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sábado, 30 de maio de 2015

Dica da Semana: Watchmen (filme e quadrinhos)


Estamos numa onda de super-heróis. Imagino eu, então, que nada mais justo do que trazer alguns personagens que vieram antes dos super. Talvez vocês já tenham ouvido falar... São homens e mulheres comuns que colocaram uma máscara e foram combater o crime nas ruas de Nova Iorque.  Eles não aguentavam mais, sabe? O crime, quero dizer. E os bandidos. Decidiram fazer alguma coisa, já que ninguém estava fazendo.

Eles são os vigilantes – Watchmen.

Bacana, né? Bem, nem tanto. Por um tempo foi divertido. Mas esses caras... Bem, a maioria das pessoas não gostou. Quem eram esses caras para mandar neles? Vigiá-los? Quem deu esse poder a eles? Ninguém. É isso mesmo: ninguém. Eles estavam agindo por vontade própria e não importa quantos criminosos trouxessem – estavam agindo ilegalmente. Podiam fazer um acordo com o governo. O comediante fez.

Mas ele morreu. Alguns o chamariam de herói. Eu não, mas alguns. Outras pessoas. Não importa. O que importa é que ele morreu. Foi assassinado. Jogado da janela do seu próprio lar.
E todo mundo sentiu.

E é aí que a história começa. Com o último vigilante fugitivo procurando pelo assassino do Comediante. Eles se entendiam, sabe? Rorschach e o Comediante. Sabiam que o mundo estava podre e precisavam fazer algo, não importa quão brutal esse algo fosse. Mas o comediante já era. Morreu. E bateu as botas sabendo de algo. Era preciso achar a pessoa que o matou... Afinal, e se alguém estivesse atrás dos Watchmen?

É uma perseguição. Só que Rorschach não sabe o que é a coisa que o está perseguindo. Pior, está sozinho. Seus antigos companheiros não querem nem mais saber de ser vigilantes.

Não vou contar o resto – nem o meio nem o fim. Sinto muito. Se quiserem, vocês podem ler os quadrinhos. Ou, então, ver o filme. Já ouvi gente falando mal do longa-metragem, falando que é ruim, uma porcaria. Eu discordo. Não é o melhor filme do mundo. Mas vale a pena. O início – como o início do quadrinho – mostra como que os Watchmen foram criados. É bem maneiro e ótimo para contextualizar o leitor/espectador. Rorschach é meu favorito em qualquer das versões, e embora o Comediante seja bem controverso... É um bom personagem. Fazer o quê? A história acaba com um gosto meio agridoce. Mas eu gosto de histórias assim. Não acredito em finais felizes demais, menos ainda em um mundo tão podre como a realidade alternativa em que eles vivem. Existe a opção menos pior, e só.

Voltando rapidamente aos personagens, bem, o que posso dizer? Eles são fantásticos (na maior parte do tempo). Tanto no filme quanto no livro nós temos um aprofundamento das histórias dos “protagonistas”. Nós descobrimos como o Sr. Manhattan se tornou Sr. Manhattan e como Rorschach virou Rorschach. Tipo isso. No filme, alguns personagens acabam perdendo um pouco da sua tri-dimensionalidade dos quadrinhos, mas já era de se esperar. Quando passados para a telona, perde-se informação em prol da adaptação ao novo formato.

Bem, é a vida. Dica? Vejam. Leiam. É muito bom. Quando comecei a ler o quadrinho, não larguei mais. Literalmente. E, quando acabei de ler, a primeira coisa que fiz foi procurar pelo filme. É muito bom. Okay, se você não gosta de super-heróis, talvez não goste. Ou se não gosta de histórias mais pesadas e meio dark... Mas nem por isso deixa de ser bom. Então, para quem não tem restrições (ou essas restrições): leiam, vejam, comentem aqui (se possível).



Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

WTF is... Gotham?

gotham season 1


"A primeira temporada e Gotham já acabou e nós, do Misturamas, juntamente com uma escritora parceira, deixamos as nossas impressões do conjunto da obra que foi esta season. Enfim, sem enrolações, seguem os textos:"

Karen Santos

Gotham indiscutivelmente foi uma série dominada pelos seus vilões, personagens como Victor Zsasz, Pinguim e, claro, a diva Fish Mooney fizeram a alegria da galera. Eles carregaram a série nas costas, não me entenda mal, é claro que eu achei a série uma das melhores do ano. Com sua história enigmática, intrigante e envolvente, Gotham como um todo me conquistou, porém o que não me convenceu nem um pouco foram os “mocinhos”, principalmente James Gordon.

Jim que me desculpe, mas o seu papel deixou muito a desejar. Não que a atuação de Benjamin Mckenzie tenha sido ruim, claro que ela ficou longe de ser fantástica como a de Jada Pinkett e a do formidável Robin Lord Taylor (elogiada até mesmo por Danny DeVito), digamos apenas que ela tenha sido regular. O grande problema está no roteiro escrito para o personagem.

Jim foi ofuscado, esquecido, satirizado, humilhado e realmente derrotado pelos grandes vilões de Gotham, até Harvey Bullock se saiu melhor. O protagonista me pareceu perdido, fraco, iludido e até um pouco arrogante. Apesar de tudo acredito no seu crescimento e confesso que percebi isto durante a temporada, mas ainda espero uma evolução, algo que me faça, principalmente, admira-lo.

Minha grande surpresa da série foi a reviravolta da personagem Barbara Kean. Gostaria muito de ter visto mais daquela insanidade, presente no último episódio, durante a temporada, gostaria que a atriz tivesse sido melhor aproveitada, e que a personagem tivesse sido melhor explorada. Mas a segunda temporada está confirmadíssima e óbvio que estou na expectativa de ver a brilhante Erin Richards dando 100% da sua capacidade como atriz.

Para a segunda temporada, o que esperar? Bom, com aquela season finale o que mais posso esperar são vilões fantásticos surgindo lentamente pelas entranhas de Gotham! Mas quero ver também profundidade em Jim Gordon, e claro, um pouco mais das “investigações” do pequeno Bruce (pausa para a minha cara de e felicidade quando ele descobre a caverna =DDDDDDDDDDDDDDDDDDDD).

Mariana Oliveira

A princípio, comecei a assistir a série por curiosidade, afinal uma série que fala de Bruce Wayne tão novo me intrigou como contariam essa história. Mas o fato é que o principal mesmo é o Detetive Gordon e devo dizer que desde o começo já simpatizamos com ele. Gotham mostrou, nessa temporada de estreia, uma trajetória do personagem que sai de sua inocência para o “mundo real”. Ele é um ótimo policial e uma pessoa justa, mas Jim percebe que o resto da cidade não é e por isso, para atingi-los, ele precisa mergulhar nesse universo de mentiras e chantagens. Adorei ver como personagens tão conhecidos como Selina, Cobblepot e Nygma começaram, aliás acredito que esse seja o apelativo da série. Gostei bastante como esses personagens foram desenvolvidos. Sim, tiveram deslizes, como o comportamento de Selina na season finale; mas, ao mesmo tempo, foi nesse mesmo episódio que Nygma evoluiu como personagem e realmente podemos ver como ele se tornará um vilão. Particularmente, eu adorava o jeito nerd e estranho dele, além de suas interações com Jim, e quase não queria que ele fosse para o ladro negro da força. Espero que, pelo menos, essa natureza quirky se mantenha. Pelo o que eu soube a próxima temporada focará no personagem, então será algo interessante.

Além disso, a série surpreende ao dar bastante foco aos vilões e membros da máfia, o que faz sentido, afinal Gotham é dominada por essas pessoas. Assim, o estilo dark da série – com cenários e até figurinos – combina muito com as temáticas, apesar de alguns alívios cômicos como o Harvey, parceiro de Jim. Agora, falando em vilões, Fish é um exemplo de mulher forte que não se deixa abalar por um mundo da máfia dominado por homens. Tomem cuidado, ela é tão perigosa quanto qualquer um e, por isso, já posso me identificar com ela. Resumindo, Gotham se manteve dinâmica e sempre com suas surpresas. No começo tinha medo de ficarem sem assunto muito rápido, mas acho que já aprendi com algumas outras séries a não subestimar os escritores. Os deslizes ocorreram com mortes bobas e pouco desenvolvimento de personagens como a Barbara, que foi esquecida durante algum tempo, mas outras características compensaram isso. Por isso, além disso tudo, alguns episódios não me prenderam tanto, eu daria uma nota 8,6 para o começo de Gotham.

Elder Martins

Gotham se consolidar como carro chefe de séries DC foi minha torcida desde o início. Mas ver onde a série chegou e o potencial que ainda tem, isso sim está me fazendo feliz. Ao ver o último episódio de Gotham eu fiquei feliz, triste, surpreso e em êxtase, tudo ao mesmo tempo. Vou explicar:
Feliz: Gotham é foda cara e está crescendo muito.
Triste: Please don’t go Fish!
Surpreso: Falcone saindo fora?
Êxtase: Visual da Gata, Fish mortal, adeus Maroni….”I’m king of Gotham!”

Minha conclusão final é que em meio as linguiças decididas a serem inclusas após o sucesso inicial da série, Gotham cumpriu muito bem seu papel, evoluiu bastante os personagens principais da trama. Gordon Over Power foi o que mais cresceu, seguido de perto por Nygma. Bruce sempre um caso a parte me fez sussurrar soluços nerds ao descobrir a caverna. Enfim, estou ansioso para a segunda temporada mesmo ainda estando a admirar a primeira. Só tenho que dar os parabéns como crítico e pedir mais como fã. Aguardo vocês para a volta de Gotham. Valeu e até lá.

Pedro Henrique Sales

Encantado. Este foi o sentimento que a primeira temporada de Gotham me proporcionou. Com um final intrigante, a primeira temporada começou com o pé direito. Um fato que comprova isso foi o aumento na quantidade de episódios anunciados de 16 para 22. Porém, nem todos foram excelentes. Tivemos algumas baixas, como vilões contratados da semana que são capturados e nunca mais se ouve falar neles durante a temporada, típico de seriados de investigação. De todos, o arco do Ogro de três episódios foi o melhor deles. Enfim, nada anormal para séries com tantos episódios em uma temporada (né Arrow?).

Por falar neles, os vilões, sem sombra de dúvida foram os destaques. Trazer a origem deles para a telinha foi uma sacada genial da produção da série (apesar de achar que o Coringa não precisa de origem). No topo deste plot, está o Rei de Gotham, Cobblepot. Um vilão que estava esquecido na franquia Batman foi, de uma maneira sensacional, muito bem trabalhado nessa série. Vimos um verdadeiro show de Robin Lord Taylor em praticamente TODAS as cenas. Eu sinceramente acho que o ator vai andar mancando o resto da vida! Realmente inspirado e dentro do personagem.

Outro, ou melhor, outra que conquistou a atenção de muitas pessoas (inclusive a minha) foi Fish. Jada não ficou muito atrás de Robin e merecia estar na segunda temporada. Uma pena para a série, realmente. Ainda sobre os vilões, curti bastante o Sr. Edward Nygma. O crescimento foi bem feito e com certeza será um dos principais dominantes de Gotham na próxima temporada, visto que as famílias Maroni e Falcone (talvez) não estarão presentes mais.

Apesar da cidade ser do morcegão, quem manda na protagonização é o Comissário James Gordon. Não possuiu uma desenvoltura invejável na série, mas a maturidade do personagem foi acrescida juntamente com o humor de Harvey. O fato de jogar pelas regras da cidade é algo que sabemos que o nosso futuro Comissário possui e foi bem colocado na série (apesar de um pouco demorado).
Ver Bruce adolescente foi algo inesperado pra mim. Apesar do auxílio dos roteiristas, você tem meu selo de aprovação, Master Bruce, juntamente com Alfred. A batcaverna ao final foi um excelente plot! Ansioso para ver a fobia a morcegos demonstrada na série!

Mesmo com alguns furos (Selina na finale, a guerra entre famílias durando UM episódio, Victor Zsasz não aparecendo na finale, suposta morte de Fish, dentre outros), Gotham conquistou a minha confiança e acertou a receita inicial do bolo. Espero que a segunda temporada volte com tudo que tem direito: Coringa Red Hood, Charada, Hera Venenosa e com certeza, muito mais Cobblepot! Até lá, pessoas!

Misturamas/ Autor: Pedro Henrique A resenha está em um modelo diferente do qual usamos porque foi posteriormente postada pelo nosso site parceiro Misturamas. A repostagem foi autorizada pelo autor e blog. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Review: Game of Thrones 5x07 - "The Gift"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Gift", exibido no dia 24/05/2015!

Depois de passar quase uma temporada inteira com a abertura sendo seu momento mais emocionante, Game of Thrones reagiu, e enfim, esquentou as coisas. Depois de parecer uma eterna introdução, esse sétimo episódio veio cheio de acontecimentos que mostraram o desenvolvimento de muitos personagens e que prometem dar a guinada final que essa season tanto precisa.

sam and gillyComeçando no frio da Muralha, podemos ver que lá em Castle Black as coisas se agitaram um pouco. Jon Snow partiu com Tormund para uma negociação com os povos do Norte e com isso, Sam que acaba sofrendo. Além de ficar sem seu amigo, Mestre Aemon, seu outro companheiro morreu, assim, só restando Gilly como sua aliada, fato que obviamente, traz problemas. Gilly foi quase estuprada por dois rivais de Jon e Sam e a melhor coisa nessa cena foi ver ele provando seu valor. Mesmo sem saber lutar, Sam tentou interferir e defender a moça e claro, apanhou muito. Mas, mesmo assim, ele resistiu e quando estava prestes a ganhar uma segunda rodada de sopapos, Ghost aparece, surpreende todo mundo e acaba com a palhaçada. Foi legal ver essa interferência de Ghost, nos dando a impressão que Jon quis lembrar que não abandonaria seu amigo.

Como depois da tempestade vem a bonança, após toda essa confusão Gilly foi cuidar de Sam e rolou todo aquele clima e pronto, mais um patrulheiro quebrando as regras e mostrando que o juramento não é lá muito seguido. Olhando além, foi uma cena muito bonita e cheia de significados, mostrando um homem ao invés de uma mulher em sua primeira vez. Gostei bastante de como a direção e o roteiro deram uma delicadeza toda especial ao momento.

Continuando em terras frias, chegamos em Winterfell, onde as coisas não estão nada bem para Sansa. Os braços roxos e a eterna cara de choro mostram a Stark vem sofrendo nas mãos de Ramsay Bolton e além desses abusos físicos, a personagem vem sofrendo um grande abuso psicológico. Imagina que mind blow você ser prisioneira em um lugar que você cresceu vendo como uma casa, estar rodeada de inimigos e de perigo e ao mesmo tempo, depende deles pra continuar viva… Diante de tudo isso, Sansa apela para a ajuda de Theon, pedindo que ele acenda a vela, sinal de que ela está pedindo ajuda aos nortenhos.

Eu jurava que a conversa dela com ele iria funcionar, mas, não. Theon voltou a ser Reek e correu para entregar tudo a Ramsay, que exercendo toda a sua psicopatia, com todo gosto, foi lá e matou a senhorinha que ofereceu ajuda a Sansa. Triste. Eu quero que ele morra e fica a dica pra quem fizer isso: Esfolem ele, por favor! Agora, a minha esperança para que as coisas melhores para a Ruiva Stark está depositada em Brienne e Podrick, que estão observando tudo de longe.

melisandre stannisStannis continua na sua caminhada e gostei muito de vê-lo finalmente se posicionando em relação a Melisandre. A doida da fogueira está sem limites algum e está se mostrando cada vez mais desnecessária, como assim ela queria matar Shireen? Não seja! Shireen é a melhor pessoa. (~<3) Adorei ver Stannis se impondo e mostrando que com a filha dele não pode mexer, até porque, como ele mesmo disse, nada do que Melisandre e seu Senhor da Luz indicaram anda dando muito certo até agora. Torço para que eles cheguem logo a Winterfell e que gerem uma distração para que Brienne possa ajudar Sansa.

Tivemos um breve momento em terras Dornesas, com Jaime tentando convencer a filha a voltar com ele. Mas, a pequena princesa em meio a tanta ingenuidade e amor pelo príncipe Trystane, não consegue enxergar o perigo que corre no meio desse conflito entre leões e serpentes, deixando Jaime desolado e parecendo se lamentar internamente por não ter sido um bom pai para ela. Já na prisão, as coisas foram mais interessantes, enquanto Bronn cantava, Tyene resolveu brincar um pouquinho com ele a exibir os seus peitos (cumprindo a cota de peitinhos do episódio). Toda essa exibição fez o pobre Bronn ficar um pouco nervouos, fazendo com que seu metabolismo acelerasse o efeito do veneno contido na adaga dela e que passou pra ele depois de um corte na luta do episódio anterior. Mas, depois de uns momentos de sofrimento, ela resolveu dar a Bronn o antídoto. É, vamos ver no que isso vai dar.

the lannisters

Colocando essa imagem só pra ressaltar que achei a fotografia dessa cena simplesmente linda!
Seguindo viagem, aportamos em Meereen, por aqui, as coisas andam em um nível bem interessante. Sir. Jorah foi vendido e eu achei que mais uma vez Tyrion fosse ficar só, mas, provando mais uma vez toda sua inteligência, oratória e poder de persuasão, conseguiu ser levado junto. Assim, eles foram levados para a Arena, onde haveria as lutas. Lá, estava a Mãe dos Dragões e quando a viu, Jorah resolveu que sambaria na cara de todos na mesma hora. Entrando no meio da luta, ele mitou, mas, eu confesso que queria ver ele descendo a espada em todo mundo que tava por ali com mais gosto. Cadê sangue e cabeças rolando? Faltou! Mas, seguindo: ele revelou-se para a Rainha, que logo pediu que tirassem ele dali. Antes dela terminar seu teatrinho de repúdio, Tyrion se apresentou como o presente que Jorah tinha trazido para ela. Pra mim, esse foi o clímax do episódio, ansiosíssima para saber o que um leão e um dragão farão juntos.

Inclusive, a Daenerys tem uma vida com mais altos e baixos que uma montanha russa. A mocinha mais querida pelos fãs parece que não sabe o que é se dar bem na vida né? A pressão em torno da Rainha dos Ândalos parece aumentar cada vez mais e mesmo com seus 500 mil títulos e sendo a figura mais poderosa de Meeren, ela ainda não tem as rédeas da própria vida, por isso, não poderia deixar de citar a bela sacudida que Daario deu nela quando disse que apesar de ser uma pessoa que lutou tanto pela liberdade do seu povo, é a única que não é livre pra fazer aqui que quer. É Exatamente isso.

Já em King’s Landing, Lorde Baelish e Lady Olenna fizeram uma aliança extremamente interessante. É sabido por todos que os Lannister só estavam no poder por causa do falecido Tywin, sem ele, não resta um leão apto a manter o poder da família. Tyrion é inimigo da coroa, Myrcella está em Dorne, Jaime não pode assumir nada por ser cavaleiro, Tommem é um grande banana e Cersei age com mais emoção que uma garotinha de 15 anos. Ou seja: Westeros está nas mãos do Alto Pardal. Nem todo o financiamento que os Tyrell oferecem para King’s Landing foi suficiente para convencer o Alto Pardal a libertar Loras e Margaery. Mas é bem ai que Baelish entra no jogo e mais uma vez muda tudo.

Após uma visitinha de desdém ao melhor tipo Cersei Lannister, a Rainha Mãe é presa e jogada em meio a gritos de “I am the Queen” (acho que já é uma frase clássica de toda Rainha né) em uma cela tão suja e escura quanto a de Margaery. Será que agora começará a cadeia de reviravoltas contra a bitch mais louca dos Sete Reinos? É esperar pra ver o que esses três últimos episódios de GoT nos guardam.

Diante de tanta reviravolta e acontecimentos, pra mim, esse foi o melhor episódio da temporada até agora, Sendo assim, deixo uma nota 8,0 para “The Gift”. 


Misturamas/ Autor: Thainá Dayube A resenha está em um modelo diferente do qual usamos porque foi posteriormente postada pelo nosso site parceiro Misturamas. A repostagem foi autorizada pelo autor e blog. 

domingo, 24 de maio de 2015

Quotes que Amamos: Skye (Agents of Shield)

Decidimos fazer uma coisa diferente. Que tal vídeos com nossas falas e citações favoritas das séries? Começamos assim com Skye de Agents of Shield no especial "Quotes que amamos"!
Aproveitem! (;

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Review: Game of Thrones 5x06 - "Unbowed, Unbent, Unbroken"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Unbowed, Unbent, Unbroken", exibido no dia 17/05/2015!

tyrion lannister

A partir desse episódio, estou assumindo o lugar do Pedro Henrique nas reviews de Game of Thrones. Essa temporada está parecendo para mim, a mais irregular, por estar se distanciando cada vez mais dos livros, mas, também não posso negar que Game of Thrones consegue amarrar muito bem o que propõe a cada episódio. Então, lá vou eu, com olhos mais de espectadora do que de leitora, analisar o sexto episódio da quinta temporada de Game of Thrones: Unbowed, Unbent, Unbroken.

Começarei com Arya, seguindo sua jornada na Casa do Preto e Branco, sem entender muito o que realmente se passa ali. Entre defuntos e chão para serem limpos, Arya se mostrou nesse episódio, finalmente, pronta para dar o próximo passo do seu treinamento. Enquanto ela lavava o chão (ato que parece ser infinito para Arya nessa temporada), um pai surge com sua filha e pede a ela que a sacrifique, então, Arya faz a menininha beber a água da fonte, assim, provando para Jaqen que ela pode avançar mais algumas casas nesse jogo. Ele o leva para onde as faces dos mortos ficam guardadas, revelando para o público e para ela (finalmente!) o que são feito dos corpos que vão para lá. Jaqen diz para Arya que ela não está pronta ainda para ser Ninguém, mas que está pronta para ser Outro alguém. O arco de Arya é riquíssimo e sempre teve muito destaque na série – também nos livros, sendo ela a única personagem que tem PoV em todos os 5 livros – e para alguns está parecendo lento, já que o costume é vê-la sempre em ação e chutando bundas. Agora a personagem chegou em um ponto estratégico de sua evolução, então para que ela se desenvolva bem é necessário de fato essa marcha mais lenta em seu plot, só posso dizer que valerá a pena. Aguardem.

A interação entre Tyrion e Jorah (dupla inesperada para quem acompanhou os livros, só não mais inesperado que Sansa em Winterfell) anda rendendo bons diálogos e cenas. Com conversas sobre seus pais e atualizações um para o outro sobre suas vidas e situações pelas quais passaram mostram claramente como o respeito mútuo da dupla vem crescendo, principalmente da parte de Jorah por Tyrion. Entre as andanças, foram sequestrados por piratas e mais uma vez Tyrion quase morre. E mais uma vez é salvo pelo seu dom com as palavras. Agora que foram pegos, será que enfim chegarão a Meeren? Espero que sim e espero também que isso aconteça antes da season finale, pra podermos ver pelo menos o início do que pode acontecer com Tyrion por lá.

Em Porto Real, temos a continuidade da trama da Fé Militante, que é o foco do arco de Cersei agora. Olenna Tyrel chegou para tentar colocar ordem  no chiqueiro, mas, não adiantou muita coisa. Ou seja, deu ruim pra todo mundo! O julgamento de Loras teve um final que proporcionou um quase Xeque-Mate para Cersei (ou “A famosa Rainha sem-vergonha”, como proclamou a Vó Olenna). Inclusive, vale ressaltar a atitude de Tommem. Quer dizer, a falta dela. Loras foi preso alguns episódios antes e ele falhou em libertá-lo, sendo assim, seu cunhado foi preso após o julgamento e como se não bastasse, Margaery também, por ter mentido para a sua corte. Entre berros de “I am the Queen” e pedidos para que o Rei tomasse alguma atitude, Tommem se viu perdido e sem saber para onde ir. Por causa da cronologia estar meio doida na série em relação aos livros, não sei até que ponto vai esse plot de Cersei, estou ansiosa por alguns acontecimentos que virão provenientes dessas prisões etc. A treta, amigos, ela foi plantada.

Desembarcando em terras Dornesas, temos Jaime Lannister e Bronn, na tentativa de invadir a cidade. Eu esperava muito dessa cena, mas ai, nem rolou. Jaime e Bronn conseguiram entrar facilmente, nenhum obstáculo. E aquela luta entre eles e as filhas de Oberyn? Não, não seja. Eu estava em uma expectativa grandiosa por esse arco dos Martell e das Filhas de Areia, mas, elas ainda não me convenceram (Saudades, Oberyn <3). Que batalhazinha mais sem graça, que já começou sem muita tensão e foi logo interrompida pelos soldados do reino. Nos livros, Jaime não vai para Dorne capturar Myrcella (que na série está muito bem, obrigada, vivendo um romance a la Romeu e Julieta) então, desde que mais essa mudança em relação a história de Martin foi notada, já fiquei meio com o pé atrás, uma nova carga de esperança me veio quando vi que Bronn acompanharia Jaime, mas, depois desse último episódio, realmente, não rolou. O que resta agora é esperar pra ver o que vai acontecer, já que agora todos estão sob a custódia dornesa.

sansa stark
E por fim, chegamos ao norte, nas terras frias de Winterfell. Realmente, o sofrimento de Sansa parece nunca ter fim. Mesmo em casa, ela está cercada por pessoas que odeia e que representam um palpável perigo para ela. Nesse episódio, Sansa se casa com o maior psycho dos sete reinos, Ramsay Bolton, e protagonizou a cena mais polêmica dessa temporada. Na cena final, no quarto, Ramsay o questionou sobre sua virgindade e recebendo resposta negativa, mandou ela tirar a roupa, quando Theon faz movimento de sair do quarto, ele o manda ficar e rasga a roupa de Sansa, a partir daí só vemos um primeiro plano em Theon e os gritos de Sansa.

O estupro causou grande movimentação na internet entre os fãs, alguns achando que não foi nada demais, já que a série sempre a aborda essas questões e outros achando que foi uma cena desnecessária. Eu fico do lado daqueles que acharam que foi uma cena apenas para chocar e que foi completamente desnecessária na trama. Mas, não entrarei em detalhes da minha opinião aqui, isso geraria outro texto e o caso desse aqui, é uma review sobre o episódio no geral. Como Sansa em Winterfell também é uma novidade pra mim, oferecida pela série, me junto aos espectadores que não leram e fico no aguardo para saber o que vai acontecer.

Esse episódio abriu brechas para várias situações que podem enfim, engrenar a série. Agora, é ficar na torcida, esperando que esses próximos quatro episódios tragam bons acontecimentos.

Misturamas/ Autor: Thainá Dayube A resenha está em um modelo diferente do qual usamos porque foi posteriormente postada pelo nosso site parceiro Misturamas. A repostagem foi autorizada pelo autor e blog. 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Review: The Flash 1x23 - "Fast Enough" [Season Finale]

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Fast Enough", exibido no dia 19/05/15. 

the flash season finale

Hm, ok. Isso aconteceu.

Não sei se minhas expectativas estavam altas demais ou o que houve, mas eu esperava mais do season finale de The Flash. Ou talvez eu só esteja um pouco decepcionada com algumas decisões que eles tomaram, algo que é bem frequente em Arrow, mas me pegou desprevenida em The Flash.

Depois de dar uma passadinha lá em Starling, Barry confronta Wells/Eobard sobre o porquê disso tudo. Quando eu comecei a assistir a série, eu jurava que a Nora fosse ter alguma importância na própria morte, mas não, Eobard a matou apenas porque queria ferir Barry. Ele odeia o Flash, eles ficam tentando se matar, mas sempre empatam, então Eobard descobre a verdadeira identidade do Flash e resolve matar sua mãe, afinal, Barry ficaria chateado e não viraria o Flash. Um bom plano, só que ele fica preso no passado e precisa desencadear todos os eventos que nós já vimos.

É então que Eobard faz uma proposta para Barry: ele pode ter a chance de salvar Nora e, ao mesmo tempo, possibilitar que Eobard voltasse para seu tempo, sem ser punido por seus atos de vilania. Ok, até aí tudo bem, todos nós sabíamos que esse momento iria chegar, a temporada inteira foi escrita para que isso acontecesse, mas ainda têm alguns detalhes em aberto.

Primeiro que mudar o passado muda tudo, isso é algo óbvio que não precisa de explicação, se o Barry salva a mãe, logo a vida inteira dele muda, e não só isso, a vida de mais um monte de gente também, efeito borboleta e tudo mais, todos nós vimos esse filme. Por mais que ele queira a mãe de volta, vale a pena mudar a vida de todo mundo só pra isso? E, mesmo que valha, quem é ele para decidir isso? Como se isso não fosse conflito suficiente, depois de alguns testes teóricos descobre-se que o que o Barry vai precisar fazer para viajar no tempo (não me peça para explicar, só sei que envolve correr muito rápido e o acelerador de partículas) iria criar um buraco negro.

Ou seja, péssima ideia. Salvar uma pessoa e colocar todo o planeta em risco, ou simplesmente deixar as coisas como estão e deixar Nora descansar em paz? Parece uma escolha muito fácil de fazer, mas por incrível que pareça conseguem fazer errado.

the flash fast enough

Barry passa a maior parte do episódio conflituoso sobre salvar a mãe ou manter a vida que conhece, o que faz sentido, não estou o culpando, mas queria saber porque ninguém, além do próprio pai dele – o que mais se beneficiaria nesse acordo, por sinal – tentou dizer para que ele não fizesse isso. Gente, como assim?! Barry decide fazer algo que poderia criar um buraco negro em plena cidade, e vocês aí se casando no meio de um jardim?

Eu gosto de Caitlin/Ronnie, mas esse casamento foi totalmente anticlimático. Onde a Caitlin arranjou um vestido de noiva tão rápido? E nenhum dos dois têm família?! Essas são perguntas que eu não deveria estar me fazendo no meio de um season finale. Mas eu perdoo, porque os dois são fofos e fico feliz por eles terem se casado.

Depois de tanto drama, Barry decide que vai sim salvar a mãe, e ninguém tenta impedi-lo. Eles têm um plano de conter o buraco negro, desde que Barry vá e volte em menos de dois minutos, mas... Sério. Até parece que isso ia dar certo.

Mas se o egoísmo do Barry ao colocar todo mundo em risco já não era o suficiente, tudo piora ainda mais quando Barry volta, vê a mãe, encontra ele mesmo dizendo para não fazer isso, e... Não faz. Ele simplesmente deixa a mãe morrer. Ou seja, tudo isso foi para absolutamente nada. Qual foi o objetivo de fazer o Barry tomar uma decisão tão egoísta, colocar todo mundo em risco para salvar a mãe, e no fim, nem ao menos salvá-la?

Por mais que eu ache uma decisão idiota, eu estava esperando que ele salvasse Nora e acontecesse o Flashpoint. Previsível? Sim, mas era previsível exatamente porque fazia sentido. Do jeito que aconteceu, foi simplesmente fraco. Legal, Barry, você arriscou tudo por nada.

Ele volta em praticamente um minuto (apesar de eu achar que essa cena durou bem mais tempo que isso), e antes que Eobard possa ir embora, ele destrói sua máquina do tempo e luta com ele, enquanto Caitlin e Ronnie tentam impedir que o buraco negro se forme. Eles fazem a parte deles, ainda que logo em seguida isso também terá sido por nada, enquanto Barry e Eobard continuam brigando. Eobard já está ameaçando todo mundo quando, BOOM, um disparo é feito e... Eddie atira nele mesmo.

...

O QUÊ?!

the flash eddie finale
Como você mata alguém tão fofo???

Só quero saber de uma coisa: quando é que vão parar de matar meus personagens preferidos? Eu não aguento mais!

Eu acidentalmente vi spoilers do episódio antes de assistir, então eu já sabia que o Eddie ia morrer. O que eu não sabia é que ele ia se matar. Isso não é justo comigo, eu não estava preparada. Eddie é, desde o início da série, uma fofura em pessoa, é o personagem mais adorável e tudo o que eu queria era que ele fosse feliz. Os últimos episódios não foram muito bons para ele, já que Eobard o deixara para baixo com previsões do futuro e ele tinha ficado #chateado. Mas nesse episódio, Eddie tinha voltado a ser aquele raio de luz que sempre foi, conversou com o Professor Stein, que deu uma lição sobre coincidências e ser autor do seu próprio destino, e Eddie tinha até voltado com a Iris! Estava tudo tão lindo e feliz, então é claro que tinham que estragar tudo.

Eddie precisa salvar Barry e percebe que se ele morrer, Eobard nunca vai ter nascido, e resolve então se matar. Em termos de personagem, foi um lindo sacrifício, e Eddie é mesmo um verdadeiro herói, meu coração se parte pela Iris, vendo-o morrer. Agora, em termos de escrita, eu só tenho a dizer: por quê?

Ok, eu sei por que, mas não aceito. Primeiro, quero dizer que achei bem semelhante à morte do Tommy e, considerando que são os mesmos escritores, acho suspeito. E por suspeito quero dizer que eles estão só reutilizando coisas que já escreveram, o que é preguiça em seu mais alto nível.

Mas, ao contrário do Tommy, o Eddie precisa voltar na segunda temporada. Como? Viagem no tempo é algo possível, façam acontecer. A verdade é que Eddie se matar cria um paradoxo, afinal se ele morreu e o Eobard nunca existiu, a mãe do Barry nunca foi assassinada e por aí vai. Não sei exatamente como funciona a viagem no tempo em The Flash, mas no meu entendimento, se o Eobard nunca existiu, o Eddie nunca teve motivo para se matar, logo, Eobard voltou a existir, e um paradoxo sem fim. Eu espero mesmo que a temporada que vem aborde isso e se resolva com o Eddie sendo salvo, porque é o único jeito de me fazer aceitar toda essa storyline.

Ah sim, e para terminar, depois de tudo isso, o buraco negro volta e Barry precisa combatê-lo. Infelizmente, nem vemos o resultado disso, porque o episódio acaba com Barry correndo no meio dele. Daqui cinco meses a gente vê no que deu. Ou, bom, quando sair o trailer a gente já deve descobrir isso.

O Melhor:
+ Eddie, meu bebê, sendo feliz por meia hora.
+ E sendo um herói!
+ Casamento Ronnie/Caitlin, fofinho.
+ Pelo menos, o Barry não decidiu salvar a mãe
+ Barry chamando o Joe de pai
+ Henry Allen dando bons conselhos
+ Poderes do Cisco!
+ Cena com a mãe dele foi fofa
+ Viagens no tempo continuam sendo muito legais

O Pior:
- Morte do Eddie. Why.
- Parem de reutilizar coisas que já escreveram
- Barry ter decidido salvar Nora mesmo sabendo das possíveis consequências. Podiam ter escrito de modo que só descobrissem depois, ele ia parecer menos egoísta.
- Barry não ter salvado a mãe e ter tornado tudo isso irrelevante. Eu sei que coloquei como um ponto positivo também, mas é os dois de modos diferentes.
- Toda essa história de buraco negro poderia ter sido abordada melhor
- "Don't Dream It's Over" tocando no casamento muito nada a ver. 
- Apenas esperava mais.


Nota: 7,5

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

domingo, 17 de maio de 2015

Dica da Semana: Ashita no Nadja (anime)


Sinopse: Nadja é uma órfã que vive no orfanato no começo do século XX, em uma certa manhã, ela recebe um pacote de sua diretora que contém uma mala, um vestido de baile e um diário e descobre que sua mãe pode estar viva. Durante a noite, dois homens invadem o orfanato em busca de Nadja para pegar seu broche, fazendo a casa pegar fogo, no entanto, ela é salva por um jovem rapaz misterioso, a partir daí, ela se junta a uma companhia onde começa a trabalhar e também, é claro, para ir em busca de sua mãe.

Ashita no Nadja (ou só Nadja, como ficou conhecido no Brasil) é um anime de 50 episódios. Quem gostava do Toonami, uma “grade horária” do Cartoon Network dedicada a animes como Samurai X, Cavaleiros do Zodíaco, entre outros, vai lembrar-se de Nadja. Talvez seja um dos poucos animes que praticamente grite “INFÂNCIA!”. Os outros, mais famosos, são muito mais conhecidos – e presentes – do que Nadja jamais foi. Mas isso certamente não significa que não foi um anime marcante.

Para quem acha que já ouviu falar, talvez isso ajude a “refrescar” a memória:



Okay. Então... Nadja. O desenho pode parecer um pouco ‘off’ para alguns, sendo bastante simples e infantil. Realmente, não é um dos aspectos mais fortes do anime. Depois de alguns episódios (cada com duração de uns 22 minutos), entretanto, você acostuma. Juro. Particularmente, eu acho fofo. Mais que isso, acho que combina bastante com a trama, em geral.

A história é, a princípio, bem clichê. Ao mesmo tempo, não é. Poderíamos pensar que ela fica no já batido “garota que descobre que é princesa/rica/etc.”, mas enquanto Nadja certamente segue essa linha, o final é diferente do que poderíamos esperar porque Nadja é Nadja... Recuso-me a dizer mais que isso, hahah.


Okay, então, demora um pouco para a história começar “de verdade”. A primeira metade do anime é dedicada à “character building”. Mas, a partir do episódio 25 (aproximadamente), a trama começa a desenrolar. Por incrível que pareça, a história, que, sim, parece bobinha, tem bons vilões e algumas boas surpresas. Os outros personagens têm suas próprias tramas e são bem interessantes mesmo individualmente. E Nadja, é claro, sendo a protagonista possui os maiores “plots” (ex.: achar sua mãe) e a maior parte dos episódios voltados para si, além de conhecer sempre gente muito interessante (tipo, todo episódio). Apesar dos elogios, eu realmente não recomendo esse anime para alguém que esteja procurando por algo muito elaborado ou com um plot mega-super-ultra inteligente. Nadja é um anime descontraído, fofo, sem grandes pretensões – e impossível de não se apaixonar.

As músicas de abertura e encerramento, diga-se de passagem, são lindas. E ficam na cabeça, acreditem. Por vezes, me vejo cantarolando uma delas. Normalmente o encerramento, que acho mais engraçadinho.

Bem, é isso. Nadja. Eu aconselho a ver para quem gosta de coisas gracinhas ^^ Ciao!



Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

sábado, 16 de maio de 2015

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himym teen wolf law and order

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Review: Agents of SHIELD 2x21/22 - "S.O.S." [Season Finale]

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "S.O.S.", exibido no dia 12/05/2015!

jiaying

Sinceramente nem sei como começar a descrever tudo que senti nesse episódio. Com certeza foi ótimo, tivemos muita ação e... bom... mortes. Não entrarei em detalhes agora, mas muitas cenas surpreenderam com certeza. Mas, com as emoções a mil, nada melhor do que começar de onde paramos: Jiaying atirando nela mesma para enganar Skye e começar uma guerra com a Shield. E só digo uma coisa: se achávamos que conhecíamos minimamente a mãe de Skye, estávamos enganados. 

O fato é que, por causa das ações de Jiaying, tudo se torna um caos. Jemma até tenta ajudar, mas todos os agentes acham melhor irem embora da cidade o mais rápido possível, menos Skye, que fica com a mãe. May tenta chegar ao local da reunião para procurar Gonzales, mas tudo é explodido por um avião da Shield (controlado por inumanos). E assim temos Melinda e Skye frente à frente, com Quake bastante revoltada com as "ações da Shield" e começamos a lista de melhores cenas desse episódio. As duas lutam e provavelmente descarregam todas as mágoas. (Mas não se preocupem, no final, sei que elas se entendem). Sou só eu que sempre fico muito incomodada com essas mentiras "perfeitas"? Argh, Jiaying sendo totalmente simulada. Tudo bem, pelo menos quando as coisas acalmam, Skye deduz que deve ter uma explicação para aquilo tudo e sabe que não é do estilo de Coulson fazer aquilo. Jiaying, no entanto, não ajuda em nada, claro, e põe lenha na fogueira como alguns diriam. Ela pede para Skye escolher.

Com uma pequena cena entre Gordon e Jiaying, aprendemos algo sobre a líder: seus poderes envolvem consumir a energia/vida dos outros. É, assim, um poder que só fará o bem, sqn. Enfim, Raina então entra na jogada. Skye pede seus conselhos, mas elas acabam se desentendendo. Agora, com Jiaying, a conversa termina um pouco diferente. Raina sabe dos planos de Jiaying e fala como a verdadeira líder ali seria Skye - de acordo com suas visões -, e então... Bam! Next thing you now, temos a primeira morte do episódio. (E aviso que teremos muitas). Nos últimos momentos, Raina parecia se conscientizar que seria uma guia que protege Skye, ou melhor, "os espinhos que protegem a flor (Daisy)". Achei interessante, mas a verdade é que nunca saberemos se a personagem realmente passou a pensar dessa forma ou era só mais uma de suas  manipulações. Passado o susto, vemos que Skye assistiu (e ouviu?) à tudo e rapidamente entende todo o plano da mãe. Pena que não demora para nocautearem e levarem Skye para uma cela. É, Jiaying está se provando ser a mãe do ano. Uma coisa importante a observar, no entanto, é que dá a entender que Skye tinha escolhido ficar do lado dos inumanos. Ela realmente encontrou pessoas ali com as quais se identifica e percebemos que ela tem o mesmo senso de comunidade e proteção que a mãe, tirando as ideias malucas de guerra e mortes.

bobbi morse
Enquanto isso, temos May e Hunter em uma missão separada de todo o resto com um único objetivo: resgatar Bobbi. Não demora para perceberem sua falta e descobrirem que Kara se passou por May, o que só pode significar uma coisa: Ward está envolvido também. As cenas foram feitas brilhantemente e é nesse núcleo que encontramos outras da lista de melhores. Nossa querida Mockingbird é torturada e segura tudo como se nada estivesse acontecendo. Mas, por que estão fazendo isso com ela, vocês perguntam? Bom, parece que foi Bobbi que delatou um dos refúgios da Shield para Hydra (para ganhar a confiança deles), o que fez Kara ser capturada pela Hydra, desencadeando tudo que já sabemos. Segundo Ward, eles querem suas desculpas, mas Bobbi se recusa com todas as forças. Ela teve que fazer escolhas difíceis e faria tudo de novo. É uma situação bastante complicada, mas, independente de Bobbi ter se recusado ou não, acho ela teria sido ingênua se achasse que eles só queriam isso com ela e depois a deixariam ir embora feliz. Bobbi tenta fugir e, de forma muito badass e habilidosa, quase consegue. E assim é criada mais uma tensão: Ward monta uma arma conectada com a porta para fazer de vitima quem for resgatar a loira. E adivinhem quem está chegando para salvar Bobbi? Hunter. A cada porta que ele abre, sentimos a tensão do possível tiro fatal. Ao mesmo tempo, temos, de forma sincronizada, Ward  atacando o time de May, enquanto Melinda encontra Kara e, de uma forma muito inteligente, a leva para determinado ponto para ser encurralada. Agora, o que não esperávamos mesmo é isso nos leva a próxima morte da noite: Ward esfaqueia Kara achando que é May. Está aí um vilão que vai direto ao ponto, mas, como os escritores não podem deixar May morrer, lá se vai Agente 33.

Mas, cena emotiva mesmo é Bobbi aflita com o fato de Hunter entrar na armadilha armada por Ward. Ela está enlouquecida e no momento do disparo tudo que consegue pensar é se atirar entre a arma e Hunter. Sério, querem gesto maior que esse? Os dois passaram por muitas mentiras e brigas, mas no final vemos o quanto um sente pelo outro. Sei que vocês devem estar pensando que vou falar que essa é a outra morte do episódio, mas fiquem tranquilos: não é. Demora, mas nossa querida Bobbi é socorrida e acorda bem.

Enquanto isso, temos Mack. Pois é, ele não foi embora como imaginávamos. Com a confusão, ele fica para ajudar, e quando a base é atacada pelos inumanos (trazendo Skye junto), ele resolve lutar. Achei o máximo Mack com um machado. Por que você não usa uma arma, homem? Bom, o importante é que ele percebe que Skye é prisioneira e consegue sua ajuda. Seus poderes estão restringidos por um bracelete, mas Skye consegue mandar um sinal de ajuda para Coulson com seus outros "poderes" hackeando o sistema.

coulson fitzsimmonsComo sabem, Cal foi levado como refém e assim que os estranhos acontecimentos ocorrem com Jiaying sendo atingida e o avião da Shield atacando, Coulson logo percebe os planos de Jiaying. É, do jeito que o pessoal está acertando tudo, o plano dela não é tão perfeito assim. Bom, Coulson então resolve interrogar o pai de Skye e tentar extrair alguma informação. No começo, Cal está meio debochado, como sempre, mas Phil começa a entendê-lo e finalmente faz a grande relação entre os fatos: Jiaying era quem manipulava Cal. Era ela que o fazia matar. Por ela. Sim, como eu disse, vamos conhecendo-a de verdade agora. A história faz sentido: depois que foi morta por Whitehall e costurada, ela nunca mais foi a mesma, sempre com sede de sangue e precisando tirar a vida dos outros para se regenerar. Agora já sabem porque Cal atacou uma vila inteira quando Skye era bebê, não é? Gostei da explicação, pegaram um detalhe que já sabíamos e deram mais um significado.

Nesse meio tempo, no entanto, Cal vai à loucura e se transforma em uma forma mais de "monstro". Na verdade, achei que a transformação seria maior, que ele ficaria mais "hulk", mais corpulento; mas só o seu rosto e mãos que ficaram mais deformados. Coulson conversa com Cal, e, depois de mais alguns ataques de raiva, Cal percebe que precisa ajudar a filha e parar Jiaying e seus planos. Então Cal, Fitz e Coulson se preparam para ir para a base atrás dos inumanos, e é aí que temos a cena mais fofa e triste do episódio, featuring Fitzsimmons. Sério, como fazem isso comigo? Jemma aparece falando que queria conversar sobre quando Fitz se declarou para ela. Claro, timing ruim, mas isso significa que ela irá responder àqueles sentimentos. Jemma percebe que pode acontecer alguma coisa grave com o amigo e ela não ter falado o que sente. Ela está meio sem jeito, ansiosa, sem saber o que fazer. Podem pegar seus lencinhos e chorar de felicidade agora. Apesar de vermos o quanto o assunto é delicado e dói nos dois, há também a esperança, e é isso que importa no momento. <3

Relacionamentos complicados à parte, já na base, Mack e Skye se separam. Mack se encontra com  Coulson e Fitz, que têm um plano para prender Gordon. Assim, todos ficam tentando atacar Gordon, mas, sem querer, é Fitz que o atinge. E em cheio. Gordon cai morto e quase deixa cair o cristal azul de Jiaying (estilo Obeslisco que transforma as pessoas em pedra e pó). Se não fosse por Coulson dando um mergulho no chão para pegá-lo, aquele pequeno objeto teria causado um estrago. O problema é que assim que toca no cristal, a mão de Phil começa a se transformar. Solução desesperada? Mack corta a mão de Coulson para impedir que o efeito se espalhe. Ah, agora eu sei para que serve esse machado. Baseado no fato de que poderia ser pior, eu diria que tudo saiu o melhor possível.

mackJá Skye, tenta parar a mãe. Ela tenta conversar, fazer a mãe parar de pensar que causar um genocídio é algo que vai resolver alguma coisa. Como pudemos ver ao longo do episódio, Jiaying parece não ter remorsos, coração, nada, apesar de seus motivos teoricamente serem 'manter sua comunidade à salvo', como diz. Mas a questão é que é a Jiaying sem remorsos que vemos nessa cena. Ela está tão obcecada que começa a absorver a energia de Skye. É horrível pensar que, depois de todos esses anos, Skye pensou ter finalmente encontrado a família e estar em sintonia com a mãe, quando na verdade a própria Jiaying demonstra seus sentimentos de forma tão indiferente. Nos olhos de Skye, vemos sua vida indo embora e possivelmente o simples sonho de ter  um pai e uma mãe também. Mas não pensem que nossa Quake desiste facilmente, ela ataca o carregamento de cristais e distrai a mãe com seus poderes. No entanto, Cal aparece para ajudar a filha; e não é que salva o dia? Ou melhor, poupa Skye de fazer uma decisão difícil: matar a mãe. É, aí está mais uma das mortes da lista.   

No final, vemos tudo ser resolvido da melhor maneira: Bobbi se recupera ao lado de Hunter, Mack fica responsável pela parte de 'tecnologia alienígena' da Shield (nada mais justo que a pessoa que menos confia em Coulson com os objetos de outro mundo cuide deles), May resolve tirar umas férias merecidas (e dá a entender que está feliz e de novo ao lado de Andrew), Skye está no controle de uma operação especial para proteger os inumanos e até Cal recebe um novo recomeço. Quem diria que no final nos simpatizamos mais com ele do que com Jiaying, não é mesmo? Eu com certeza não me via emocionada com a despedida entre pai e filha como fiquei. Em poucas cenas, ele conseguiu mostrar que só era uma pessoas perturbada fazendo maldades em nome de outra pessoa, mais perturbada. Claro que não elimina suas maldades, mas no final ele escolhe fazer o que é certo e é esse tipo de escolha importa. Assim, apesar de acharmos que ele seria preso, Cal acaba se tornando um veterinário sem memórias de nada, graças ao projeto Tahiti. Hm, ok, parece que eles ainda fazem isso.

skye daisy johnson quakeMas vocês perguntam, e o Fitz e a Simmons? Bom, depois daquela cena emotiva de "despedida" e quase declaração dos sentimentos de Jemma, nós teríamos uma continuação disso no final do episódio, não é? Sim, temos uma interação fofíssima entre os dois, quando Fitz tenta discretamente convidá-la para jantar. Vocês sabem o jeito dele, podem imaginar. Até aí tudo bem, mas vocês pensam que tudo vai ser um mar de flores? Não, os escritores tinham que nos deixar loucos de ansiedade, e nos últimos segundos, temos uma surpresa nem um pouco divertida para nós: Jemma é engolida pela massa negra misteriosa que estava estudando. Depois disso só ouvimos um silêncio como se nada tivesse acontecido. Foi tão repentino... Sim. A Jemma. Engolida. Por que??? Não consigo nem elaborar muito, mas só falo uma coisa: não sei como, porque, onde, quando, mas eu acho bom os escritores consertarem isso. E agora. 

Ok. Eu espero até a season premiere. Se quiserem me procurar, estarei contando os dias para isso.   

O melhor
Fitz terminando as frases de Hunter como alusão a sua própria dificuldade superada.
Jemma querendo conversar com o Fitz sobre os seu sentimentos. Não aguento.
May, Bobbi e Skye lutando muito badass nesse finale. Cenas muito bem feitas.
"[Seu nome] é Gordon, não é?" "E você é..." "O cara que mata o Gordon" - Mack
Despedida entre Skye e Cal.
Lincoln percebendo Jiaying passar dos limites e se juntando à May nas lutas.
Skye lutando a inumana que se transforma em quatro. Mais uma para a lista. Além de usar seus poderes.
Bobbi defendendo Hunter.

O pior
Tinham que me deixar ansiosa com esse final, não tinham?
O Ward ficou realmente mal (mau também, diga-se de passagem) com a morte de Kara? E, outra coisa, Grant criando a Hydra de novo? Nooo. 

Nota 9,5

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Review: Castle 7x23 - "Hollander's Woods" [Season Finale]

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "Hollander's Woods", exibido no dia 11/05/2015!

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Uma mulher está sendo perseguida com sangue e machucados em seu rosto, e acaba morta quando bate em um caminhão. Até aí nada demais, mas o que surpreende é o fato de Castle ficar embasbacado com ao encontrarem a vítima. Ele conhece aquelas marcas, e conhece o mascarado que o motorista descreve como a figura misteriosa em torno do local. É, para quem não sabia, finalmente vamos entender um pouco mais do que aconteceu com Castle aos 11 anos - conhecido como 'o  real motivo para Rick escrever. 

Não sei porque, mas tive a sensação de que tudo foi explicado muito rápido, sem exatamente muitas reviravoltas no caso. Pude perceber, no entanto, que houve um foco maior tanto na Beckett e seu exame quanto Castle e seus sentimentos em relação ao trauma mesmo - até a questão de confiança das pessoas à sua volta. Com o reconhecimento e as lembranças de Rick, os passos foram se acelerando e chegaram ao culpado um tanto rápido. Claro, tivemos alguns mistérios em relação à garota morta, suas pesquisas antes de morrer e se haveriam mais vítimas ao longo dos anos que passaram desapercebidas. Mas se tinham, como nunca encontraram-as? Como o serial killer era tão bom em esconder os corpos? No meio do caso, passamos por idosas mortas em suas casas e homens estranhos fugindo e atirando através de armários.

Como eu disse, então, Castle começa a enfrentar essas novas descobertas e acaba reconhece a voz do serial killer mesmo depois de eles terem prendido o suposto culpado. Seria Castle confundindo? Ou seria a realidade? Mesmo sem muito o que fazer e sem muitas pessoas acreditando nele, Beckett acaba dando a ideia de Castle invadir uma fazenda do tal culpado para conseguir provas. Tudo vai por água abaixo e vemos Rick enfrentar seu maior medo e fazer o necessário para sobreviver. A cena é bem feita e fechamos assim mais um capítulo dos mistérios de Castle. Sinto que fiquei um pouco decepcionada porque achei que teria mais a ver com os dois meses de sumiço de Rick, mas enfim... 

Agora vamos à Kate, que não pensem vocês que ficou só no caso nesse episódio não. Como sabem ela se candidatou à posição de capitã e vemos então o desenrolar dessa história. Kate é chamada para uma avaliação de performance e sente que o chamado não é um bom sinal. E realmente não é, ou pelo menos o que achamos de primeira. Kate é recebida com "acusações" e falas dizendo o quanto ela era irresponsável, imparcial e parecia estar à cima da lei. Sério, fiquei tão pasma quanto a Kate nesse parte e só conseguia encorajá-la mentalmente à rebater. E, quando pensávamos que não, ela falou. Seu relacionamento com Castle nunca influenciou em seus critérios como policial e não se arrepende de nada, porque a verdade é que sempre conseguiu botar o bandido atrás das grades. Isso aí, Kate! Mas agora vocês pensam, acho que ferrou tudo, eles não vão gostar que ela tenha falado desse jeito. E é aí que nos surpreendemos! Não é que os dois só estavam testando ela?? Ai, essas pessoas... Lembram do cara do futuro que falou que Kate seria senadora? Pois é, ela, na verdade, não só é qualificada para ser capitã, como querem que ela concorra. 

No final, para alegrar nossos corações acabamos a temporada com as ideias de mudança e fechamos de ciclos da vida. Castle ganha um prêmio por sua vida como escritor e Kate terá um novo trabalho, provavelmente, seja como capitã seja como senadora. Todos estão reunidos, Castle faz um belo discurso (apesar de eu querer que tivesse sido maior) e a vida continua com crimes para serem resolvidos. Para quem esperava algum cliffhanger, not today.

castle*Querem curiosidades? Quem assiste Agents of Shield também pode ter percebido duas coisas: uma é que Tory e Kara (Agente 33) são personagens feitas pela mesma atriz, e a outra é que o hospital em que Castle reconhece a voz do assassino é o mesmo local  que Skye e Bobbi visitam em Portugal no episódio 2x12. 

O melhor
Kate sendo reconhecida por seu trabalho (ignorando o teste por qual fizeram ela passar).
Castle e o mistério do motivo real de escrever revelado.
Discurso final de Rick.
Conversa entre Alexis e Castle, quando ela está insegura sobre não saber que carreira escolher.
Nosso querido "Always" e o famoso balanço fazem aparição especial no episódio.
+ Caskett apoiando e acreditando um no outro. 

O pior
Falam do 'manniversary' de Espo e Ryan, mas não acontece nada. Esperava que houvesse alguma pequena conclusão no assunto.
Caso sem muitas reviravoltas.
Sério que não ganhamos mais nenhum desenvolvimento sobre os dois meses de Castle sumido?

Nota 8,5

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Comecei a me envolver com os personagens de tal forma que só o tumblr faria. 

Review: Arrow 3x23 - "My Name Is Oliver Queen" [Season Finale]

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio de season finale "My Name Is Oliver Queen", exibido no dia 13/05/15.

arrow 3x23

Depois de muito sofrimento, a terceira temporada finalmente chegou ao seu fim! E eu devo dizer que eu até gostei do finale. Uma pausa para todos vocês se recuperarem do choque. Sim, eu gostei! Talvez eu só esteja de muito bom humor depois do trailer de Legends ofTomorrow e a revelação que, yay, a Sara estará de volta!

E, mais especificamente, o episódio ganhou todos os pontos para mim em relação a Olicity. “Mas, Flávia, você vai desconsiderar tudo de ruim que aconteceu só porque Olicity teve um final feliz e fofinho?” O que eu posso dizer, eu sou facilmente comprável. Mentira, não vou desconsiderar nada, continuo revoltada com tudo de ruim que aconteceu na terceira temporada e tiveram vários aspectos desse finale que também não me deixaram nem um pouco satisfeita, mas é só o Oliver dizer que está feliz que meu coração derrete e automaticamente fico feliz também. Mas antes de falar do final, voltemos para o início.

Episódio passado terminou com o casamento entre o Oliver e Nyssa, que se provou ser completamente desnecessário, sendo usado apenas para causar drama e me deixar irritada. Ainda estou esperando algum motivo aparecer para eles terem se casado, aliás, alguém vai me explicar direito se eles ainda são casados aos olhos da Liga, Lei ou sei lá? Eu sei que o casamento foi mais um pacto de sangue do que um contrato legal, mas eu ainda queria que tivéssemos uma explicação melhor do que um comentário da Felicity sobre anulação. Mas ok, por mais que eu nunca vá perdoar os escritores por terem feito essa storyline tão insensível, vou ficar feliz de deixá-la no passado e nunca mais ter que lembrar que isso aconteceu.

O que importa é que agora Oliver, Nyssa, Ra’s e seus capangas estão voando para Starling City com o vírus quando o avião dá problema, porque Oliver o sabotou. Dentre todos os planos do Oliver, esse foi um dos piores, e olha que ele já fez muitos planos ruins, então não foi nenhuma surpresa quando deu errado. O plano dele era destruir o avião e matar todo mundo dentro dele, incluindo Ra’s, o vírus e ele mesmo.

Nem um pouco surpreendente, já que Oliver não perde uma oportunidade de quase se sacrificar; os anos passam, mas o desejo suicida permanece. Só que não só Ra’s não morre, fugindo com o vírus ao usar o único paraquedas do avião (não vou nem comentar sobre a falta de segurança e preparo deles), como Oliver consegue usar suas habilidades de piloto para salvar ele e Nyssa. E agora ele vai ter que se explicar para os amigos que traiu.

oliver and ra's al ghul

Falei na resenha passada que eu queria ver Oliver rastejando para se desculpar, isso não acontece. Ele pede desculpas, vou dar esse crédito para ele, mas é muito breve e mais do tipo “eu pretendia morrer ao invés de ter essa conversa, mas desculpa”. Felicity fica um pouco revoltada com o plano dele, mas não tanto quanto eu imaginei que ela ficaria, porém ela está logo o perdoando, porque esse é o jeito deles. E, além disso, eles têm outras coisas para se preocupar como um vírus em Starling City.

Team Arrow se reúne no prédio da Palmer’s Tech e todos se concentram para resolver o problema. Laurel vai alertar o pai, até mesmo porque já é hora deles resolverem de uma vez por todas esse drama irritante, e depois de uma conversa sobre alcoolismo, Lance volta a ficar mais ou menos de bem com ela, ou ao menos aceitando seus avisos e coordena a polícia para ajudar. Ray está lá replicando a vacina/soro que inocula o vírus e arranjando uma forma de passar para todo mundo, enquanto Felicity e o resto procuram onde Ra’s está. Eles descobrem que Damien está na cidade e provavelmente o plano de Ra’s era matá-lo também, então Oliver resolve achá-lo antes. É claro que não conseguem, e Damien nem dá o ar de sua graça nessa temporada, como eu estava esperando acontecer. Não sei nada sobre ele, mas ele parece chique e é isso que importa em um vilão.

Mas o que eles conseguem é uma dica do Ra’s – gentil como ele é – que o vírus já estava a caminho por quatro veículos diferentes. E muito rapidamente nós descobrimos que a forma de transporte escolhida é por pessoas, que quando o sangue delas é exposto no ar o vírus se espalha. Não sei se isso faz algum sentido cientificamente falando, provavelmente não, mas isso é irrelevante, é assim que funciona. Diggle, Malcolm, Thea, Laurel e Nyssa ficam encarregados de matar os quatro, fazer com que não sangrem e tentar ter o menor número de pessoas expostas. Enquanto isso, Ray e Felicity continuam trabalhando no negócio para inocular as pessoas. Eu pensei que fosse ser um pouco mais dramática toda essa história, mas foi até bastante tranquila, a maior parte até aconteceu fora da tela, na verdade, de tão pouco relevante que foi.

A maior parte do tempo foi focada para Oliver, que é convocado por Ra’s para uma última luta, já que se Oliver não matá-lo, Ra’s vai continuar tentando destruir a cidade mesmo assim. Mais uma vez, é uma boa luta entre os dois, e dessa vez Oliver está mais preparado, não só porque ele teve bem mais treinamento desde a última luta dos dois, mas porque teve um incentivo da Felicity, quando ela fala que ele deveria lutar para viver, não para morrer. Você pensaria que isso era algo óbvio, mas Oliver sempre esteve bastante fixado na ideia de morrer.

O que importa é que depois de uma ótima luta, Oliver mata Ra’s, yay. É isso que eu gosto de ver, vilões morrendo!

Agora uma pausa para relembrarmos meu outro pedido para o season finale que não se concretizou: que a Nyssa matasse o Ra’s. Sim, o Ra’s morrer é meio caminho andado, mas eu pedi especificamente pela Nyssa. Estou bastante desapontada, mas provavelmente não tanto quanto a Nyssa está. Ela merecia a chance de matar o pai depois de tudo o que ele fez. Essa morte digna com direito à reza e tudo que o Oliver deu não foi tão satisfatória quanto eu gostaria que tivesse sido.

malcolm merlyn 3x23

Mas o importante é que ele morreu, justiça foi feita. E logo em seguida os policiais atiraram no Oliver e ele caiu de uma cachoeira. Não sei como é que ele não fica com medo de altura depois de todas essas experiências quase morte. Oliver teria morrido – provavelmente, depois que ele sobreviveu a queda do 3x09 não sei mais de nada – se não fosse a Felicity, que apareceu na Atom Suit do Ray para salvá-lo. Um momento bem Pepper Potts da parte dela. Ray diz que não pode salvar o Oliver, porque precisa priorizar a cidade, mas a Felicity não fica satisfeita e resolve ela mesma salvá-lo, adorei demais isso.

Aparentemente, Ray conseguiu mesmo salvar o resto da cidade, então parabéns para ele, porque na cena seguinte já vemos todos reunidos pós-batalha. É um momento fofinho, em que Oliver reconhece que não poderia ter feito isso sozinho – não sei como isso é surpreendente, visto que a mesma coisa aconteceu nos outros seasons finales. Keep up, Oliver! – e anuncia sua aposentadoria. Depois de três anos salvando a cidade, Oliver considera seu trabalho feito e resolve deixar isso para os outros – Laurel, Thea, Ray e Diggle –, saindo de férias com a Felicity. O único problema é, por mais que o Oliver seja dispensável no momento, como é que esperam que o Team Arrow funcione sem a Felicity? Difícil de acreditar.

Depois de uma temporada inteiro dizendo que não pode ser Oliver e Arrow ao mesmo tempo, ele decide abandonar sua identidade de “Arrow”. Eu esperava que ele aprendesse a lição e percebesse que pode ser os dois ao mesmo tempo, mas acho que vamos deixar isso para ano que vem. Com certeza essa aposentadoria não vai durar muito tempo, e logo o dever vai chamá-lo.

Principalmente considerando a pior decisão que o Oliver já fez até agora: entregar o posto de Ra’s para Malcolm. Sério, Oliver, sério mesmo que você acha que isso não vai eventualmente se virar contra você? Por que não entregar para a NYSSA? Eu venho essa temporada inteira dizendo que a temporada devia terminar com a Nyssa matando o pai e virando o próximo Ra’s, e ao invés disso termina com ela se ajoelhando para o assassino da namorada dela. A única coisa que me consola é saber que a Sara vai voltar a vida em breve (não sei se isso faz parte do acordo do Oliver com o Malcolm ou só um extra, mas é provável). Mas sério, fico feliz que o Malcolm esteja estabelecido como vilão de novo, mas estou com uma raiva imensa do Oliver ter feito isso.

Imagina quão melhor essa temporada teria sido se, ao invés de matar a Sara no início da temporada, ela e a Nyssa tivessem ajudado o Oliver a se infiltrar na Liga, matar o Ra’s e dar o posto para a Nyssa? Bem melhor.

Como Damien já está estabelecido como vilão da próxima temporada, acho que talvez deixem Malcolm retornar como vilão principal na quinta. Se eu pudesse ter o que eu quisesse, faria a próxima temporada ser bem mais light no tempo atual e deixar as coisas pesadas para os flashbacks, já que provavelmente deve ser do Oliver na Rússia e não vai ter nada de light nisso.

Não importa o que aconteça, pelo menos tivemos olicity viajando no pôr-do-sol ao final dessa temporada e isso já foi o suficiente para reconquistar meu coração. E da próxima vez que vermos o Oliver salvando a cidade, ele deve estar oficialmente como Arqueiro Verde, uhul!
 
(Fonte)
É, finalmente podemos dar adeus à essa péssima temporada. Agora só rezar para que eles tomem jeito. Vejo vocês em outubro!  

O Melhor:
+ Olicity!
+ Início do Oliver como Green Arrow, mais ou menos.
+ Ra’s morto
+ Felicity salvando o Oliver
+ Oliver ficando mais sombrio nos flashbacks, aproximando-se de seu estado da primeira temporada
+ Thea vigilante!
+ Quase introdução ao Damien Darhk
+ Gostei bastante do Oliver recitando a frase dele de "My name is Oliver Queen..." ao final. 

O Pior:
- Maseo abandonando a Tatsu assim! Mesmo sabendo que isso ia acontecer, continuou sendo nada a ver
- Malcolm sendo Ra’s. E pio ainda: Oliver possibilitando isso
- Nyssa se ajoelhando pro Malcom, apenas não
- Oliver matando o Ra’s ao invés da Nyssa
- Inutilidade do casamento entre Oliver e Nyssa (Eu sei que isso teoricamente é do episódio passado, mas não superei)
- Palmer Tech explodiu e a Felicity não sabe que é a CEO. Ninguém vai contatá-la?
- Malcolm dizendo que via o Oliver como filho. Hmmm, você TINHA um filho, Malcolm. O Tommy, lembra dele? Você foi um péssimo pai e depois ainda foi responsável pela sua morte? Nenhuma lembrança? Fiquei esperando o Oliver mencioná-lo e nada. Não se esqueçam do Tommy!!

Nota: 8,0
(Estou me sentindo generosa)


Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

 
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