason Segel, Linda Cardellini, James Franco, Busy Philipps, Sarah Hagan, Stephen Lea Sheppard, and Samaire Armstrong. Atrás: Lizzy Caplan, Becky Ann Baker, Joe Flaherty, David Krumholtz, Samm Levine, Martin Starr, Seth Rogen, Dave “Gruber” Allen, and Thomas F. Wilson. Crédito.

Sobre o que era


Freaks.

Lá em 1980, Lindsay Weir era uma "matleta" e filha perfeita, até que a morte de sua avó faz com que ela comece a frequentar os círculos dos "freaks" de sua escola, a McKinley High. O grupo incluía Nick Andopolis, um maconheiro cujo sonho é ser baterista; Ken Miller, um cara irônico que não ligava pra nada; e o casal Kim Kelly e Daniel Desario, dois marginais que viviam indo e voltando em seu relacionamento. Vivendo novas experiências com o grupo de amigos, Lindsay se depara com várias escolhas que devem definir quem ela é.

A série também acompanha o irmão mais novo de Lindsay, Sam, que traz o "geeks" ao título. Junto com seus amigos inseparáveis e igualmente nerds Neal Schweiber e Bill Haverchuck, Sam arranca várias risadas com sua carinha de loser. Ele também tem que enfrentar alguns momentos definidores tendo que fugir dos bullies e lidar com as garotas.

O que é mais genial de Freaks and Geeks é que ela não lida de maneira condenatória ou convencional com os assuntos mais batidos quando se pensa em adolescentes: sexo, álcool e drogas. Ao mesmo tempo, os adultos, incluindo os professores e os pais de Lindsay e Sam, nem sempre são o inimigo a se enfrentar, e nem sempre estão certos. É a inconstância dessa época da vida, traduzida na própria protagonista, que vai de um lado pro outro sem saber direito o que está fazendo.

Quem participou

Além do já mencionado Judd Apatow, Freaks and Geeks reuniu a maioria das pessoas que integrariam o que se convencionou chamar de "Apatow Gang" ou uma nova era do "Frat Pack". O nome é simplesmente para indicar uma turma de pessoas que já adoram trabalhar juntas em várias comédias de sucesso.


A lista inclui:

- Paul Feig: o criador e roteirista da série, depois dirigiu Missão Madrinhas de Casamento.
- James Franco: o bad boy Daniel Desario, que depois foi indicado ao Oscar por 127 horas.
- Jason Segel: mais conhecido como Marshmallow Marshall Erickssen de How I Met Your Mother, vivia o fofo Nick Andopolis.
- Seth Rogen: era o sarcástico Ken. Você conhece ele por Superbad e Ligeiramente Grávidos.
- Busy Philips: a esquentada Kim Kelly, depois foi fazer Cougar Town.
- Linda Cardellini: a protagonista Lindsay. Recentemente fez a irmã da Jess em New Girl.
- John Francis Daley: o nerd Sam, que vingou na série Bones.
- Samm Levine: o às vezes ventriloquista Neal, que também fez Bastardos Inglórios.
- Martin Starr: o nerd supremo Bill e meu personagem favorito.
- Lizzy Caplan: a namorada de Nick. Depois ela fez a Janis de Meninas Malvadas e atualmente está em Masters of Sex.

E a lista continua infinitamente, só com gente boa. O legal é descobrir assistindo. Uma hora você vai dizer "ei, mas esse não é o...?" Sim, é essa pessoa mesmo. Pequenininha <3

Episódios essenciais  

São poucos episódios, e você deveria assistir a todos. Mas se eu tivesse que escolher um top 3...

1.05 - Tests and Breasts

Daniel mete os irmãos Weir em situações embaraçosas. Lindsay tem que ajudar o bad boy a colar em uma prova de matemática e Sam recebe de presente um filme pornô de Desario.

1.16 - Smooching and Mooching

Sam, Neal e Bill vão a uma make-out party e tem que lidar com a perspectiva dos primeiros beijos. Nick vira o melhor amigo dos Weir-pais quando se hospeda na casa da família, para desconforto de Lindsay.

1.18 - Discos and Dragons

O fim. Termina de forma inconclusiva, mas muito digna. Tem Dungeons & Dragons, tem Carlos o Anão, tem Nick dançando disco music, tem cenas lindas ao som de Grateful Dead. Não falo mais pra não chorar.




Mais Freaks and Geeks

Já terminou de assistir todos os episódios de uma vez, como eu fiz? Dá pra continuar a obsessão em:

- Undeclared: série criada por Judd Apatow que seguiu Freaks and Geeks. Continha muitos dos atores de sua série mãe, dessa vez como calouros em uma universidade. Também só durou uma temporada.

- Nos filmes produzidos por Apatow: Tem uns muito ruinzinhos, mas muitos viraram clássicos da comédia. Alguns dos mais recentes que eu recomendo são: Bem Vindo aos 40 e Cinco Anos de Noivado.

- Em Girls: Lena Dunham é uma das protegidas de Judd e também faz uma ótima comédia, com freaks um pouquinho mais velhos.

Nesses textos: Leitura saudosista: aqui e aqui.

- Na trilha sonora: É uma das melhores trilhas sonoras ever. Nomes como The Who, Rush e Grateful Dead estão presentes e são super importantes pra trama. Ah, e a abertura era ao som de "Bad Reputation", da Joan Jett.




Review: Reign 1x19 - "Toy Soldiers"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Toy Soldiers", exibido no dia 24/04/2014!




















Review: Elementary 2x21 - "The Man With Twisted Lips"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Man With Twisted Lips", exibido no dia 24/04/14

A finale está se aproximando e os episódios de Elementary estão criando uma antecipação para ela.

elementary 2x21

sábado, 26 de abril de 2014

Dicas da Semana: site Noise Trade + novo álbum de Damon Albarn

Sábado é dia de dar uma respirada das séries aqui no blog. Aproveite o finzinho do mês para utilizar livremente uma das dicas da semana!

1 - Música + livros: Noise Trade




Esse é um site genial que, em um mix de espírito altruísta e cultura participativa, permite aos usuários ouvir milhões de álbuns de bandas independentes de forma totalmente gratuita e legal. Você pode experimentar livremente músicas que vão do jazz ao hip-hop, ou seguir as recomedações que o site oferece. Dá pra baixar álbuns inteiros ou ouvir sem compromisso na própria página da banda. Mas, diferentemente de outros sites similares, se você gostar da música ou se você for apenas uma pessoa legal, dá pra deixar uma "gorjeta" pros artistas não morrerem de fome. E é tudo no sistema "pague quanto quiser", de 1 a 100 dólares. E você ainda pode ajudar a promover as bandas pelas redes sociais através do próprio site.

Eles também tem uma sessão de livros, com alguns títulos bem bacanas, para os fluentes em inglês. O Noisetrade está no ar desde 2009, mas ainda não é muito conhecido por aí. Vale a pena dar uma olhada: noisetrade.com.


2 - Só música: o CD solo do Damon Albarn




Damon Albarn é um cara muito vivido. Ele já compôs óperas e um disco de música africana. Ele foi o vocalista do Blur e o co-criador do Gorillaz. Ele tem um dente de ouro. Mas só agora, do alto de seus 46 anos, ele está lançando um álbum sob seu próprio nome: o Everyday Robots, que sai nessa segunda-feira, dia 28.

Pelo o que Damon tem prometido, esse será um disco bem pessoal, englobando as influências musicais pelas quais ele passou nos últimos anos e muitas de suas experiências de vida, como a infância na Inglaterra e a vez em que ele conheceu um bebê elefante na Tanzânia. E pelos singles que ele já liberou, dá pra saber que essa é uma ótima dica. Ouça aqui "Heavy Seas of Love", que tem a participação de ninguém menos que Brian Eno.


Bônus: Ah, ouve "Everyday Robots" também, vai. Tem um clipe genial.






Novidade: Calendário de Episódios!

Bom, pessoal, a equipe do Falando Série resolveu fazer um calendário para ficarmos ligados nas nossas séries. É sempre bom acompanhar os horários e dias, e assim nos organizamos melhor.
Tudo é bem fácil, no canto esquerdo da tela teremos esse mini calendário com todos os próximos episódios do mês. 



É só passar o mouse em cima de algum dos dias marcados em vermelho que os episódios exibidos aparecem! E se clicarem, serão direcionados para a página do aplicativo, que tem o horário e as séries mais uma vez.



Os horários estão no fuso horário de Brasília, mas relacionados aos horários que as séries passam nos Estados Unidos. Então se OUAT começa 20h nos EUA, aqui começa 21h (agora estamos com uma diferença de apenas uma hora no fuso). No caso de Game of Thrones, o horário é o mesmo que passa na televisão brasileira, mas é raro.

mary stuart
Achamos bem legal e esperamos ajudar vocês.  

Afinal, com tanta série, é difícil acompanhar. O que acharam da novidade? Vamos tentar aplicar isso no facebook, o que vocês acham de fazermos eventos?

Assista à primeira cena da segunda temporada de Orange is the New Black

Piper está um pouquinho desequilibrada no começo da próxima temporada de Orange is the New Black, que será liberada para streaming no dia 2 de junho. Assista à primeira cena, divulgada pelo Netflix.



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Review: Parks and Rec 6x21-22 - "Moving Up" (Season Finale)

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Moving Up", exibido no dia 24/04/2014!
























Review: The Vampire Diaries 5x19 - "Man On Fire"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Man On Fire", exibido no dia 24/04/14

tvd 5x19

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Review: Arrow 2x20 - "Seeing Red"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Seeing Red", exibido no dia 23/04/14


sara and oliver 2x20

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Livro de J.K. Rowling vira série de TV na BBC e na HBO

Casual Vacancy

J. K. Rowling, a autora por trás de Harry Potter, assinou um acordo com a BBC e a HBO para adaptar seu livro Casual Vacancy, traduzido para Morte Súbita no Brasil, para uma minissérie de 3 horas. A produção já foi anunciada pela BBC, que pretende exibir a minissérie no canal BBC One. O acordo com a HBO significa que a adaptação será exibida nos Estados Unidos pelo canal.

A própria Rowling será produtora executiva da adaptação, através de sua companhia de produção Bronte Film and Television. Sarah Phelps irá transformar o livro em série de TV e Jonny Campbell será responsável pela direção. A produção deve começar entre junho e agosto na Inglaterra.

Meg Ryan será a narradora de How I Met Your Dad

Meg Ryan.

Curiosos pra saber quem vai narrar a história de como Sally (interpretada por Greta Gerwig) encontrou o pai de seus filhos? Ninguém mais ninguém menos que Meg Ryan, ícone das comédias românticas. A Entertainment Weekly garante que ela se juntará ao elenco da sitcom no papel da personagem principal quando mais velha, assim como o comediante Bob Saget fez o papel de um Ted mais velho em How I Met Your Mother.

Essa vai ser o primeiro papel regular de Meg Ryan no horário nobre da TV americana. Ao longo dos anos ela teve alguns papéis recorrentes em algumas séries de TV, mas nunca como parte do elenco principal.

Review: Agents of SHIELD 1x19 - "The Only Light in the Darkness"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Only Light in the Darkness", exibido no dia 22/04/2014!



















Conheça o bebê de Snow e Charming de OUAT

Foram divulgados os stills de Once Upon a Time. O bebê Charming logo logo vai nascer e todos estarão alertas para a ameaça de Zelena. Clique nas fotos para ampliá-las.






Review: Castle 6x20 - "The 70s Show"


Castle sempre me surpreendeu com os diferentes estilos de episódios, como o do documentário (foi incrível ver a interação dos personagens com as câmeras e você mesmo se assusta ao vê-los olhando para “você” – câmera) e  o “blue butterfly” (episódio em que os personagens ‘encenam’ a história do crime antigamente). O 6x20 definitivamente me lembrou desse estilo da série em trazer aos episódios um ambiente diferente e divertido de assistir. Então, eles inovaram e dessa vez nossa equipe se veste no estilo dos anos 70. E, não, não é Castle imaginando de novo, e sim, literalmente todos da delegacia se vestindo e agindo como na época.

Um cadáver é encontrado num concreto de 1978 e acabam descobrindo que o morto foi um famoso mafioso: Vince Bianchi. O chefe da máfia tinha um fiel companheiro (Harold Leone), que se torna a principal fonte de informações sobre os acontecimentos da noite do assassinato. Só tem um problema: ele ainda acha que estão em 1978 e pode ter um 'breakdown' se descobrir a verdade.


lanie parish



Foi no mínimo divertido ver todos tentarem agir como se fosse na época, e as roupas definitivamente chamaram atenção. Primeiro, o amigo de Vince não quer falar até ver o corpo, então Castle e Beckett se transformam, reconstroem o corpo do cara e até Lanie se veste com uma peruca 'blackpower'. Mas acabam sendo atacados à tiros por um cara, que queria silenciar Harold.

Mesmo depois disso tudo, o informante resolve cooperar e quer ir na delegacia para tornar a declaração formal. Mais uma vez, Castle tem a idéia brilhante de transformar a delegacia toda em anos 70. Claro que Beckett não gosta nem um pouco da idéia. A possibilidade do cara perceber que não é real é grande, mas tendo em vista que a Gates está fora, Kate está no comando e eles estão sem escolha, o plano é posto em ação. No começo do episódio tivemos um pequeno progresso (ou não) nos planos do casamento: Martha escolhe as flores e decoração para o altar, mas Beckett e Castle acham tudo um pouco... extravagante demais. Então, para melhorar o humor da mãe, que quer participar, Castle a chama para ajudar a delegacia com as roupas e etc. Martha, sempre levando tudo muito a serio, leva atores, scripts e vira o lugar de cabeça para baixo... Até Alexis está lá atuando. 

Adorei ver todos nessas roupas, ainda mais Esposito e Ryan. A dupla se veste como policiais famosos da época e chamam atenção do informante. Enquanto eles conversam com Harold, Castle e Beckett seguem os scripts de Martha e devo dizer que foi divertido ver os dois tentando. Tudo corre bem, até um celular tocar e Harold se dispersa. E mais uma vez, nossa equipe tem que ativar a memória dele,agora, levando-o à uma discoteca. Tudo acaba se resolvendo, afinal no fundo acredito que o cara soubesse que estava se enganando ao achar que estava nos anos 70.

A história de Vince e Harold evolui, e descobrimos a verdadeira relação entre os dois. O culpado não é ninguém que tenhamos visto mais de uma vez, mas não deixa de ser uma boa história. Apesar do caso em si não ter tido muita ação, é bom ver que as vezes o foco é em um informante, que pode dar a informação-chave para desvendar o caso. No fundo, Harold que achava saber quem era o assassino, acabou ajudando a pegar o verdadeiro culpado de certa forma. 
No final, todos comemoram ao estilo anos 70 e até Gates aparece por lá, mesmo depois da bronca por terem transformado a delegacia toda. Adoro ver nosso casal favorito observando os envolvidos no caso. Eles acabam se simpatizando com essas pessoas e ficando satisfeitos com a felicidade alheia.

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O melhor
+Javier escorregando no carro, tentando imitar o documentário dos anos 70.
+Esposito e Ryan com suas roupas sendo confundidos com a dupla dos anos 70.
+Menção às dificuldades dos homossexuais na época e a importância de se casar e fazer alianças entre a máfia.
+Martha tentando ajudar com a decoração e flores. You tried.
+Captain Castle e Rookie Beckett. 
+Beckett chamando o Castle de "cupcake" e "captain".

O pior
-O episódio não teve nada demais em termos de história.
-Fiquei me perguntando como o cara achava que estava nos anos 70, mesmo vendo a rua e como os prédios mudaram.

nota 8,0

terça-feira, 22 de abril de 2014

Review: Mad Men 7x02 - "A Day's Work"

Na Nova York de 1969, domingo foi o Dia dos Namorados. Já era de se esperar que essa seria a premissa perfeita para que os personagens desajustados de Mad Men enfrentem suas vidas solitárias em alguns resultados embaraçosos e frustrantes. Também é dia de mudança de cargos na Sterling Cooper & Pryce. Nesse episódio ótimo, lindamente manufaturado, Matthew Weiner, o criador da série, nos lembra porque Mad Men fará tanta falta na tevê.



Em "A Day's Work" encontramos uma Sally Draper toda crescida, naquela fase da adolescência em que começamos a nos preocupar mais com as nossas roupas e menos em contar algumas mentirinhas. Ela vai a Nova York para o funeral da mãe de sua colega de quarto no internato, mas aproveita para escapulir com as amigas para fazer compras no Village. Só que ela acaba perdendo sua bolsa e deixa as colegas para procurá-la, de onde de alguma forma ela acaba na SC&P. Lá, ela pega mais uma das mentiras do pai: quem está na sala de Don é Lou Avery.

Sally, no entanto, parece estar mais anestesiada para enfrentar situações como essa. Quando ela encontra o pai no apartamento dele, o tratamento dirigido a Don é o que poderia se esperar da arrogância de qualquer adolescente comum. A obediência e o medo da figura paterna desapareceram para dar lugar a uma desprezo calculado. Talvez seja exatamente isso que permita que os dois acabem se aproximando e se reconhecendo como iguais. É só à filha que Don se mostra mais humano e fraco, e acho que daí que pode surgir uma reconciliação.

Quando no final do episódio ela solta um "I love you" rápido para o pai, é um momento doce e inesperado. Mas quando ela não o dá uma chance de responder nem olha pra trás, Sally nos deixa com uma amarga ambiguidade.



E esse voltou a ser um episódio triste para Peggy. No calendário da moça, 14 de fevereiro está marcado com "gloomy masturbation", como brinca Michael. Ela tem que enfrentar não apenas a solidão de ter sido deixada por Ted, como também o julgamento social que essa solidão traz nessa data. Resultado disso é que Peggy fica neurótica, confundindo as flores que sua secretária Shirley recebe por suas. Embora descontente quem torce por ela (como eu), essa trama patética e um tristemente cômica serviu para lembrar que a personagem não é um símbolo de ascensão profissional e liberação feminina, mas que é mais que tudo muito humana.

Toda essa confusão das flores também acabou entrando na dança das cadeiras que as secretárias da SC&P tiveram que passar nesse episódio. Peggy não quer mais trabalhar com Shirley, Lou quer dispensar Dawn porque ela não estava lá quando Sally apareceu na agência, Bertram não quer uma "pessoa de cor" na recepção. E quem tem que manejar tudo isso é Joan, que acumula duas funções.

Essa trama foi interessante porque pudemos ver mais de perto as secretárias, sempre tão coadjuvantes, e sentir junto com elas raiva por chefes injustos. A cena entre Dawn e Shirley - duas afro-americanas - na copa foi brilhante, um comentário irônico do mundo sexista e racista no qual elas estão inseridas. A storyline também trouxe bons resultados porque "promoveu" Joan a uma sala no segundo andar (embora sócia, ela ainda era gerente de pessoal), o que permitiu a Dawn ocupar, muito merecidamente, sua posição.



No andar de cima, o clima estava tenso. Roger Sterling está começando a perceber que seu estilo de negócios - veterano de guerra desbocado e impulsivo - pode estar caindo em desuso, à medida em que encontra resistência em Jim e em Lou. O primeiro é o grande antagonista de Roger, e deixa isso claro em uma cena passivo-agressiva no elevador.

Pete também não está contente com sua posição na agência. Ele foi um dos personagens que mais mudou durante a série - só na última temporada, ele deu uma volta de 180º, de uma das mais importantes figuras da SC&P para um desbravador na filial de Los Angeles. O ar de contentamento do episódio anterior desaparece aqui. Pete, afinal, nunca foi uma pessoa contente. Ele quer crescer, quer atenção, quer ser amado. Quando ele procura Bonnie para sexo de reconforto, ela lembra que também tem que trabalhar, e não pode ficar apenas satisfazendo suas vontades. Ele acaba se lembrando também de que está sozinho.

E afinal, todos os personagens principais de Mad Men estão. Deslocados e indecisos, eles são, como diz a grande Sally Draper, muitas pessoas em uma só.

O melhor do episódio:


+ Sally Draper. Kiernan Shipka está fazendo um trabalho maravilhoso. A relação dela com Don Draper é a melhor coisa do episódio.
+ A promoção de Joan e de Dawn, duas personagens muito queridas.

O pior do episódio:


- A trama tristemente patética de Peggy. Não façam piada dela :(
- Lou Avery, que está trabalhando fortemente para ser um dos personagens mais odiáveis da série.

Nota: 9,5

Review: Once Upon a Time 3x18 - "Bleeding Through"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Bleeding Through", exibido no dia 20/04/2014!

zelena regina




















segunda-feira, 21 de abril de 2014

Review: Orphan Black 2x01 - "Nature Under Constraint and Vexed"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Nature Under Constraint and Vexed", exibido no dia 19/04/14


cosima niehaus 2x01

Review: Game of Thrones 4x03 - "Breaker of Chains"

No terceiro episódio da quarta temporada de Game of Thrones, mais conhecido como "aquele depois da morte de Joffrey", as intrigas estão correndo fortes em King's Landing. Em algum lugar no Leste e também no Norte, Jon e Dany estão para enfrentar grandes desafios. Não sem antes acontecer uma das cenas mais bizarras da história da TV entre Cersei e Jaime. Foi um daqueles episódios de Game of Thrones em que temos a impressão de estar esperando por alguma coisa maior para acontecer: mas no caso, ela ficou pra acontecer depois.



O fato é que Joffrey morreu, meus amigos, e por mais que muitos se regozijem nisso, temos que ver como serão os arranjos daqui pra frente. Tommen, o irmão mais novo do falecido reizinho, surge do limbo para assumir o Trono de Ferro. O menino é bem novo e ainda inconsciente dos jogos de poder de Westeros. Um joguete bem fácil nas mãos de Tywin, que embora não seja tão abertamente odiável quanto seu neto morto, é provavelmente o grande antagonista da série no momento. Ele é também o personagem mais poderoso: aproveitando-se da sua tragédia familiar, ele aproveita para formar uma aliança (ainda bem frágil e duvidosa, é verdade) com Oberyn, o príncipe de Dorne, que adivinhem só, estava em uma orgia.

Margaery também deve descobrir seu lugar agora, com seu segundo esposo morto. Como a vovó Olenna diz, o próximo deve ser mais fácil. Só aguardando qual marido ela vai matar dessa vez.



Enquanto a situação de alguns é incerta com a morte de Joffrey, a de outros apenas grita "completamente ferrados". Tomemos como exemplo o casal Sansa e Tyrion. O último está na prisão, com boas perspectivas de ser morto, sem aliados com quem contar e talvez até um pouco paranoico. Ele tem que se despedir de seu fiel escudeiro, Podrick, numa cena tocante (ei, eu gosto do Podrick!). Sua esposa, Sansa (ainda é estranho falar isso, não é?) está em algum lugar do mundo com Mindinho, que finalmente conseguiu colocar em ação o plano de ter a garota para si. Parece que a pobre Sansa acabou de sair de uma prisão para entrar em outra.

Talvez uns dos poucos que estejam realmente transtornados com a morte do episódio anterior é o casal Cersei e Jaime. A cena entre os dois foi tão desconfortável e alcançou tantos níveis de errado porque a) foi um estupro! b) eles estavam em frente a um cadáver!! c) o cadáver do filho deles!!! d) antes que alguém se esqueça, eles são irmãos!!!! e) gêmeos!!!!! E o pior (ou melhor) é que tudo isso foi lindamente filmado. Nem preciso dizer muito mais: é assim que essa série mexe tanto com tanta gente. Pro bem ou pro mal.



Fora da corte, também tem bastante coisa acontecendo. Em algum lugar do Norte, os selvagens começam a atacar os vilarejos perto da Muralha. É Jon Snow que deve coordenar a defesa da Patrulha da Noite, com os conhecimentos que ele adquiriu ao passar uma temporada com o pessoal de Mance Rayder. Foi uma cena rápida, porém tensa. É uma pena terem perdido tanto tempo com Sam e Gilly, que apesar de serem um casal fofo, têm pouca importância nos acontecimentos e esfriaram bastante a dinâmica do episódio.


Em Dragonstone, Stannis recebe a notícia da morte como uma confirmação de poder do Senhor da Luz - lembram daquele ritual com as sanguessugas que Melisandre fez com o sangue de Gendry na temporada anterior? Pois dos nomes que essa mágica mataria, dois já foram eliminados. Embora essa seja uma vitória para os Baratheon, eles ainda não tem nenhum exército. É Sor Davos quem tem uma ideia para contornar a situação: pedir dinheiro para o Banco de Ferro para contratar o Exército Dourado... mais uma coisa que fica pro próximo episódio.


E Arya continua vagando por aí com o Cão. Foi uma sequência cômica, em contraponto à tensão do episódio. Talvez a menina Stark comece a gostar da companhia de Clegane, mas é preciso lembrar que ele não é de estimação (desculpem por isso). Talvez Arya esteja começando a se parecer com ele: ela já participou de um assassinato, e de um roubo.




E afinal, esse episódio se chama "quebradora de correntes". Só que Dany aparece lá no finalzinho, mas também é pra jogar o clima no alto. Ela continua em sua quest para liberar todos os escravos do universo, chegando à cidade de Meereen. Alguns podem achar essa trama um pouco chata, já que é bem distante do centro de efervescência da série e trata de assuntos bem diversos. Por isso que as cenas com a Khaleesi devem ser sempre grandiosas. Ela tem dragões, ela tem um exército, ela tem guerreiros se estapeando para ver quem vai defendê-la, ela faz discursos de liberação. Foi uma das sequências mais brilhantes do episódio, que embora relativamente curta, cumpriu bem o papel de deixar a expectativa para o próximo muito alta.



O melhor do episódio:


+ A cena desconfortável-errada-tudo-de-ruim-WTF - mas muito corajosa e bem feita - com Jaime e Cersei

+ O momento comovente com Tyrion: um dos personagens mais queridos da trama, que está em uma das piores situações possíveis
+ O duelo de xixi entre Daario e aquele-outro-cara-que-morreu-em-dez-segundos.
+ Destaque pro cenário lindo e pro uso de CG muito bem feito na cena em Meereen


O pior do episódio:


- Sam e Gilly esfriaram o clima do episódio com um vaivém bobinho. Não é hora pra isso, galera!





Nota: 8,5

domingo, 20 de abril de 2014

Review: The Vampire Diaries 5x18 - "Resident Evil"

 Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Resident Evil", exibido no dia 17/04/14

stelena 5x18

Review: Reign 1x18 - "No Exit"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "No Exit", exibido no dia 17/04/2014!




















Sneak Peeks divulgados do 1x19 de Agents of SHIELD

Aqui estão dois sneak peeks do episódio "The Only Light in the Darkness" que foram divulgados.

Sinopse: Com o mundo de todos de cabeça para baixo, Coulson corre para salvar a vida de seu amor verdadeiro assim como a misteriosa violoncelista, mencionada primeiro no filme "Os Vingadores", é revelada.


Wow, o Ward vai passar por um super detector de mentiras... Será que ele vai conseguir?

E ai, o que acharam?


Review: Parks and Rec 6x20 - "One in 8,000"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "One in 8,000", exibido no dia 17/04/2014!




















Recap: Mad Men 7x01 - "Time Zones"

É o começo do fim de Mad Men, que chega a sua sétima temporada como uma das séries mais aclamadas dos últimos tempos. Se você perdeu a season premiere da semana passada, aqui vai um recap pra acompanhar o segundo episódio, que estreia nesse domingo de Páscoa na AMC dos Estados Unidos e na segunda na HBO daqui.


Spoilers à frente!

O episódio começa com uma ideia aparentemente fantástica de Freddie, de quem provavelmente você não se lembra, mas que não é conhecido por ter boas ideias. No final, tudo se explica: Freddie tem levado freelances da SC&P e de outras agências para Don Draper, esse sim, conhecido por suas excelentes ideias.

Don também é conhecido por seu temperamento instável e distanciamento emocional, e nessa temporada não é diferente. Ele está vivendo em um limbo desde que foi afastado "temporariamente" da agência, dividindo-se entre Nova York e Los Angeles, onde agora vive sua esposa, Megan. Quando a vimos pela primeira vez, ela está descendo de um conversível, parecendo uma estrela de cinema. A cidade parece fazer bem a ela, mas o mesmo não pode ser dito sobre o relacionamento dos dois. A distância faz mal, e eles não se amam, ou não se conhecem o suficiente para fazer funcionar. Don parece nem ter contado sobre seu afastamento da SC&P. Quando ele pega um voo de volta a Nova York, ele tem um daqueles diálogos profundos que você conhece em Mad Men com uma passageira do avião. A questão que fica é: vamos chegar a entender, ou a conhecer realmente Don Draper?

Enquanto isso, em Nova York, Roger Sterling está acabando de acordar de uma orgia. Aparentemente é isso que eles faziam nos anos 60/70. Ele parece não estar ligando a mínima para o resto do mundo, abraçando algum espírito hippie de amor livre. Mas isso parece vir mais de seu próprio egoísmo. Quando sua filha, Margaret, liga pra ele para marcar um encontro, ela diz o que menos podia se esperar: eu te perdoo. Talvez ela também esteja canalizando alguma vibração hippie. O fato é que, por arrependimento ou perplexidade, isso não cai bem em Roger. Ele está cansado.

Cansado e estressado também está Ken Cosgrove, que herdou a sala de Pete e todo seu trabalho. Quem consegue ajudá-lo é Joan, que continua em sua saga para a aceitação profissional. Ela enfrenta um novo gerente da empresa de calçados, que quer tirar sua conta da SC&P para montar uma agência interna de publicidade. Mais do que ele, Joan enfrenta o sexismo de quem acha que ela não sabe o que está fazendo. Mas quando ela tira um dos brincos para falar ao telefone, com coragem e propriedade, para resolver o problema, é uma vitória. E o melhor é que ela faz isso da sala do chefe, se apropriando do lugar. Claro que depois Ken vem nos lembrar que aquele (por enquanto) não é o lugar de Joan, mas é bom ver um pouco de girl power na série.


Até porque Peggy está em baixa nesse comecinho de temporada. Ainda que ela esteja usando um figurino sensacional (e essa boininha de lã?), as coisas vão mal pra ela em sua vida pessoal e também na profissional. Com a saída de Don e Ted, o lugar de "chefe da Peggy" é preenchido por Lou Adler, um cara que se descreve como "imune aos charmes" da moça. Algo que não é apenas machista de se dizer, como também muito injusto. É trabalho, não é charme. Como a própria mesmo diz, Peggy se preocupa muito mais do que qualquer um ali. E talvez ela se preocupe até demais, para compensar o vazio deixado por Ted, que a abandonou covardemente no final da temporada anterior, e que reaparece nesse episódio só pra causar mais desconforto à publicitária. Pobre Peggy. Nem em casa ela tem paz. Vê-la chorando no chão de seu apartamento me cortou o coração. Aguardo o dia em que ela terá suas próprias escolhas.

Em um espectro totalmente oposto está Pete, que parece ter se adaptado muito bem à Califórnia. Em um encontro com Don, ele mostra ter se apropriado do bronzeado, figurino, vocabulário e das moças locais. Nenhum sinal de luto por sua mãe ou pelo fim do casamento com Trudy. De alguma forma, ele conseguiu se tornar ainda mais irritante.


Falta saber o que acontece com Sally e com os meninos Draper. Betty também não aparece no primeiro episódio (nem faz falta). Mas de modo geral, foi um excelente começo de temporada para a série, como há muito tempo não se via. Os diálogos excelentes estão de volta, e os momentos soco-no-estômago também. Chegaram as minissaias, chegou a trilha sonora mais que genial. É o fim dos anos 60, é o fim de Mad Men.


sábado, 19 de abril de 2014

Fãs unem Game of Thrones e Frozen em vídeo

Já pensaram como seria "Let it Go" narrando os acontecimentos de Game of Thrones? Bom, assistam e descubram. O vídeo é,no mínimo, divertido.


Dica da Semana: Divergente (filme e série de livros)

A série me cativou desde o começo. Eu não esperava muito do livro e tinha comprado mais porque não tinha muitas opções. E tenho que falar como fiquei surpresa com o quanto gostei do livro (dos livros, melhor dizendo). Distopias sempre despertaram meu interesse, e Veronica Roth definitivamente soube nos contar sobre os conflitos desse novo mundo. Sempre me surpreendo com a criatividade dos escritores ao criarem um ambiente do zero. Distopias são uma boa forma de avaliar um pouco o mundo em que vivemos, afinal estão cheios de críticas à nossa própria sociedade. Eles podem parecer falar de uma realidade distante, mas estão mais perto do que imaginamos. Os livros da série foram comparados à livros famosos como Maze Runner, de James Dashner, e Jogos Vorazes, de Suzanne Collins.

Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco Jovens Leitores
Título original: Divergent, Insurgent e Allegiant

- Divergente
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive. 





Insurgente

As facções estão desmoronando, e Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor. 













Convergente
A sociedade baseada em facções, na qual Tris Prior acreditara um dia, desmoronou – destruída pela violência e por disputas de poder, marcada pela perda e pela traição. Em Convergente, a jovem é posta diante de novos desafios e mais uma vez obrigada a fazer escolhas que exigem coragem, fidelidade, sacrifício e amor. O livro alcançou o primeiro lugar na lista de bestsellers do The New York Times e foi o título mais vendido pela gigante Amazon no segmento infantojuvenil em 2013. 









Os livros da série contam a história de Beatrice Prior, que está na idade de decidir se continuará na facção que viveu a vida toda: Abnegação. Em uma cidade futurista, a sociedade divide-se em cinco facções dedicadas ao cultivo de uma virtude - a Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Franqueza e a Erudição. A partir dai, a jovem de 16 anos faz seu teste de aptidão e descobre ser divergente, ou seja, não pode ser classificada como nenhuma facção específica - suas aptidões são mais de uma. Com resultados inconclusos, Beatrice resolve seguir sua vontade e escolhe Audácia, mudando seu nome para Tris. Nossa heroína passa por poucas e boas, afinal a facção exige aprender a lutar e se defender. O primeiro livro foca na iniciação de Tris e seus descobrimentos sobre si mesma.

A primeira parte do treinamento da Tris é física, lutando e atirando, lançando facas e tudo mais. Porém, a segunda metade do treinamento é psicológica, tendo que enfrentar seus piores medos. Vemos que Tris, que já era uma personagem forte, evoluir como pessoa e se tornar uma mulher forte, que enfrenta seus temores e que sabe se defender. Um de seus treinadores é o Quatro e a relação deles é desenvolvida. Ele cobra dela como ninguém e vemos crescer uma amizade e até algo mais. Surge uma força em mudar essa rigidez do sistema de facções e vários segredos são desvendados. Ser divergente é perigoso, e vamos entendendo ao longo da série as consequências em volta do assunto.

“Eu não quero ser somente uma coisa. Eu não consigo ser. Eu quero ser corajoso e quero ser altruísta, inteligente, honesto e gentil.” - Quatro

No segundo livro, vemos que o sistema está se desmoronando, muitas coisas estão acontecendo e o jogo de poder é o centro de muitas discussões. Já no final da série, vemos os personagens já conhecidos em uma situação nova. Eles descobrem mais sobre o passado e tentam entender o porquê da cidade ter optado aquele sistema de facções. O final foi bem surpreendente e devo admitir que chorei muito. Para alguns pode ter sido decepcionante, e não posso negar que esperava um final mais... feliz. A relação entre os personagens, sua evolução e tudo que passaram faz você querer isso. Tris é uma heroína que nos apaixonamos, com sua garra, seus medos e inseguranças também, mas sempre de cabeça erguida e tentando o melhor por ela e pelos outros. Quatro é um líder nato, importa-se com a sinceridade das pessoas e é generoso, apesar de ser rígido. Seus problemas familiares aos poucos vão sendo descobertos e percebemos a fragilidade de Quatro, apesar dele não demostrar muito isso.

É difícil falar do que acontece nos livros, afinal tudo está interligado e depende dos acontecimentos do anterior para ser entendido. A série definitivamente questiona muitas coisas, por exemplo: a ideia de que cada pessoa só tem uma única característica, bom ou mau (maniqueísmo); e a ideia de fazer atrocidades e controlar pessoas por um "bem maior", entre outros. A escrita é ótima e prende a sua atenção, além dos segredos e mistérios trazerem a ansiedade de conhecer mais aquele universo e conviver mais com a Tris e o Quatro.

Filme: Divergente















Com tantas adaptações de livros para filmes sendo feitos, Divergente não poderia faltar. O filme estreou dia 17 de Abril (quinta-feira), e eu, fã como sou, precisava ver o filme o mais rápido possível. Acredito que o longa-metragem tenha sido bastante fiel ao livro, apesar da história ter sido acelerada e cenas tenham sido um pouco modificadas. Claro, os livros serão sempre melhores e mais detalhados que os filmes. Nunca terão as tantas pequenas cenas que amamos, mas o filme não decepcionou.

Adorei ver a Veronica Roth fazer uma pequena participação no filme na cena da tirolesa. Os cenários e a fotografia foram realmente bonitos e incríveis. Shailenne Woodley faz o papel de Tris e devo dizer que adorei ver a nossa forte personagem nas telas do cinema, mostrando como se impôr e se reerguer. A atriz conseguiu nos mostrar isso, assim como Theo James mostrou Quatro com sua dureza, mas também seu interior generoso. O filme teve seus momentos engraçados e descontraídos com as verdades ditas por Christina (ex-Franqueza), os comentários sábios de Will (ex-Erudição) e os falas sarcásticas de Quatro.

Já tinha lido sobre uma das cenas do filme, e sem querer dar muitos spoilers para quem não leu o primeiro livro, um dos medos da Tris é o Quatro. No livro, como relembrei lendo uma resenha, o medo dela é em relação à intimidade e ter um relacionamento amoroso. Na cena, que acontece no capítulo 30, Four se aproxima de Tris de um jeito gentil, e ela o afasta de uma maneira descontraída, rindo e dizendo “eu não vou dormir com você em uma alucinação. Está bem?”. No filme, no entanto, a cena faz parecer que Quatro a força e dá a entender que ela se sente ameaçada por ele. O longa não avança tão à fundo no relacionamento deles, infelizmente, mas entendo que são muitos acontecimentos para se cobrir num filme só.

É bom ver todas aquelas cenas imaginadas ali e como pudemos sentir os medos e anseios de Tris através dos olhos de Shailenne. O filme levanta os mesmos questionamentos do livro como a individualidade, enfrentar seus medos e etc. Acredito que o filme explique bem o mundo criado por Veronica Roth para quem não o conhece e dê aos fãs a satisfação de ver os personagens ganharem vida. Entendo que muitos não queiram assistir porque não leram os livros, mas não acho que seja necessário. Aliás, talvez o filme até impulsione pessoas à lerem a trilogia, como aconteceu com uma amiga minha.


 
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