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terça-feira, 31 de março de 2015

Review: Once Upon a Time 4x17 - "Best Laid Plans"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "Best Laid Plans", exibido no dia 29/03/2015!

snowing

Começamos com um flashback de onde a história parou: Charming e Snow acabam de descobrir que seu bebê tem chances de se tornar um vilão e procuram, assim, um unicórnio que os mostrará o futuro de seu filho. Bom, o que o unicórnio revela? Charming tem uma visão de Emma bebê no meio da floresta e tudo tranquilo, o que o deixa feliz, afinal só pode significar que a filha será uma pessoa boa. Já Snow, no entanto, tem uma visão muito diferente: vê Emma adolescente a encarar duramente e depois arrancar seu coração. 

Com um desvio no caminho, eles acabam esbarrando no aprendiz de Feiticeiro, o qual já sabe exatamente o que os está incomodando. Ele logo diz que todos nascem com uma parte boa e má. É assim que as coisas são, qualquer uma das visões poderia estar certa, afinal existe a liberdade de escolhas, além desse não-maniqueísmo. Obrigada, alguém finalmente ensinou isso para a Snow e o Charming. Mas claro que ele não podia parar por aí e o casal sair de lá com os corações mais leves, ele tinha que dizer que havia uma chance de tirar essa 'predisposição' para a maldade da criança. A ideia? Transferir essa maldade para um outro ser que também estivesse em desenvolvimento. E é aí que pensam: por que não o ovo da Malévola que tinham ouvido falar? Seria um animalzinho mesmo, quem se importa... Sério, que ideia de giríco. Aliás, fiquei surpresa em ver que o aprendiz simplesmente tenha dado essa opção horrível para eles. Ele parece tão generoso e simpático antes, o que aconteceu? Aliás, estranhamente, essa questão do casal de que Emma viraria vilã explica as dúvidas que tiveram quanto aos poderes de Emma e seu descontrole.

Mas ok, eles então vão atrás da Malévola e até passam pela Cruella e Úrsula. Apesar da vilã estar em sua forma de dragão, ela logo apela para o coração de Snow 'de mãe para mãe' com medo que ela mesma machuque o ovo, enquanto tentava atingir o casal. A única coisa em que isso resulta é a Snow roubando o ovo assim mesmo e dizendo que voltará com ele. Encontram então com o aprendiz novamente, que faz o feitiço e surpreende nossos heróis com uma revelação: a criança será mandada para outro 'mundo'. Sim, era um bebê mesmo. Está aí a segunda revelação, mas claro que quando Snow e Charming percebem a burrada que fizeram já é tarde demais. Úrsula e Cruella até aparecem tentando entender o que está acontecendo, quando caem no portal. Agora sim, podemos respirar aliviados porque assim nos dão mais uma explicação: como as duas vilãs já estavam no nosso 'mundo sem magia'.

queens of darkness rumple regina
Já em Storybrooke, Malévola conta com a ajuda de Rumple para descobrir o que aconteceu com seu bebê no começo do episódio, e, apesar de não tê-lo ajudado a recuperar a página do livro de Henry, Rumple a mostra o que aconteceu trinta anos atrás. Tchan tchan tchan... Quem chutou que realmente era a Lily, bom, acertou! Vemos a pequena sendo adotada e recebendo seu nome. O que fiquei pensando foi o seguinte: a Lily, então, tem duas vezes mais maldade que uma pessoa normal, mas ainda sim, não demonstrou nada quando a vimos nos flashbacks. Isso só pode dizer que por mais que talvez ela tenha essa 'predisposição', a criação dela a fez uma pessoa boa, pelo menos até aquele momento em que a vimos. Por que apesar de ninguém ter pensado nisso, isso faz sim diferença. Foi o que o aprendiz quis dizer quando falou para Snow e Charming guiarem o caminho de sua filha. 

Enquanto isso, o episódio inteiro serve como paralelo do casal Charming, no presente, lutando entre contar a verdade ou simplesmente mais e mais mentiras. Só consegui revirar os olhos nesses momentos. Vamos lá, pessoal, vocês são melhores que isso. Mas se serviu de alguma coisa foi para vermos, mais uma vez, que os herois tem seus defeitos e que os dois estavam tão preocupados em como ela vê os dois que deixam  esse medo falar mais alto. Snow, no entanto, é quem vai percebendo que podem estar piorando a situação e até levando Emma para esse caminho 'negro' com todas essas mentiras. 

Eles passam por muita indecisão, mas chegam a conclusão de que o melhor é destruir a página do livro: sem o Autor, sem a possibilidade de Emma virar vilã. Isso, ignorem o sonho da Regina em encontrar o final feliz dela. Tenho que falar que o David não teve boas ideias nesse episódio. Zero. Eles vão para a casa do Feiticeiro, onde sabem que Henry se escondendo com o livro, e, apesar das vilãs terem tentado pegar a página, os Charmings encontram o neto com a verdadeira e a chave para a porta. Claro que não demora muito para mentirem de novo e exigirem que Henry os deixe com a página sozinhos. 

snowing"Heroes do what's right, not what's easy" ("Heróis fazem o certo e não o mais fácil")

Apesar dos planos iniciais, Snow percebe finalmente que não podem destruir sonhos e ignorar tudo só porque querem acabar com a ameaça - na verdade com uma possibilidade -, escolhendo o caminho mais fácil e mentindo para todos. Snow, lindamente, lembra de seu coração escurecendo e chega a conclusão de que ele sempre foi assim, ele não ficou "mau" de uma hora para outra. Acho que ela entendeu que todos nós temos um pouco dessas oposições em nós. Podemos ver essa cena como um paralelo de Charming no flashback. Snow odeia os unicórnios em cima do berço de Emma porque a lembram da visão que teve da filha, mas principalmente, por causa do que fizeram com a Malévola. Snow chega a conclusão de que foram egoístas e não gentis como seriam os verdadeiros heróis. Charming, no entanto, cria esperança, esperança de que haverá uma redenção, se perdoarão um dia e espalharão as melhores das intenções. Só assim eles criarão sua filha no melhor ambiente e, dessa forma, os unicórnios passam a representar o quanto pode ser fácil desviar do caminho certo. 

Voltando para o presente, o casal decide não destruir a página, até porque olha a forma como estaria agradecendo à Regina, depois dos sacrifícios que ela fez para ajudá-los, além de guardar o segredo deles. Não só isso, como decidem que é a hora de contar a verdade para a Emma. Amém. Pena que a filha não recebe muito bem a notícia, com certa razão, vamos combinar. Apesar de eu estar feliz que, pelo menos, ela descobriu deles.

Sério, o paralelo da Emma falando que não se importava com a Snow ser sua mãe me deixou tensa. Ainda mais com os olhares que ela deu de decepção para os pais. Emma sempre teve problemas em confiar nas pessoas e devo dizer que isso a mentira a abalou tanto exatamente por causa disso. Essa quebra na confiança que Emma demorou, mas finalmente criou com os pais, foi um choque. Um choque que todos nós já pensamos que podia levá-la para o mal caminho, mas já vou explicar daqui a pouco que talvez essa não seja a causa afinal - devido os acontecimentos finais do episódio.

emma swan

Eu estava preocupada com a explicação dessa história com a Malévola e o Autor, e como pareciam ter furos, mas incrivelmente fiquei satisfeita com as respostas. Descobrimos, no final do episódio, finalmente quem é o Autoe através do August. Pinóquio nem retendo informações importantes, né? Mas tudo bem, ele não estava em boas condições por causa das transformações que sofreu, então está perdoado. O Autor é um cargo e não uma pessoa única. Além do autor que tanto falam, houve outros, e quem está preso no livro foi o último a existir. Não só isso, mas ele está ali porque foi banido pelo aprendiz de Feiticeiro. Ele não era a melhor pessoa do mundo e começou a manipular as histórias porque achava legal. Agora, lembram da minha estranheza quanto às intenções do aprendiz ao dar aquela escolha para os Charmings? Pois é, tudo não passava do Autor manipulando tudo. Achei genial, apesar das consequências que isso tudo teve e tirando a raiva que estou desse autor no momento.

A minha teoria agora é a seguinte: Emma vai entrar para o lado negro da força porque o tal Autor é maluco e provavelmente vai querer ficar mudando todas as histórias. Sério, mesmo sabendo que ele foi preso por esse motivo, eles libertaram o Autor. Claro que não fiquei nada surpresa quando ele enganou todo mundo e conseguiu fugir dos nossos heróis. 

Por fim, não podemos esquecer da Regina. Durante todo o episódio ela tenta ao máximo atrasar o grupo de vilões para que conseguissem descobrir quem era o Autor, mas infelizmente quando chega com a página forjada que Emma fez, Rumple decide que não confia mais nela e a deixa desacordada. Tudo que sabemos é que ele tem algo que irá persuadi-la a ajudá-lo e tudo que consigo pensar é no Robin Hood. Será que Rumple o sequestrou?

O melhor
Snow finalmente percebendo o certo a fazer e contando a verdade.
Explicação para a modo estranho de agir do aprendiz de Feiticeiro.
Charming e Snow na cena com os unicórnios.
Paralelo da Emma e Snow, apesar de ser triste.
Fui surpreendida com a explicação do Autor estar preso e a história do bebê.
Lily!
A interação da Emma com o Hook.

O pior
Charming e suas ideias.
O Autor. Argh.

Nota 9,2

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria. 

Review: The Walking Dead 5ª Temporada

twd season 5

O caos dentro dos Vagões de Terminus, a perda e tristeza no Hospital, as mortes pelo caminho e uma gota de esperança em Alexandria. Assim foi a 5ª temporada de The Walking Dead.

Ela começou exatamente em Terminus (lugar onde havia terminado a temporada anterior): logo de cara vi um dos melhores episódios de toda a série, as premières (1° episódio) sempre são os melhores  e causam grande euforia ao público e neste caso não foi diferente. A comunidade que vivia no Terminus (Canibal) apareceu em 5 episódios e foi suficiente para desenvolvê-los, pois mostrou o motivo de sua raiva e estarem fazendo aquilo. O ritmo no início da série foi excelente, tivemos três episódios que misturaram tudo aquilo que não foi apresentado na 3ª temporada: a comunidade de Woodbury e o Governador.

Os maiores erros da série foi a falta de desenvolvimento na terceira temporada foram: a quebra de ritmo, roteiro fraco e o desperdício de personagens. Não foi totalmente a culpa de Glenn Mazzara, showrunner na época, mas sim outros motivos.

A forma como Scott Gimple está trabalhando em TWD deixa claro que ele sabe o que faz! Enquanto Mazzara e o próprio Darabont queriam uma série fora do que as HQs mostram e sim algo que seguisse seu rumo sozinho, Gimple sabe que existe o público fã das HQs e aqueles que só vêem a série, tentando, portanto, equilibrar essa situação.

A temporada passou por altos e baixos. De um início sensacional a alguns episódios medianos que gosto de chamar de “episódios de transição”. Estes últimos, por sua vez, são aqueles episódios que não acontecem muita coisa, como por exemplo: poucos zumbis, poucas mortes e mais conversa, episódios onde conhecemos a mentira, onde vemos o valor de uma verdadeira amizade e que principalmente ninguém que gostamos e confiamos será deixado para trás.

Esses episódios são muito criticados porque são chatos (como os da 3° temporada). Porém, é preciso saber que a  série não é de ação, mesmo 70% do que é apresentado tem ação no meio, ela é uma série dramática.

Com mais de 20 personagens, é preciso um desenvolvimento de todos para que nada fique jogado no ar ou se torne um furo de roteiro e nesta temporada isso foi feito melhor que as temporadas anteriores.

Há mortes desnecessárias dentro da série, na maioria das vezes bobas, mas lembrem-se: é um apocalipse zumbi e erros acontecem. Uma dessas “mortes desnecessárias” é de Beth. Ao meu ver, a mais triste da série. Digo isso, pela atitude da personagem, mas dentro do roteiro era algo que seria útil para construção de outros personagens maiores que ela como o Daryl, por exemplo. Juntamente com ela, tivemos também a morte de Tyresse. Novamente boba, porém importante dentro do roteiro (repetindo, diferente das mortes sem sentido que ocorreram na 3°  temporada).

A atuação também foi algo grande nessa temporada, sem dúvida Andrew Lincoln (Rick Grimes)  merece uma indicação a algum prêmio pelo seu trabalho neste ano 5.

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“Este mundo não é mais dos vivos e sim dos mortos e nós os vivos temos que nos acostumar a viver nele a partir de agora”. Com essa frase Rick conseguiu ainda por um pouco de esperança à sua “família”, que ainda vale a pena lutar neste novo mundo caótico.

Seguindo o mesmo tom e ritmo de sua antecessora a quinta temporada que iniciou de uma forma eletrizante, termina com um grande gancho para o que está por vir daqui a 7 meses. Se ainda há esperança de um mundo melhor, se ainda existe algo para lutar, se matar é a solução para tudo e se o medo não pode existir neste mundo, desistir não é uma opção para os sobreviventes.

A moral é algo que não existe mais, mesmo quando se acha que ela existe. Saibam que no mundo de TWD existem lobos disfarçados de ovelha e vice-versa. Então fica a dica: faça o que for necessário para sobreviver e nunca abaixe sua guarda.

Excelente ritmo, coesão entre um episódio e outro, a 5ª temporada termina nos deixando ansiosos pelo que vem a seguir.

Se preparem, os lobos estão chegando!

NOTA: 9 Ms

Misturamas/ Autor:Weuler A resenha está em um modelo diferente do qual usamos porque foi posteriormente postada pelo nosso site parceiro Misturamas - continuação da parceria com To Be Continued. A repostagem foi autorizada pelo autor e blog. 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Dica da Semana: "Mesmo se nada der certo"


Estávamos eu, minha irmã e minha mãe sentadas na sala, sem nada para fazer, quando decidimos ver um filme para passar o tempo. Depois de muitos minutos em dúvida, escolhemos "Mesmo se nada der certo". Foi ao acaso. Parecia engraçadinho, fofo. Comum.

Que nada.

Os primeiros minutos foram lentos e um pouco estranhos. Diferentes, talvez. A técnica usada para contar um evento é... Peculiar. Certamente não é algo que se vê em qualquer comédia romântica. Mas, conforme o filme seguia, pude constatar rapidamente que o longa estava longe de ser como os outros de sua categoria. Tínhamos seres de carne e osso ali. Em sua maioria, perdedores. Suas vidas não eram perfeitas, eles não eram gênios ou mega-talentosos, e eles com toda certeza não estavam trilhando esse caminho.

Eram pessoas normais. Com frustrações e mágoas. Com erros e acertos. E que o filme não tinha intenção alguma de fazer alcançar a vida perfeita, mas aceitar a vida que tinham. Aceitar a realidade, e não se deixar ser pisoteado e esmagado por ela.

As músicas, num estilo lento e muito acústico, são lindas. Uma delas, cantada pelo Adam Levine (sim, ele está no filme, não mencionei?), concorreu ao Óscar. Uau, né? Eu também fiquei surpresa. Mas depois que ouvi... Nem tanto. Claro, vocês não vão encontrar nenhuma música revolucionária. Não é a isso que o filme se propõe, inclusive. Mas são canções gostosas de se ouvir. Tranquilas, profundas, sentimentais. Combinam com o filme, por sinal. Bastante mesmo.

Quanto ao romance... Bem... Só digo que é mais ou menos no estilo de 500 Dias com Ela. Quem já viu, entende. É agridoce, minha gente. Mas, nem por isso, ruim. Na realidade, é extremamente bem trabalhado. Os personagens, em momento algum, são reduzidos a simples 2D. Eles são gente como a gente. Claro, com dois nomes de peso, como Keira Knightley e Mark Ruffalo, não poderia ser de outra forma. O último, apesar de super conhecido como Hulk, é veterano de comédias românticas.

Bem, finalizando, é isso que é lindo no filme: a simplicidade que o torna tão excepcional. O título pouco original esconde uma trama repleta de tudo menos isso.

Recomendo se você estiver sem nada para fazer e quiser assistir um bom filme. E também se você quiser ver uma boa comédia romântica. Não é um filme que vai te transformar (acho que não, pelo menos), mas é um bom filme para te fazer pensar um pouco. Ou só curtir as músicas mesmo.

Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Review: Arrow 3x17 - "Suicidal Tendencies"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Suicidal Tendencies", exibido no dia 25/03/15.

diggle lyla wedding

Lembram quando eu falei que o episódio passado não tinha sido tão ruim assim? É por isso que a gente não pode elogiar... Porque logo na semana seguinte vem um episódio tipo esse aqui.

O episódio começa em sua melhor parte: o casamento de Diggle e Lyla. Pena que só durou uns cinco minutos. Sério, quando me dizem que vai ter episódio de casamento, eu espero um episódio de casamento, não ser passado como se fosse nada em alguns segundos e depois passar para outra. Isso já me deixou chateada, porque estava esperando bastante por esse momento, afinal Diggle e Lyla mereciam algo decente. O casamento em si foi lindo – pelo pouco que vimos – apesar de por algum motivo obscuro terem decidido colocar o Ray como ministro (oficiante?) do casamento. Nunca entendi essa mania dos americanos de ter gente aleatória que não é juiz, padre nem nada oficializando casamento, e odeio mais ainda quando as séries fazem esse clichê de “quem ia oficializar não pode mais!!! O que fazemos??”. Desculpa aí, mas que tipo de casamento mal organizado é esse?

Minhas raivas pessoais à parte, isso foi só mais uma tentativa (falha) de tentar fazer o Ray ser relevante. Tudo o que fez foi me fazer revirar os olhos com as piadas ridículas dele, não sei como Lyla e Diggle ficaram tão tranquilos com a situação. Mas tudo bem, eles estão se casando, tudo está bonito e isso é o que importa.

Infelizmente, a felicidade de todos dura pouco, porque logo chega a notícia que o Arrow falso matou algumas pessoas e todo mundo fica chocado. Eles abandonam a festa (assim!) e vão para o Foundry decidir qual é a melhor estratégia, já que ligaram os pontinhos super rápido e entenderam que era o Ra’s disfarçado tentando acabar com a paz do Oliver.

E conseguiu, porque logo detetive Lance, a prefeita (que nunca vi antes), Laurel e Ray estão fazendo discursos sobre o evento. O que Ray está fazendo no meio dessas pessoas? O que um empresário qualquer tem a ver com isso? Mais um mistério que nunca será resolvido... E por mistério quero dizer furos na série mesmo. Porque isso não faz absolutamente sentido nenhum. Eu sei, de tantas coisas ruins em Arrow eu foco nisso? Também não entendo, mas o fato é que ainda estou chocada.

atom 3x17

Ai, Ray, o que fazer com você? Quando você acha que a situação já está péssima, que Palmer já esgotou sua paciência, eis que vem esse episódio para provar que nada nunca está tão ruim que não possa piorar. Fiquem chocados ao descobrir que não vou ficar me alongando aqui explicando meu ódio do Ray, ao invés disso irei simplesmente redirecioná-los para esse post, que irá articular muito melhor do que eu jamais poderia. Mas porque nem todos falam inglês e preciso extravasar, irei falar um pouco sim.

Ray foi problemático desde o episódio um, stalkeando a Felicity, deixando-a sozinha na cama para terminar a roupa de Atom dele e simplesmente sendo uma pessoa irritante em geral, mas nesse episódio ele consegue se superar em babaquice. Ele vai atrás do Arrow com sua SuperSuit, porque é um hipócrita e quer ser um vigilante também, e descobre que ele é o Oliver com a ajuda de um software de detecção facial que ele roubou da Felicity. Depois disso, ele vai logo insultar confrontar a Felicity sobre o Oliver.

E ele faz isso do jeito mais paternalista possível. Sério, quem começa um argumento dizendo que tem três PhDs e sei lá o que mais ,e por isso é inteligente, não merece meu respeito. Já parei por aí, pode se retirar, Palmer. E depois ele ainda joga na cara que não confia nela, tem a ousadia de dizer que nunca escondeu nada dela (oi???? Essa SuperSuit aí construída foi o quê? Stalkeá-la, usá-la para conseguir pegar a QC, roubar o software dela sem ela saber, quer que eu continue listando ou está bom?), e quando a Felicity defende o Oliver ele vem com “Você gosta dele”. Tipo, sim, óbvio, mas como se ela pudesse não ter outros motivos. Como se ela não estivesse ajudado o Oliver e o defendido muito antes de ter qualquer sentimento romântico? E fala como se ela estivesse cega às ações do Oliver, como se nunca antes ela mesma tivesse discordado dele? Ray, você não sabe de nada.

E como se falar isso para a Felicity não fosse o suficiente, ele consegue ser mais misógino ainda com a Laurel, acusando-a de ser a BC e tudo mais só porque tinha namorado com o Oliver. Ainda bem que Laurel sambou na cara dele depois disso. Laurel advogada é minha Laurel preferida, adoro quando ela começa a ameaçar as pessoas com processos legais, um dos motivos pelo qual eu preferia que em vez de BC ela tivesse ficado só nos tribunais, mas essa é outra história.

Bom, depois que Ray revela que vai atrás do Oliver, Felicity fica meio desesperada e conta pro Team Arrow o que aconteceu. Tem uma grande briga de egos entre Ray e Oliver, quem merece Felicity e essas coisas ridículas que vemos todo episódio, em que os dois ficam falando sobre ela e a Felicity mesmo quase não tem a chance de expressar sua opinião...

arrow 3x17


Amo o Oliver e entendo todos seus comportamentos, mas Arrow simplesmente não sabe explorá-los como devia. Oliver é uma pessoa traumatizada, ele é o protagonista da série, ele tem um milhão de problemas e conflitos, mas ao invés de explorarem isso, ficam fazendo ele se comportar como um babaca. Ele ama a Felicity, mas resolveu no início da temporada que não poderiam ficar juntos, teoricamente ao longo da temporada ele deveria passar por uma trajetória e perceber que estava errado. Mas já se passaram dezessete episódios e o Oliver continua no mesmo lugar, sem desenvolvimento nenhum, e depois vocês esperam que eu acredite que em seis episódios tudo vai se resolver e Oliver e Felicity vão se acertar?

Ele continua fazendo escolhas por ela, mesmo sem perguntar o que ela quer para começar. Ele fica super irritado quando descobre que Ray também é meio vigilante, o que significa que ele não é o que ele queria para a Felicity (mas concordo que Oliver nunca esteve muito feliz sobre o relacionamento, não). Eu acho que teria sido melhorar explorar Oliver percebendo que poderia ter tudo sim e só não teve porque escolheu assim, mas eles decidiram mantê-lo decidido que Ray eventualmente vai perceber que não pode ter tudo também. E depois de uma luta com Ray, eles acabam ficando ~amigos~, e Oliver falando que Ray deveria confiar na Felicity. Tudo isso logo depois que Ray atingiu o Roy e o machucou, mas aparentemente ninguém lembra disso, porque nem vimos o que aconteceu com ele...

Depois disso, Felicity vai conversar com Ray (ELA vai conversar com ELE, apesar de ele ter feito coisa errada, é isso mesmo, produção?), e acaba o perdoando. Por quê? Quem sabe?! Caracterização da Felicity nesse episódio foi totalmente jogada, então nem falo nada. Porque até parece que a Felicity, que tem um super complexo de abandono causado pelo pai e problemas de confiança, perdoou assim do nada o Ray ter dito que não confiava nela e ter ignorado tudo o que ela disse. E aí eles ficam falando sobre serem parceiros na vida e tudo mais... Gente, parem de forçar a barra, vocês estão juntos há umas duas semanas, que parceiros na vida o quê, vocês são no máximo parceiros na cama. Detalhe que Ray aparentemente se esqueceu de sua linda falecida noiva, Anna, por quem ele prometeu que nunca mais nem beijaria uma mulher na vida... E bastou dormir com a Felicity, que agora já está planejando a vida inteira. Se eu fosse a Anna, eu voltava para assombrar esse aí.

E foi basicamente isso o que aconteceu nessa parte do episódio, só Ray e Oliver brigando, caracterização da Felicity sendo destruída, minha paciência acabando... E no final, Ray, Felicity, os Lances e a prefeita estão reunidos em mais uma reunião de “pessoas aleatoriamente importantes”, quando Ra's ataca novamente. Quer dizer, Maseo dessa vez. Ele manda uma flecha direto na prefeita, o que deve ser o cargo mais perigoso de Starling depois de Moira, Blood e agora isso. Rotação maior do que de professor de defesa contra as artes das trevas. E, como se não bastasse desestabilizar a política da cidade, Maseo está mirando para Felicity.

Nem ouse, Maseo.

suicide squad 3x17


Enquanto isso, na outra parte do episódio estão Diggle, Lyla, Deadshot e Cupid. Bem separado na resenha, porque as duas partes estiveram bastante desconexas mesmo.

Diggle e Lyla estavam indo para a lua de mel quando são interrompidos, precisam ir para uma tarefa do Suicide Squad. Pelo o que parece, ARGUS não respeita férias ou licença, alguém chama a Laurel para processá-los. Eles vão teoricamente salvar um senador americano, mas tudo se vira contra eles quando se revela que o senador que tinha organizado o próprio sequestro, querendo forjar um ato heróico para impulsionar sua carreira e tornar-se presidente. Só que agora deu errado, porque vai precisar matar todo mundo.

Isso abala bastante todo mundo, em especial Diggle e Lyla que acabaram de se tocar que foram para uma missão suicida juntos e que se morrerem, Sara vai ficar órfã. Seus medos fazem todo sentido, na vida real eu também acharia essa uma decisão bastante irresponsável, mas como estou falando de série e não vida real, estou simplesmente de saco cheia dessa storyline. Faça logo todos os personagens perceberem que podem ter seus trabalhos, arriscando a vida, e uma família também, chega!

Ao longo do episódio, vamos vendo também flashbacks de Deadshot. Ao contrário da maioria do fandom, não tenho todo esse amor por ele, tipo... ok? Ele era o vilão, matou o irmão do Diggle, agora ele é meio anti-herói, mas não ligo muito. O importante é que os flashbacks introduziram um pouco a história do irmão do Dig e o HIVE, que devemos ver mais na próxima temporada. Mas sinceramente estou mais curiosa para saber do clone da Shado lá nos flashbacks do Oliver.

No tempo real, Deadshot fica comovido pelo drama de Diggle e Lyla, provavelmente lembrando-se da própria família, e acaba se sacrificando pelo bem maior, possibilitando que os reféns fugissem. Pelo o que tudo indica, ele morreu, mas como não vimos corpo nenhum, eu duvido muito que essa tenha sido a última vez que o vimos.

Mesmo abalados com a aparente morte dele, os outros voltam para Starling City. Diggle resolve sair do Team Arrow, porque não quer a Sara fique órfã, mas Lyla chega e diz que ela se demitiu do ARGUS. Quero saber quem que vai sustentar a casa agora, porque achei que o Diggle não estava sendo pago depois que o Oliver ficou pobre. Sinceramente, fiquei feliz pela Lyla, porque aquele era um emprego bem sombrio mesmo e só causava confusão, mas um pouco chateada pelo Diggle de novo querer sair do Team Arrow. Aliás, ele não saiu, certo? Vi que muitas pessoas ficaram confusas e acharam que ele tinha saído... Terei que esperar pelo próximo episódio para confirmar.

O Melhor:
+ Diggle e Lyla! Salvando esse episódio!
+ Cupid dando em cima do Deadshot
+ Deadshot se sacrificando
+ Roy e Thea dançando no casamento por meio segundo.
+ Diggle ameaçando o Ray
+ Laurel ameaçando o Ray

O Pior:
- Ray. Tudo o que envolve ele. Eu disse que não ia falar muito dele, mas acho que acabei falando, né? Sigh.
- Caracterização da Felicity foi estranha
- O que aconteceu com o Roy?
- Diggle saiu do Team Arrow ou não?
- Falta de desenvolvimento na história do Oliver
- Por que tanto foco no Deadshot?
- Eu, por ainda gostar de Arrow mesmo depois de tudo isso. 

Nota: 5,5

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

Review: Agents of SHIELD 2x14 - "Love in the Time of Hydra"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "Love in the Time of Hydra", exibido no dia 24/03/2015!

grant ward


O episódio começa com uma olhada por onde andam Ward e Agente 33. Em uma lanchonete tendo conversas estranhamente meio românticas? Você não imaginaria, não é mesmo? Mas a verdade é que tudo vai além da conversa e encurralam um cientista/médico para reconstruírem o rosto da Agente 33. Vemos muitos elogios da parte dos dois e a Agente 33 parece apaixonada por seu herói. Chega ao ponto de se transformar em Skye como 'forma de agradecer' Ward. Super weird, eu sei. Sinto que ela é mais uma sendo usada pelo Ward e ainda está acreditando em tudo que ele diz... Ai ai... Aliás, Grant faz tudo para ela. Reconstroem o seu rosto, mas, mais do que isso, o médico (e criador da máscara que ficou presa no rosto da agente) possibilita que ela possa se transformar em quem quiser com uma simples piscada. É quase como se ela tivesse poderes, mas, no fundo, é só tecnologia. Quem não queria que os gadgets de Agents of Shield existissem na vida real, né?

Bom, depois disso, a dupla parte para a próxima: sequestrar Bakshi para aplicar sua vingança. Sim, ele de novo. Para quem não lembra, o agente da Hydra está preso sob custódia de Talbot e para isso precisam de um plano. No fundo, acaba sendo fácil com o novo "poder" da Agente 33. Desde se transformar na mulher de Talbot até um dos soldados, a agente consegue capturar o Bakshi. Preciso comentar que a cena toda é engraçada. Talbot logo percebe que alguém entrou no prédio usando a máscara e basicamente fica desconfiado de todos, inclusive manda a mulher se deitar no chão por suspeita. Tadinho.

Como uma amiga minha diria, por que diabos o Ward ainda está aqui mesmo? Bom, o porquê eu não sei, mas devem ter um plano para ele. O que posso dizer é que ele tem um plano, isso é fato. Grant não é bonzinho à toa e está ajudando a Agente 33 por algum motivo. A vingança dela abrirá portas para ele, só não sabemos quais ou para onde. Quem sabe ele não restabelecerá a Hydra? Controlar Bakshi com certeza seria ter poder nas mãos. Ward vem se transformando um 'vilão' recorrente na série, daqueles que sempre aparecem para apimentar as coisas.

Quanto à Skye, Simmons e Fitz continuam cuidando e de olho nela. Os segredos podem ter sido revelados, mas os dois continuam discordando e muito. Fitz, que ouviu às minhas preces e deve ter visto os mesmos filmes que eu, sugere que talvez Skye devesse aprender a controlar seus poderes e usá-los para o bem, como um Capitão América da vida. Já Simmons, discorda piamente e fala que Skye está mais para um Bruce/Hulk. A questão é que Jemma prefere uma cura. Sei que deve ser difícil, mas sinceramente, mesmo que encontrarem 'a cura' um dia, Skye deveria aprender a lidar com os poderes e não retê-los (vimos que isso não resolve em nada). Pena que ninguém ouve o nosso querido Fitz.

skye coulsonCoulson recebe os conselhos do relatório de Andrew para tirar Skye do time, como tínhamos visto no episódio passado, e pede conselhos para May. Argh, Melinda, há um momento atrás você era defensora da Skye e agora apoia o Andrew? Ok, é difícil não conhecer com o que se está lidando e não saber o que Skye poderá fazer, mas nesse momento ela precisa de pessoas que acreditem nela. No entanto, no meio da conversa, podemos entender a insegurança de May em suas habilidades como mentora: Bahrein. Essa é a única dica que temos, mais nada. E quando achamos que Coulson realmente vai manter Skye na sede, nos enganamos. Aí, gente, por que? Ele a leva para um passeio. E todas as cenas dos dois a partir daí são no mínimo fofas. 

Eles estão em avião, sentados lado a lado, e Coulson começa a contar uma história. Ele tinha dificuldades com o pai (nada comparado com as loucuras da vida de Skye, mas pertinentes). Seu pai trabalhava dia e noite em seu carro e, mesmo que fosse chato para o pequeno Coulson ajudá-lo, no final do processo ele percebeu que o carro estava lindo e se encheu de orgulho. Quem adivinha que carro é esse? Dou uma dica: é vermelho. Sim, conhecemos finalmente a história da Lola. E o conto não vem sozinho, mas com uma metáfora. Lola mudou muito e até voa hoje em dia, mas continua o mesmo corvette vermelho de sempre. Skye é a Lola nessa história. Eu sei, podem pegar os lencinhos porque é tão fofo que dói.

Não demora muito e chegam em uma cabana usada como esconderijo seguro para pessoas com poderes. Coulson logo avisa que Skye ficará um pouco por lá. Olha, pelo menos podia ficar alguém com ela né? Jemma criou luvas que retém os poderes de Skye, Coulson as entrega e dá a opção, mas Skye é a única que pode fazer essa escolha. Skye pede conselhos para o diretor, ou melhor, para o amigo. No fundo, ele não ajuda muito, afinal ele não pode tomar essa decisão por ela. E ficamos assim: com Skye deliberando. Já estava curiosa para saber com a história dela evoluiria sem o resto do grupo por perto, mas parece que no próximo episódio a ameaça já chega até ela.

fitzsimmons
E por falar em Simmons, temos mais uma cena dela com Fitz. Leo sabe que ela entregou alguma coisa para Jemma, e, quase como uma revanche, ela resolve manter em segredo. Claro que Fitz é esperto é sabe que é provavelmente algo não muito legal, assim confronta a amiga mais uma vez. Diz em alto e bom som que as mudanças que ele e Skye passaram são o que assombram Jemma, quando na verdade o medo que deveriam ter era das mudanças que ela passou. Entendo, é o que Leo está sentindo desde o começo. A falta de apoio de Jemma tem sido recorrente e ele parece não confiar mais nela. Ao mesmo tempo, entendo a Simmons, mas acredito que a radicalidade não é necessária. Quando ela fala de "consertar" a Skye, me dá a sensação de quem não é preciso. Os poderes são parte dela, são algo que já estava nela de alguma forma. Jemma, por favor, mostre a nós o quanto eu sei que você se importa com eles. Ver os dois brigando é difícil e total oposto de quando o conhecemos, mas muita coisa mudou e aconteceu. É interessante reparar o quanto eles representam: são formas diferentes de ver os poderes de alguém, ver os benefícios e malefícios. 

Enquanto isso, temos Hunter e Mack. Finalmente na resenha! Conhecemos, juntamente com Hunter, o líder da outra Shield: Robert Gonzales. Bobbi também aparece e devo dizer que Hunter se sente bem desconfortável com tudo aquilo. As cenas são bem simples: uma sala de reuniões com uns quatro membros da tal Shield, além de nossos conhecidos, explicando o porquê de tudo aquilo.

Quanto às revelações da "verdadeira Shield", bom, achei que seria algo 'mindblowing', mais surpreendente, mas faz sentido. Quem sabe não estão guardando algo mais especial para a season finale? Como disse na última resenha, a ameaça da Hydra não é mais eminente, mas os resquícios deixaram a Shield desestabilizada, despedaçada. É fácil em um momento desses 'facções', inimigos e ideologias diferentes surgirem. E aí que entra esse grupo que descorda de Fury e todos os seus segredos. Entendo, em desenhos e nos filmes, Fury pode ser irritante com seus segredos... Mas, vale isso tudo? A minha teoria profunda é que esse grupo deve culpar Nick pela Hydra e por tudo que aconteceu e, se eles não têm o Fury, vai o Coulson mesmo. Até entendo as razões, entendo que Coulson teve seus momentos ruins, mas não ousem botar a culpa de tudo que aconteceu. Agentes teriam morrido e aliens teriam surgido com ou sem o Phil ali, e sinceramente, a forma como ele lidou foi à medida do possível. Coulson é um bom agente, mas mais que isso são os valores em que acredita que nos fazem confiar nele. E vamos combinar, os últimos insights dele foram brilhantes. Ok, eu sei, não preciso defender o Coulson, todos nós os amamos, mas parece que esse pessoal não.

lance hunter
Hunter fica de pensar no caso, pensar se concorda com os valores da organização. O que, no fundo, significa que não ficará lá. Ele até tenta convencer Bobbi de ir junto, mas a verdade é que fica bem magoado de ter sido usado para informações, de não saber do que estava acontecendo de verdade, mesmo os dois estando tão próximos ultimamente. É, mais uma vez ele fica arrasado por Bobbi. Sabemos que ela realmente se importa com ele, porém decide ficar por lá e diz que não o irá impedir, outros vão. No final, parece que ele está sem saída quando percebe que está no meio do oceano. Mas aquela água toda não impede Hunter de fugir e ele consegue roubar uma aeronave.

Um dos agentes aliados de Robert falou uma coisa que é verdade. Bobbi poderia ter parado Hunter a qualquer momento, mas não o fez. E é aí que nós podemos duvidar da lealdade de Bobbi. Será que ela sabia que Lance não fugiria no meio do mar ou que ele demoraria para gerar problemas já que estão longe da terra? Ou seus sentimentos por ele fizeram ela repensar? Ou seria outra coisa?

Bobbi sempre foi uma personagem bem fiel à Shield como instituição e acreditava que ao Fury também (ou são a impressão de quem assistiu os desenhos?). Pode ser loucura, mas não seria legal se ela fosse uma agente dupla na 'verdadeira Shield' também? Ok, eu tenho que parar. A questão é que temos um problema e dos grandes. Bobbi tem suas mãos o poder de decisão sobre a situação e o que ela faz? Afirma que é melhor eliminar a ameaça, ou seja, Coulson. Not cool, Mockingbird, not cool.

Wow, foi tudo bem rápido. Mal conhecemos a nova organização e já estão sendo revelado, mas é bom. A notícia boa é que Hunter fugiu e Coulson não confia nas desculpas que Mack deu (Coulson e May lindos com seus pressentimentos), o problema é que Bobbi ainda está segura no seu disfarce e Hunter vai demorar para chegar em terra. Será que ela é realmente capaz de matar o Phil?

O melhor
História da origem de Lola e a metáfora por trás.
Fitz e sua ideia brilhante (sem sarcasmo aqui) de que Skye deveria aprender a controlar seus poderes.
Chloe Bennet e Ming-na Wen como Agente 33.
Hunter e sua desconfiança com a outra Shield. Poderia dizer até por lealdade.
Dois lados da moeda com Jemma e Fitz.

O pior
May apoiando Skye ir embora.
A revelação da 'verdadeira Shield', entendo, mas nada 'mindblowing'.
Acho que Fitzsimmons já podem fazer as pazes hehe.

Nota 8,8

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries, livros e quadrinhos. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria. 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Review: Castle 7x18 - "At Close Range"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "At Close Range", exibido no dia 23/03/2015!

kevin ryan

Detetive Ryan está se olhando no espelho. Terno e gravata, e manchas de sangue nas roupas. Está irritado. E não demora muito para quebrar o vidro do espelho com as próprias mãos em um soco frustado. Assim, voltamos seis horas antes daquele dia para entendermos como o personagem chegou até aquele ponto. 

O quarteto de sempre está na delegacia e acabaram de vim de um "divertido" briefing da polícia. Assim se despedem e Kevin diz que arranjou mais um emprego como segurança. Dessa vez irá trabalhar para uma pessoa importante, tão importante que não pode informar quem é. Não posso deixar de comentar que foi divertido ver Castle tentando adivinhar. One Direction? Parece que o Rick é fã, e o mais incrível é que parece até Esposito é, já que sabia em que cidade a banda estava.

Ok, o foco é em Ryan. Aliás, devo ressaltar que fico feliz toda a vez que aprendemos um pouco mais sobre os personagens secundários. Conhecemos assim o cunhado dele, Frank. Os dois trabalham assim como seguranças de um político importante, Alex Lopez, possível candidato à presidência. Como todo político, Lopez tem inimigos e Ryan precisava assim reconhecer cada um. Bom, a verdade é que através da promo já sabíamos do básico: o detetive está no evento quando acontece um atentado e não consegue pegar o suspeito fugindo da cena do crime, e ainda é parado por outros policiais que o confundem. As primeiras cenas servem como suspense. Sabemos o que vai acontecer, mas não sabemos quando ou quem. Inclusive o primeiro suspeito que Ryan reconhece parece ser o culpado, porém logo descobrimos que não. Gostei dessa forma de fazerem as cenas, apesar do suspense de Kevin ser preso ou não exagerado na promo, quando sabemos que a questão seria facilmente resolvido com Ryan mostrando seu distintivo. Mas vamos combinar, todas as promos de séries são instigantes assim. 

O fato é que Lopez é atingido no atentado por uma bala, mas a host do evento e com quem estava conversando, Carol, é que acaba morrendo. Todos logo deduzem que o alvo era o senador, mas, como deveriam ter cogitado, o assunto acaba tendo a ver com a empresária mesmo. O caso passa por pistas quanto a extremistas e inclusive um deles é rapidamente encontrado. Como sabemos, nada é tão simples e logo descobrimos que ele deveria ter tido ajuda de alguém. O crime teria sido encomendado. Mais a fundo no problema, chegamos então ao ponto máximo de tensão, outro suspeito surge: o cunhado de Kevin. Devo dizer que já esperava algum envolvimento dele, afinal essas aparições nunca são à toa. Assim vemos Ryan em conflito. Conflito com a irmã e com o próprio Frank, quem considerava como irmão. No fundo, no entanto, o detetive consegue conversar com Frank e entender como estaria envolvido na história. Adianto que ele tem sua parte culpada, mas teve a ver com o crime só indiretamente. 

caskettCom o envelope usado para pagar a compra do crachá de acesso usado pelo assassino, Kate consegue chegar inclusive na mulher de Lopez. Mas o clássico crime passional não é a verdadeira história e, quando menos esperávamos, dentre conspirações de inimigos e poder, o próprio Alex Lopez e os responsáveis por sua campanha se tornam suspeitos em um ponto. Enquanto o caso se desenrola, vemos assim Kevin lidando com a desconfiança no cunhado e com a culpa de ter visto um assassinato enquanto deveria ter protegido o político. Adorei que tenham focado nesse mais um lado do personagem. 

Como vimos no episódio passado, Kate pensa se deveria buscar algum cargo ou profissão além de detetive e continuamos a ver uma pequena evolução desse plot. Beckett é reconhecida por um político no hospital por sua excelente reputação. Ao longo do episodio vemos pequenas menções de como ela 'faz a diferença' na sua profissão, do seu jeito. Assim, já no final do 7x18, comentando sobre como a vida política é cheia de conspirações, Castle descobre que a detetive concorrerá para capitã. Ou melhor dizendo, vai fazer a prova e ver no que vai dar. Gosto bastante da ideia de Kate dar um passo à frente na carreira e do fato dos escritores mostrarem esse processo. Ela tem ambição, é mais que qualificada e isso seria a solução de seus dilemas internos. O "poder fazer mais" está a seu alcance.

O melhor
Kate para capitã!
Desenvolvimento de Ryan e sua história.
O efeito de suspense das primeiras cenas para quem assistiu a promo antes. 
O envolvimento do cunhado de Ryan.

O pior
Mistério quanto ao Ryan ser um suspeito (por 10 segundos).

Nota 9,0

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria. 

Review: The Walking Dead 5x15 - “Try”

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "Try", exibido no dia 22/03/2015!

twd 5x15

The Walking Dead vem trilhando seu caminho para a grande espera Season finale da 5° temporada, neste 15° episódios vimos que tudo está a beira do caos em Alexandria, e que não irá demorar para bomba explodir de vez.

Neste 15° episódio vemos como a relação comunidade/grupo do Rick começar a enfraquecer, as mortes de Aiden e Noah afetaram a ambos, e algo que eles estão sentindo. Logo no início, já entrou mais um personagem para minha lista negra de quem deve morrer, a forma como esse personagem mentiu foi crucial para alguns eventos seguintes, mas claro, quem irá se ferrar de propósito quando se tem alguém para por a culpa.

Sasha ainda é a única transtornada, todos já se adaptaram as nossa vidas, mas ela, firme, continua não querendo enfraquecer com a comunidade. Ela está certa, mas até onde isso irá? Ou será que é preciso algo acontecer para que ela pare de fazer besteira?

Daryl e Aaron continuam na estrada a procura de novos membros e tudo indica que a nova dupla está se dando bem, até que Daryl vê uma luz (tudo indica uma fogueira) ao longe. Será o tal grupo Wolves?

twd 5x15

Todo o episódio deu indícios desse tal grupo, as especulações começaram ainda no início dessa 2° metade de temporada, pela forma como tudo está sendo encaminhado haverá uma grande batalha neste último episódio, será que Rick Grimes salvará todos em Alexandria?

Alexandria vem tendo um papel importante nesse final da série, a forma como a comunidade segura vem modificando cada membro do grupo e fato até o frio Rick Grimes está sofrendo com isso, sua preocupação com Jessie e uma fraqueza vindo de Alexandria: porque ajudar alguém que acabei de conhecer? Talvez o sentimento entre ambos seja maior.

Assim como o título diz ('Tentar') Rick tenta se adaptar, mas é algo difícil, porque ninguém que vive em Alexandria viu o verdadeiro horror atrás dos muros, não fizeram grandes sacrifícios, mesmo perdendo pessoas próximas; em seu surto Rick fala a verdade, não tem como construir uma nova civilização, não com as regras do passado. Deanna e o resto dos moradores de Alexandria só descobrirão isso quando tiverem sangue nas mãos, e isso está próximo de acontecer.

twd 5x15
Ps1: Carol como sempre ainda tenta ser a ” invisivel ” perante a comunidade , até quando esse disfarce irá continuar? A verdadeira Carol irá aparecer logo.

Ps2: Michonne não luta só com espada, ela sabe usar pedra também.

Que venha o ultimo episódio!

Misturamas/ Autor:Weuler A resenha está em um modelo diferente do qual usamos porque foi posteriormente postada pelo nosso site parceiro Misturamas - continuação da parceria com To Be Continued. A repostagem foi autorizada pelo autor e blog. 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Review: Once Upon a Time 4x16 - "Poor Unfortunate Soul"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "Poor Unfortunate Soul", exibido no dia 22/03/2015!

hook and ursula
Once está começando a se erguer. No episódio passado já houve uma surpresa com August e com certeza nos deixou ansiosos para saber sobre que papel ele terá na história toda e como será seu reencontro com o grupo de heróis. Começamos o episódio com um flashback de Hook e como conheceu Úrsula e Poisedon. A vilã aparece mais nova, inocente e em forma de sereia, querendo apenas usar sua voz para cantar e encantar pessoas. O pai, no entanto, não concorda e quer que ela cante para atrair os piratas à naufragarem, buscando vingança pelo assassinato da mãe dela. Lembra a história da Ariel? Pois é, o uso da voz de Úrsula e seu roubo parecem bastante com o conto da pequena sereia. Tudo bem, eu sei, já usaram essa storyline, não inovador, mas gostei. Além disso, adorei que juntaram com o fato de sereias serem traiçoeiras, fato sempre visto em contos. Once sempre dá seu próprio tom aos clássicos e sempre nos surpreende, um dos pontos fortes da série.


Assim vemos Úrsula um pouco antes de se transformar em vilã, em conflitos com o pai e sendo banida (ou se banindo, melhor dizendo) do reino dos mares. Não demora muito para ela encontrar Hook, que está incrivelmente bonzinho. A música de Úrsula o mudou tanto assim? Por que eu tinha a impressão que ele era mais vilão na época? De qualquer forma ele fala que a ajudará a chegar ao seu destino, já que Úrsula quer conhecer uma cidade que a mãe sempre falava. Ao longo do episódio vemos essa interação e até mesmo Hook resistindo à proposta de Poseidon para tirar a voz da sereia em troca de algo que o ajudará a vencer Rumple.

Em paralelo no presente, sabemos que Hook tirou o final feliz de Úrsula e propõe um acordo para consertar seus erros do passado. Qual seria ele? Bom, apesar de tudo, o desejo de vingança de Hook o fez tirar a voz de Úrsula como forma de punir Poseidon. Vamos combinar, ele é um Deus, acho que poderia ter vencido o Hook, não? Como ia dizendo, Killian tem um plano então: conseguir o final feliz de Úrsula e assim descobrir os segredos dos vilões.

august booth aka pinocchio
Enquanto isso, por falar no quinteto, o grupo tenta tirar informações de August sobre o Autor 'torturando-o' (nem perto disso, já que a Regina intervém). Conversa vai conversa vem, August revela que tem a pesquisa de um conhecido sobre o Autor. Rumple assim vai atrás da pista. Já Regina consegue avisar Snow, Charming, Hook e Emma sobre a volta de Rumple e August. É nesse momento que Killian põe seu plano em ação. Não demora muito para Belle descobrir que seu ex-amado está de volta e que não foi para Hook que deu a adaga. Que bom que não demoraram com isso. Aliás, depois das pistas de Killian e como precisou tirar o Jolly Roger de uma garrafa, Belle e Will aparecem para ajudar. Finalmente Knave tem uma participação além das eventuais saídas com Belle e ajuda Hook com uma poção (estilo 'coma-me' clássico do País das Maravilhas) para ampliar o barco. Ainda quero uma história desse novo casal, por favor. (Ok, prometo que pararei de reclamar).

Ao mesmo tempo que os Charmings estão em direção à cabana de Rumple, o Dark One resolve realmente torturar August usando um truque bem conhecido da história clássica: fazer o nariz crescer toda vez que nosso Pinóquio mente. August acaba falando sobre uma porta (lembram a porta da página rasgada que Henry achou?) em que o Autor supostamente estaria. E de novo Rumple resolve sair à caçada, só que dessa vez leva Malévola e Regina junto. Ninguém percebeu que a Úrsula estava andando por aí e nem contribuindo com o plano? Bom, o fato é que a vilã-princesa-dos-mares aceita o acordo de Killian e passa a maior parte do episódio ajudando-o a encontrar sua 'voz musical'. Eles demoram, mas chegam até a concha preciosa e... não funciona. Hook, claro, fica irritado quando Úrsula resolve não ajudá-lo já que sua 'voz musical' não voltou, mas não demora para a vilã deixá-lo inconsciente e jogá-lo no mar.

E quando menos esperávamos, Killian é salvo por ninguém mais ninguém menos que Ariel. A história é longa, mas basta saber que ela ficou presa na garrafa junto com o Jolly Roger, por algum motivo. Enquanto Hook é salvo, Emma e o resto conseguem nocautear Cruella e salvar August. Ai, foi fofo ver Emma e August se reencontrando depois de tanto tempo. Ele sempre falou para ela acreditar em si mesma e que era tudo que precisava, e não é que estava certo? Só fico me perguntando se ele ficará por muito tempo em Storybrooke... Está tudo feliz até que Úrsula chega e tenta os impedir, o que dura pouco já que Hook finalmente cumpre o prometido e acha a solução: só quem pode libertar sua 'voz musical' é quem a enfeitiçou, ou seja, Poseidon. Tchanam! Ele aparece e temos um momento pai e filha. Acho que o fato de ele ter ido até lá e ter sido a pessoa a dar sua voz de volta tem um significado diferente do que se ela sozinha tivesse revertido o feitiço. Úrsula sente falta do pai e, por mais que tenha se sentido "traída", perdoa-o e decide voltar a viver no mar.
captain swan
Olhem como a Emma ficou orgulhosa dele

Para finalizar, temos duas cenas significativas para o decorrer da história. Primeiro, Úrsula cumpre seu papel no acordo e assim confidencia a Hook que Rumple não está atrás só do Autor para que reescreva os finais felizes, mas também irá atrás de Emma. E não será para matar, mas algo pior: transformá-la em vilã, fazendo-a sucumbir à escuridão que há dentro dela. Hm, será que é assim que nossa 'savior' vai para o outro lado da força? Ainda acho que será por um encantamento ou algo do tipo. E por falar nela, eis a segunda cena. Emma, Henry e Regina conversam com August assim que ele acorda cansado. Pinóquio então diz que burlou o detector de mentiras de Rumple (a mágica que faz o nariz crescer) e que na verdade sabe onde está o Autor e tal porta. Está... bom, está ali mesmo. No papel. O Autor está preso no livro. #Chocada

Não posso deixar de comentar que Regina tem um sonho com Robin. Ignorando a ilusão que criaram nos fãs nas promos, o sonho de Regina nos serve de alguma coisa. Só não sei muito bem para que ainda. O reencontro acontece mais ou menos assim: eles se beijam e são interrompidos pela Evil Queen jogando bolas de fogos neles, ou pelo menos é que parece. Por um momento achei que podia ser as histórias do livro da Regina heroína se colidindo com a Regina vilã, mas acho que delirei. O fato é que Regina fica bem abalada e conta para Emma (já falei que adoro a amizade delas?) que acha que a sua 'evil-self' estava tentando salvar Robin e não atacá-lo. Realmente não sei como interpretar isso. Seria simplesmente os conflitos internos da personagem se revelando ou algo mais? Da forma como trataram o evento, talvez seja o 'algo mais'.

O melhor
+ "Explicação" para o porquê das sereias enganarem os marinheiros/piratas.
Cena final de Captain Swan. Killian fala que Emma é seu final feliz e tudo. <3
Participação da Ariel.
Snow batendo na cabeça da Cruella com uma frigideira. Nossa badass atacando novamente!
Emma e August se reunindo. depois de séculos.
+ A magia 'detector de mentiras' de Rumple no Pinóquio.
Revelações do final do episódio.

O pior
O Poseidon podia ter derrotado o Hook fácil, não?
Hook era bonzinho assim no passado? Seria esses momentos prova de que ele nunca foi cem por cento vilão?
Reunião da Regina e Robin de mentira. Não nos iludam assim!

Nota 8,4

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria. 

domingo, 22 de março de 2015

Dica da Semana: Para Sempre Alice

para sempre alice

Então... Em primeiro lugar, desculpem pela demora. A dica é para ser algo semanal, mas, às vezes, por motivos além de nosso controle, não dá para fazer. Mas sinto muito mesmo assim.

Desabafo completo, à dica.

Para Sempre Alice é um filme que foi indicado ao Oscar de Melhor Atriz esse ano. E, apesar de eu achar que a indicação foi muito merecida, não achei o filme grande coisa, não. Sendo muito honesta, o longa é bom, mas nada excepcional. Entretanto – e isso é importante – a atriz que interpreta a Dra. Alice Howland (Julianne Moore) faz a diferença.

Graças a ela, e um elenco razoável de atores, esse é um filme que levou toda uma sala de espectadores às lágrimas. Claro, o assunto delicado do qual trata (Alzheimer), ajuda. Mas a atuação de Moore é o que realmente vende a história. Sua deterioração é evidente e drástica ao longo dos 101 minutos de duração, mais sua luta desesperadora contra a situação irreversível é tocante, para dizer o mínimo.

Não à toa, ela ganhou o Oscar de melhor atriz. E o BAFTA de melhor atriz. E o SAG de melhor atriz principal. E o Globo de Ouro e o Prêmio Critics Choice de melhor atriz em filme de drama.

São muitos prêmios. Mas ela mereceu cada um deles com seu trabalho exemplar em Para Sempre Alice. Verdade seja dita, os outros atores nem tiveram chance. Embora Kristen Stewart também tenha se destacado um pouco. Baldwin, por outro lado, decepcionou cada vez mais conforme o filme progredia. Ao ator, faltou a emoção. Faltou sentir um pouco de verdade e, por isso, foi difícil simpatizar.

Verdade seja dita, chorei muito.

E os olhos ainda estavam marejando quando saí da sala de cinema.

Mas valeu à pena.

Apesar do tema triste e pesado. Apesar da atuação mediana da maior parte do elenco. Apesar de tudo, pois Julianne Moore foi incrível. Porém, mais do que isso, porque esse tipo de filme, que conscientiza um pouco sobre alguma doença, por exemplo, nos faz abrir mais os olhos. Alguns podem dizer que a indústria se aproveita de assuntos delicados como esse para fazer dinheiro. Pode ser. Eu, no entanto, prefiro acreditar que filmes como esses estão aí para nos abrir os olhos e nos fazer pensar. Poderia ser eu, você, um parente, alguém que amamos.

Por isso, abra os olhos. Abra o coração. Olhe para o outro. Com cuidado, com carinho.  E lembrem-se: eles são pessoas como você.

Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

Dica da Semana: Five



FIVE é um filme de 2011 produzido para a TV, que consiste de 5 curtas entre 20 e 30 minutos cada. Vários nomes de peso fizeram parte dessa produção, entre os quais Jennifer Aniston, Jennifer Morrison, Ginnifer Goodwin, Alicia Keys e Demi Moore.

O que une todas as histórias? O que faz com que tantas personagens diferentes compartilhem os mesmos 87 minutos de duração do longa-metragem? Simples. Todos compartilham a mesma raison d'être (razão de ser, em francês): câncer de mama. Ou melhor, sobre como o câncer de mama afeta a vida da mulher e de todos ao seu redor.

É difícil não se emocionar. É muito, mas muito difícil não sentir a garganta apertando. Porquê... Poderia ser você. Sua mãe. Sua melhor amiga. Uma conhecida. Poderia ser a moça bastante simpática que te deu "bom dia" quando passou por você. Poderia ser qualquer uma. Câncer de mama não distingue cor, idade, emprego ou o que quer que seja. Simplesmente acontece. Assim. Sem mais nem menos. Puft. Bem, ok, não é exatamente assim, mas vocês me entenderam.

Então, quanto ao filme, todos os envolvidos fizeram um trabalho excelente ao retratar de forma tão humana o tema. Câncer é um assunto muito delicado, e muitas vezes pensamos somente na pessoa que o tem, não naqueles que convivem junto com a pessoa que tem câncer. Não é o sofrimento solitário de um único indivíduo, mas o sofrimento de toda uma teia de relações que esse indivíduo construiu ao longo de sua vida.

E, aqui, acho que falho com vocês leitorxs por ser incapaz de descrever bem o que senti ou mesmo o que seria uma análise mais técnica. É um filme que não tem como explicar. Tem que ver para entender. Mas, bem, tentarei meu melhor. Aqui vai:

Foi muito bonito. Mas muito triste. Embora eu tenha certeza absoluta que a realidade da situação pode ser ainda pior, para alguém que nunca conviveu nem de perto com o problema, tem um impacto significante. Ademais, eu gostaria de ressaltar que, sendo uma produção com tantas mulheres, a abordagem do tema é, talvez, uma narração mais próxima e sensível do mundo real. Tanto quanto um filme feito para a TV poderia mostrar. Ainda assim, superou minhas expectativas e me emocionou mais do que eu imaginaria possível.

Bem, assistam, essa é minha recomendação. Mas certifiquem-se de quem tem uma garrafa d'água e lencinhos por perto. Acreditem, vocês vão precisar. 



Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Review: Arrow 3x16 - "The Offer"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Offer", exibido no dia 18/03/15.

arrow the offer

Depois de um breve hiatus, Arrow voltou com um episódio surpreendentemente bom. Quem acompanha minhas resenhas sabe que não estou lá muito satisfeita com essa temporada, mas dessa vez nem tenho muito o que reclamar.

Como já sabíamos, Ra’s quer que Oliver seja seu herdeiro, virando o novo Ra’s al Ghul. Ele faz uma propaganda até bastante boa, sempre com aquele nível básico de manipulação psicológica, como um vilão que se preste, fazendo um discurso disfarçado de profecia, mas para mim estava mais para uma ameaça mesmo, só o Oliver que não entendeu isso. Ele diz que eventualmente a cidade vai ficar contra ele, com a polícia querendo caçá-lo novamente e, então, ele vai morrer sozinho. Isso atingiu em cheio Oliver, porque ele estava com medo que essas coisas aconteceriam.

Mesmo um pouco abalado com a proposta, Oliver resolve deixar em aberto a proposta e voltar para Starling City, levando Diggle e Malcolm com si, já que Ra’s resolveu ser legal e deixá-los ir. Ainda que inicialmente ele pensasse em rejeitar, Oliver fica pensando na possibilidade. Depois que descobre que Lance está irritado com ele e Felicity está com Ray, Oliver interpreta as situações como sinais de que Ra’s estava certo e considera ainda mais a possibilidade.

Eu estava com medo de que eles fossem fazer o raciocínio do Oliver ser meio sem sentido, porque para mim os escritores andam deixando de explorar a linha de pensamento do Oliver e, muitas vezes, só ficamos com o “por quê???”. Esse não foi o caso, podemos vê-lo ficando bem chateado com os acontecimentos e, de fato, a proposta de Ra’s não é tão desinteressante, se ele fosse o novo Ra’s al Ghul e mandasse o pessoal da Liga parar de matar, eles provavelmente o obedeceriam. De qualquer forma, por melhor que a proposta fosse, Oliver não poderia aceita-la e, com um pouco de ajuda, ele acaba percebendo isso e rejeitando a proposta.

Ele só não levou muito a sério o aviso de Malcolm e de Maseo quando eles disseram que a oferta estava mais para uma exigência. Agora Ra’s vai fazer sua profecia acontecer, obrigando Oliver a aceitar. Eu estou imaginando que o Team Arrow inteiro vai ser obrigado a sair de Starling City depois que suas identidades forem reveladas e vão se refugiar em Nanda Parbat. Pelo menos é o que eu estou torcendo para que aconteça.

nyssa al ghul 3x16
Agora, ainda ficamos naquela dúvida: por que Ra’s quer tanto que Oliver seja seu substituto? A explicação que ele dá é porque Oliver sobreviveu à luta e tudo mais. Eu, pessoalmente, gosto mais da teoria da Nyssa, que isso tudo foi só para ensinar uma lição nela, porque ele não queria que ela fosse a verdadeira herdeira por causa de seu amor pela Sara. Por mais que a explicação de Ra’s seja sobre como o amor e dedicação dela a enfraquecia, não é difícil perceber o subtexto homofóbico que isso implica. Afinal, se fosse só por amar alguém, o Oliver estava bem longe de ser um candidato adequado.

Por mim, a melhor escolha seria o Oliver aceitar e logo em seguida entregar o posto para Nyssa e voltar para Starling, pronto, todo mundo sai ganhando. Mas já que isso não vai acontecer, estou torcendo para que essa temporada termine com a Nyssa matando o pai e se tornando a nova Ra’s al Ghul. Se isso não acontecer, já podem me considerar decepcionada. Enquanto isso não acontece, ela vai embora da liga para Starling City e fica conversando com a Laurel. Eu pessoalmente espero que ela esteja só criando seu plano sobre como matar o pai e não só fazendo uma visita, mas não temos confirmação. Por enquanto, elas só estão bonding sobre problemas familiares.

Mas acredito que isso seja bom, porque está bem claro que o que a Nyssa mais precisa é de uma amiga. Morri de vontade de dar um abraço nela.

E uma amizade não vai fazer mal à Laurel, que está precisando de cenas mais carismáticas. Seu pai continua irritado com ela por não ter contado sobre a morte da Sara, e com razão já que o ela fez foi péssimo. Se ao menos ela tivesse seguido meus conselhos, nada disso teria acontecido.

Por causa de sua decisão, Quentin não está bravo só com ela, mas com o resto do Team Arrow também, já que eles sabiam sobre a Sara e não falaram nada. Honestamente, não culpo tanto o resto das pessoas, porque realmente não era o lugar deles interferir em dramas familiares. A Laurel que era a irmã da Sara, filha dele, e disse para ninguém contar. Por mais que discordassem, acho que ninguém estava na posição de ir lá e contar mesmo assim, estragando a família da Laurel.

Mas isso sou só eu. Lance discorda de mim e culpa todo mundo, pronto para voltar a sua persona da primeira temporada e caçar o “vigilante”. Eu fiquei bastante desconfiada quando soube que ele ia voltar a isso, porque parecia uma regressão, desfazendo todo o desenvolvimento que teve entre ele e o Team Arrow. Mas eu achei que até fez sentido tudo isso, espero que eventualmente Quentin perdoe Laurel e todo o resto e fique de bem de novo, mas não penso como uma completa regressão. Até mesmo porque seres humanos podem regredir e desfazer relacionamentos, não é tão inacreditável assim.

arrow 3x16

Quem voltou com o Oliver para Starling City foi o Malcolm. Afinal, eles tinham voltado lá para buscá-lo e infelizmente não se esqueceram disso no meio do caminho, parece que a oferta do Ra’s não foi uma distração suficientemente boa. Como sempre, continuo sem entender o porquê dele ainda estar na série. Sério, ele não acrescenta em nada no momento.

E o pior de tudo é que Oliver ainda o abriga na sua própria casa, onde a Thea está. Gente, deixa essa menina em paz, tira o Malcolm de perto dela, pelo amor de Deus! Muito sem noção, Oliver, deixa de ser insensível. Thea fica se debatendo se deve matar o Malcolm ou não, mas apesar da minha torcida, ela acaba decidindo deixá-lo viver, porque sua mãe não iria querer isso. Tudo bem, eu entendo que Thea esteja se referindo à imagem que ela tem da mãe que não condiz com a realidade, mas sério, em que mundo Moira Queen ia querer isso? Se Moira estivesse aqui, ela mataria Malcolm com suas próprias mãos. O pensamento de que Moira iria se importar que Thea matasse Malcolm não faz absolutamente nenhum sentido.

Mas é isso que Thea acredita, e depois acaba saindo de casa – porque ela não é obrigada a ficar o encarando também – e vai direto para Roy. Os dois se beijam, uhul! Não tenho nenhum sentimento muito forte sobre o ship, mas acho bem fofo, principalmente agora que os dois não têm mais segredos.

E por falar em fofura, o que foi Olicity nesse episódio? Me trouxe flashbacks da primeira/segunda temporada de tão boa que suas interações foram. Senti falta desse tipo de cena entre os dois, chega de drama! No início, eles ainda estão meio que se estranhando, Oliver não está querendo falar sobre a oferta, Felicity ainda não está entendendo porque Oliver quis salvar Malcolm (e eu também), e então Oliver vê ela e Ray juntos... Mas eles conversam e é a coisa mais linda.

Podemos ver Oliver literalmente se distanciando de Felicity quando ela se aproxima de mais, vemos como ele está magoado por ela estar com Ray. Mas logo em seguida, quando Felicity diz que ele é um dos melhores amigos dela, e depois no final do episódio quando Felicity diz que está feliz por ele estar em sua vida, dá para ver como isso afeta o Oliver. Também fica bastante claro que o quer que esteja acontecendo entre ela e Ray, Felicity sabe muito bem que gostaria de estar com Oliver na verdade.
Ao longo do episódio, Felicity ajuda Oliver a perceber por que ele está defendendo a cidade ainda e por que não deveria aceitar a oferta, uma pena que Oliver não tenha muita opção.

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Olha só a linguagem corporal! (Fonte)

O Melhor:
+ Olicity intergindo, conversando, yay.
+ Nyssa é uma fofa, podemos fazê-la fazer parte do Team Arrow por um tempo? Por favor!
+ Oliver nos flashbacks com o filho do Maseo, nos preparando para a próxima temporada quando o Connor deve aparecer.
+ Lazarus Pit aparecendo. Não duvido nada que alguém vá morrer dentro dos próximos episódios e ser ressuscitado por ele.
+ Thea e Roy

O Pior:
- Malcom ainda está vivo
- Thea dizendo que a Moira não iria querer que ela matasse o pai.
- Thea se esquecendo (de novo) do Robert. Thea, você teve um pai normal por doze anos da sua vida, o que está falando?


Nota: 8,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

 
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