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domingo, 29 de junho de 2014

Dica da Semana: Malévola



Bom, para os fãs de Once Upon a Time ver uma história centrada no vilão não é nem um pouco estranho. Malévola traz uma nova percepção de Bela Adormecida e, devo dizer, totalmente favorável à dita vilã. Acredito que qualquer backstory nos faz entender melhor os personagens e os acontecimentos de muitas histórias, e claro, baseando-se no fato de que ninguém nasce mau.

O filme nos conta que não foi o fato de Malévola não ter sido convidada para o batizado que a fez impôr a maldição à Aurora (grande insulto na época), e sim, o seu passado com o rei e o papel dele na perda de suas asas. Sim, Malévola é uma fada que um dia teve suas asas arrancadas e protetora do reino de Moors. Do outro lado, temos um rei que resolve guerrear contra as criaturas mágicas.

A adaptação retoma a cena clássica da maldição, com o mesmo discurso de Malévola, e nos leva as fadas que cuidam de Aurora totalmente para um segundo plano. O príncipe também não tem a importância que nos desenhos, mas acredito que sua participação tenha sido bem trabalhada. Um ponto intrigante seria o fato da rainha não ter sequer um nome, assim como no desenho - fato criticado como um dos pontos machistas desde o conto original. Admito que os atores que fazem a Aurora e o Philip pareciam bem novos ao meu ver, mas, se formos parar para pensar, é algo que condiz com o conto.


O longa nos apresenta uma Malévola mais humana e generosa. Uma das alterações do enredo, por exemplo, já começam na própria maldição que é modificada de sono eterno para reversível através de um beijo pela própria Malévola, e não, pela terceira fada. Com um clima leve e humorado, conseguimos ver influência da vilã na vida de Aurora (interpretada pela Elle Fanning) e vamos nos apaixonando pela personagem. Afinal, com Angelina Jolie no papel não poderia ser diferente. Por trás das maldades, se podemos assim dizer, vemos em Malévola uma preocupação de mãe e o surgimento de sua amizade com o corvo.

No fundo a grande lição que aprendemos, de todas essas adaptações dos contos de fadas eu diria, é que ninguém é cem por cento mau ou bom. Cada um tem uma razão de ser e chances de mudar. O filme demonstra outras formas de amor, além do romântico, e como pode ser tão poderoso quanto. As críticas feitas ao fato dos príncipes e princesas se apaixonarem rapidamente também são visíveis, o que dá ao filme um toque moderno. Focando na técnica, toda a fotografia do filme e efeitos especiais são muito bem feitos e dão um ar mistico ao mundo do conto.

Curiosidade: Aos 4 anos, a filha de Angelina Jolie e Brad Pitt, Vivienne, participou do filme como Aurora mais nova, tornando a cena com Malévola mais tocante ainda.

Por todas essas razões, eu recomendo esse filme. Um versão moderna de uma das histórias que fizeram parte de nossas infâncias, além de trazer personagens femininas fortes, e o próprio desfecho da história - mais relacionado à lealdade e amizade do que amor romântico - prova isso. "Esse é um filme para meninas de hoje, que não se iludem com a espera pelo 'príncipe encantado' e o 'amor verdadeiro'." (artigo da uol)


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Review: Orphan Black 2x10 - "By Means Which Have Never Yet Been Tried" (Season Finale)

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "By Means Which Have Never Yet Been Tried", exibido no dia 21/06/14.

sarah manning 2x10

Review: Teen Wolf 4x01 - "The Dark Moon"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Dark Moon", exibido no dia 23/06/2014!



















domingo, 22 de junho de 2014

Dica da Semana: Série Mortal (Livros)

in death books


Título: Série Mortal/ in Death
Autora: J.D Robb (Nora Roberts)
Editora: Bertrand (Brasil)/Berkley (EUA)
Sinopse do primeiro livro: 
Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.

A série Mortal começou em 1995 com o livro “Nudez Mortal”, no original “Naked in Death”, e então não parou mais. A série tem quase vinte anos, 38 livros publicados e mais dez contos separados, e não tem previsão de acabar. No Brasil, a publicação ainda está alguns anos atrasada, apesar de serem publicados em torno de dois livros por ano. O último lançado pela editora Bertrand foi “Origem Mortal”, o vigésimo-primeiro livro da série.
É raro se ver uma série tão grande de livros e, de certa forma, é um pouco irritante não saber quando será o fim, mas é exatamente o que dá certo nela.
Apesar de serem continuações, não espere nenhum mistério que será desvendado apenas no último livro ou uma grande história maior que perpasse todos os livros, não tem nada disso. É uma série policial e, como tal, cada livro conta a história de um crime. Quando ele é resolvido, o livro acaba. No próximo, podem até ter referências ao anterior, mas será outro caso diferente.
Isso significa que um livro não tem nada a ver com outro e podem ser lidos em qualquer ordem? De forma alguma!
Todos os livros têm os mesmos personagens principais: a tenente Eve Dallas, Roarke e os outros detetives do departamento de Homicídio. E foi isso que eu quis dizer quando disse que ser uma série grande foi o que fez a série dar certo. Não é possível ler os mesmos personagens tantas vezes sem se apaixonar por eles.
Eu comecei a ler essa série quando eu tinha 13 anos, então é claro que tenho uma visão bastante diferente dela agora do que quando comecei, mas ainda assim é algo que eu recomendo com toda certeza. Se tem alguma coisa que essa série acerta é desenvolver os personagens, principalmente a principal. Eve é uma das minhas personagens literárias preferidas e eu adoro o modo como ela é escrita. Ao longo dos livros, além do caso, temos várias partes dedicadas a sua vida. Aliás, alguns dos livros giram quase inteiramente em torno dela.
O passado de Eve é muito bem feito, apesar de terem alguns pequenos furos. E o relacionamento dela com Roarke, que é introduzido no primeiro livro e continua em todos os outros, também é um amor. Tenho lá meus problemas com o Roarke, que na minha opinião não é um bom personagem, porque é simplesmente muito perfeito e conveniente. Tudo sobre ele é muito hiperbólico, ele não é simplesmente bonito e rico, ele é um dos homens mais bonitos ever, o mais rico do mundo, muito inteligente, atencioso e tudo de bom. Por favor, né.
O livro é escrito pela Nora Roberts, sob o pseudônimo de J.D Robb, e apesar de ter um estilo diferente dos outros livros dela (que ou são romances bobinhos e ou dramas com romance), é claro que ainda tem bastante romance, que é o forte dela. O romance é bom, o mais previsível possível e um pouco repetitivo depois dos livros, mas para quem gosta é ótimo. Como todos romances da Nora Roberts, o relacionamento acontece um pouco rápido demais para meu gosto, do tipo começa a namorar e alguns meses depois estão casados. Mas isso é facilmente esquecível, já que na maior parte dos livros Eve e Roarke são casados e é basicamente eles aprendendo a viver como um casal (o que a Eve chama de “regras do casamento”) e isso sim é o que me interessa. A dinâmica dos dois, aprendendo a formar uma família sem nenhum dos dois terem bons exemplos de como isso funciona é maravilhosa e divertida.
Algumas das cenas familiares me fazem querer abraçar o livro de tão fofas, e eu acho que esse deve ser o objetivo de todo livro. Para ter uma ideia, a minha cena preferida de todos os livros é um jantar, em que absolutamente nada acontece. Durante um caso, todos estão na casa da Eve e do Roarke trabalhando até tarde, e aí todos jantam juntos na mesa. E é aquele momento família, com todos personagens interagindo e é a coisa mais linda do mundo.  Mas é o tipo de cena que só pode ser apreciada depois de muitos livros (ou temporadas em caso de séries). Assim como essa, várias outras cenas ganham um valor mais alto por já conhecermos esses personagens tão bem. É até possível criar piadas recorrentes ou desenvolver personagens tão lentamente que você mal percebe o que está acontecendo, tornando mais próximo da vida real.

nudez mortal

Em relação aos casos policiais, eles são legais. Como esperado, alguns são melhores do que outros, e para falar a verdade, nos últimos tempos a qualidade vem caindo um pouco. Os livros têm um toque bastante irrealítico, principalmente em relação a quantidade de crimes que acontecem. Como são livros longos, em geral acontecem assassinatos complexos e em massa para ter o suficiente para alongar o livro. O problema é que o tempo que se passa entre os livros é muito curto (para ter uma ideia, em 20 anos de série, só se passaram uns dois ou três anos para os personagens), então é como se acontecessem um assassinato em série a cada três semanas em Nova York.
Além disso, a série se passa em um futuro próximo, começando em 2058. O problema nisso é: a série começou há vinte anos. Tudo bem que ainda faltam mais de 40 anos, mas não acho que estejamos perto de várias das inovações tecnológicas que a autora coloca no texto. Talvez desse para acreditar nisso nos anos 90, quando ainda se tinha toda aquela expectativa para o século XXI, mas agora? Só soa engraçado.
Esses são apenas detalhes que não atrapalham a leitura em nada, para a falar a verdade. Os casos ainda são bem escritos e a maioria das tecnologias novas são bastante ignoráveis, criadas com o único propósito de tornar o trabalho da escritora mais fácil.
O que realmente me incomoda na série (tirando a caracterização do Roarke) é uma única coisa: a falta de diversidade. Se fosse nos dias atuais, já era de se esperar que tivesse uma diversidade maior, afinal isso é Nova York! Até agora 90% dos personagens são brancos, absolutamente todos personagens recorrentes são héteros e não vi nem nenhuma menção de um personagem trans. E isso é daqui 40 anos! Pelo jeito desses personagens, estava mais próximo de isso ser no Texas em 1950, não Nova York em 2060.
Se eu tivesse começado a ler a série agora, talvez todos esses defeitos que eu apontei tivessem me irritado muito mais e eu nem tivesse continuado a ler. Mas aos 13 anos, eu não estava nem aí para nada disso e, quando comecei a me incomodar, já tinha vendido minha alma para os livros há muito tempo.
Mas, afinal, depois de eu criticar o livro e dizer que talvez eu não continuasse a ler se tivesse começado agora, eu ainda indico como dica da semana? Sim. Todos os livros têm defeitos, alguns mais que outros, e apesar de tudo, ainda é uma série que ganhou meu coração e ainda amo os personagens. Desde que tenham em mente que nem tudo vai ser perfeito, é uma leitura bastante interessante, para dizer no mínimo. Uma combinação entre romance, drama e policial.
E apenas uma observação, se forem ler, não esqueçam de seguir a ordem certa dos livros. Eu sei que disse que um não dependia do outro, mas eles acontecem em ordem cronológica e tem alguns eventos da vida dos personagens que só podem ser entendidos direito na ordem.


4 estrelas

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Dica da Semana: A Culpa é das Estrelas

O filme "A culpa é das estrelas" é uma adaptação do livro de mesmo nome do escritor americano John Green. A narrativa nos introduz à protagonista, Hazel Grace Lancaster, uma sobrevivente de câncer. Diferentemente do que se poderia esperar da história, não se trata sobre câncer. Pelo menos, não exclusivamente. Mas sobre (e perdoem o clichê) viver. Sobre aproveitar cada dia, cada momento. E sobre continuar seguindo em frente apesar das adversidades, sejam elas pulmões que não trabalham direito, aquela promessa de "sempre" que foi quebrada ou qualquer outra coisa.

"Some infinites are bigger than others infinites" ('Alguns infinitos são maiores que outros infinitos')

O longa, assim como o livro, consegue cativar o espectador sem grande dificuldade. A história em si - por tratar de câncer, que já é um tema sensível, e sobre jovens - faz com que seja fácil ter empatia pela personagem principal e os outros. O final do filme é belíssimo. Para quem não leu o livro antes de ver o filme, é  com certeza surpreendente.

Os atores escalados para protagonizar o filme (Shailenne Woodley e Ansel Elgort) não são nada senão perfeitos ao encarnarem seus respectivos papéis como Hazel e Gus. Suas performances são ótimas, e capazes de render o público às lágrimas diversas vezes (como comprovado durante a sessão à que assisti). A trilha sonora do filme também é espetacular, e combina primorosamente com a narrativa e ritmo do longa-metragem. Na realidade, é difícil encontrar algum aspecto ruim sobre o qual possamos reclamar. A única reclamação possível é que a Hazel do filme não é tão direta quanto a do livro. Falta a verdade nua e crua que aparece de vez em quando no livro.

Apesar disso, sem sombra de dúvida alguma, "A culpa das estrelas" é um filme que vale a pena assistir. E para quem não sabe, o John Green participou do filme e a cena foi deletada, mas pelo menos foi divulgada na premiere do filme. Aqui está:

Webséries: Adaptações de livros

As webséries estão ficando na moda e, mais do que isso, adaptações dos clássicos escritos por Jane Austen estão em alta. Tudo começou com a adaptação moderna de "Orgulho e Preconceito", Elizabeth se torna Lizzie, uma estudante que começa a postar vídeos para a internet com o objetivo de ganhar créditos para a faculdade.

- The Lizzie Bennet Diaries



Eu comecei a assistir através de uma amiga, e devo dizer que os vídeos-episódios de 5-7 minutos prendiam a minha atenção como ninguém. Achei genial ver uma história que todos conhecemos tão bem através de filmes e o livro, claro, com um tom moderno, divertido e fofo que a série deu. Lizzie se torna uma pessoa mais próxima de nós, imita os pais (que são uma ótima adição ao show) e zomba das tradições que sua mãe exige. As irmãs, Jane com sua meigice e Lydia com seu jeito acelerado, ganham o coração de qualquer um na série. E claro que ganhamos adaptados, personagens como Mr Darcy e Mr Bing. Tudo na série parece ser tão real, que as vezes te faz duvidar se essa Lizzie realmente existe e está fazendo esses vídeos do seu quarto.

A série se aproveitou de todos os personagens e assim criou canais para cada um (como a Gigi e Lydia), histórias adaptadas e contadas por eles mesmos, além da interação com a Lizzie no canal "oficial". A empresa fictícia da série se tornou um canal no youtube, onde alguns desses personagens interagiam e a partir dele, outras séries foram sendo criadas. Em seu 100º episódio, nossa querida Lizzie se despede com Mr Darcy ao seu lado e temos o final da série... Por mim podiam inventar ainda mais e continuar a partir daí... E ainda tivemos um bonus no começo desse ano, para os fãs que sentiam saudades e queriam saber como estava a vida da protagonista.

Bom, os criadores da webserie não pararam por aí e resolveram apostar na adaptação de outro livro: "Emma".


- Emma Approved



A série, criada em outubro de 2013, está em progresso. A Emma de Jane Austen ganhou um emprego como consultora amorosa e estilo de vida. Nossa moderna Emma tem seu temperamento forte, adora se meter na vida dos outros e ajuda vidas a melhorarem como sempre. Seus amigos Mr Knightley e Harriet tem um peso substancial na adaptação, ele é da área financeira e é a parte séria da empresa, enquanto Harriet canta com seu ukulele e recebe um 'banho de loja' de Emma. Os atores que fazem Emma e Alex namoram na vida real, e devo dizer que podemos ver a química entre os dois de longe.

Para os fãs de TLBD, a ansiedade por uma aparição de algum personagem na nova websérie é grande, e até tivemos uma, apesar de não ser uma das personagens favoritas dos fãs, Caroline Bing.


- The New Adventures of Peter and Wendy 



Como podemos ver pelo nome essa nova websérie conta a história de Peter e Wendy. Sim, Peter Pan. O nome logo me chamou a atenção e devo dizer que fiquei curiosa para descobrir mais sobre ela. A história de passa em uma cidade chamada Neverland (Terra do Nunca) e somos apresentados a uma Wendy que quer conhecer o mundo, a um Peter que nunca quer crescer e ter responsabilidades, além dos outros personagens como Michael, Lily e John. Eu adorei ver como adaptaram tudo: a Tinker Bell (Sininho) aparece como uma das câmeras, se comunicando através de "sinos", além da Wendy ter um videoblog, abrindo outra possibilidade de filmar. Enquanto as outras webséries são muito mais estáticas com suas câmeras em tripés, P+W tem muito mais movimento e lembra mais uma série televisiva. Os assuntos da série são mais adultos e de certa forma mostram o Peter e seu problema em crescer relacionando com o fato de começar a ganhar responsabilidades, mesmo que já seja adulto. 

Espero que gostem das dicas (: Webséries, com seus vídeos curtos e que prendem a atenção, são uma forma ótima de contar histórias e é bom ver que estão sendo exploradas.

 
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