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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Review: Arrow 3x21 - "Al Sah-him"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Al Sah-him", exibido no dia 29/04/15.

arrow al sahim

“Meu nome era Oliver Queen...”

RIP Oliver e nossa tradicional abertura que estávamos cansados de ouvir, mas por pouco tempo se o nome do season finale é alguma indicação. Oliver se foi no episódio passado e em seu lugar renasceu alguém mais sombrio e com cabelo mais curto: Al Sah-Him.  Um nome muito bom realmente, mas continuarei chamando-o de Oliver para facilitar as coisas, obrigada.

Três semanas se passaram desde o episódio passado, e nesse meio tempo Oliver foi repetidamente torturado e drogado para se livrar do seu Eu passado e virar Al Sah-Him, enquanto também era treinado por Ra’s para ficar mais ninja impossível. Eu estava esperando algo mais... Soldado Invernal desse episódio, com o Oliver sem memórias e tudo, mesmo que não tivesse nada para indicar isso (afinal Sara, Maseo e Malcolm obviamente se lembram de tudo em suas vidas. Mas também não acho que eles tenham sofrido nenhuma influência, eles parecem normais), mas ele parece se lembrar de sua vida antiga só suas reações/sentimentos que mudaram.

 Eu tive minhas dúvidas se Oliver estava mesmo sendo afetado por tudo, afinal você imaginaria que aquele tempo na ilha e uso frequentes de ervas-mágicas que curam tudo poderiam anular um efeito de ervas-malignas. E, além disso, por mais triste que isso seja, você imaginaria que o Oliver já estaria acostumado a ser torturado hoje em dia; depois de cinco anos infernais, eu pensei que fosse demorar mais do que três semanas para quebrá-lo. Claro que se me torturassem por um décimo desse tempo eu já estaria fazendo o que quer que fosse, mas eu não sou o Oliver e não tenho toda essa resistência.

Diggle e Felicity também acham que o Oliver seria “mais forte do que isso”, mas logo mudam de ideia quando o encontram, e veem não só o que ele está disposto a fazer, mas seu olhar vago de desprezo para os amigos e família. Eu ainda estou meio na dúvida, não tem nenhuma indicação que o Oliver não tenha realmente sido afetado pelas drogas, mas eu não posso deixar de ter esperanças que na verdade ele só está fingindo isso tudo.

É realmente difícil acreditar, entretanto, quando já começamos o episódio com o Oliver matando o Diggle em uma alucinação, quando Ra’s explica o que está fazendo. Ele também aproveita para nos introduzir ao Damien Dahrk, arqui-inimigo dele que queria ser Ra’s também mas não foi escolhido e agora comanda/faz parte da H.I.V.E. Provavelmente será o grande vilão da quarta temporada, então podemos esperá-lo fazer uma aparição nos próximos episódios. Também tem uma grande chance que ele seja o pai da Felicity, porque até parece que os escritores vão fazer o pai dela ser uma pessoa normal.

arrow nyssa

Depois que o Ra’s se dá por satisfeito com o treinamento de Oliver, ele ordena que ele vá atrás de Nyssa e a mate. Não sei quem é um pai pior, ele ou Malcolm, disputa acirradíssima. Oliver, do jeito que está, só aceita e pega seu bando de assassinos e vai direto para Starling City.

Nyssa, porém, está super fofa, sem saber o que a espera. Ela continua ensinando Laurel a lutar e as duas dividem cenas que só podem ser descritas como adoráveis. Minha única preocupação é que as cenas entre as duas me parecem estar sendo escritas com uma conotação muito romântica, normalmente eu não teria nada contra, a série definitivamente pode utilizar mais personagens queers, mas de novo a Laurel e Sara namorando a mesma pessoa?? Já foi horrível da primeira vez, não precisamos de uma repetição. Sem falar que não posso deixar de achar meio nojento como a Laurel parece estar roubando mesmo o lugar da irmã, primeiro como vigilante, agora com o Nyssa... Por que não podíamos ter todas essas cenas só que com a Sara ao invés da Laurel? Espero que eu só esteja exagerando, e na verdade era para eu interpretar só como amizade mesmo.

De qualquer forma, a fofura não dura muito tempo, porque logo a Laurel conta para a Nyssa que Oliver aceitou a oferta do pai dela, e Nyssa percebe que eles virão para matá-la. Bem a tempo. Nyssa é um amor, e por mais que Laurel tenha dito pra ela não ir, ela vai confrontar o Oliver,  preparando-se para morrer no mesmo lugar que a Sara. Não sei se eu deveria estar torcendo para o Oliver nessa cena, mas o fato é que eu definitivamente não estava. Protegerei a Nyssa a todo custo.

Laurel e Diggle acabam interferindo e fazendo com que Oliver fugisse, mas eles não podem correr pra sempre, porque logo Oliver arma um plano e sequestra Lyla. Aí não, né, Oliver, passou dos limites. Lyla tem criança pequena em casa pra cuidar, mais coisa para fazer do que ficar sendo sequestrada. Agora ficou sério. Diggle fica bem surtado, e com razão, e vai atrás de Nyssa para tirar satisfação, ela aceita ser trocada por Lyla, porque é uma pessoa linda.

Mas eles também não a jogam aos leões assim sem nenhum plano, então Laurel, Diggle e Felicity vão junto com Nyssa ao ponto de encontro, contrabandeando algumas armas no casaco da Felicity. Eles apostam no fato que, mesmo sem ser totalmente ele mesmo, Oliver irá aceitar não verificarem a Felicity, possibilitando que depois a Lyla tivesse acesso às armas e uma grande luta tivesse início.

Plano bom e tudo mais, mas alguém me explica como é que a Laurel, que no início do episódio estava perdendo em uma luta contra um bandido de rua, tornou-se repentinamente párea a assassinos treinados? Mas tudo bem, Lyla e Nyssa lutam contra a maior parte deles, enquanto Diggle e Oliver lutam entre si. Sim, temos uma repetição da luta do início do episódio, só que agora sabemos que é real. Oliver está prestes a matar Diggle quando aparece alguém para salvar o dia: Thea!

arrow 3x21

Thea para nova arqueira e principal dessa série, falo logo! Ela foi, de longe uma das melhores partes do episódio. Ela fica o tempo inteiro falando sobre como quer ajudar em alguma coisa, agora que ela voltou dos mortos – aparentemente sem nenhuma mudança de personalidade, ok né, ainda estou esperando os efeitos aparecerem – e todo mundo disse que o Oliver não se sacrificou para ela entrar em guerra contra a Liga. Graças a deus, Thea não está nem aí, porque ela não pediu pra ser salva e agora ela faz o que quiser para salvar o irmão. Como ela mesma disse, sangue de vigilante corre em suas veias, então ela pega um capuz e arco-e-flecha e dá uma flechada no Oliver. É isso que eu gosto de ver!

Se esse episódio tivesse sido focado na Thea, teria sido perfeito. Todas as cenas em que ela esteve foram boas – até mesmo a que o Malcolm apareceu -, principalmente as com a Felicity. Depois de três temporadas sem falarem uma com a outra, os escritores de Arrow finalmente perceberam o que estavam perdendo e resolveram nos dar um presente que foram essas duas interagindo durante o episódio inteiro. Para começar com o jantar na casa do Diggle – a.k.a a coisa mais fofa ever! -, as duas rindo com a baby Sara, depois conversando sobre se tornar vigilante, sobre o Oliver. Ahhhh, muito perfeito. Quero mais disso, por favor.

Infelizmente, nem tudo é perfeito, e por mais que Thea tenha salvado Diggle, Nyssa ainda foi capturada. Mas seu destino foi muito pior do que a morte, em uma das piores decisões da série, Nyssa agora será forçada a se casar com Oliver. Não foi nem um pouco surpreendente, porque todos nós vimos isso vindo desde que foi anunciado que teria um casamento, mas eu estava em negação, pensei que não era possível os escritores serem tão insensíveis. Mas eles são.

É incrível como eles não parecem perceber o quão homofóbico é o que eles escrevem. Eles estão pegando a ÚNICA personagem queer da série, que é quase certamente lésbica, e vão forçá-la a se casar com um homem, por quem ela nem ao menos nutre alguma afeição. Eu acho que não preciso explicar porque isso é horrível, é só ver o olhar de terror no rosto da Nyssa ao dizer que ela preferia morrer ao se casar com Oliver. E antes que venham me dizer que o Ra’s é o vilão então faz coisas terríveis: NÃO. Isso não é uma desculpa. Ra’s já foi estabelecido como vilão, todas as mortes foram o suficiente. Isso é simplesmente os escritores destratando da personagem, mais uma vez.

Honestamente, acho que existe uma grande chance do casamento não se concretizar, acontecer alguma troca, e Oliver acabar casando com a Felicity, ou o casamento de verdade ser de outras pessoas, mas isso não importa. Só o fato de eles terem sugerido isso é suficientemente perturbador.

E, para completar o episódio, Ra’s também resolve que, além de forçar esse casamento, ele também vai matar todo mundo em Starling City com o vírus do flashback. Meia-explicações de lado, quero saber por que o Undertaking violava o código, porque matava milhões de pessoas inocentes, mas agora de repente está ok matar todo mundo de Starling City? Cadê coerência...


O Melhor:
+ Thea e Felicity! Conversando! Em várias cenas! Ahhh!
+ Thea salvando o dia
+ Jantar na casa do Diggle, melhor cena!
+ Nyssa sendo fofa
+ Interações entre Laurel e Nyssa


O Pior:
- Nyssa sendo obrigada a casar com o Oliver
- Bastante doloroso ver Oliver matando o Diggle, mesmo em alucinação.
- Por que em três semanas ninguém contou pra Thea que o Roy estava vivo?
- Ra’s e Malcolm competem fortemente pelo título de Pior Pai
- Inconsistência do Ra’s, um dia é contra o código destruir a cidade, outro dia é tudo bem jogar um vírus nela...

Nota: 7,0


Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Review: Game of Thrones 5x03 - "High Sparrow"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "High Sparrow", exibido no dia 20/04/2015!

cersei lannister

Game of Thrones está de volta e cá estamos com mais uma review. Cara, como é bom assistir um excelente episódio. Me enche os olhos de lágrimas escrever sobre algo que realmente gostamos! Enfim, vamos parar com a viadagem e começar logo essa review!

Iniciarei pelo núcleo mais interessante (para mim, é claro). Arya entrou na Casa do Preto e Branco e começamos a ver o seu interior. A ambientação é toda sombria e com um suspense gigantesco no ar. Nada normal. Um rapaz toma uma espécie de caneca com água de um poço e simplesmente desmaia. Eu não li os livros, então me desculpem, não entendi o que aconteceu. Parece que ele entrou em um tipo de sonho ou ilusão. Arya também não parece ter entendido, afinal de contas ela também não leu os livros, rs.

Piadas a parte, vimos que nossa pequena está ansiosíssima para se tornar “ninguém”. Ao decorrer do episódio, Jaqen (seria ele mesmo?) diz que não tem como ela se tornar “ninguém” se ainda possui as coisas de Arya Stark. Como foi triste vê-la desfazer de suas coisas e, principalmente, da Agulha. A atuação de Maisie Williams foi impecável, ficando nítido os sentimentos da personagem. A Agulha lembra Winterfell, lembra Ned, lembra suas primeiras “aulas de dança”, lembra Jon Snow. Confesso que quase chorei. Muito triste.

arya stark
Pronta para o treinamento, juntamente com outra garota, Arya (posso ainda chamá-la assim?) ajuda a lavar o rapaz que desmaiou com a água do poço. Espero que seja explicado logo este “ritual”, porque eu fiquei totalmente sem entender (e olha que vi o episódio três vezes!).

Aproveitando que falei de Jon Snow, o clima na Muralha está e ficará cada vez mais tenso. Stannis tenta convencer o nosso Senhor Comandante a lutar ao lado dele. Conversa vai, conversa vem e tudo que posso dizer sobre isso é: Jon Snow, sabe de algumas coisas sim. Ao meu ver, Davos conseguiu convencê-lo a pensar melhor sobre suas decisões e enxergar o lado de Stannis nesta situação. Pelo jeito, Jon irá ajuda-lo, apesar dos apesares. Esta guerra entre Starks e Boltons está só começando e a ida do Snow até lá iria ser um bom arco. Porém, mesmo que Jon consiga tomar de volta Winterfell, acredito que ele não ficará lá e voltará para o Castelo Negro. É esperar para ver.

Ainda com Snow, ele está à vontade com o seu cargo de Senhor Comandante. Nos momentos em que delega algumas funções, vemos piadinhas com os seus irmãos da Patrulha e a prova de virilidade ao matar Janos, o que mostrou que nem tudo o que Stannis falou, foi ignorado. Em outras palavras: Se vai manter seus inimigos por perto, tenha poucos inimigos. É isso aí Jon Snow, tem brincadeira mais não!

jon snow
Uma coisa que reparei foi a moral de Sam. Ele está no nível de mandar a galerinha calar a boca praticamente. Para quem era o zoado da turma, tá muito bem agora hein? Como último detalhe, Stannis cita Tormund como novo líder dos Selvagens. Será mesmo ele? Esperemos.

Winterfell está sendo reformada e vemos Theon. Os corpos lembram esquartejados lembram as torturas sofridas por Ramsay. Totalmente traumatizado. Coitado. Apesar disto, me pareceu que ele está “recuperando” a consciência, digamos assim. Vemos ele prestar atenção na conversa entre os Bolton e ainda, posteriormente, esconder sua face de Sansa. Espero sinceramente que ele se recupere e tenha uma parte na vingança dos Starks para se redimir.

Por falar de Stark, Sansa volta para casa. Porém, antes da chegada, gostei muito da conversa com o Mindinho. Tudo bem, ele é um safado e trapaceiro foda, mas confesso que foi mítico ele falando: “Pare de ser espectadora. Entendeu? Pare de fugir. Não há justiça no mundo, a menos que nós a façamos. Você amou a sua família. Vingue-os.” Acho que esse foi o empurrão que faltava para Sansa começar a jogar o jogo dos tronos de uma vez. Uma prova disso foi o cinismo no qual ela cumprimentou Roose quando chegou. Torço para ela e acho que será um grande crescimento para o personagem na série.

sansa stark littlefinger
Enquanto isso, Briennão e Podrick estão a seguir para Winterfell. Ficamos sabendo um pouco do passado da Brienne. Achei muito legal ela reconhecer Podrick e estar disposta a treiná-lo. Um detalhe interessante no diálogo entre os dois é que ao final, é descrito o verdadeiro objetivo de Brienne: Matar Stannis para vingar Renly. Não faço ideia de quais meios ela irá utilizar para conseguir este feito, mas pelo o que percebi, ela está convicta de que conseguirá.

E por fim, o melhor do episódio: A novela Cersei Lannister e Margaery Tyrell. Tommen se casou com a diva dos Jardins do Alto e logo após o oba-oba, Margaery não perde tempo e começa a manipular o inocente rei. Digamos que ela tem algo que ele não tem e com isso, conseguirá muitas coisas… enfim, Cersei percebe tal manipulação quando Tommen sugere que ela volte ao Rochedo Casterly e vai conversar com Margaery. Meu Deus, como foi sensacional o cinismo entre as duas! Fica MUITO claro que a Lannister está incomodada, pois a profecia (mostrada no primeiro episódio) está se tornando cada vez mais concreta. Aguardo, com as expectativas altas, mais duelos entre as rainhas.

cersei lannister
Apesar disto, Cersei ainda tem os Masters em sua dominância. Para mim foi inesperada a procura pelo Alto Pardal e a dispensa do Alto Septo (safadinho!). Vemos a questão da crença muito forte e acredito que em caso de urgência, Cersei recorrerá a tal religião. Outro item interessante é o que estão fazendo com o Montanha. Acredito que seja ele quem mexe naquela espécie de maca (quando Cersei pede ao Qyburn para mandar a mensagem ao Mindinho), pois foi envenenado e agora é uma cobaia de um experimento que provavelmente envolve misticismo.

Não. Não esqueci do Tyrion. Vou resumir: Ele vacilou. Varys havia avisado que não podiam sair de dentro da carroça. Só fiquei na dúvida se a “rainha” que Mormont citou é a Cersei (para ganhar a recompensa) ou a Daenerys (como pedido de desculpas, vai saber…). Por falar na Mãe dos Dragões, senti sua falta neste episódio. No geral foi um excelente episódio, ou seja, no nível Game of Thones de ser. Portanto a nota é 9,0.

Misturamas/ Autor: Pedro Henrique A resenha está em um modelo diferente do qual usamos porque foi posteriormente postada pelo nosso site parceiro Misturamas. A repostagem foi autorizada pelo autor e blog. 

domingo, 26 de abril de 2015

Dica da Semana: O Diabo Veste Prada (livro + filme)

the devil wears prada

Sinopse: O mundo da moda não é para iniciantes. Especialmente em Nova York. Mas a jovem Andrea Sachs, recém-saída da faculdade, consegue ser contratada como assistente de Miranda Priestly, lendária e temida editora da revista Runway. Miranda faz da vida de seus subordinados um pesadelo permanente. Logo no primeiro dia, Andrea percebe que seu trabalho na revista será atender aos caprichos da chefe. 

Muitos conhecem o filme o Diabo Veste Prada, inspirado no livro de mesmo nome. Até semana passada, jamais tinha lido a obra que o inspirou, embora tenha visto o filme várias e várias vezes. Então, sei lá por qual motivo, resolvi fazê-lo. Assim, sem mais nem menos. Como, para ser sincera, faço na maior parte do tempo.

Bem, é um livro grandinho, com aproximadamente 400 páginas. Honestamente, teve momentos em que eu queria pular umas 20 ou 30 de cada vez. A história se arrasta de vez em quando, mas, no geral, li rápido. É aquela coisa: umas horas a história te agarra e não solta mais e você lê desenfreadamente, outras o negócio não anda e você empaca que nem... Não sei que nem o quê, mas empaca.

Agora, sobre o livro.

Em primeiro lugar, é mais ou menos parecido com o filme. Até a metade do livro. Depois disso, entretanto, muda tudo. Tem personagens que não aparecem no filme (claro) e a Andy é mais legal (na minha humilde opinião). E o final é diferente. Totalmente. Ah, a Miranda do livro? Ela, sim, é o capeta. A do filme é boazinha em comparação.

Bem, não posso dizer muito sem estragar o livro. Mas, só para vocês terem uma noção do quanto gostei, fiquei empolgada para assistir o filme (de novo). E, bem, acabei o livro em dois dias – menos, talvez. Mas não fiquei empolgada para ler a continuação, não porque ache que ela possa ser ruim. Foi mais devido à minha crença que certos finais devem ser deixados como estão. E gostei tanto do final do livro que não admito que seja outro, hahahah.

Bem, então, eu super recomendo assistir e ler. Acredito que a experiência dos dois seja melhor, inclusive para poder comparar as duas obras.

Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Review: Agents of SHIELD 2x18 - "The Frenemy of My Enemy"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "The Frenemy of My Enemy", exibido no dia 21/04/2015!

aos

Começamos o episódio com Fitz fugindo de agentes da 'outra Shield'. Não demora muito para a ajuda de Coulson chegar e enganar os agentes com o Quinjet invisível. Assim, mais um da equipe se junta à nós. Leo, claro, está super solicito, mas quando Coulson conta seu plano de procurar Ward como ajuda, vemos que Fitz muda de humor. É difícil imaginar ter que trabalhar lado a lado da pessoa responsável por tantas mudanças na vida de Fitz. Todos os problemas neurológicos e os conseguentes em seu relacionamento com Jemma o afetaram muito. Simplesmente amei ver Hunter ajudando Fitz nesse processo. Sim, é díficil, mas Fitz pode ter certeza: Hunter estará do seu lado. Ele o acalma e já estou gostando das interações entre os dois. Sério, ver o Fitz tão nervoso com as mãos na arma quando estava perto do Ward me deixou nervosa por ele. Por favor, tirem o Grant daqui. É engraçado pensar em quanto mudou desde o último encontro de Ward com o time. Skye tem poderes, existe uma outra Shield e o time está dividido. Grant não deve nem fazer ideia de tudo que aconteceu. Ninguém é mais o mesmo.

Eles chegam até Grant através da Agent 33 e fazem uma proposta: ele os ajuda a se infiltrarem na Hydra em troca de um ficha limpa, o que inclui memória limpa pela projeto Taiti. Oi? Ainda fazem apagam memórias mesmo depois do aconteceu com o Coulson? Pensando bem, não me incomodo de isso acontecer com Ward. E Phil provavelmente nunca usou isso em ninguém. Quando ele falou isso já fiquei pensando se seria essa uma forma do Grant voltar pro time e se redimir (se isso existe essa possibilidade), mas acho pouco provável, é só olhar o estado do Leo perto dele. Bom, não é que ele aceita os termos? Ou pelo menos por enquanto 33 e Grant resolvem ajudar o time com Bakshi como 'agente infiltrado'. 

O plano? Bakshi levá-los para dentro da Hydra e descobrir mais sobre os experimentos em inumanos. Coulson mostra de cara que não confia muito em Ward (e vice-e-versa), então parece estar atento. Logo organiza para que Mike acompanhe o ex-agente para Hydra na missão. Tudo vai bem até que a tensão volta quando Bakshi oferece Mike como troca ao líder da Hydra. Estou vendo que o nível de trauma do Fitz com o Ward vai ficando cada vez melhor. (Sintam o meu sarcasmo.) Bom, mas acaba que todos continuam com a encenação para ver no que acontece e não é que dá certo! Antes disso, precisamos falar de outra parte importante do episódio: Skye.

skye
Nossa querida Quake reflete sobre o tal jantar de família. Jiaying cumpre sua promessa para Skye e se organiza para mandar Cal embora, yay. No entanto, Skye, que deveria estar pulando de alegria, pensa melhor sobre o assunto. Quando perceber que foi largado, Cal lá fora com raiva é capaz de machucar mais pessoas. Quase chorei de felicidade ao ver Skye conversando com a mãe e falando como essas pessoas eram sua responsabilidade como agente da Shield. Skye está começando a simpatizar com o pai e, estranhamente, acho que eu também. Claro, isso não apaga nada que ele fez até porque ele é imprevisível, mas o argumento dela faz total sentido. Então, Skye tem uma ideia: ir com o pai para Wisconsin e amortecer a queda. Só fiquei rezando para ela pegar num celular e falar com alguém do grupo onde está. Mas, enquanto isso, vemos Cal viajar nas memórias e contar como tudo que poderia ter sido se eles fossem uma família. Percebemos que Skye parece curiosa algumas horas e às vezes simplesmente 'play along'. Dá pena de ver que Cal realmente acha que tudo será um mar de flores, como se nada tivesse acontecido.

Corta a cena. Precisamos falar de May e Simmons. Jemma até tenta esconder de Melinda que cubo verdadeiro está longe há muito tempo, mas resolve se abrir e confiar na agente. É, bom... Alguns minutos depois May volta com Bobbi e diz que contou tudo. E por tudo, quero dizer, que inventou que Fitz roubou a 'caixa de Fury'. Por que, May?! Eu sei, eu sei, seria bem difícil enrolar por muito tempo, mas ver a cara de decepção da Simmons partiu meu coração. Vocês não podiam ter conversado antes, não? O fato é que Jemma parece confiar um pouco menos em Melinda. Ela não se importa com o que tem naquele cubo de verdade, porque tem certeza que Phil só queria proteger Skye. É legal ver como eles confiam no Coulson. Entendo May, acho que ela se sente um pouco traída em saber que Phil tinha seus segredos. O fato é que a próxima ordem de Melinda para Jemma é que hackeie o sistema de Mike.

jemma simmons melinda may
E por falar em Coulson e seu plano, Bakshi e Mike são levados para provarem a sua lealdade à Hydra ao último local que rastrearam o inumano que desaparece e aparece o tempo todo, ou seja, Gordon. Hm, alguém pensou na Skye? Pois é, enquanto isso, temos Skye com o pai. Como uma ninja ela distrai o pai e rouba um celular (YES) e liga para... May. E todos estão ouvindo (Bobbi, Mack, Jemma). Mais um grupo à caminho! De quebra, ainda vemos que Lincoln está por lá seguindo Skye à mando de Jiaying. É, a festa vai estar lotada. 

Bakshi e Mike chegam no escritório de Cal. Skye e o pai encontram com Lincoln e Cal logo percebe que o plano era que ele não voltasse para 'Afterlife'. Eles brigam. Mike chega e Skye passa correndo por ele. Coulson vê e eu ouço anjos no céu. Finalmente! A partir daí são muitos desencontros e ação. Mike e Lincoln são nocauteados pela Hydra (droga). É, estava demorando para vermos se confiávamos nessa lavagem cerebral no Bakshi. A pergunta que fica é ela realmente não funcionou ou o ataque ao Mike foi ideia do Ward? Enquanto isso, Ward acompanha Coulson e de repente encontram Skye. Ela fica sem entender nada, óbvio (aliás, May e Jemma também vêem Ward pelo olho de Mike e entendem bulhufas). Pressinto confusões e mal-entendidos. Tão perto e tão longe... Coulson e Skye são roubados de se reencontrarem efetivamente por Gordon. E mais uma vez Skye some. E ainda temos uma surpresa no final! Coulson se entrega quando Bobbi e Mack aparecem atrasados por lá. E finalmente ele encontrará a May como líder da base, o que será intenso.

AoS

Querem um teaser? Podem ficar tranquilos, porque o reencontro vai acontecer logo. Na promo do próximo episódio vemos rapidamente o time original, menos a May (que dê para ver, pelo menos) numa missão para destruir a Hydra. É, quem sabe as Shields não se juntem contra o mal comum?

O melhor
Pequena ligação com o garoto que ia fazer a trilha e acabou morto nas mãos da Hydra. Aquela interrupção na conversa entre Skye e a mãe no episódio anterior não foi à toa.
Cena do treinamento de luta entre Bobbi e Mack. Que rapidez é essa?!
O breve reencontro entre Skye e Coulson
Hunter e Fitz.
Skye pensando nas consequências de deixar o pai ir embora e falando como uma verdadeira agente.

O pior
A tal lavagem cerebral estranha do Bakshi.
Acho que o Mike podia ter vencido os agentes da Hydra fácil quando o encurralaram, maaas...
A Skye ficou tranquila com o Ward ali? Espero que tenha sido só o choque, afinal o reencontro com o Coulson parecia mais importante no momento. 

Nota 8,2

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria. 

Review: Arrow 3x20 - "The Fallen"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Fallen", exibido no dia 22/04/15


E finalmente chegamos ao episódio mais esperado da temporada! Passei as últimas semanas ansiosa para esse dia e não me decepcionei, o que é uma raridade quando se fala em Arrow. O motivo é bem simples: Olicity. Vou deixando bem claro aqui antes que me acusem de ser muito parcial, porque eu nunca fingi que não era, Olicity foi um dos motivos pelo qual eu comecei a assistir Arrow e um dos principais pelo qual eu continuo vendo, então ia ser de se estranhar se eu conseguisse ser imparcial a momentos maravilhosos como os desse episódio.

Mas, por incrível que pareça, outras coisas também aconteceram nesse episódio, a mais importante delas sendo a Thea. Ra’s invadiu o apartamento dela e a perfurou com uma espada, deixando-a ali para morrer, Oliver chegou logo em seguida e chamou uma ambulância, mas não fez muita diferença. Depois de cenas super intensas no hospital, em que Oliver observa a Thea em cirurgia com lágrimas nos olhos, a médica diz que não tem o que fazer sobre Thea. Eu imaginei que ela estivesse em coma, mas provavelmente foi morte cerebral, pelo jeito que todos estavam falando sobre como não tinha solução, se fosse coma teriam esperado para ver se ela acordava depois de um tempo. Ou não, sei lá, não sou médica.

O que importa é que Thea estava praticamente morta e existe apenas um jeito de salvá-la, como Maseo logo aparece para revelar: levá-la para Nanda Parbat e utilizar o Lazarus Pit para trazê-la de volta. Todo mundo já sabia que isso ia acontecer, então não foi nenhuma surpresa. O que realmente roubou a cena para mim foi a emoção do Oliver, o Stephen Amell chora e eu começo a chorar também, não tem jeito. O episódio inteiro eu só queria pegar um cobertor e enrolar em volta dele, ainda bem que depois a Felicity realiza esse desejo por mim.

Malcolm adverte que não usaria o Lazarus Pit, que Thea não voltaria a mesma, um paralelo com o primeiro episódio da série quando o médico disse a mesma coisa sobre Oliver para Moira. De qualquer forma, Oliver não está nem aí, ele só quer a irmã de volta. Com um jatinho do Ray, eles voam para Nanda Parbat e, depois de uma simples cerimônia, Thea está de volta à vida. Um pouco confusa, mas viva.

olicity the fallen

Agora, depois que Thea ficou relativamente bem vamos ao que importa: Olicity. Não sei nem o que falar sobre as cenas dos dois, porque foram tão perfeitas que estou sem comentários. Muito das cenas já tinha sido revelado através das promos e spoilers, e eu estava lendo tudo porque não consigo me controlar, então não foi nenhuma surpresa, mas ainda assim foi maravilhoso.

Felicity e Ray terminam no início do episódio, quando ela aparece para pedir o avião emprestado e ele fala sobre seus sentimentos sobre o Oliver. Ainda acho que eles deviam ter terminado no episódio passado, teria sido melhor, mas tudo bem, o que importa é que pelo menos estamos livres de Raylicity para sempre. Amém.

De qualquer forma, Felicity vai livre e desimpedida acompanhar o Oliver para Nanda Parbat. A cena do avião – que é a preferida do Stephen Amell – foi muito fofa, vemos Oliver se abrindo com Felicity, falando sobre como só queria proteger a Thea e tinha falhado. Quero muito abraçar o Oliver, meu bebê.

Quando Thea é ressuscitada, Ra’s dá seu ultimato que é hora do Oliver cumprir sua parte do trato – e se entregar para a liga -, Felicity fica revoltada e vai gritar com Ra’s. Assim como todos os personagens, ele parece ligeiramente admirado por ela e, portanto, não a mata nem nada por sua atitude, apenas resolve dar um conselho, dizendo que ela deveria aproveitar a chance que tem de se despedir do Oliver e etc. Ele menciona que uma vez ele já esteve apaixonado e teve um filho, imagino que isso deva ser relevante em algum momento, ou então não teria motivo para criar essa backstory do Ra’s, já que poderia ter usado só as filhas que já conhecemos. Estarei esperando por isso ser usado. Também quero mencionar mais uma vez sobre como eles precisaram parar de fazer literalmente todos os personagens da série falarem sobre como a Felicity se sente. Sério, parem, a deixem falar por si mesma.

Mas tudo bem, porque esse foi o incentivo que a Felicity precisava. Ela sai de lá direto para o quarto do Oliver, onde ela fala sobre seus sentimentos, sobre como ele mudou a vida dela e, finalmente, diz que o ama. E então os dois ficam juntos alksjhdgfghsjk não tenho palavras para descrever minha felicidade, gente. Quero Olicity felizes e fofinhos o tempo inteiro, ok.

Infelizmente, isso durou só uns cinco minutos, porque logos eles levantam da cama, na cena mais amável do episódio, em que mesmo no meio de tanta coisa ruim, com o Oliver prestes a virar da liga, eles ainda conseguem sorrir e serem fofos. Se teve alguma coisa que Arrow certou, foi em demonstrar o amor entre esses dois no episódio, que estava mais claro impossível. É tanto amor que eu vou chorar. 

al sahim 3x20

Assim como eu, Felicity não está feliz sobre quão efêmero foi o momento, e resolve ela mesma achar uma solução: drogando o Oliver para ele desmaiar e tirá-lo dali à força. Já vi muita opinião oposta sobre essa cena, muita gente achando lindo como o Oliver não se importou com isso quando acordou, e um monte de outras pessoas profundamente incomodadas sobre a Felicity tê-lo drogado para começar. Eu fico no meio termo, é extremamente problemático normatizar drogar outras pessoas e tirar seu livre arbítrio, mesmo que seja para protegê-las; adultos devem tomar suas próprias decisões, erradas ou não. Mas dentro do contexto de Arrow, em que todos os personagens fazem isso frequentemente e consideram algo certo, eu achei um pouco fofo quanto confiança o Oliver tem na Felicity, sem se abalar nem um pouco por ela ter feito isso, entendendo seus motivos.

Felicity quase consegue ser bem-sucedida no seu plano, com a ajuda do Malcolm – que conhece o lugar – e Diggle – que carregou Oliver nas costas -, eles vão até longe, mas Thea começa a passar mal, eles têm que parar e mesmo com a ajuda de Maseo, que teve um breve relapso de bondade, o outro pessoal da Liga logo chega para impedi-los, e Oliver acaba tendo que assumir seu posto de herdeiro e se despedir de todo mundo. Ele pede um tempo para Ra’s e leva todos seus entes queridos – e Malcolm – até o limite de Nanda Parbat, onde ele se despede de cada um individualmente. Eu sei que Oliver e Diggle vão se desentender nos próximos episódios, essa pode ter sido a última cena dos dois ainda amigos nessa temporada, então foi bastante doloroso assistir. Mas não mais do que ver Olicity se despedindo, Oliver dizendo para ela ser feliz sem ele, meu coração não aguenta.

Mas assim se vão todos de volta para Starling City, onde Felicity vai chorar com a Laurel e, por algum motivo, Thea ficou aos cuidados do Malcolm. Dai-me paciência. Oliver, enquanto isso, fica em Nanda Parbat, oficialmente um membro da Liga, onde ele será transformado.

Ra’s faz um comentário sobre como ele deve esquecer sua vida passada e estou morrendo de medo de usarem algum tipo de lavagem cerebral para isso acontecer, vocês não têm ideia de quão mal me faz storylines que envolvem brainwash. Espero que seja algo metafórico e o Oliver só finja estar indo de acordo com os planos do Ra’s até arranjar uma forma de derrotá-lo. A única coisa que me tranquiliza é saber que o título do season finale é “My Name Is Oliver Queen”, então a não ser que seja uma ironia (vacilo!), tudo vai ficar bem no final.

O Melhor:
+ Olicity!!!!!! Tudo de Olicity.
+ Felicity enfrentando o Ra’s
+ Dava para ver a emoção do Oliver em todas as cenas
+ Maseo sendo legal por um breve período
+ Thea voltou à vida!

O Pior:
- Por que estamos confiando no Malcolm agora? Por que entregar a Thea a ele, mesmo quando ela o odeia?
- Thea pareceu voltar ao normal muito facilmente no final do episódio, cadê as consequências?
- Estou triste pelo Oliver
- As cenas de flashback quebraram um pouco o ritmo do episódio

Nota: 8,5

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Review: Castle 7x20 - "Sleeper"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "Sleeper", exibido no dia 20/04/2015!

richard castle

Castle aparece em um barco no meio do mar. Vemos folhagens, um homem falando, sangue, balas de arma, um cara ferido, Rick tenta o ajudar... Castle acorda. A primeira cena parece familiar? Pois é, tudo pode ter sido um sonho, mas finalmente saberemos mais sobre os dois meses apagados da mente de Castle. Kate parece preocupada e sabe que o marido não tem dormido bem. Adoro como ele conta tudo para ela, mesmo que demore um pouco. Assim os dois resolvem que Rick irá pedir ajuda para um terapeuta. No caminhar do episódio temos foco integral às peças de quebra-cabeças que Castle monta à partir de seus sonhos e como se transforma em um caso quando um dos personagens do sonho de Rick aparece morto. Castle parece estar mexendo demais na história, mas serem tomadas tais medidas.

A partir daí ele segue pistas de antigos amigos de colégio, Tailândia, o cara morto, Jenkins (quem avisou à Castle que ele mesmo pediu que tirassem suas memórias) e etc, mesmo que alguns ainda não acreditem muito nele. É só quando o tal cara é morto que a polícia passa a seguir pistas mais à fundo, mas Castle conduz sua própria investigação e acaba chegando à seu ex-colega de turma (memória também apagada de Rick). Um homem que explica tudo, como ele estava envolvido com a Al Qaeda e acabou incluindo Castle em sua troca de informações dos terroristas porque precisava de alguém que confiasse. Seu casamento adiado e suas memórias foram uma causalidade por ter salvado muitas vidas evitando um ataque terrorista. Jenkins até aparece e salva Castle do russo que o perseguia, e repete que ele deveria se contentar com essas informações e parar por aí.

A narrativa foi muito bem contada e elaborada. Vemos essas idas de Castle no terapeuta (ignoremos que é o mesmo da Kate) e como seus sonhos parecem se revelar aos poucos. Os detalhes que vão sendo descobertos inclusive com a revelação de quando os sonhos começaram são uma jogada de mestre. Algo que me interessou muito foi o terapeuta insistir para Castle não interpretar as imagens que via tão literalmente e, na verdade, me senti até um pouco frustada ao ver que o que Rick via realmente foi se confirmando. Esperava que tivéssemos uma revelação de que seus sonhos realmente não era literais, mas parece que não. Mas quem sabe? Vai ver é aí que está a verdade e essas imagens não deixam de ser outras manipuladas novamente. Até porque a proximidade da aparência Chuck Norris continua suspeita (mas não deixa de me fazer sorrir como isso é tão a cara do Castle - mesmo em momentos dramáticas, tem essa pitada de irrealidade e cômico).

caskett

Devo dizer que tudo parece muito estranho e "bonito". Castle salvando o dia? Parece quase um de seus livros. Gostei de saber um pouco mais e de Castle ter algum descanso, mesmo que tenha sido meio conspiratório, mas vamos combinar que era difícil não ser. Esperava respostas mais dramáticas e conectadas ao passado de Rick que decidiu ser escritor. Só acho estranho não ter sido algo diretamente ligado ao Rick. Tudo bem, o cara era seu amigo, mas será que eles eram mais próximos do que parece? Quer dizer, eles devem ter se visto mais do que simplesmente a pesquisa de Rick para seus livros do Derek Storm, certo? 

A verdade é que ainda temos muitas perguntas não respondidas, como o que o motivo de Rick ter se tornado escritor tem a ver com isso (lembram de quando Jenkins falou sobre isso e Castle parecia saber imediatamente sobre o que ele estava falando?), como ele conseguiu o sinal de ter sido baleado quando foi encontrado, além do principal: o que ele fez durante dois meses? Já que o conflito não parece ter durado isso tudo e já que ninguém o responde quando faz essa pergunta. Vai ver tudo é "perfeito demais" por um motivo. Vejam bem não falo como se o que ele descobriu não fosse uma situação ruim, mas me parece que a verdade seria algo mais conectado que isso. Vai ver ainda estão manipulando as lembranças de Castle. Uma coisa que estou certa (ou quase) é que isso ainda não acabou.

O melhor
Evolução do mistério de Castle.
História bem desenvolvida com os sonhos e pistas.
Kate ajudando o marido, além de vermos união da família Castke preocupada com Rick.
Foco dado para os sonhos e "caso" de Rick até virar realmente um caso de assassinato.

O pior
Perguntas não respondidas e a estranha sensação de que a história não é conectada com Rick como deveria. Erro?
Por que não aproveitaram a ideia do terapeuta de não interpretar os sonhos literalmente?

Nota 9,0

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria. 

Review: The Flash 1x19 - "Who Is Harrison Wells?"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Who Is Harrison Wells?", exibido no dia 21/04/15.

eddie thawne 1x19

Todos os membros do Team Flash estão agora sabendo sobre o dr. Wells, mas enquanto eles não têm provas precisam continuar trabalhando normalmente, capturando o metahuman de cada semana. E nesse episódio o escolhido é um shapeshifter (metamorfo? Pessoa que muda que aparência), que está se transformando em outras pessoas, roubando e depois deixando que os outros sejam presos por seus crimes. Isso chega à atenção do Eddie que logo convoca Barry para ajudar.

A solução do caso em si não é muito complicada, eles procuram pessoas que alegaram ser inocentes de crimes que foram filmadas cometendo e boom, encontraram o cara. O difícil mesmo foi capturá-lo, já que ele pode se transformar em qualquer pessoa que toca, se disfarçando muito facilmente em multidões.

A parte mais importante de tudo isso foi que, em certo ponto, o metahuman resolveu se transformar no Eddie, atirou em policiais enquanto ainda estava com sua aparência, fazendo com que Eddie fosse indiciado. É claro que não existem muitas provas sobre como não foi ele, então Barry até se oferece para resgatá-lo, fazendo o Eddie fugir. Mas como Eddie é uma ótima pessoa, ele não quer virar um fugitivo, e sim ser inocentado pela justiça mesmo. Fofo como sempre.

Barry e Eddie tiveram vários momentos de pura fofura nesse episódio, adoro ver a amizade entre os dois e continuo torcendo para que, seja lá o que aconteça entre eles e a Iris no futuro, ela continua intacta para sempre. É a única coisa que eu peço! Junto com contarem a verdade para a Iris, porque isso já passou do tempo.

Pelo menos, no final do episódio damos mais um passo para a verdade. Depois que Barry luta contra o metahuman, injeta com o soro criado pela Caitlin e o faz se transformar em frente à câmera, Eddie é inocentado. Iris está lá o esperando, dando um tempo na briga dos dois por ele estar mentindo, e Eddie admite que está trabalhando com o Flash.

Agora só falta o Barry dizer que é ele.

the flash 1x19

Mas tudo bem, eu entendo, proteger a Iris ou seja lá como vocês queiram justificar. No momento, estou escolhendo culpar o Joe, porque depois daquele discurso machista do episódio passado não tem volta. Se toca, Joe. Espero que o encontro com Lance tenha servido para esclarecer algumas coisas. Os dois estão em pontos opostos do relacionamento com as filhas e, de algum modo, os dois conseguem estar errados. Incrível.

Joe e Cisco vão até Starling City para ver se conseguem descobrir mais coisas sobre o acidente do dr. Wells, já que aquela conhecida dele disse para o Barry que ele mudou completamente depois dessa noite. Você imaginaria que, depois de quinze anos, seria mais difícil conseguir evidências, mas nem é. Cisco usa um aparelhinho para encontrar coisas sobrenaturais e, logo, eles conseguem encontrar o corpo do verdadeiro Wells.

A visita foi mais mesmo só para aparecerem uns personagens de Arrow, já que eles adoram fazer esse tipo de coisa. Tivemos Lance e Joe falando sobre mentiras familiares, um tema recorrente demais nesse universo, Lance ainda está chateado para sempre desde que a Laurel mentiu sobre a morte da irmã, mas talvez depois que Joe falou que todos têm seus motivos ele fique um pouco menos. Afinal, todos sabemos que eventualmente eles vão ter que fazer as pazes. Mas o que mais interessa para The Flash é a parte do Joe, depois de ver como as mentiras arruinaram a família Lance, talvez ele tenha começado a perceber que esconder a verdade da Iris, mesmo que para protegê-la, não seja a melhor ideia do mundo e vai que ela nunca o perdoa. Coisas a serem consideradas, Joe, pense bem.

Mas Quentin não é o único Lance que aparece no episódio, Laurel aparece, pedindo um favor para Cisco. E preciso dizer que fui bastante surpreendida com o que aconteceu ali: Laurel e Cisco são fofos juntos! Eles são um ship que eu não imaginaria em um milhão de anos, mas agora que eu vi ninguém vai poder tirar de mim. Quem diria que os dois iam combinar? Mas combinam, quero ver os dois interagindo de novo, por favor, façam acontecer.

the flash 1x19

O episódio inteiro, vemos Caitlin super confusa sobre confiar no Barry ou no dr. Wells. Faz sentido, já que eles não têm provas e dr. Wells sempre foi bem legal com ela. Barry acha que pode convencê-la, mas ele também não faz um trabalho muito bom nisso, o máximo que consegue – depois de ela quase contar para ele – é fazê-la esperar até Joe e Cisco voltarem de Starling, com provas ou não.

Para a sorte – ou azar deles – eles conseguem suas provas. Joe e Cisco encontram o corpo do verdadeiro Wells, e depois que o metahuman dessa semana foi um metamorfo, não foi tão difícil assim acreditar que alguém poderia ter simplesmente roubado a aparência de dr. Wells. E é claro que qualquer pessoa que faz isso não é digna de confiança, então esse fato é suficiente para fazer a Caitlin acreditar que ele é mesmo o culpado. Agora, por quê? Ninguém sabe ainda, mas estamos muito perto de descobrir.

Depois que dr. Wells é confirmado como grande vilão, Cisco coloca para rodar um programa sobre o que causou a explosão do acelerador de partículas e, adivinhe, eles encontram a sala secreta e futurística do dr. Wells. Você imaginaria que algo desse tipo estaria altamente seguro, com um esquema de digitais, íris, ou no mínimo uma senha. Esse tempo todo, eu achava que quando Wells colocava a mão dele ali, tinha um aparelho que lia sua palma e, só então, abria a porta. Mas não, eles chegam até ali, Barry só toca na parede e uma porta se abre. Ou seja, se alguém sem querer se apoiasse naquela parede ia acabar abrindo a porta, assim, sem nem tentar. Precaução para quê, né.

Talvez tenha sido proposital, já que é bastante suspeito que dr. Wells até agora não tenha percebido nada de estranho no comportamento dos outros. De qualquer forma, é confirmado oficialmente que dr. Wells é o Rerverse Flash, já que a roupa dele está lá para todo mundo ver, junto com o jornal do futuro. Yay, avançamos no enredo!

Melhor:
+ Laurel e Cisco fofos!
+ Eddie contando meia verdade para a Iris
+ Amizade entre Eddie e Barry
+ Muitas descobertas, finalmente!

O Pior:
- Como o dr. Wells não percebeu nada?
- Iris ainda não sabe a verdade toda

Nota: 8,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

Review: Gotham 1x20 - "Under the Knife"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Under the Knife", exibido no dia 20/04/2015!

charade


É, pessoas! Final de temporada chegando e Gotham cada vez mais eletrizante! Os episódios vão saindo e vou ficando mais e mais empolgado com essa série! E não digo isso somente pela construção dos personagens, mas sim pela trama como um todo. Enfim, vamos começar!

Primeiramente vamos falar do casal precoce da série: Bruce e Selina (muito gatinha, rs). Gostei bastante da interação dos dois como um todo, porém tudo nesse núcleo é muito exagerado. Vou me explicar. Para vocês me entenderem, farei perguntas: Selina é mesmo tão madura a ponto de ignorar facilmente um homicídio doloso? Cara, como assim? Ela matou o Reggie no episódio anterior e neste declara ao Bruce que não tem remorso nenhum? Outro ponto: Foi sensacional ela pegando a chave do terno do Bunderslaw, tenho que admitir. Mas vamos combinar uma coisa aqui: O molho fez até barulho tanto na hora que ela pegou quanto na hora que colocou as chaves de volta, e aí o cara nem percebeu? Último ponto: Não deu para contar quantas, mas com certeza havia mais de uma chave ali. Como ela sabia qual era a certa? Como eu disse, núcleo exagerado. James Bond mode: ACTIVATED.

Como último item, só tenho a dizer que todos os diálogos e ações entre os dois, apesar dos apesares, são bem construídos e eu não consigo vê-los como Selina e Bruce e sim, como Catwoman e Batman. Sei lá, simplesmente não consigo.

selina and bruce
Finalmente, Barbara volta à série. Tenho que confessar que eu acho a atriz Erin Richards muito bonita, mas parece que a cada vez que ela some e volta a beleza aumenta. Achei muito bom como introduziram ela no episódio com troca de cena do “Eu te amo” de Gordon (Thompkins de toalha, ah Deus...) para o encontro dela com o Ogro. Outro destaque é a interação dela com Selina. As interações entre personagens do sexo feminino na série são escassas e quando ocorrem na maioria das vezes são interessantes. Gosto de Barbara e Selina. Coloquem mais! Assim, poderiam ter mostrado a Barbara vestindo a Gatinha e ensinando o poder da sensualidade feminina para a menina, mas simplesmente ignoraram isso. Infelizmente.

O primeiro encontro com Ogro foi turbulento e frustrante por ambas as partes. Ele perdeu o tesão quando percebeu que ela e Jim haviam terminado (certeza, rs). Ela, dramática como sempre, se fazendo de coitadinha e tudo mais (tenho preguiça disso!). Porém, o segundo encontro já foi melhor. Esse vilão é foda e os seus argumentos ganharam Barbara facilmente. Querendo ou não, ele a entende, digamos assim. Até aí, tudo certinho. O que eu NÃO entendo é ELA ver uma sala CHEIA DE INSTRUMENTOS DE TORTURA (em negrito e CAPS LOCK, para vocês verem a minha indignação!) e ficar tranquila com a situação. Sei lá, talvez ela leu 50 tons de cinza e acha que vai rolar algo parecido. Mas brincadeiras à parte, alguém me explica o porquê daquela reação?

barbara gotham


Vamos ao núcleo principal. Gordon, preocupado com a Leslie, a manda para fora de Gotham. E pensar que um dia ele fez a mesma coisa com a Barbara hein? Não teve como não lembrar. Só que a doutora é esperta e acaba aceitando ir (pelo menos foi assim que eu interpretei né?).

Achei muito legal mostrarem a tenente, chefe da dupla dinâmica, interessada em resolver o caso dessa vez. Geralmente ela sempre quer fazer o Gordon desistir e etc. Outro que também é um grande pessimista, mas se mostrou empenhado é Harvey. Gostei bastante disso.

Investigando, eles chegam até o pai do Ogro e a história do vilão é contada. Eu, particularmente, não a conhecia (leio quadrinhos, mas mais da Marvel. Desculpem!). A questão da cirurgia plástica foi meio forçada, contudo fui convencido. O telefonema recebido, a encarada entre ele e Ogro através do vidro do carro, tudo foi muito bem posicionado no decorrer do episódio. Por fim, Gordon genialmente percebe que Jason Skolimski está com Barbara, entretanto é tarde demais. Resumindo: Não tivemos aquela porradaria nem brutalidade do nosso protagonista e ainda assim fiquei contente com o que vi.

Pinguim está mirabolante. Matar Maroni não está sendo uma de suas melhores ideias. Isto é comprovado quando ele recebe uma visitinha. Inteligentemente, Sal percebe que Oswald está movimentando os seus palitinhos e, para não ficar atrás, cutuca o seu ponto fraco: Sua mãe. Cara, como fiquei surpreendido com as cenas. Maroni falar todas aquelas verdades (como sabemos) para Gertrud foi FODA PRA CACETE! Filhadaputagens a parte, sabemos que Pinguim não deixará por isto mesmo e o que era raiva se transformou em ódio por Maroni. O interessante de tudo nesse núcleo é vermos que ambos os lados estão dispostos a fazer o que puderem para se destruírem. Até o final da temporada teremos muitas surpresas nesse núcleo. Posso chutar alguns personagens suspeitos: Butch, o novo capanga de Oswald e até mesmo Jim, visto que deve um “favor” para o Pinguim. Esperemos.

pinguin

Para findar esta review, o mais surpreendente: Nygma. Desde a primeira aparição, até a última eu fiquei surpreso. Ele sempre divertido e tudo mais, mas precisava mesmo de um boost na série. Não poderia ter sido feito de uma maneira melhor. Matar o agressor de seu amor, fazer justiça com as próprias mãos é algo nobre. Mas o buraco é mais embaixo. Vemos ali que ele gostou de matar. Uma mistura de insanidade e prazer que sabemos bem que o Charada possui. Curioso para ver a reação de Kringle e como será o comportamento de Ed nos próximos episódios.

O melhor
+ Selina e Bruce
Thompkins de toalha, rs
+ Barbara linda e Selina Gatinha
+ Gordon, Harvey e Sarah Essen
+ Ogro FODA
+ Maroni e Pinguim

O pior
- Barbara, a mulher sem medo
- Selina sem remorso
- Fish, cadê você?

Nota: 9,5

Pedro Henrique Sales Tão viciado em séries quanto em ser feliz!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Review: Once Upon a Time 4x19 - "Sympathy for the De Vil"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "Sympathy for the De Vil", exibido no dia 19/04/2015!

ouat

Como era de se esperar temos um episódio focado em Cruella e seu final feliz. Assim, é sempre necessário um flashback para entendermos um pouco do passado da personagem. Começamos então com um garotinha sendo perseguida por dois dálmatas raivosos, comandados pela mãe da garota. Quem é a criança? Cruella. Assim se passam anos e a futura vilã é mantida no sotão pela mãe, e pelo que parece vive uma vida de maltratos dignos da Cinderela, como o Autor mesmo diz.

Enquanto isso, temos, no presente, Regina tentando ir atrás de Robin e salvá-lo das garras da irmã. Conta seu plano de ir para Nova York para todos rapidamente e pede ajuda de Belle para manter Rumple afastado e não arruinar seu plano de resgate. Achei legal ver as duas interigindo, mesmo que minimamente. Claro que Regina sabia que Belle gostaria de ajudar e por isso prega uma peça em Rumple e o deixa de coração quebrado. Não posso não admitir que ele mereceu um pouco. A coisa toda foi bem cruel com ele, mas serviu para que Regina não tivesse obstáculos em seu caminho. Quanto a Belle, nunca soube que poderia a ver ser tão dura e enganadora. Mas, claro, que a conversa de reconciliação entre o casal foi estranha e suspeita, no mínimo. Já os Charmings ainda sofrem com os segredos de Snow e David. Emma não os perdoa e prefere não dar muita bola para eles ao invés de conversar ainda mais e tentar resolver isso. Até porque surgem novos problemas: Cruella sequestra Henry. E tem mais! O que ela quer como resgate é a morte do Autor.

O nosso grupo resolve então se separar: Snow e Charming vão à procura do Autor e possivelmente dicas de como derrotar Cruella, e Emma, Hook e Regina vão atrás de Henry, já que o localizaram muito facilmente pelo vídeo que Devil os enviou. Devo dizer que amei a conversa do trio enquanto iam ao resgate de Henry. Não só isso como a forma como Emma falou que precisava de pessoas que confia em situações como essas. Regina e Hook tentam convencer a 'savior' que ela deveria perdoar - ou pelo menos ser mais compreensiva - com os pais. Sim, mentiram, mas pelo menos eles foram abertos quanto àquilo (demorou, mas foram) e mostraram arrependimento. Concordo com tudo que falaram e tem bons argumentos. Sim, Emma precisa de um tempo, mas também deveria tentar entender os pais e como nada é simples como ser cem por cento bom ou mau.

ouat

Apesar de eu concordar com o que Regina e Hook diziam, Snow e Charming retrocederam e deram a entender que Emma não seria uma heroína se eles não tivessem feito o que fizeram. Sério, vocês não aprenderam nada não? E não posso deixar de entender Emma e todos os problemas de confiança que ela teve durante sua vida - devido ao fato de ter crescido órfã, deduzo. Não é fácil ver a imagem que construiu de o que ser um herói e tudo que seus pais falaram serem questionados. Ela ainda joga na cara de Regina que ela não podia falar nada, afinal tinha buscado vingança durante anos contra uma menina de dez anos que contou seu segredo. Ouch, e infelizmente, é que todos já pensaram no passado. Claro que Regina não se abala, afinal não teria porque, já passou dessa fase faz tempo. Além disso, não pude deixar de notar Emma tem se mostrado muito pálida e com um olhar baixo desde o começo do episódio. É, parecem ser um indício do que está por vir.  

Voltamos assim ao flashback, o Autor (que descobrimos se chamar Isaac) bate na porta da mãe de Cruella e pede uma entrevista para o jornal em que escreve. Ela não aceita, o expulsa da casa, mas antes que ele vá muito longe, Cruella consegue chamá-lo pela janela. Muito facilmente, por causa de seus poderes como Autor, ele a liberta da casa. Não posso deixar de notar que Isaac parece ser uma pessoa sensata e adorar escrever as histórias que vê. Será que aconteceu alguma coisa para ele querer ficar mudando tudo à ponto de ser expulso do cargo? Será que tudo começou com a vilã? Bom, Cruella conta que sua mãe matou seus maridos para Isaac ter finalmente a história emocionante que queria e, depois disso, passam a noite inteira juntos. A próxima coisa que sabemos é que, de repente, parecem estar super apaixonados e planejam fugir juntos. Ele ainda revela seu maior segredo e conta tudo sobre seus poderes. Não só isso como, para manter a amada protegida, ele dá à Cruella o poder de controlar qualquer animal, já que era aterrorizada pelos cães da mãe. Ela diz que precisa confrontar a mãe sozinha, antes de tudo, no entanto.

Até aí tudo bem, mas é nesse momento que temos um plot twist. Não foi a mãe que matou os maridos, e sim, Cruella. É, parece que nem todos os vilões começaram do bem, alguns simplesmente são vilões desde o começo. Se achávamos que essa era uma história de transformação, estávamos enganados. Cruella era meio psicopata e tinha zero remorso em matar qualquer pessoa. Assim como mata a mãe e seus dálmatas e simplesmente se diverte com a situação. Um pouco doentio só. Mas, agora, porque querer matar Isaac no presente? Seria mero prazer? Não, ele descobriu todas as mentiras dela e, desde aquela época, Cruella não pode mais matar ninguém -  o que foi uma jogada brilhante. Com as histórias de Malévola e Úrsula sendo contadas não pude deixar de esperar algo parecido com Cruella. Fui surpreendida, afinal, nem todos tem aquela história do passado que pode redimi-los pelo menos um pouco. É interessante ver como a mãe de Cruella é retratada e como parece ser a vilã enquanto, na verdade, é a vítima. 

emma swan henry millsO que podemos tirar disso que nos ajuda a pensar na plot do presente? Cruella não pode matar ninguém, ou seja, não pode machucar Henry. Snow e Charming até que conseguem descobrir isso, mas Isaac logo os avisa que o final dessa história é Emma se tornar má e que Rumple só precisa de uma coisa para isso acontecer: que Emma mate alguém. Vemos assim que Rumple consegue despistar Hook e Regina, e é Emma quem encontra Henry na beira de um precipício com Cruella. É, finalmente, pessoal. Vemos o olhar de Emma mudar e vira má. Vira má assim que, para salvar Henry, mata a vilã.  

Realmente achei meio exagerado. Um segundo depois da Emma jogar a Cruella do penhasco, ela vira má? Por um momento, eu achei que teríamos um processo de auto-descoberta em que Emma chegaria a conclusão que é uma vilã, sei lá. Não muito longo, mas maior que isso. Snow já teve seu coração escurecido por causa da morte de Cora e não mudou num estalar de dedos assim. Sim, talvez uma morte por suas mãos seja algo mais rápido de escurecer seu coração, mas mesmo assim. Acredito, no entanto, que Emma finalmente terá que lidar com o que Regina e Hook falaram na floresta: heróis também erram. E isso não significa que parem de ser heróis, simplesmente significa que são humanos. Além disso, o importante é o que aprendem e fazem a partir daí. (Parecem frases clichês, mas trazem uma verdade). Assim como Snow e Charming resolveram a dar a volta por cima e transformar seu erro na bondade que têm com as outras pessoas, Emma terá que aprender também. E acredito que será assim que ela voltará ao normal. Assim que ela perdoará os pais, porque, de certa forma, passou por uma situação com questões semelhantes. Toda a conversa do trio se traduz a esse momento e o quanto Emma terá que lutar contra as partes mais negras que todos temos. É o momento em que ela terá uma prova da luta interna que vilões tiveram ao se tornarem heróis. 

O melhor
Música da Cruella
Relação entre Great Gatsby (que Isaac estava lendo no presente) e os anos 20, em que se passa o flashback.
A história de Cruella definitivamente me surpreendeu, e isso inclui Issac ser bonzinho.
Regina, Hook e Emma.
A informação de que os mundos não tem tempo, simplesmente ocorrem. No caso, o estilo anos 20 que vimos no flashback, não tem necessariamente uma data.

O pior
Cruella e Isaac apaixonados em cinco segundos.
Emma virando má em um segundo.
Tadinha, vai demorar para Regina conseguir salvar Robin Hood.
Por algum motivo a tinta cai e a única coisa que faz é mudar o cabela da Cruella? Sério? E eu achando que ia ser algo mais relevante.

Nota 8,5

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria. 

 
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