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domingo, 28 de junho de 2015

Dica da Semana: Uma Viagem Extraordinária

Olá! Hoje eu trouxe a resenha de um filme sensível, uma aventura inesperada e que nos prende do começo ao fim, que esteve na minha última lista do Mais filmes em 2015, aqui.  Preparados?

t.s spivet

Aos doze anos de idade, T.S. Spivet é um garoto superdotado, apaixonado por cartografia. Quando ele ganha um prêmio científico prestigioso, o garoto decide abandonar sua família em Montana para atravessar sozinho aos Estados Unidos, até chegar a Washington. O único problema é que o júri não sabe que o vencedor ainda é uma criança.

O que dizer desse filme além de que foi uma bela surpresa? T.S. é fofo demais. Primeiro, somos apresentados a sua vida no rancho e a sua família, tudo narrado por ele em primeira pessoa. Descobrimos que o garoto é tipo um gênio, entendendo sobre coisas muito complicadas e tentando desvendar o mistério do movimento perpétuo. Também vamos descobrindo mais sobre sua família: a mãe é uma pesquisadora de insetos, vivida pela incrível Helena Bohham Carter e o pai, o oposto da dela, é um cowboy de poucas palavras. O menino tem ainda uma irmã, Gracie, aspirante a miss Montana e um irmão, Layton, que descobrimos que morreu por um acidente envolvendo uma arma.


A primeira vista, eu diria que a sinopse cumpre o papel de resumir bem a obra. Entretanto, é impossível não mudar de ideia após assistir, porque não é somente uma história sobre um garoto que abandona a família para correr atrás dos sonhos. No começo do filme temos umas cenas intercaladas entre o presente (quando TS recebe a ligação de Washington) e o passado, quando seu irmão ainda era vivo.e aí é possível notar que apesar de nada ser dito, a morte de Layton abalou profundamente a família, principalmente TS. O garoto na verdade parte em busca de um consolo, de uma válvula de escape. Então eu iria além do que simplesmente definir o filme como "uma road trip de um garoto de 12 anos", eu definiria o filme como profundamente existencialista e que tem como tema central a morte.

t.s spivet
"Como os homens conseguiram criar tantos ângulos certos quando o comportamento deles é tão ilógico e enrolado?"
E sim, um tema tão denso foi tratado com tamanha sensibilidade. T.S pega o trem que previamente já nos é avisado a que horas parte e vai se escondendo até chegar ao seu destino. Conhece pessoas bem legais, que na verdade poderiam ser assassinos ou aproveitadores, como o Ricky, o cara do caminhão que tira uma foto com todas as pessoas que dá carona e  Deux, um senhor que vive nos trilhos de carregamento e que também nos ensina muito. Além de dar sorte com quem cruza seu caminho, também dá sorte em seu aspecto físico. Em uma perseguição, T.S sai bastante machucado, mas eram "apenas" suas costelas, o que não o impede de fazer o discurso. Lógico que os momentos finais são de grande aprendizado para toda a família e para nós, os expectadores.

t.s spivet

Além da morte, também somos surpreendidos com uma paródia das grandes mídias sensacionalistas e claro, como uma crítica.  O longa até me lembrou o Mark do livro "Essa é a mais pura verdade", pelo fato dos personagens serem tão novos e lidarem com a morte e também de que saem em busca de uma grande aventura. De fato, Spivet nos ensina muito com sua jornada e ao final temos aquela sensação de repensar nossos conceitos e atitudes. Vale dizer que o filme tem momentos divertidos e não apenas dramas. A fotografia está belíssima e é impossível não babar pelos cenários. Parabéns ao diretor, que é o mesmo do meu queridinho "O fabuloso destino de Amélie Poulain" (o que explica muita coisa) e ao incrível Kyle Catlett que nos comove a cada cena na pele do sensível, inteligente e adorável T.S. Spivet. Recomendo e muito! Besos.                                           

Lançamento: 6 de novembro de 2014 (1h45min)
Dirigido por: Jean-Pierre Jeunet
Com:Kyle Catlett, Helena Bonham Carter, Robert Maillet e mais.
Gênero:Aventura , Drama , Família
Nacionalidade:França , Canadá




CoisasdaJuuh/ Autora: Juliana Rovere A dica está em um modelo diferente do qual usamos porque foi posteriormente postada pelo nosso site parceiro Coisas da Juuh. A repostagem foi autorizada pelo autor e blog. 

domingo, 21 de junho de 2015

Dica da Semana: Harry e Sally - Feitos um para o outro


É um clássico das comédias românticas. Possui uma das cenas mais icônicas do universo das comédias românticas. Completou 25 anos em 2014. E, mais que isso, popularizou conceitos como "rebound relationship", "high maintenence girlfriend", entre outros. Estou falando, é claro, de:


A premissa do filme é uma simples pergunta: homens e mulheres podem ser amigos? Talvez sim, talvez não. O que realmente importa é que o relacionamento de Harry e Sally se desenrola a partir daí. 

Eles se conhecem quando Sally decide dar uma carona para Harry, então namorado de uma amiga dela. Rumo à Nova Iorque, os dois se desentendem. Anos depois, voltam a se encontrar. Mais uma vez, não conseguem realmente se entender. É somente no terceiro encontro, mais alguns anos depois, que eles se tornam amigos. Sem realmente perceber, porém, eles acabam se apaixonando. É uma típica história de "boy meets girl". Bem, só que não.

Com uma comédia inteligente, e que foge aos clichês o máximo que pode, "When Harry Met Sally" se destaca no seu gênero. Ademais, é impossível não perceber a química existente entre Crystal e Ryan, que dão ao filme grande parte do "quê" de magia que nos encanta. E, por fim, é impossível não se envolver, de alguma forma e em algum grau, com esse longa - ele é real, acima de tudo.

As personalidades opostas e conflitantes de Harry (que é um pouco pessimista) e Sally (que é otimista e animada) dão um ritmo a trama, assim como os momentos em que eles se divertem juntos. As cenas de amizade, para mim, são quase tão preciosas quanto as de romance. Por sinal, o filme não é nem tão cheio de romance assim. Então para quem não gosta de coisas muito "açucaradas", esse longa pode ser uma boa pedida!

Bem, continuando... 

Okay, não tenho mais o que dizer. Bem, só isso: "When Harry Met Sally" me surpreendeu de uma maneira muito agradável. Acho que para uma pessoa que dizia, orgulhosa e presunçosamente, que não gostava de comédias românticas, isso poderia ser uma confissão meio embaraçosa. Mas não para mim. Estou muito feliz de ter sido provada errada. E sabe porquê? Because now I have a whole new world to explore.

And that's freaking awesome. 

Agora, com licença, vou fazer um sanduíche!


Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Review: Game of Thrones 5x08 - "Hardhome"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Gift", exibido no dia 24/05/2015!

hardhome

Eu disse na última Review que “The Gift” tinha sido o melhor episódio da temporada e ainda bem que acrescentei o “até agora”. “Hardhome” veio para acelerar nossos corações, cheio de diálogos inteligentes, situações inspiradas e uma luta épica. Um episódio digno de Game of Thrones!

Começamos com Tyrion (o maior assassino de Lannister da história) e Jorah em frente a Daenerys. O anão mais odiado dos Sete Reinos e mais amado no mundo das séries durante essa temporada, nos deu apenas pinceladas da sua incrível retórica e nesse episódio enfim, vimos ele tendo um diálogo digno da sua personalidade. Sua conversa com a Mãe dos Dragões rapidamente se estabeleceu como um dos melhores diálogos da série e Peter Dinklage não convence só a Rainha, mas a nós também, de que ele será um poderoso aliado para a Targaryen.

cersei lannisterIndo para King’s Landing vemos que nem tudo são flores para outros personagens. O pessoal do High Sparrow continua insistindo que Cersei confesse e nesse ponto, a Lena Headey consegue nos passar muito bem toda a fortaleza da personalidade da Bitch Real. Ela se recusa a confessar e insiste em dizer que a última coisa que a irmã verá antes de morrer será o seu rosto mas, no contraponto dessa fortaleza, vemos a Rainha Mãe se rendendo à toda sua fragilidade humana e bebendo água do chão. A cena provoca um misto de emoções, alguns picos de pena e outros maiores de “bem feito”… Será que as coisas ficarão piores para ela? (ah, vão sim huehuehe)

Atravessando o mar, temos Arya Stark enfim dando início ao seu treinamento. Gostei muito da sua narrativa sobre Lanna, a vendedora de ostras (ela estava muito bonitinha e fofa de trancinhas e saia!) e a montagem que mesclava sua vivência como vendedora e os ensinamentos do seu mestre ficou muito boa! Arya está aprendendo a se tornar uma assassina e estou muito ansiosa para ver o desenvolvimento do seu arco na série, o que provavelmente só acontecerá próxima temporada, já que nessa, tudo que aconteceu com ela serviu mais como um campo introdutório para sua nova vida.

Deixando os cheios canais de Braavos, chegamos nas terras frias de Winterfell, dessa vez, nada demais nos aconteceu em meios as nevascas do Norte. No encontro de Sansa e Theon, ele revela que não matou seus irmãos, pois não conseguiu encontrá-los, enquanto isso, os Bolton planejavam uma emboscada para Stannis. Será que ele chegará ainda nessa temporada para dar uma agitada por lá?

jon snow
E assim, chegamos no maior fucking moment dessa temporada. No mesmo dia em que Jon Snow chega a Hardhome, consegue convencer grande parte dos selvagens a irem com ele para a muralha e enquanto estão se arrumando para a partida, sofrem um ataque dos Outros. É importante perceber como alguns pontos foram muito bem marcados dentro da série: Primeiro temos a confirmação de um vilão, o Rei da Noite, que já apareceu em outra temporada mas não sabíamos se ele era de fato um líder. Segundo temos a confirmação de que o Aço Valiriano não só funciona na defesa contra as armas dos White Walkers mas que também os mata. (!) E terceiro temos a efetivação de uma ameaça, já que agora ficou claro que o inverno está de fato chegando. Com certeza, essa foi a melhor sequência do capítulo e trouxe para essa temporada uma ação que estava em falta. Toda a luta com os wights foi sensacional e a batalha de Jon Snow com um White Walker veio para coroar o momento e nos fazer perder o resto do fôlego. Foi incrível! (Jon Snow sabe algumas coisas as vezes, meus caros).

Enfim, Hardhome foi um episódio que conseguiu genuinamente prender nossa atenção e até lembrar à alguns espectadores desgostosos o porque dele ter chegado até essa temporada, sendo assim, leva uma nota 9,5 e uma grande expectativa para o próximo capítulo, que já pelo nome promete muito. Que “The Dance of Dragons” faça valer e seja tão épico quanto todos os episódios 9 anteriores.

Misturamas/ Autor: Thainá Dayube A resenha está em um modelo diferente do qual usamos porque foi posteriormente postada pelo nosso site parceiro Misturamas. A repostagem foi autorizada pelo autor e blog. 

 
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