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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Review: The Vampire Diaries 6x05 - "The World Has Turned And Left Me Here"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "The World Has Turned And Left Me Here", exibido no dia 30/10/14.

Após um certo relapso da minha parte, as reviews de TVD estão de volta!

tvd elena 6x05

No episódio passado, Elena descobriu sobre a alteração em sua memória, o que achei surpreendentemente rápido para TVD que às vezes gosta de prolongar storylines, mas agora, mesmo sabendo, resolveu não restaurar suas memórias. Alaric tenta convencê-la do contrário, mas Elena resolve seguir seu próprio conselho e continuar sem saber quem o Damon era para ela. Nenhuma surpresa nisso, já que devolver suas memórias agora só a traria para o mesmo estado do início da série e não haveria lógica nenhuma nisso.
Superando isso muito facilmente, Elena resolve aproveitar a vida e sair com o Liam. Não tenho a mínima paciência para personagens novos depois de muitas temporadas, só agora estou começando a aceitar Liv e Luke, e olha que continuo achando sua existência desnecessário, então nem vou falar nada sobre o Liam. Aliás, qual a obsessão dos escritores com nomes que começam com L?
Gosto bastante da Elena e também gosto que ela esteja feliz, acredite sou sempre a favor da felicidade dela. Dito isso, estou achando essa storyline uma chatice, só quero que chegue o drama logo. Até agora, Elena estava excluída em sua própria subplot, ficando com o Liam, o que é totalmente desnecessário porque ninguém liga para ele. Estou esperando pela provável morte ou desaparecimento da série sem explicações dele, um dos dois.
Ela o chama para ir em uma festa de homecoming, que acaba sendo um desastre, depois que acontece um acidente. Os dois salvam algumas pessoas com a ajuda de vampirismo e medicina e, no fim, voltam juntos. Elena, que não tem conhecimento suficiente de medicina para fazer alguma coisa certa e, mesmo se tivesse, não teria muito o que fazer no meio de um milharal, dá seu sangue para uma vítima e a faz esquecer depois. O único problema em seu plano é que Liam a viu ajudando a menina que supostamente deveria morrer e depois encontrou a garota andando por aí super feliz. Isso é um claro sinal que ele irá descobrir que Elena é uma vampira. Sabemos disso porque isso já aconteceu umas mil vezes na série, mas quem se importa com histórias reutilizadas?

vampire ivy tvd

A grande causa do acidente remete a Stefan, que foi um grande babaca nesse episódio. Bom, na verdade remete ao Enzo, mas ele ainda está preso pelo caçador de vampiros e nem faz parte desse episódio. Sem ninguém saber, Enzo transformou Ivy, aquela namorada do Stefan que ele mandou enterrar, ela maou o chefe do Stefan e agora é uma vampira newbie. E uma muito irritante por sinal, não lembro de nenhum dos outros vampiros recém-transformados ter ficado tão insuportável, mas pode ser porque tenha um tempo que ninguém não envolvido nesse mundo tenha aparecido.
De qualquer forma, Stefan recebe uma ligação do Fell – nem lembro o nome dele – a.k.a caçador de vampiros de MF e descobre que ele está vindo para Savannah, onde Stefan e Ivy estão. Por isso, Stefan a coloca em uma mala – literalmente – e vai para a universidade deixá-la lá. Ele nem se dá o trabalho de conversar com a Ivy, só manda a Caroline cuidar dela, tenta convencer Alaric a compeli-la e vai embora. Sério mesmo, Stefan?! Caroline depois dá uma bronca nele, muito justo.
Ivy só sabe complicar as coisas, então ao invés de escutar a Caroline e ser uma boa aluna, ela consegue escapar e acaba ferindo uma pessoa. Só que ela não aprendeu a compelir ninguém e manda a pessoa fugir, deixando-a desesperada. A vítima acaba indo para a beira da estrada, onde Tyler está dirigindo, ele atropela o cara e desvia para o milharal, onde está tendo a festa. E aí está o desastre que eu mencionei antes. Gritos para lá e para cá, tudo por culpa de Ivy, Stefan e Enzo. Cada um com seu grau de culpa. No final do episódio, ainda por cima, Ivy é capturada pelo caçador e agora vai ser tortura, ou seja, vai rapidamente contar tudo o que sabe, colocando todos os personagens em riscos.
Tyler, que agora é humano de novo e não quer ativar sua maldição de lobisomem, fica desesperado, porque atropelou o cara, mesmo que sem querer, e agora ele vai morrer. Acho inevitável ele eventualmente virar lobisomem de novo, mas melhor adiar para depois que eles conseguirem voltar para Mystic Falls, onde ele tem uma jaula e tudo mais. Pensei que ele fosse chamar um dos vampiros para transformar o cara, mas eles provavelmente não querem mais um ser sobrenatural, então tentam salvá-lo na base médica mesmo. Infelizmente, não tem nada que possam fazer e quem vai ao socorro de Tyler é seu novo interesse romântico, Liv. Para poder impedir a maldição de acontecer, ela sufoca a vítima antes que ele fosse morrer naturalmente, fazendo assim com que ela tenha sido culpada de sua morte e não o Tyler. Um gesto legal, eles têm química, shippo os dois.
Quem eu não shippo, pelo menos por enquanto, é Alaric e Jo. Os dois têm momentos bonitinhos na festa, mas depois Alaric a compeli para esquecer que gostava dele e... Surpresa, a compulsão não funciona. Não acredito que seja por verbena, porque isso seria simples demais e implicaria que ela sabe sobre vampiros e teria desconfiado do Alaric, então deve ser algo mais misterioso.

bonnie tvd 6x05

Enquanto tudo isso acontece no universo principal, Bonnie e Damon ainda desconfiam de Kai, o sociopata que matou várias crianças e prometeu os levar de volta para casa. Damon está focado em voltar para a Elena, mas a Bonnie não está tão confortável com a ideia de voltar com o Kai. Ela logo percebe o plano dele, quando ele não quer revelar o feitiço e o mata.
Damon fica desesperado no início, mas Bonnie logo prova que ela pode sozinha descobrir como voltar. Bonnie é uma ótima personagem, linda e fofa, então nunca duvidei que ela poderia fazer isso. Infelizmente, Kai não pode ser morto e logo volta para estragar a vida de todo mundo.
No meio de toda luta, Bonnie, que já fez o feitiço e derramou seu sangue no objeto mágico, sabe que não tem chances de conseguir voltar, mas Damon tem. Ela então faz o grande sacrifício e, usando sua mágica, ela tira Damon de perto do Kai e o leva par ao objeto, fazendo com que ele instantaneamente fosse levado para casa, destruindo assim sua única chance de ir para casa. Eu acho bom eles arranjarem um jeito de trazer a Bonnie de volta, porque isso não é justo.
Eu nunca fui de shippar Bamon, longe disso, pensava que os dois não tinham nada a ver um com o outro, mas a sexta temporada serviu para alguma coisa foi para me fazer adorar os dois juntos. Mais em termos de amizade do que romanticamente, mas ainda assim. Bonnie salvou a vida de Damon, e espero que, agora que ele voltou, ele faça de tudo para tentar trazê-la de volta.
E, sim, Damon está de volta! Na season finale passada, previ que eles voltariam no episódio 6x06, então errei por um episódio, mas foi quase. Damon voltou, teve uma cena fofinha com Stefan, e agora vai ter todos seus sonhos arruinados quando descobrir que Elena não lembra de amá-lo.
Julgando por como ela anda agindo, não acho que Elena vá querer recuperar suas memórias, já que para ela Damon é um assassino que ela odeia, então não amá-lo não é um problema. Mas é óbvio que ela não vai ficar para sempre sem memórias, a questão é só quanto tempo vai demorar para elas voltarem. Eu pessoalmente espero que não muito tempo.

Melhor:
+ Damon voltando!
+ Bamon
+ Tyler e Liv

Pior:
Toda história com o Liam
- Stefan super babaca
- História dos caçadores de vampiros é tão primeira temporada

Nota: 6,8

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e 
viciada em mais séries do que deveria.

Review: Faking It 2x06 - "The Ecstasy and The Agony"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Ecstasy and The Agony", exibido no dia 28/10/2014! 





















quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Review: Arrow 3x04 - "The Magician"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Magician", exibido no dia 29/10/14.

nyssa al ghul 3x04

Episódio passado terminou com cliffhanger da Nyssa aparecendo, então é claro que esse começa de onde parou. “The Magician” teve um grande foco no luto da Nyssa e em seu relacionamento com Sara. Eu tinha ficado bastante chateada de ninguém ter contado para ela logo que a Sara morreu, mas fiquei satisfeita de vê-la podendo demonstrar sua tristeza e amor livremente, e Oliver contando direto para ela e sendo respeitoso.

Por outro lado, não gostei muito da maneira que Laurel a tratou, mesmo que estivesse em luto ainda, achei desnecessário os escritores a escreverem dessa forma. Pelo menos, ao final do episódio podemos ver uma melhora na relação, quando Nyssa a encontra treinando e até a elogia, mais ou menos.

Com Nyssa em Starling City, todo o Team Arrow – menos a Felicity, que estava em The Flash – se foca novamente em encontrar o assassino de Sara. E eles já tem um novo suspeito: Malcolm Merlyn. Nyssa logo revela que ele está vivo, mostrando provas. A revelação não foi muito impactante, já que todos telespectadores já sabiam disso há meses e nem mesmo Oliver se surpreendeu tanto assim. Pensei que ele fosse ficar mais surpreso, já que foi ele quem tinha matado Malcolm, mas nah, o único incomodado com isso foi Roy.

arrow the magician

Malcolm voltou para Starling City com a Thea e foi bem fácil encontrá-lo. A grande questão era o que fazer com ele, uma vez que Oliver tinha seu juramento de não matar, mas Nyssa – assim como Laurel – não planejava deixá-lo viver. Fiquei um pouco decepcionada por não terem mencionado muito o Tommy no episódio, sei que ele já morreu faz anos, mas se tinha um bom momento para trazê-lo seria agora. Laurel até comentou que Malcolm matou Tommy, mesmo que indiretamente, mas pensei que fosse ter um foco maior, afinal Malcolm é pai de Tommy, que é quem Oliver está honrando a não matar, sem falar que Oliver contara para Tommy que não tinha matado seu pai... O que ele acreditava ser uma mentira na época, mas se tornou verdade, então ele deveria aproveitar que não tinha mentido de verdade para o amigo.

Bom, teria sido legal uma menção maior, mas posso viver sem.

A verdadeira razão para Oliver não querer matar Malcolm é muito mais ridícula... Ele é “pai” da Thea. Não sei o que isso tem a ver, já que até onde Oliver sabe Malcolm nem entrou em contato com Thea e nunca foi realmente seu pai. Concordo com o resto do Team Arrow que não teria muito problema em deixar Nyssa matá-lo, mesmo que não fosse o verdadeiro assassino de Sara.

Oliver revela que Thea é a filha do Malcolm, o que eu tinha até me esquecido que não era de conhecimento público, para Nyssa, e ela a sequestra, para poder atrair Malcolm e poder matá-lo. Várias cenas de ação depois, incluindo uma ótima luta tripla entre Malcolm, Oliver e Nyssa, Oliver acaba deixando-o ir, mas não ser antes afirmar que quem matou Sara foi Ra’s al Ghul... Não duvido nem um pouco disso, e torço para que quando isso aconteça, Nyssa se junte ao Team Arrow – temporariamente – contra o pai, afinal ela prometeu que vingaria a morte de Sara. 

arrow 3x04

Esse episódio surpreendentemente não teve nenhuma plot B, mantendo-se no assunto principal: Malcolm e Sara, e se conectando quase completamente. Isso não é bom, nem ruim, só diferente do que eles estavam fazendo nos últimos episódios. 

O mais perto que chegamos de mudar um pouco do assunto foi com Thea, apesar de ainda estar bastante submersa no assunto “Malcolm”. Oliver ainda não contou a verdade para ela, apesar de ter a cara de pau de dizer que está ao máximo tentando ser honesto com ela. Ok, Oliver, finjo que acredito. Mas acho justo, já que Thea também não está contando a verdade.

Oliver resolve, entretanto, contar sobre Malcolm para ela, o que foi bem maduro da parte dele. Thea, é claro, já sabia disso, e consegue atuar bem ao fingir surpresa. Oliver continua desconfiando que tenha algo de errado e notou que sua reação não foi como ele esperava. Quero logo que os dois se deparem um com o outro e descubram seus respectivos segredos ao mesmo tempo, acho que seria um bom modo de fazer isso acontecer, já que ambos ficariam irritados por terem sido enganados, mas ao mesmo tempo não podem falar nada, já que também mentiram. Apesar de que Oliver começou a mentir bem antes, então estaria em uma situação pior.

De qualquer forma, Thea, ao contrário do Oliver – que não faço ideia de como está se sustentando -, tem dinheiro e agora está pronta para construir o Verdant novamente. Até contratou Roy. Não sei se isso vai ter alguma relevância para a série, ou se eles só quiseram uma desculpa para trazer esse set de volta, teremos que esperar para ver.

Honestamente, o episódio foi bem fraquinho no geral, sem nada de novo ou inesperado. Estou muito mais ansiosa para o próximo episódio que vai revelar um pouco da backstory da Felicity.

O Melhor:
+ Oliver tratando a Nyssa bem
+ Cena final entre Nyssa e Laurel
+ Nyssa demonstrando seu pesar
+ Luta entre Malcolm, Oliver e Nyssa
Finalmente todo mundo sabe que Malcolm está vivo

O Pior:
- Felicity fez falta
- Relação Laurel/Nyssa no início
- Até quando vão prolongar contar a verdade para o Quentin?
- E para a Thea?
- Justificativa do Oliver para não matar o Malcolm super fraca
-  Nada de surpreendente

Nota: 5,5

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e 
viciada em mais séries do que deveria.

Review: Castle 7x05 - "Meme is Murder"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Meme is Murder", exibido no dia 27/10/2014!
























Review: Once Upon a Time 4x05 - "Breaking Glass"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Breaking Glass", exibido no dia 26/10/2014!  





















quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Review: The Flash 1x04 - "Going Rogue"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Going Rogue", exibido no dia 29/10/14.

the flash 1x04

Mais uma semana, mais um meta-human... Não, espera, nada disso, essa semana não teve nenhum meta-human – tirando o Barry, é claro. Mas isso não significa que não tenha tido vilão nenhum, senão a série ficaria sem sentido, mas ele é apenas um humano como qualquer outro. Pelo menos aparentemente.

Ele parece ser o chefe de crime organizado, com várias pessoas seguindo suas ordens e dominando muito bem o mercado do crime até agora. Mas então Barry aparece e acaba com sua diversão. Determinado a não abandonar seu plano de roubar um diamante, ele consegue comprar uma arma superpoderosa que pode derrotar o Flash.

Captain Cold – como é apelidado por Cisco – quase consegue derrotar Barry com a ajuda da arma, mas no fim, obviamente, acaba sendo derrotado. Pela primeira vez na série, entretanto, o vilão saiu impune, livre para bolar seu próximo plano maligno. E o vemos, ao final do episódio, arranjando novos comparsas que podem muito provavelmente ser metahumanos. Isso significa que ele deve voltar dentro em breve para a série, é só esperarmos para ver.

Fiquei feliz por ter quebrado um pouco o padrão que a série estava seguindo, apesar de não ter sido nenhuma mudança brusca. Pelo menos é alguma coisa.

the flash going rogue

Bom, mas de onde veio essa tal arma do Captain Cold? A resposta: do próprio STAR Labs.

Cisco havia a criado antes mesmo do Barry acordar, sabendo que poderia impedi-lo, caso ele, assim como todos os outros metahumanos até agora, resolvesse usar seus poderes para o mal. Isso não foi necessário, já que Barry resolveu colaborar com os testes e ainda salvar o mundo no meio tempo, mas Cisco não tinha como saber disso antes.

O que não foi muito inteligente da sua parte foi deixar em um lugar roubável, mas ok, eles precisavam roubar a arma de algum jeito. Dr. Wells também não gostou nem um pouco de Cisco ter sido tão descuidado e revelou um lado mais sombrio de sua personalidade. Acredito que tenha muito mais de onde veio, mas é a primeira vez que um dos personagens principais o vê assim, até onde sabemos. Estou esperando por ver mais cenas desse tipo, porque foi um dos pontos altos do episódio, o Dr. Wells é muito mais interessante quando não está se fingindo de bonzinho. Ainda não sei qual é a dele exatamente, eu poderia pesquisar na internet para saber de onde ele veio nos quadrinhos, mas prefiro ver a série por si mesma, porque sei que a adaptação pode mudar tudo.

Barry também não gostou de ter uma arma que pode feri-lo e ninguém ter se dado o trabalho de avisá-lo. Teve um certo drama necessário, Barry irritado com Cisco por não ter confiado nele, enquanto se culpa por não ter conseguido salvar alguém. Aquela coisa típica de heróis. Sorte que a Felicity estava por ali, porque ela, experiente na vida de vigilante, já viu isso acontecer várias vezes em Starling City e faz com que Barry supere isso bem mais rapidamente.

No fim, Cisco, Caitlin e Felicity vão até Barry ajudá-lo a derrotar Captain Cold, todos fazem as pazes e são felizes para sempre. Menos Dr. Wells que ainda está de mau-humor.

the flash felicity barry

Felicity! A presença dela no quarto episódio havia sido anunciada há meses e desde então eu estava ansiosa. Felicity é minha personagem [viva] preferida de Arrow, e adoro a amizade dela com Barry, então a presença dela em The Flash só poderia deixar a série melhor. E deixou! Não que fosse funcionar se ela fosse ficar para sempre, mas sendo só por um episódio, foi ótimo.

Revelou vários aspectos interessantes do relacionamento entre Oliver e Felicity, que não foram muito explorados na perspectiva dela em Arrow em si, o que é uma falha da série. Já sabíamos que Barry e Felicity não teriam nada de romântico a longo prazo, apesar da promo, mas o episódio confirmou isso. Eles se beijam ao final do episódio, mas isso é logo depois dos dois admitirem que têm sentimentos por Oliver e Iris.

O episódio também nos deu mais informações sobre a vida profissional de Felicity, nos mostrando que ela é muito mais inteligente do que imaginávamos, tendo até feito mestrado. É bastante revelador que Dr. Wells, que veio do futuro, saiba quem a Felicity é – e por ela mesma, não pelo Oliver -, e seu uso da palavra “prevejo” em seu discurso claramente indica que Felicity irá ser conhecida no futuro. Muitos fãs teorizam que ela virará o Oráculo. Não sei se vai mesmo ou vão criar um novo codinome para ela, mas não importa o que seja, vai ser ótimo.

Eu poderia ficar divagando sobre Felicity por muito tempo, mas tendo em mente que esse review é de The Flash, e não de Arrow, voltarei aos personagens da série.

Iris ainda está com Eddie; alienada quanto aos sentimentos de Barry, ela tenta convencê-lo a se envolver com Felicity, que parece estar interessada. O encontro duplo deles é fofo, mas só me fez shippar Westallen ainda mais. Gosto do Eddie – e até gosto de Barry/Felicity também – e estou feliz com ele e Iris por enquanto, mas sei que eventualmente eles vão terminar, e, lá pela segunda temporada, acho que estaremos prontos para Barry e Iris.

Enquanto isso, Iris e Eddie devem vencer a irritação do pai, que não aprova o romance. A sub-plot não tem nada demais e se resolve em um episódio. Todos abrem seus corações e expõem seus medos, e no fim tudo dá certo. Uma fofura.

O Melhor:
+ Tudo que envolva a Felicity
+ Comentário do Dr. Wells sobre a Felicity
+ Dr. Wells revelando sua personalidade para Cisco
+ Cisco e Barry renovando a amizade
+ Relacionamento entre Joe e Iris melhorando também

O Pior:
- Drama do Barry
- Joe ainda não querendo revelar a verdade para Iris

Nota: 9,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e 
viciada em mais séries do que deveria.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dica da Semana: "Era uma vez em Nova York"


Sinopse: 1921. Ewa (Marion Cotillard) e a irmã Magda deixam a Polônia natal para a terra prometida, Nova Iorque. Ao chegar a Ellis Island, Magda, que sofre de tuberculose, é posta em quarentena. Ewa, sozinha e desesperada, cai nas redes de Bruno (Joaquin Phoenix), um cafetão sem escrúpulos. Para salvar a irmã, Ewa está pronta a sacrificar tudo e, resignada, prostitui-se. A chegada de Orlando (Jeremy Renner), ilusionista e primo de Bruno, restaura a confiança e a esperança de dias melhores. Mas não contavam com o ciúme de Bruno.

Mais uma vez, e talvez vocês me odeiem por isso, vou dar minha dica com os sentimentos à flor da pele. Culpem, não à mim, mas ao fato de que fui ao cinema na sexta-feira à noite

Sem mais delongas: A Dica!

Em primeiríssimo lugar, eu vou deixar a imparcialidade de lado e dizer que amei o filme. A história, os personagens - estes em especial - e os cenários. Bem, os cenários eu gostei mais ou menos. Mas eles combinavam bastante com o filme, então não há muito do que reclamar. Eles cumpriram sua função de "ambientar" e passar a "vibe" da trama e é isso que importa.

Agora, a história! Ela poderia ter facilmente caído num clichê qualquer. Sem dúvida alguma. Mas - e o "mas" é deveras importante aqui - isso não ocorre. Acho que a situação é revertida, em particular, por causa dos personagens. Eles dão vida ao longa-metragem. Conferem um "quê" de realidade. E suas personalidades, complexas e sofridas e tão... Encantadoras, seduzem o espectador. Não tem vilão nessa história. Bem... Ok... Não vou dizer para não arruinar o filme para qualquer possível leitor que possivelmente venha a se interessar em ver esse filme. De qualquer jeito, saibam que os personagens - sensacionais, sério - são a alma dessa joça (chamo assim carinhosamente, ok?). E eles merecem muito, muito destaque. São preciosos e absolutamente brilhantes. E são as performances dos profissionais por detrás dos personagens que fazem com que o espectador mergulhe de cabeça no longa, aproveitando ao máximo a experiência.

O quê mais eu posso falar? Quão incríveis são os atores e as atrizes? Jeremy Renner sendo má-gi-co? Marion Cotillard fazendo meu coração torcer dentro do peito? Joaquin Phoenix sendo uma mistura que me deixa confusa, com raiva e esperançosa ao mesmo tempo?  A desenvoltura da história? A belezura que é ouvir polonês (esparso como pode ser na passagem da trama)? O quão ansiosa eu ficava conforme os minutos se passavam? Damn it! Como esse filme me angustiou! Ah... Isso é um ponto negativo, eu suponho. Mas acho que sou eu, para ser sincera. Achei a narrativa um pouco lenta. Fora isso, porém, não tenho outras reclamações. Juro.

Assistam ao filme e dividam suas opiniões comigo. Please. Quero mais pessoas para choramingar sobre esse filme! Hahahah Boa semana!


Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

domingo, 26 de outubro de 2014

Spoilers de New Girl, Once, Arrow, Modern Family e The Flash

Como sempre a Entertainment Weekly respondeu algumas perguntas dos fãs sobre algumas séries em seu 'spoiler room'. Vejam alguns destaques:

- Once Upon a Time
Fã: Mal posso esperar para ver a Emma e a Regina trabalhando juntas em Once...
EW: Na verdade, a Emma é que se estraga a festa da Regina quando ela está procurando pela Snow Queen por conta própria e acaba esbarrando com sua 'frenemy' (amiga-inimiga). "Emma está tentando trazer Regina de volta," Lana Parrilla diz. "A Regina se sente muito traída pela Emma e não a perdoará tão facilmente. A Regina deixa claro verbalmente um pouco." Mas a discussão é interrompida quando elas são surpreendidas por uma tempestade de neve. Informação bônus: Regina irá "sofrer uma perda" durante essa hora.

- The Flash
Fã: Por que diabos o Cisco construiu uma arma que pode matar o Flash?
EW: "Ele criou por precaução," Carlos Valdes diz, dando dicas de que pelo menos Cisco, se não o time todo, pode estar preocupado com a extensão dos poderes de Barry. Mas se a arma cair nas mãos do Captain Cold (Wentworth Miller), Cisco vai aprender uma importante lição. "Cisco tem sua trajetória de crescimento," ele diz. "Parte desse crescimento envolve ele aceitando suas responsabilidades e o que significa ser um herói e o que significa aceitar as responsabilidades por seus atos. Esse episódio é bem importante para Cisco em termos de aprender a consequências de seus atos, especialmente quando se trata das pessoas que ele ama e se importa."

- Arrow
Fã: Vocês tem algum spoiler sobre o episódio focado nas origens da Felicity?
EW: Nós, na verdade, vamos ver um lado totalmente novo da Felicity nesse episódio. "Ela ainda não tinha se encontrado ainda," Emily Bett Rickards diz. "Nós a veremos na faculdade, então ela ainda não era a Felicity que conhecemos hoje em dia. Ela ainda tentava se esconder." No presente, a mãe da Felicity (Charlotte Ross) aparecerá basicamente no pior momento possível. "A mãe dela será uma distração," Rickards acrescenta." Guardar segredos será uma carga grande nesse episódio."

- New Girl
Fã: Ainda há esperança para Cece e Schmidt?
EW: Sim, na verdade eles estão namorando de novo - pelo menos essa é a história contada no episódio da próxima terça. A dupla vai ter que ir num falso encontro para ajudarem Jess a não ir para a cadeia durante a investigação dos antecedentes de Winston. O que envolve metanfetamina e, surpreendentemente, um pouco de pedofilia. 

- Modern Family
Fã: Tem algum spoiler da série?
EW: O grande episódio de Halloween está próximo! Apesar de ser o feriado favorito de Claire e sabermos a grande preparação para ele, Phil contém a fazer algo menos assustador dessa vez. Naturalmente, isso levará Claire à loucura quando os novos vizinhos (Steve Zahn e Andrea Anders) a provocam com uma competição amigável.  

E ai? O que acharam?

E para outras séries, tem mais spoilers no site. Fonte.

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria haha. 

sábado, 25 de outubro de 2014

Review: Faking It 2x05 - "Present Tense"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Present Tense", exibido no dia 21/10/2014! 

Oi, gente! Meu nome é Ludmilla e essa é a minha primeira postagem aqui. A partir de agora vou fazer reviews das séries Faking It e New Girl.

karmy




















Review: Arrow 3x03 - "Corto Maltese"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Corto Maltese", exibido no dia 22/10/14.

arrow 3x03

Review: Agents of SHIELD 2x05 - "A Hen in the Wolf House"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "A Hen in the Wolf House", exibido no dia 21/10/2014! 

skye coulson




















Review: The Flash 1x03 - "Things You Can't Outrun"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Things You Can't Outrun", exibido no dia 21/10/14.


the flash

Mais um episódio de The Flash, mas poucas informações novas. A série está caminhando bem devagar, mas damos um desconto porque foram apenas três episódios e ainda há bastante tempo para acelerar tudo. Por enquanto: paciência.

O vilão da semana é mais um meta-humano, obviamente, e seu superpoder é se transformar em um gás tóxico, que ele usa para poder matar várias pessoas. Barry acaba esbarrando nesse caso em seu trabalho normal na polícia, mas logo percebe o fator sobrenatural envolvido e, junto com Joe, leva para o resto do time investigar. Foi interessante, mas nada demais. Ainda estou esperando por um episódio que me surpreenda de verdade.

Até agora só vimos outros meta-humanos que usam seus poderes para o mal (e não para o bem), o que faz sentido porque pessoas normais não estariam matando ninguém e, por consequência, não seriam descobertas.  Mesmo assim, queria que alguém aparecesse, mesmo que não interagisse com o Barry, ou só para dar um “oi, eu existo” e depois sumisse de novo, para voltar apenas quando fosse relevante.

De qualquer forma, o Team Flash constrói uma prisão para poder aprisionar metahumanos (que conseguiriam fugir normalmente de qualquer outro lugar), o que os leva a um flashback, e ajuda Barry a derrotar o cara, yay. 

the flash ronnie

A parte mais inovadora do episódio foi de fato o flashback. Na review passada, eu pedi por mais interações entre Cisco e Caitlin e, surpreendentemente, meu desejo foi atendido. Vou começar a fazer mais pedidos assim, para testar se é algum poder sobrenatural.

O flashback nos leva para alguns meses antes, no dia em que a tempestade aconteceu e tudo deu errado, etc. O episódio é bem focado em Caitlin e seu noivo, Ronnie, que morreu no dia. Descobrimos que ele estava lá por sua causa e, quando o acelerador de partículas começa a se comportar de maneira preocupante, ele vai até ele para consertar. Ele acaba não conseguindo e pede para Cisco o trancar lá, onde acaba morrendo. Ou isso é o que se pensa.

Os dois são bem fofos juntos, curti, e espero vê-los juntos novamente, já que não será nenhuma surpresa que ele vai voltar. O comentário da Caitlin sobre eles serem “como gelo e fogo” também não foi nem um pouco sutil.

O grande plot twist do episódio foi, mais uma vez, o Dr. Wells, que entrou naquela sala secreta dele naquele mesmo dia e acompanhou a casa do Barry por uma câmera enquanto ele era atingido pelo raio. É isso mesmo, ele já sabia que Barry seria uma vítima, abrindo várias questões sobre suas intenções, de que forma as pessoas foram escolhidas – já que não foi tão ao acaso assim – e qual o interesse de Wells em Barry?

A cada episódio novas perguntas são feitas sobre isso. Estou ansiosa para quando eles começarem a responder.

things you can't outrun

O arco sobrenatural da semana também foi para o lado pessoal também. Depois do vilão matar duas pessoas, descobre-se quem será sua terceira vítima: Joe. É claro que Barry consegue impedi-lo rapidamente, mas essa ameaça à vida dele tão cedo na série me deixa com a sensação que ele não durará muitas temporadas. Mas ainda falta bastante tempo e a opinião dos escritores pode mudar, então espero que essa seja apena suma impressão errada e o Joe fique em segurança.
Ele é atacado quando está na prisão, visitando Harry Allen, a.k.a pai do Barry. Eles têm uma conversa bem comovente sobre o filho, em que Harry agradece por ele ter acreditado no Barry esse tempo todo. Barry vai salvá-lo e esconde sua identidade do pai, escolhendo-o não resgatá-lo da prisão, resolvendo lutar por meios legais.
Em um subplot mais irrelevante, temos também Iris e o namorado, Eddie, finalmente contando para Joe sobre o namoro. Gosto do Eddie, apesar de ser a favor de Barry/Iris, mas só no futuro mesmo, por enquanto quero que explorem mais seu personagem, a individualidade de cada um deles separadamente.

O Melhor:
+ Amizade entre Barry e Iris muito fofa
+ Cisco e Caitlin conversando sobre Ronnie
+ Backstory da Caitlin (e Ronnie)
+ Mais informações sobre o Dr. Wells

O Pior:
- A série está precisando avançar um pouco mais

Nota: 8,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e 
viciada em mais séries do que deveria.



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Review: Agents of SHIELD 2x04 - "I Will Face My Enemy"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "I Will Face My Enemy", exibido no dia 14/10/2014! 

coulson may























Uma igreja é queimada. Um quadro da virgem Maria é o único objeto que permanece intacto. Um padre mostra mais um detalhe desse chamado 'milagre': desenhos estranhos atrás da pintura. Parece com alguma coisa já vista antes? Sim, os tais desenhos alienígenas de Coulson. Essa é a cena inicial do episódio e o estopim da temática do 2x04.

Logo depois já vemos todos numa missão secreta para roubarem a tal pintura. Hunter distrai uma secretária para conseguirem as chaves, Skye as pega e faz cartões para May e Coulson entrarem disfarçados na festa voluntária para a tal igreja. Vamos parar por um momento para comentar sobre a May como agente disfarçada. As cenas foram ótimas, afinal ela não estava nem um pouco confortável sorrindo e sendo simpática com todo mundo, e Skye estava espantada com a quantidade de palavras que a May falou ou sua risada estridente, que me deixou até preocupada hahah. Além disso, gostei de ver a interação entre Coulson e May, que vem só crescendo, com eles falando sobre os 'old days', suas antigas missões juntos e etc.

Bom, o fato é que sabemos o quanto essa pintura tem a ver com o pequeno segredo de Coulson e os dois então desligam os comunicadores (mas não por muito tempo). Logo encontram o Capitão Talbot e resolvem apressar seus planos, roubando a obra de arte. Pena que descobrem atrasado que o militar conseguiu a pintura e por fim, quando quase estão escapando, Talbot aparece e propõe um acordo com eles. Como sempre, já fiquei desconfiada e esperava que não fosse a única. Claro, nossos agentes são inteligentes e Coulson manda a May para se certificar de tudo. Melinda logo descobre que vinham sendo perseguidos pela Hydra. Mas não dura muito já que a agente é nocauteada e uma agente dos inimigos assume seu lugar.

Fico sempre fascinada e impressionada com a tecnologia em Agents of Shield. São celulares que conseguem reproduzir a retina através de uma foto, máscaras de disfarce perfeitas com efeitos de voz e tudo, enfim...

Durante toda a missão, Coulson fica insistindo para May e ele fazerem um plano para se sua situação piorar e ele enlouquecer que nem Garrett, e por plano, ele quer dizer matá-lo e cuidar da Shield. Os dois sabem o que deve ser feito, mas May resiste e se recusa a conversar sobre isso. O que, aliás, é um dos motivos que fazem Coulson perceber que a agente da Hydra não era de verdade a May, ou pelo menos eu acho. Se tem uma coisa que me deixa nervosa é uma pessoa se passando por outra e as pessoas ao seu redor não perceberem. Graças a Deus que o Phil é esperto.

Então, depois de mais uma confirmação de que a May não é a verdadeira, Coulson começa uma luta. Ao mesmo tempo, May consegue se libertar das cordas do agente da Hydra e então temos uma luta entre as duas Mays. Bem interessante, huh? Bom, isso serve para Coulson ir atrás da pintura. Uma coisa que eu não entendi é como o pessoal da Hydra não sabe que é Coulson que está comandando tudo? Sério, pessoal? Para mim estava óbvio e todos sabiam, mas parece que não. 

Todos são e salvos, voltamos mais uma vez para o assunto dos planos dos dois para se a situação de Coulson piorar e temos assim uma cena fofa. May pode ser durona, não falar muito, andar sempre séria, mas nesse momentos vemos que ela realmente se importa com Coulson e se tem uma coisa que parece determinada é a salvá-lo. Ela tem seus próprios planos e não aceita matá-lo se pode haver uma outra alternativa. Pena que Coulson parece mais determinado ainda...

agents of shield 2x04

Do outro lado do episódio, temos Skye, Trip, Mac, Hunter e Fitz. Basicamente, a nossa Skye está preocupada com o Coulson estar escondendo alguma coisa dela sobre essa missão, afinal é um pintura que estão roubando, o que é estranho. Se tem uma coisa que a Skye não é, é desligada. Adoro como ela vai atrás do que acha estranho e, bom, no caso ela está certa. Depois da temporada passada, em que os dois estavam tão unidos por causa dos eventos que os dois sofreram, Coulson se afastou completamente. E como podem ver ela não está gostando disso, e nem eu. Afinal de contas, o tal segredo de Coulson pode ter a ver com a Skye também.

Já Fitz percebe que todos estão se enturmando e até sua Simmons imaginária o força a conversar, mas ele só quer ficar sozinho. Ai, toda vez que eu olho para ele, me dá vontade de abraçá-lo. Bom, acho interessante como Simmons aponta que Fitz fala bem com ela e por isso não deveria ter medo de fazer amigos, mas nosso gênio está para baixo. Assim como a Flávia falou na resenha passada, acho válido percebermos que Fitz tem noção de que Simmons não está ali de verdade, e acho que fica claro nesse episódio quando ele responde ao fato de falar bem com ela, dizendo que tem um 'giant elephant in the room', ou seja, "não vamos falar da coisa óbvia aqui que está sendo omitida" ou coisa do tipo.

A falsa May hackeia rapidamente o avião e assim tudo começa a explodir aos poucos. Então vemos Fitz numa situação nesse episódio, que nos mostra diversas melhoras. Todos ficam confusos, mas Fitz sabe o que está acontecendo, apesar de não se expressar tão bem. Mesmo assim, Fitz tem um papel muito importante na história toda e adorei vê-lo assim. Todos tentam ajudá-lo e confiam no que diz. Hunter é quem acompanha nosso querido Leo para ajeitar os painéis do avião, e apesar dos riscos, Fitz consegue transmitir o que queria que o colega fizesse. Ou deveria chamar de amigo? Afinal. como um ótimo companheiro, Hunter oferece uma cerveja para Fitz e Mac comemorarem essa pequena (ou diria grande?) vitória.

Espero que Fitz continue tendo essas pessoas com quem contar, afinal podemos ver que sua relação com Mac já fez grande diferença para sua melhora na comunicação e quero ver mais disso. Além do mais, dá para perceber que ele sente como se não quisesse ser ouvido também, é só pegar o exemplo do laboratório deles que foi transformado em garagem sem consultá-lo. Por fim, não vou nem falar em quantos feels eu tive quando Fitz fala que confessou seu amor por uma garota, mas ela não retribuíra seus sentimentos.

Para fechar co chave de ouro, temos uma última cena entre Daniel Whitehall (o chefão da Hydra) e Raina, afinal a garota roubou o Obelisk e ele não parece nem um pouco feliz.

O melhor
Fitz se enturmando com Mac e Hunter.
Skye procurando mais sobre a tal pintura. You go girl! Se não querem te falar, descubra por si própria.
Adorei o Coulson todo concentrado e determinado a passar pelos infravermelhos e a May pouco se importando.
Além disso, toda a missão com a May disfarçada e preocupada com Coulson foi ótima.

O pior
- A Simmons não apareceu do episódio. 
Podia ter sido melhor, não sei se posso dar 10 haha

Nota 9,0

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria haha. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Review: Castle 7x04 - "Child's Play"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Child's Play", exibido no dia 20/10/2014! 





















terça-feira, 21 de outubro de 2014

Review: Once Upon a Time 4x04 - "The Apprentice"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Apprentice", exibido no dia 19/10/2014! 

captain swan























Começamos o episódio com a Emma indo convidar Hook para um primeiro encontro. Desculpa, mas essa é a parte em que eu fico fangirling aqui. Os dois são fofos e ficam instigando um ao outro. Hook quer ficar encarregado em escolher o que farão à noite, afinal (segundo ele mesmo) Emma sabe matar dragões, mas quem sabe de encontros, é ele.

Enquanto aguardamos o tal momento, Hook resolve se voltar para Rumple mais uma vez. Pede uma mão para segurar Emma propriamente em troca de seu silêncio com relação à adaga falsa com Belle. Sim, parece que Rumple guardou a mão de Hook esse tempo todo. Vai entender essas maluquices... O fato é que Rumple concorda (e vamos combinar que só podia ter alguma coisa por trás, como descobrimos logo logo) e põe a mão no lugar, só advertindo que a mão carrega quem ele era e isso pode se manifestar. Por um momento vemos que Hook não vai cair na enganação de Rumple... como estávamos errados.

Amei ver a Snow e o Charming lidando com o encontro da filha. Isso nos rendeu algumas risadas, com certeza. Vemos Emma toda envergonhada, Snow elogiando a filha e Charming lançando olhares ameaçadores de "se machucar a minha filha, eu te mato" para Killian. Quando a Emma volta do encontro então... A Snow perguntando tudo sobre o encontro e o Charming pedindo por poucos detalhes foi ótimo. Com certeza, aos poucos, nossos heróis estão se pondo em seus papeis de pais e lidando com isso de forma mais normal, agora que as coisas acalmaram em Storybrooke.

captain hook
Hook seduzindo
Não posso deixar de notar que os escritores estão com cada vez mais referências à Disney. Foi só eu que pensei em Dama e o Vagabundo quando nossos queridos Emma e o Killian vão para um restaurante italiano e vemos um casal comer espaguete parecido com o filme? Além disso, também achei que a Emma me lembrou da Aurora da Disney, segurando a rosa que Hook lhe dá... Estou procurando referências onde não tem?

Os dois ficam meio sem graça, mas logo pegam o jeito. De fundo, vemos então o Will e, tentando sair do restaurante sem ser visto, acaba derrubando vinho em Emma. Wow, genial seu plano de fuga, Scarlet haha. E ai vemos os dois personagens saírem do clima de encontro: Emma quase sai correndo atrás do Will e Hook se enfurece demais com o ladrão. No entanto, nossa 'savior' resolve que nada estragará seu encontro e tenta acalmar Hook, que começa a perceber que Rumple poderia estar certo. Gostei da atitude dela e como se segurou para não parar o encontro no meio. Temos assim a cena da despedida dos dois na porta de casa e mais uma vez um beijo de tirar o folego. Acho fofo ver como a Emma se desarma quando está com ele, e ele também; ela parece mais relaxada, apaixonada e quase uma adolescente em seu primeiro encontro com a supervisão dos pais haha. O que eu quero dizer é que a vida parece normal em Storybrooke.

captain swan
babies <3
Apesar de ainda termos a Snow Queen vagando por aí. Não só vagando como perseguindo Emma, de certa forma. Vemos indícios dela durante o episódio e até quase a encontramos, mas Emma recebe uma ligação de Belle, falando que achou Will. Não sabem o quanto o meu coração se encheu de feels quando Emma mostrou a ele, o livro que estava na mão e o personagem em destaque: Alice no país das Maravilhas e a Red Queen. Será que estaremos pós-acontecimentos de OUATIW. Ai, como estou curiosa! Digam logo, escritores!

Quanto ao Killian, a tal da enganação psicológica de Rumple funciona porque Hook realmente acredita que sua mão está passando da linha e se enfurecendo com as pessoas, não ele. Acho que, independente de ser verdade ou não - o tal lado negro de Killian -, Hook tem a completa vontade de ser uma pessoa melhor e não ser como antes, inspirado por Emma, acredito eu, e não um "cachorro seguindo o dono" como Rumple implica. Fazer coisas boas para os outros e ajudar, fez Killian ter boas experiências e se libertar do rancor que tinha durante todos esses anos.

ouat 4x04Bom, o que acontece é que Hook pede que Rumple devolva seu gancho, e tenta usar a mesma chantagem, mas dessa vez o Dark One tem um plano b e os dois acabam fazendo um acordo... Todos sabem que isso não vai dar certo, né? Argh, me dá raiva do Rumple por estar mentindo para a Belle (que por sinal mal tem aparecido) e agora está levando o Hook a mentir para a Emma também. Ok, concordo que o Killian deveria ter aprendido, maas...

O Hook fez um comparação interessante, falando que ele tinha mudado, enquanto Rumple continuava o mesmo. Acredito que o Rumple tenha mudado. A Belle e sua fé nele, a morte de Neal e tudo mais o fizeram cuidar mais das pessoas que ama, mas acho que ele era tão obcecado por poder, que seu vício está voltando impulsionado pela descoberta do chapéu, só que agora consegue esconder melhor.

Querem mais referências Disney? Porque temos aqui. Lembram das vassouras dançantes do Fantasia e Mickey as guiando? Pois é, Rumple usa uma delas para encontrar o antigo guardião, eu diria, do chapéu. Ou seria aprendiz? E ai vocês me perguntam, mas não era o Mickey? Aguardem e verão. Assim finalmente descobrimos a poder do chapéu. Parece que ele consegue sugar os poderes de quem quiser e tudo fica armazenado ali, criando as estrelas que vemos. E, com provas da participação de Killian no esquema, Rumple consegue chantageá-lo. Ou melhor dizendo, os dois ficam presos um ao outro e por isso veremos ainda mais dessa dupla...

frozenPor falar no aprendiz do feiticeiro do chapéu, no flashback do episódio aprendemos mais sobre isso. Não só isso, na verdade, mas também da participação da Anna nisso tudo. Sim, voltamos a ver nossa fofa e desastrada princesa de Arandelle à procura de informações sobre os pais. Anna finalmente se encontra com Rumple e o vemos fazer outro acordo. Anna precisa fazer um senhor beber determinada poção em troca das informações. Resumindo a história toda, Rumple acaba enganando a moça e a usando para roubar o chapéu, já que é preciso que a pessoa "lute com o seu lado negro interior e ainda assim escolha fazer o bem". Nossa falsa Joan é essa pessoa.

Querem mais Disney? Não pensem que é coincidência que o aprendiz se transforma num camundongo. Te dou duas palavras: Mickey Mouse. Ou então está tudo no inconsciente dos escritores :P

O importante é que o camundongo ajuda nossa heroína e, depois de conseguir a adaga de Rumple, Anna finalmente volta para Arandelle. E com o chapéu junto. Esse plot com certeza me deixou curiosa afinal de contas, o que aconteceu então com a Anna? Será que a Snow Queen está relacionada como fez questão de apontar? Ainda me recuso a acreditar que a Anna tenha prendido a Elsa por medo. Bom, o lado bom é que temos uma ótima cena entre Anna e Kristoff. O Sven sentindo falta dela e suas conversas com Kristoff (ou seria ao contrário?) então... Será que vai rolar o casamento, afinal? Anna provavelmente conhecerá a Snow Queen... Mal posso esperar.

anna
"Você não vai chegar perto só porque eu mandei?"
Por último, tivemos um pequeno núcleo no episódio que ainda não foi falado. Regina e Henry. Ele com certeza tem apoiado a mãe. As duas, na verdade. No começo do episódio vimos o garoto incentivando Emma a encontrar com Hook, e agora ele tem acompanhado a Regina em sua procura por poções para descongelar a Marian. (Vamos combinar que, por mim, ela podia ficar assim para sempre hehe). Henry, inclusive, aponta o fato do Robin estar apaixonado pela Regina e que eles podiam simplesmente ficar juntos. Mas como ela aponta, é mais complicado que isso... Gostei de ver os dois ajudando um ao outro, ainda mais quando Henry tem a ideia de trabalhar com Rumple para poder descobrir informações sobre quem escreveu o livro. (Quem sabe os dois não terão momentos avó-neto?) Sim, voltamos à Operação Mongoose. Não me entendam mal, amo que eles tenham a operação, mas ainda acho que achar o livro não resolverá muito. Henry disse que Rumple deve saber o autor já que teve seu final feliz, mas a verdade é que ele mesmo mudou seu "destino", e não mandou alguém reescrever... Pelo menos é o que acho. Talvez essa procura seja uma forma de ela descobrir isso. As mudanças são ela mesma que pode fazer e assim criar seu final feliz.

ouat 4x04



















O melhor
Anna se embaralhando nas palavras. Fofa. (Usei muito essa palavra na resenha, né? haha)
Mickey! E todas as referências Disney. Alguns podem achar que estão demais, mas não me importa. I'm all in.
Encontro de Captain Swan.
Henry ajudando a Regina.
Will apareceu de novo! E conheceu o Hook! (E acobertou o Hook, vejo uma amizade aí)
Anna voltando para o Kristoff. E Sven, sempre.
Preciso comentar que o Killian finalmente mudou de roupa. (!!)

O pior
Damn it, Rumple. Chega das chantagens com o Hook.
Tadinho do aprendiz.
Não sei se a história da mão do Hook foi o melhor enredo. 

Nota 9,2

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria haha. 

domingo, 19 de outubro de 2014

Dica da Semana: "O Doador"

Autora: Lois Lowry
Editora: Arqueiro
Série: O Doador (primeiro livro da série)
Sinopse: Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry contrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora - o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes. Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis.Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

*Devo dizer que esse livro foi adaptado para o cinema e estreiou há pouco tempo, mas ainda não vi. Precisava terminar o livro antes, né? :P


Não sei se já falei, mas um dos gêneros, digamos, que eu mais gosto de livros são distopias. Acho interessante o que um autor pode fazer com um mundo criado, uma nova sociedade e algo que parece tão longe de nós mesmos, mas na verdade fala de defeitos da nossa própria sociedade.

Eu gostei do livro e da sua proposta, mas eu diria que ele ainda não mexeu comigo tanto assim. Sim, o final desse primeiro livro me deixa curiosa para saber mais sobre essa sociedade e o que acontece com Jonas, mas admito que ainda estou esperando mais. 

Primeiro, vamos começar falando do ritmo de leitura. Eu esperava mais. Eu esperava algo mais rápido, mas entendo, que assim como todo primeira livro de uma série assim, é preciso apresentar tudo aquilo e fazer o leitor entender como funciona aquele mundo. E é aí que fica a parte legal. Temos uma sociedade muito controlada e certinha, o que é de se esperar de uma distopia.

Uma coisa que achei muito interessante foi que as famílias tem certos "costumes" (mais para obrigações) voltadas para emoções como contar os sonhos que tiveram toda manhã ou contar sobre a principal emoção que cada um teve no dia. Algo que eu não esperava já que teoricamente nesse tipo de sociedade e representação eu esperava que as pessoas fossem mais frias. Além disso, há uma preocupação com o pedir desculpas e cada um aceitar, pedem para até as mínimas transgressões e serve quase como um código. 

Passamos mais ou menos metade do livro só entendendo todo esse mundo, em que Jonas está esperando a tal cerimônia em que receberá a sua profissão e começará a ser treinado. Preciso comentar que enquanto normalmente esses momentos de decisões e rituais de passagem de alguma forma acontecem com os personagens aos 16 anos, nesse livro Jonas tem apenas 12. Isso foi algo que me surpreendeu e para falar a verdade, eu não conseguia imaginá-lo tão novo. Ainda com tudo que ele passa e descobre.

Enquanto Jonas ainda não tem sua profissão definida ainda, aprendemos sobre as cerimônias de 'release', em que idosos que chegam a determinada idade e bebês recém-nascidos que tem poucas chances de viver participam.  Ninguém entende exatamente como funciona e parece simplesmente levar essas pessoas para um outro local desconhecido. Somos apresentados também a uma modelo de família um tanto estranho para nós no mundo atual. 

A família de Jonas, por exemplo, já se torna um pouco diferente do modelo, quando um bebê se hospeda lá durante um tempo. O pai de Jonas é um médico, digamos, e por não gostar das cerimônias de 'release' e vendo a possibilidade desse bebê participar, resolve ajudá-lo, tornando mais forte e cuidando dele 24h. Gabriel, o bebê, fica então durante um longo tempo com a família e acaba se tornando praticamente um irmão caçula de Jonas e tem uma importância muito grande na vida do garoto.

Outra coisa que chamou a minha atenção foi a forma de controle da sociedade feita pela linguagem. Podemos ver isso logo pelo fato de que os pais de Jonas não tem nomes, ao contrário dele e sua irmã, Lily. Eles são chamados de 'Father' e 'Mother', o que me fez perguntar se essa escolha tem a ver com o fato de todos serem iguais, não terem uma exata identidade, quase como se pudessem ser substituídos a qualquer hora. Além disso, vemos que as crianças quando mais novas são ensinadas sobre a precisão das palavras (muitas vezes através do castigo). Palavras generalizantes ou que não demonstrem exatamente o que se quer dizer são inaceitáveis, e isso reflete um pouco do que é aquela sociedade. 

Depois que Jonas começa a treinar para ser o futuro Doador de Memórias, conhecemos todo o peso que vem com a profissão. O carregar de todas essas memórias, sendo boas ou ruins, é enorme e vemos claramente no mestre de Jonas, o Doador. A relação deles é ótima, e quando ninguém mais consegue entender Jonas depois de ter todas essas memórias e aprender todas as sensações novas, o único amigo viável para ser o Doador. Aos poucos descobrimos um pouco sobre a vida pessoal dele também. Jonas aprende muito sobre o que a sociedade sofreu e perdeu (de bom), quando fez a escolha pela padronização de muitas coisas. 

[Spoiler] Acredito que as partes que mais tocam são que conhecemos essa comunidade através das descobertas de Jonas também. Quando eles descobre a morte nas guerras é que vemos que existem brincadeiras que as pessoas fazem sem saber da existência da morte ou o que isso significa. Quando ele descobre o amor, vemos que o controle da linguagem é tão grande que essa palavra ser aberta demais, quando na verdade só é significativa demais. Quando ele descobre as cores, vemos que essa sociedade vive quase com o cinza e não sabe a beleza de um mundo colorido. Percebemos que a sociedade ficou tão obcecada com a igualidade que esqueceu do indivíduo e como tomar decisões da sua vida é importante. Sim, podemos fazer escolhas erradas, mas pelo menos nós as fizemos. E é isso que Jonas começa a perceber. [Fim do Spoiler]

Ele descobre uma sociedade que não consegue mais conviver, descobre mentiras e o verdadeiro significado do 'release'. Ele entende que o peso de saber a verdade é muito grande e, como o Doador diz, memórias são feitas para ser divididas. 

Esse livro definitivamente te faz pensar em muitas coisas, mas sem ser chato nem nada do tipo. Sim, o ritmo pode ser um pouco lento, mas acho que vale a pena. Bom, isso é uma série e, apesar de ainda não ter lido os outros três (mas pretendo em breve), sei que cada livro tem um personagem principal diferente. Devo dizer que fico meio receosa com isso, afinal vou demorar para ter notícia dos personagens, como o Jonas; mas ao mesmo tempo acho que pode ser legal ver várias histórias da mesma sociedade e espero saber o que aconteceu com cada um e a relação entre eles. 

A série "O Doador" é um clássico das distopias e premiado com a Medalha John Newbery por sua significativa contribuição à literatura juvenil, e por isso e todas as outras coisas, fica a dica!

4 estrelas!

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria haha. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Review: Arrow 3x02 - "Sara"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Sara", exibido no dia 15/10/14.


sara's funeral arrow

O episódio foi bom, mas teria sido melhor se eles não tivessem matado a Sara naquela vez... Essa é minha nova mentalidade sobre Arrow.

Esse episódio voltou a velocidade normal dos acontecimentos, o que foi um upgrade em relação ao último. Entretanto, talvez ele tenha vindo cedo demais para mim, ainda estou muito abalada pela morte da Sara e minha tristeza não passou desde o último episódio. O tratamento que foi dado a ela nesse episódio não ajudou nada.

Foi ridículo e desrespeitoso o que fizeram com a Sara. Não só a mataram desnecessariamente (afinal, eles a trouxeram no outro episódio com o único intuito de matá-la), mas nem para tratá-la direito após sua morte... Quer dizer, ela passou a maior parte do episódio dentro do freezer! Eu sei que o intuito era mostrar como era horrível. Sem falar que a maioria das pessoas importantes para Sara nem foram avisadas de sua morte.

Foi horrível não avisarem a Quentin que a filha estava morta, péssima decisão, mas consigo entender por que a Laurel fez isso e pelo menos teve uma quase explicação, apesar de não ser muito boa. Posso até ver o sentido de não contar para Dinah também, já que não iam contar pro Quentin, mas podiam pelo menos de mencionado a mãe. Ou talvez a Nyssa? Mesmo que eles não tivessem como contatá-la. No mínimo, deveriam ter avisado à Sin, com quem Sara tinha um relacionamento bem próximo, e pelo menos o Roy sabia e também poderia ter avisado. Estou bastante chateada por nenhuma das três terem sido avisadas e espero que elas sejam mencionadas logo.

Me deixa enjoada saber que quatro das pessoas mais importantes na vida da Sara nem ao menos sabem que ela está morta. Personagem fictício ou não, Sara merecia mais do que isso. Ela merecia um enterro digno.

O único ponto positivo foi Diggle ter nomeado a filha de Sara. Não sei por que até agora o bebê estava sem nome, mas achei um gesto fofo, mesmo que não torne nada melhor.

arrow 3x02

Apesar do título, o episódio foi mais sobre todos os outros personagens do que Sara. Todos os que sabem estão lidando com o luto à sua própria maneira e mudando o rumo de suas vidas.

Oliver está compartimentalizando suas emoções, o que ele faz muito bem, e se concentrando em achar o assassino de Sara. Felicity acaba brigando com ele por causa disso, dizendo para ele ter sentimentos, o eu achei um pouco vacilo, porque ele estava até com lágrimas nos olhos e nem todo mundo lida com a morte da mesma maneira, principalmente considerando por quantas perdas Oliver passou e que ele já havia visto Sara “morrer” duas outras vezes.  Mesmo assim, podemos ver várias evoluções do Oliver: ele pede desculpas para Felicity imediatamente após brigarem; não briga com Roy, depois que ele revela sobre a Thea; quando acha que pegou o assassino de Sara, impede Laurel de matá-lo.

Por falar em Laurel, vemos o início de sua trajetória como Black Canary, bastante óbvio no episódio. A morte da irmã a deixa inquieta e disposta a lutar, não quer mais ficar parada chorando. Ainda acho que a introdução da Laurel no mundo dos heróis poderia ter sido feita de modo muito melhor, mas não deixo de gostar da storyline. Se é para ser assim, então quero a Laurel logo aprendendo a ser Black Canary, enquanto procura vingar a morte da irmã. Também gostei de vê-la interagindo um pouco mais com o resto do Team Arrow, espero que ela e a Felicity acabem se tornando amigas eventualmente, porque está faltando amizades femininas nessa série.

Felicity também está, obviamente, triste com a morte da Sara, e demonstra isso bem mais do que Oliver. Ao longo do episódio, ela e Oliver discutem quando ele diz que vai acabar morrendo como Sara e Felicity diz que quer mais do que isso para a vida dela. Está certo e gostei que ela se posicionou contra Oliver. Ao final do episódio, ele mesmo admite para Diggle que também não quer morrer ali.

Infelizmente, o resto da história da Felicity não foi tão boa. Ray Palmer apareceu mais uma vez, e se existia alguma possibilidade de eu gostar dele, agora não existe mais. Ele foi super creepy nesse episódio, perseguindo a Felicity, comprando a empresa em que ela trabalha só para obriga-la indiretamente a trabalhar para ele mesmo quando ela disse diversas vezes que não estava interessada. Não sei se os escritores acham que isso é fofo ou algo assim, mas não é. Nem um pouco. “A maioria das garotas gostariam que eu gastei 2 milhões para contratá-la”... Só que não. A maioria das garotas ficariam assustadas com isso, porque é indício de comportamentos problemáticos. Sem falar em como ele não a levou a série quando ela foi reclamar, rindo, e depois veio com uma de “você não está irritada comigo, mas com outras coisas”, como se uma pessoa não pudesse estar irritada com duas coisas ao mesmo tempo. Sim, Felicity estava abalada emocionalmente e provavelmente por isso que estava chorando, isso não significa que o comportamento dele seja adequado. Sinceramente, achei péssimo que ela aceitou o emprego, mesmo que entende seus motivos.

Não importa o que o Ray Palmer faça agora, porque seu personagem já foi arruinado. Muito 50 tons de cinza para meu gosto.

oliver and roy 3x02

Uma coisa que achei bastante positiva no episódio foi a interação entre os personagens do Team Arrow. Vimos Roy consolar Felicity, o que eu achei super fofo e espero mesmo ver mais da amizade entre os dois. Também tivemos uma cena, mesmo que curta, entre Oliver e Diggle, onde ele o chama pelo primeiro nome. Laurel interagindo mais com o resto. Eu quero muito que no futuro todos sejam amigos próximos.

Roy passa o episódio inteiro debatendo se deveria ou não contar para Oliver sobre a carta que Thea deixou, até conversa com Felicity sobre isso. Depois de Oliver tentar falar com a irmã várias vezes, Roy resolve dizer a verdade e, para sua surpresa, Oliver nem fica tão irritado assim com ele, só diz que precisam trazer a Thea de volta.

O final do episódio finalmente dá introdução à storyline da Thea, que não apareceu no episódio passado. Ela passou os últimos cinco meses treinando com Malcolm, que agora ela já está até tratando por pai. Só nesses poucos meses ela parece já estar ótima, prodígio da luta, então imagino que esteja pronta para lutar com Oliver no próximo episódio, só para causar um drama familiar.

Outro Merlyn que retornou nesse episódio foi Tommy. Só para nos lembrar de outro personagem que foi desperdiçado e morreu cedo. Vemos Oliver em Hong-Kong e descobrimos que Tommy estava o procurando, por isso Oliver deve matá-lo. Já sabíamos que ele não morreria naquele momento, mas tivemos a oportunidade de ver achar uma solução alternativa e dizer para Tommy que tinha realmente morrido.

Sdds Tommy. Mas não tanto quanto da Sara, desculpa.


Melhor:
+ Diggle chamando a filha de Sara
+ Laurel começando a trajetória como Black Canary. Mesmo que não do jeito que eu queria.
+ Felicity querendo mais da vida
+ Amizade entre Felicity e Roy
+ Thea!

Pior:
- Sara ainda está morta.
- O tratamento dado a ela foi ridículo.
- Não contaram pro Lance sobre a morte da filha.
- Ray Palmer. Ugh. 

Nota: 7,8



Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e 
viciada em mais séries do que deveria.


 
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