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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Review: Castle 8x01/02 - "XY/XX"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "XX" e "XY", exibidos nos dias 21/09/2015 e 28/09/2015!

caskett

Como o episódio foi duplo nessa premiere, resolvi que iria fazer a resenha dos dois juntos. Começamos a temporada com muita ação e fortes emoções, isso com certeza. Beckett está prestes a começar o seu primeiro dia como Capitã e temos uma cena fofa dela com Castle, em que Rick dá um bracelete com "Always" gravado no interior. Fofo. Até aí nós ficamos achando que o máximo de drama do dia de Kate seria lidar com o novo cargo sem Rick ao lado dela. HA, como nos enganamos. 

Castle resolve voltar a trabalhar como investigador depois de um tempo esperando a reforma do lugar. Para sua surpresa, não são só móveis novos que encontra no lugar, mas sim, Alexis atendendo seus clientes. Aliás, preciso comentar que a reforma foi potente: até sala secreta tem agora. Digna de um escritor de mistério. Além disso, adorei ver Alexis mostrando seus dotes. Ela tem toda um conhecimento lógico e objetivo. Acho que cada um tem um instinto diferente ao desvendar as mortes e dramas do episódios, seja Kate, Rick ou, agora, Alexis. Sinto que ela vai ser a parceira do pai durante um tempinho.

Ok, vamos ao enredo. Afinal não fiz drama por nada, mas vou tentar ser concisa. Tudo começa quando Castle encontra a pulseira que deu para Beckett em uma poça de sangue na cena de um crime. Sim, isso mesmo. A partir daí começa a jornada para encontrarmos Kate, o que ela está fazendo e porque não parece ter sido sequestrada e sim fugindo. Percebemos que Castle fica um pouco magoado por Beckett não procurar ele, mas sabemos que seu desejo por encontrá-la, no momento, é maior. 


haley

No meio da busca, ele encontra Haley. Para quem não sabia ela acabou sendo a parceira de Castle durante esses dois episódios, junto com a Alexis. No começo, ela entra na vida deles por coincidência, já que é uma investigadora privada badass que estava procurando os mesmos bandidos que eles; mas depois percebemos que ela tem um coração mole e acaba ajudando Castle. Acho bem interessante vermos como ela fala de algumas realidades e diferenças entre ser um policial e um investigador. Rick está muito acostumado com o estar do lado da lei ao invés de estar por ele mesmo, digamos. Como investigador, às vezes é preciso mentir e quebrar algumas regras. E assim, em dois episódios, já nos apaixonamos pela amizade que ela cria com Alexi - principalmente ao apoiar todas as decisões da ruiva em ajudar o pai e em seguir seus instintos detetives.

Adorei o paralelo entre os episódios. Enquanto um conta a história das versões de Castle, que está totalmente no escuro quanto à verdade dos fatos; o outro conta a história pelo lado de Beckett ao mesmo tempo em que Rick e Alexis descobrem os pedaços do quebra-cabeças. Simplesmente adorei a construção dessa dupla de episódios.

E é ai que vamos descobrindo o porquê de tantos mistérios pela parte de Kate. Tudo está conectado com Bracken. Enquanto estava em Washington, Kate havia feito uma busca por Bracken e, estranhamente, o sistema encontrou um documento censurado o ligando com algo chamado Locksat. E parece que essa coisa é importante porque a partir daí todos os amigos de Beckett de Washington foram mortos de forma suspeita e agora estão atrás do analista que encontrou isso tudo. A partir daí são questões de vida ou morte, vemos o sofrimento de Kate nessa fuga toda. Ela até consegue salvar Castle, quando ele está em perigo, mas é tudo muito escondido. Aliás, ela recebe a ajuda da madrasta de Castle. Sim, isso mesmo, o pai dele é casado com outra espiã e ninguém sabia. Chocada.

richard castle

Não só há toda essa ação como, em parte do episódio, começamos a questionar o quão amigo é o analista  que está junto com Kate, se ele é realmente quem é. E, por muito tempo, ficamos achando que ele vai fazer alguma coisa com ela. Mas é só paranoia, porque o perigo mesmo estava bem embaixo do nariz de Ryan e Esposito quando recebem ajuda de uma agente no caso.

Gostei bastante da forma como o caso se desenrolou, além do formato dos episódios, como eu disse. Acho que o drama foi diferente dos outros. A série, com certeza, evoluiu. Acabamos a série com o assunto mal resolvido. O que nunca é muito bom. A agente que supostamente planejou tudo se mata e eles param de ser perseguidos, mas o buraco é mais embaixo. Mas, você acha que acaba tudo bem e minimamente feliz? Não. Kate resolve que não conseguirá deixar essa história para trás e resolve ir embora da casa dela com Castle. Sim, isso mesmo. Não, não estou brincando.

Sério??! Por que os escritores pensaram nesse final? Ok, faz a Beckett ficar obcecada, mas não isso. É, de todos os dramas que tivemos na vida de namoro e casamento da Kate e do Rick, tinha que ter esse. Argh. O pior foi a Beckett destruída quando saiu do apartamento. Meu coração não aguenta esse tipo de coisa. Senti na expressão dela o quanto aquela decisão estava a machucando. Por que pessoas de filmes e séries sempre tentam resolver os problemas se afastando quando sabemos que nunca dá certo, hein?

Apesar de tudo, acho que é compreensível que Beckett volte a ter as mesmas ânsias em se obcecar por um caso tão próximo de Bracken e sua mãe, além de terem ocorrido mortes. Pelo o que eu li, os escritores querem abordar a seguinte tese: é possível deixar de ser tão obcecado por algo que consumiu a sua vida adulta toda? Kate tem tido a vida perfeita nessa última temporada, sem emoções tão fortes quanto a vingança pelo assassino de sua mãe (tirando o sumiço do Castle, claro). Agora, ela está confusa quanto aos seus sentimentos e sabe que Castle não a abandonará por mais perigoso que seja, por isso ela prefere não envolvê-lo em nada.

kate beckett

Agora, depois desse momento desabafo e da promo do episódio, dá para perceber que essa vai ser a storyline de, pelo menos, alguns episódios; assim como a história da morte da mãe de Beckett e a memória apagada de Rick. Castle vai tentar ganhar o coração de Beckett (que já é dele) com o seu jeito desajeitado de ser e toda a história de Bracken deve continuar por trás da temporada. Rick não sabe exatamente porque a Kate o deixou, mas, mesmo com q pulga atrás da orelha, imagina que a única forma é tentar pegar cada vez mais casos com a Beckett e tentar reconquistá-la. Apesar de estarem brincando com os nossos sentimentos, os escritores falaram que se os fãs passarem por isso, serão recompensados. E tem mais! Fico mais calma ao saber que essa história não vai durar a temporada inteira, só meia. Lá para o sexto/sétimo episódio devemos ter alguma coisa resolvida. (Por favor, digam que sim).


O melhor
Adorei o novo estilo de Alexis: cabelo novo e roupas mais arrumadas e profissionais, mais determinada e independente do que nunca.
Estilo dos dois episódios. <3
Amizade e apoio entre Haley e Alexis.
Cena fofa de Caskett (Castle + Beckett) no começo do episódio.
Reencontro de Kate e Rick. "Só me beija, Castle."
Esposito e Ryan brigando pela mesa da Beckett.
Discurso da Kate no final, finalmente na posição de Capitã.

O pior
- Todo mundo falando para Beckett que Locksat "é muito maior do que ela poderia imaginar". Argh, parem de botar medo, já entendemos.
- Separação da Kate e do Rick. Wtf, precisava mesmo? 

Nota: 7,5 (não sei como se sinto sobre o final nem se vou gostar o que eles vão fazer, mas vou tentar confiar)

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Review: The Middle 7x01 – “Not Your Brother's Drop Off”

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Not Your Brother's Drop Off", exibido no dia 23/09/2015!


Em primeiro lugar, os fãs de The Middle podem ficar tranquilos. A família Heck continua completa. No primeiro semestre deste ano, foi divulgado que o ator Charlie McDermott, que espetacularmente dá vida ao exagerado e teatral Axl Heck, iria deixar o seriado para estrelar um programa próprio, chamado Super Clyde.

Super Clyde já havia ganhado um piloto em 2012, com o ator Rupert Grint (o Ron Weasley, da saga Harry Potter) no papel principal, mas da mesma forma como ocorreu neste ano, o seriado não foi selecionado para ganhar as telas. É uma notícia triste para McDermott, que teria aí uma grande oportunidade de alavancar sua carreira, mas uma excelente notícia para The Middle, já que sua saída iria abrir um rombo impossível de ser preenchido.

Passada a crise, The Middle estreou sua sétima temporada já trazendo uma grande mudança: Sue Heck chega à universidade. No final da sexta temporada, soubemos que a persistente e quase sempre fracassada Sue havia tentado adentrar em uma infinidade de universidades, incluindo a mesma East Indiana State onde seu irmão Axl estuda já há algumas temporadas. Não é preciso nem dizer que, para desespero de Axl, é justamente nesta instituição que Sue é aceita.

frankie

The Middle sempre foi um seriado focado na família e sua relação muitas vezes conturbada. Um dos grandes diferenciais da série, por sinal, é trazer para uma comédia situações muitas vezes inexistentes em outros seriados cômicos, como a falta de dinheiro, o fracasso e a decepção da vida.

E neste aspecto, esta première acerta em cheio ao trazer alguns conflitos familiares divertidos e igualmente angustiantes, como o de Frankie, a mãe vivida pela sempre excelente Patricia Heaton (de Everbody Loves Raimond), que simplesmente não consegue sentir tristeza alguma em ver sua filha indo para a universidade, e precisa fingir que esta emocionada para não magoá-la.

Em outro aspecto, para Mike, o pai, aqui o sempre expressivo Neil Flynn (de Scrubs), o sentimento é muito mais sutil, e sendo ele um personagem avesso a sentimentalismos, acaba expressando sua tristeza ao encher Sue de tarefas e aprendizados que a tornarão ‘apta a viver sozinha’, como configurar um interruptor ou trocar o pneu de um carro.

mike and sue

Sendo o grande foco do episódio, Sue vive sua própria pequena crise. Logo nas primeiras cenas, fica um tanto evidente que a atriz Eden Sher, ela própria uma pequena perola, com sua atuação humana e carismática, está usando uma grande peruca. E isto é rapidamente explicado, já que Sue acaba queimando seu cabelo com uma chapinha comprada de segunda mão (eis a questão financeira aí), e é obrigada a cortá-lo, dando à personagem não somente um visual repaginado e moderno, mas que simbolicamente acaba a ligando ainda mais à Frankie, numa analogia sutil ao fato de que está enfim amadurecendo.

Axl, que sempre traz diálogos inspirados com seus ataques de ‘estrelismo’, típico do filho mimado mais velho que teve seu reinado ameaçado pelo surgimento de novos irmãos, tem seu melhor momento em uma tirada irônica quase ao final do episódio. Mas para quem questionava a importância de McDermott no elenco, basta ver sua primeira cena, quando o ator usa toda a sua expressividade para explicar porque não quer ir com a família levar sua irmã para a faculdade.

Sobra o pequeno Brick (Atticus Shaffer, para variar, também ótimo), que sendo o único filho a ainda morar com os pais, vai provavelmente aparecer bastante nesta temporada, e que justifica não ter muitos momentos neste primeiro episódio, com uma subtrama própria bastante fraca, que traz de volta sua esquisita namorada.

heck family

The Middle, assim, continua entregando exatamente a fórmula que o tornou um sucesso: foco na relação familiar, com atuações primorosas, abordando questões simples e universais. Também há a clássica cena no carro, que simplesmente resume de forma ímpar toda a singularidade do seriado. Bem como a de certa forma triste cena final, onde Sue espera toda entusiasmada para ver quem será sua colega de quarto, e ninguém aparece.


O Melhor
+ Axl explicando porque não quer ir com a família levar as coisas da Sue para a universidade.
Frankie fingindo estar chateada para não magoar a Sue.
+ O cabelo novo da Sue.
+ Os diálogos em walkie-talkies durante a viagem com dois carros.
+ Axl dizendo que tem um novo ‘momento da Sue’ favorito.
+ O monólogo emocionado da Frankie.
+ Sue dizendo que o Axl roubou todas as emoções da Frankie.

O Pior
- A peruca usada pela atriz Eden Sher no começo do episódio era tão evidente, que ficou meio óbvio que algo iria acontecer.
- A subtrama do Brick ficou meio negligenciada dentro do arco do episódio, além de ser bastante fraca.

Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

Review: Once Upon a Time 5x01 - "The Dark Swan"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Dark Swan", exibido no dia 27/09/2015!

regina hook

Tudo começa com flashbacks: Emma pequena recebendo o aviso de um estranho para não arrancar a espada do Rei Arthur da pedra; e o próprio Rei Arthur e seus fiéis escudeiros encontrando a espada com um pedaço faltando. A transição a partir daí é feita brilhantemente: a espada é completa com a adaga do Dark One. Em poucos minutos já podemos deduzir que a origem do Dark One é a partir da espada de alguma forma. Como os spoilers mesmo falaram, ai está o começo da nossa jornada para saber a origem de todo esse mal e gerações de Dark Ones.

E assim começa a aventura para encontrar Emma. Nosso querido Killian assume a liderança e pega a adaga tentando trazer a amada de volta, como quem viu o vídeo promocional já sabia. Nada dá certo. Regina, então, deduz que Emma não está em nenhum mundo, já que não está respondendo. Isso é interessante. Seria um universo alternativo? Ok, prometo não viajar muito. O fato é que o Aprendiz dá a solução - mas não comemoremos, já que nada nessa vida é fácil. Zelena é a única que pode usar a varinha que ele os entrega para abrir o portal que os levará até Emma. Acho legal destacar como é um momento importante para Regina. Por mais que já fosse senso comum que nossa Evil Queen não é mais tão 'evil'/má assim, Regina não poder usar a varinha com magia negra foi um marco. Principalmente com Emma em sua transição oposta. É, Regina está oficialmente no lado 'claro' da força.

A partir dai, temos um problema: Zelena não é a pessoa mais fácil de lidar no mundo. E Regina logo desiste da ajuda. Claro que Hook não se deixa abalar e forma um plano com Henry. É, acho fofo ver os dois trabalhando juntos com o objetivo de salvar Emma, mas... o plano não dá muito certo. Killian até fica esperto no começo, mas Zelena tem seus truques e consegue fugir. Não preciso nem falar da bronca que Regina dá em Hook, não é? Aliás, os dois ficaram trocando alfinetadas durante boa parte do episódio, o que é divertido. 

É Snow que decide que chega de briga. Precisam se manter unidos por Emma. Como sempre, tudo parece perdido e Zelena chantageia a todos para ter o controle da varinha. Por um momento até achamos que ela venceu, mas claro que Regina consegue dar a volta por cima. Sério, como não amar o relacionamento dela com a Emma em que as duas se sacrificam uma pela outra, depois de toda história de rivalidade que têm?

Assim, todos resolver ir atrás de Emma. E devo dizer que vai muita gente. Até Leroy e alguns dos outros anões decidem que cansaram de ficar de fora das aventuras e que vão lutar por Snow. Não só isso, como vemos Henry cuidando de Roland e tudo, quando o portal é aberto. Fofice dupla. 

dark swan rumple

Enquanto isso, nossa querida Emma luta contra a escuridão em si. Ela aparece em uma floresta sozinha. Até aí tudo bem. A surpresa? Rumple também está ali. Bom, não o Rumple de verdade, mas o espírito de todos os Dark Ones que se encontra na forma dele. 

Primeiro de tudo, parabéns a Jennifer Morrison pela atuação. A confusão interna de Emma fica bem clara em seu rosto. Todas as dúvidas e medos são muito bem expressados. Podemos ver o quanto ela se recusa a fazer qualquer mal, mas, mesmo com todo o esforço, ela não tem muito controle de seus impulsos. Rumple é como se fosse um tutor de Emma; e, nesse episódio, ela já aprende até alguns truques como aparecer nos lugares magicamente só por pensar neles. Típico de Rumple, ele começa a enganá-la aqui ou ali para fazê-la usar sua magia negra, e a leva a disputar um 'sussuro' (mágica que responde qualquer pergunta que a pessoa tiver) com ninguém menos ninguém mais que Merida.

Preciso fazer uma pausa para comentar sobre a personagem. Primeiro, ainda não vi Valente (me julguem) e não sei a história em seus detalhes, mas gostei das referências, foram claras e até engraçadinhas. Segundo, adorei o sotaque escocês. Acredito que a atriz tenha sido uma ótima escolha para o papel. Podemos ver a personagem nela com seu jeito determinado e independente, com sua vontade de salvar os irmãos e sua autoconfiança. Por último, achei legal vermos o senso de generosidade e empatia que Merida nos passa ao dar uma chance de Emma ter o 'sussurro'.

merida

Como falei então, Merida acaba entrando no caminho de Emma e testemunhando seus relapsos em direção à escuridão. Mas Emma está indo bem, resolve não roubar ou lutar com Merida e as duas decidem viajar sozinhas... Até que Rumple, é claro, volta a importunar Emma dizendo que não há como as duas usarem a mágica do 'sussuro' e que se, Merida o usar, Emma só terá direito a sua vez se matar a ruiva. Pausa dramática.

Claro que Merida não é boba e ouve os dois conversando (ok, na verdade é Emma falando sozinha), e se manda. Como sabemos que fugir de um Dark One não é fácil assim, Emma logo está frente a frente com Merida. Tudo na cena parecia induzir Emma a se deixar levar pelos incentivos de Rumple e matar Merida, com as flechas sendo jogadas em sua direção. Por fim, Emma arranca o coração de Merida e ficamos no perigo eminente de que ela irá esmagá-lo. Nesse momento podemos perceber que os poderes da Emma são gigantes. Ela poderia muito bem ter feito o que quisesse esse tempo todo, mas não, ela segura esses impulsos com todas as forças. Mas agora ela está no limite.

Com as duas histórias se conectando, não há momento melhor para os Charmings aparecerem e impedirem Emma de ir para o mal caminho. A verdade é que quem salva o dia é o Killian, de certa forma. Ele consegue conversar com Emma e, depois de muito esforço, fazê-la voltar para si. Amei a interação entre os dois, além de Emma abraçar sua família e ver o quanto todos que foram para lá se importam com ela. Dá para ver o quanto Emma parece esgotada e ao mesmo um certo alívio em seus olhos quando ela vê todos a sua volta. Ela não está mais sozinha com seus próprios pensamentos. Terá ajuda para lutar contra seus monstros interiores. Por isso que Emma dá sua adaga para Regina. Ela confia que Regina fará a coisa certa quando for necessário. Haja confiança para dar essa responsabilidade sobre você para a outra pessoa dessa maneira, mas como Emma disse: ela salvou Regina, agora Regina precisa salvá-la. <3

regina charmingsAlém disso, temos mais uma cena entre Emma e Merida, antes da ruiva sumir floresta a dentro. Admito que a "reconciliação" entre as duas pareceu forçada quando Merida diz que Emma a lembrou de como tem mal nela mesma e que tentará ser mais piedosa. Mas, não pude resistir aos comentários de Merida ao fato de que será piedosa, mas nem tanto. 

Para finalizar, Emma e comoanhia encontram o Rei Arthur, ou melhor dizendo, ele encontra eles. Parece que a chegada de todos já era esperada. Merlin fez essa profecia. A ironia do destino? Emma precisa encontrar e salvar Merlin para que ele possa salvá-la.

E assim, somos apresentados aos acontecimentos de seis semanas depois, mas, acredite, não fomos os únicos com a sensação de que esse tempo não aconteceu. Todos só lembram de entrar em Camelot e aparecer em Storybrooke novamente. Pois é, memórias apagadas de novo. Yay. Admito que, em geral, ficaria incomodada com essa história de novo, mas os escritores de Once conseguem me surpreender e inovar quando fazem isso. 

Devo dizer que achei inteligente a escolha de nos mostrar a Emma como Dark One no futuro, sem sabermos o que a fez abraçar a escuridão completamente. Já sabíamos que uma hora isso ia acontecer, então não era nenhuma novidade. Aliás, o episódio todo nos dá um pouco de ansiedade em descobrir em que momento Emma se tornaria o Dark One, achando que poderia ser a qualquer momento. 

dark swan

Provavelmente teremos flashbacks do tempo em que o pessoal ficou em Camelot, então vamos acompanhar a transição aos poucos enquanto a vemos má. Vai ser interessante.


O melhor
Discurso de Hook sobre como heróis e vilões se uniram por causa da Emma.
Emma comentando que onde Merida mora não é o único lugar em que não gostam das mulheres no poder. Obrigada pelo adendo, Emma linda. 
Robin reconheceu a Zelena quando ela tentou enganá-lo! Ponto para ele!
Troca de olhares de agradecimento entre Snow e Regina. Fofas. 
Comentário cansado de Snow sobre as memórias apagadas: "de novo?"
Merida.
Amei a rosa de Bela e a Fera. A pergunta é: a Belle ficou carregando isso o tempo todo?
+ Emma confiando sua adaga a Regina. 

O pior
Tive receios de que Merida só duraria um episódio. 
Fiquei confusa: o Lancelot apareceu, mas a Snow e o Charming não lembram dele, e vice e versa? Como está essa linha do tempo, produção?
- Qual foi do Hook resolver chamar a Regina de Majestade o episódio inteiro?

Nota: 8,0

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

domingo, 27 de setembro de 2015

Dica da Semana: O Alienista

Marcado pelo determinismo típico de sua época, "O Alienista" tem como personagem principal o Dr. Simão Bacamarte, formado em Coimbra e Pádua, que volta ao Brasil nos seus trinta e quatro anos. Casa-se com D. Evarista, que não era bonita, mas tinha os atributos físicos de uma mulher fértil. D. Evarista, porém, não engravida. Simão Bacamarte, então, resolve dedicar sua vida à uma causa maior: a medicina psiquiátrica. Assim, ele cria a Casa Verde, sanatório onde seriam tratados os loucos de Itaguaí.

Machado de Assis

Além das questões sobre a tênue linha entre sanidade e loucura e a existência de alguém realmente são, pergunto-me também se não existe uma pequena alfineta na própria ciência. Uma inquisição do quão confiável ela realmente seria, se me permitem. Just a thought. Pois bem, com uma narrativa fluída, irônica e cheia de humor, "O Alienista" trata do tema da loucura numa sociedade repleta de máscaras e dissimulações. É, de certa forma, similar à "Don Juan", de Molière, nesse aspecto. 

No que diz respeito ao livro em si, não há muito mais o que dizer sem estragar a história, para ser honesta. Eu poderia compartilhar com vocês que “O Alienista” é um dos meus livros favoritos de Machado de Assis e que, como muitos clássicos, ele possui diversas reimpressões de várias editoras e  todas custando bem baratinho. Eu comprei uma da Martin Claret que é linda! Mas tem da Saraiva, da L&PM, da Penguin, entre muitas outras - disso, não há duvida!

Machado de Assis


Pocket Book é tudo de bom (Dica #2).

Bem, é isso. Foi pouquinho, eu sei. Mas - gente - Machado. Se eu me aprofundasse mais, não sei se sairíamos daqui hoje. Afinal, Machado de Assis não foi só escritor. Foi jornalista, cronista, contista, crítico literário e mais um monte de coisa. Ele deixou uma coleção de nove romances, duzentos contos, cinco coletâneas de poemas e poesias e mais de seiscentas crônicas. Isso para não falar que foi ele quem fundou a Academia Brasileira de Letras... Gente... Gente! Ok. Tá decidido. Farei mais dicas sobre Machado.

Vocês me acompanharão nesse jornada, certo? Certo. 

Vamos descobrir o maravilhoso mundo do Bruxo do Cosme Velho, pessoal! 

Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

WTF is... Narcos?

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers da série.


É, meus caros, leitores. Mais uma série épica feita pelo Netflix e devo dizer que dessa vez ela se superou!

Uma série onde estão reunidos atores como Pedro Pascal e Wagner Moura e que é dirigida por ninguém menos que José Padilha (Tropa de Elite) não podia ser menos que épica, né? 

E por falar no Wagner Moura, que atuação, hein? O cara é um gênio! Ele conseguiu se transformar fisica e mentalmente no seu personagem. Todo aquele olhar intimidador, aquela ameaça silenciosa, tudo isso funcionou muito bem. Acho que foi uma ótima escolha para o elenco, principalmente para o seu papel. 


No elenco temos Pedro Pascal, que já fez séries como Game Of Thrones e em Narcos ele interpreta Javier Peña, agente do DEA. Eu gostei muito de seu personagem na série, e Pascal caiu perfeitamente em seu papel por ser extremamente carismático. Peña é um dos agentes encarregados de capturar Pablo Escobar, ao lado de seu parceiro Steve Murphy (Boyd Holbrook), que na minha opinião é o melhor personagem da série. 

Murphy é meio que o protagonista, muitos podem dizer que é o próprio Escobar, porém no meu ponto de vista é o Steve Murphy pelo fato de ter mais cenas que o Escobar e também porque a série é toda narrada por ele, tudo se passa pelo seu ponto de vista, assim como acontece em Tropa de Elite.

Isso caiu muito bem em Narcos, essa pegada de "Tropa de Elite" na série. Você assistir a série toda pelo ponto de vista de um agente do DEA, onde ele presencia todo aquele conflito com a CIA, as ameaças de Pablo Escobar, todas as táticas usadas para conseguir a sua captura, tudo isso contribuiu para uma narrativa impecável. 


Um dos pontos positivos é que a série vai além da vida de Pablo Escobar, ela conta muito da história política da america-latina, e como eu disse, os conflitos internos entre o DEA e a CIA e também, para deixar tudo um pouco mais realista, são usados clipes reais que foram incorporados à narração.

A série é bem ampla em sua trama, onde não vemos apenas o governo contra Escobar, mas também outros lados como o Cartel de Cali que acaba se tornando mais uma preocupação para Pablo, o grupo de guerrilha M-19 que também dá o que falar na série, a tentativa de Pablo à se tornar presidente da Colômbia, a trama envolvendo personagens como os irmãos Ochoa, Horatio Carrillo, a repórter Valeria Velez, Gustavo, primo de Escobar, e por isso a série te deixa preso à cadeira, não se torna cansativo, te deixa tenso e a cada episódio você fica mais ansioso para o próximo.

E assim é Narcos, uma série feita pela Netflix, onde retrata a vida de Pablo Escobar, toda a sua carreira no mundo do narcotráfico, a história do famoso Cartel de Medellín, uma temporada composta de 10 incríveis episódios e que vale muito a pena ver!

Fica aqui o trailer da série para os curiosos: 



Lucas Rodrigues Atualmente servindo o exército brasileiro. Pode-se dizer que vivo e respiro séries, livros e filmes.  

domingo, 13 de setembro de 2015

Dica da semana: SimCity - Build It

E aí, gente? A dica dessa semana é um jogo! Da EA Games, para ser mais exata. Alguém arrisca um chute? Não, não é The Sims. Nem aqueles 'Tycoon' legais para caramba. Alguém? ...Não? Ok, lá vai então:

EA Games

SIMCITY! Parabéns para quem adivinhou. O jogo já é um sucesso da EA, tendo sido lançado lá na década de '80 (a versão para iPad é, obviamente, bem mais nova), então imagino que não tenha sido muito difícil para quem conhece, né? Mas, vamos lá!

Podendo ser considerado como um dos jogos mais famosos de simulação - senão 'o' mais famoso -, SimCity permite que você administre uma cidade. O objetivo? Fácil: garantir seu sucesso. Com gráficos excelentes e fácil usabilidade, SimCity consegue fazer com que você perca a noção do tempo conforme vai construindo edifícios, melhorando residências, decidindo quais peças produzir nas fábricas e manter seus cidadãos felizes.

A felicidade dos residentes de sua cidade, por sinal, é muito importante no jogo. Os impostos que você obtêm são baseados nisso. Além do quê, de que adianta ter uma cidade na qual as pessoas são infelizes? Not cool.

EA Games

Como todos os jogos para iPad, que é a plataforma que eu mais uso para games, SimCity pode ser obtido na AppStore por um grande total de 0 (zero) dólares. Isso mesmo, é grátis. Claro, como vários jogos que também são 'grátis' existem compras dentro do app. Ainda não cheguei tão longe ao ponto de determinar se isso interfere ou não na usabilidade do game, fora a aceleração de tarefas (similar a Clash of Clans), ou o sucesso do jogador. Duvido, porém. O motivo? Bem, imagino que as pessoas não jogariam tanto se isso acontecesse. E SimCity também não teria tantas 'estrelas' e downloads nesse caso. Ou comentários positivos.

Por sinal, é sempre bom levar o opinião dos usuários do game em consideração. Às vezes, pode te salvar de uma furada.


Continuando... Fora os gráficos - e eu sou extremamente chata com isso - e a usabilidade, vocês poderiam me perguntar: Quê mais? Bem, EA Games possui a terrível e, ao mesmo tempo, incrível habilidade de criar jogos viciantes. Só isso, no entanto, não é motivo para se baixar um jogo.


EA Games

SimCity é um jogo de simulação, que são meus favoritos, e tem um objetivo. Mas, como é um jogo que pode ser conectado a sua conta de facebook, é esperado que você jogue SimCity com seus amigos. Assim, eles podem te doar itens ou fazer trocas/compras entre suas cidades, entre outras coisas. Obviamente, seu progresso no jogo pode ser acelerado com isso. Aquele negócio de "uma mão lava a outra", sabe? Isso também faz com que seu objetivo seja ter uma cidade melhor que seus amigos.

Problema: se você não tem amigos jogando com você, você não tem com quem comparar sua cidade e acaba, assim, ficando sem esse "incentivo extra" de ser o melhor. Ainda assim, não é nada que realmente atrapalhe - mas o jogo pode acabar ficando um pouco chato.

EA Games

Embora eu seja suspeita para falar, já que gosto de jogos de simulação e da EA, recomendo SimCity para quem curte o estilo. Ou até para quem só quer um joguinho para se distrair algumas vezes por dia. Juro que os cidadãos não são tão carentes quanto os Sims (de The Sims).

Por sinal, se alguém quiser um coleguinha para SimCity, podem me chamar. Sou super bacana e gente boa, ok?

Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Spoilers com os criadores de Once Upon a Time

E estamos de volta! A EW é sempre uma ótima fonte e dessa vez conversou com os criadores da série. Por isso, temos mais algumas novidades sobre o que vai acontecer! Isso tudo para completar nossa lista de spoilers sobre a Emma, Merida, Rumple e etc.

dark swan

EW: Só para deixar claro, quando a série voltar, a Emma vai ter oficialmente sucumbido às trevas?
Edward Kitsis: Parte do que vimos acontecer com Rumpelstiltskin foi sua luta interna, e vemos as trevas o consumirem. Nós vamos ver a mesma coisa com Emma. Vamos ver ela luta contra toda parte má dentro dela, e vamos ver o que acontece. E quem sabe, se viram o vídeo da Comic Con, a pergunta que estamos fazendo à todos é o que a levou até lá?

Antes a pergunta parecia ser "Para onde a Emma foi?", mas será que deveríamos nos perguntar para quando ela foi?
Kitsis: Não é uma questão de quando.
Adam Horowitz: Nós não vamos mexer com viagem no tempo. Já experimentamos isso e foi divertido.

Isso só intensifica a confusão sobre a foto (acima) da Emma com Rumple.
Kitsis: Eu sei. Como o Rumple pode estar lá, certo? Por que ele está atrás dela, e por que nós liberamos essa imagem, "Se você vai ser o Dark One, precisa aprender com o melhor"? Eu diria que todas essas perguntas vão ser respondidas na premiere. Emma é como a Dorothy nos levando para Oz na primeira temporada. Emma irá nos levar até o Dark One e toda a mitologia por trás, e, na primeira metade da temporada, vamos aprender sobre quem foi o Dark One original, por que eles fazem 'tique-taque' e por que existe um Dark One para começar.

Vocês diriam que essa Dark Swan é diferente do que conhecemos da Emma?
Horowitz: Eu diria que a Dark Swan é uma extensão de Emma e uma exploração de quem ela é. Assim como quando Rumple se tornou o Dark One, isso se tornou uma extensão de suas falhas, trejeitos e forças que ele tinha.
Kitsis: Ele era um covarde, e a adaga o deu a liberdade para ser poderoso.
Horowitz: Emma se tornar Dark Swan foi uma ótima oportunidade para nós explorarmos quem ela é nas camadas mais profundas e ver como esses ganhos vão ser explorados de determinado jeito. É isso que as trevas fazem com você. Ela pega quem você é e distorce isso, e é assim que veremos a Emma.

captain hook killian jones

Vocês podem falar um pouco sobre a discussão sobre quem deverá ter a adaga?
Kitsis: Eu diri que quem confia em você com a adaga é uma coisa interessante. Você quer confiar na pessoa que pensa no melhor para você, mas com nesse mesmo aspecto, quem você acha que tem a habilidade de 'desligar a máquina'? Ou seja, quem é a pessoa que vai fazer a decisão certa na hora certa. A Emma é a Dark One, então ela dá a adaga para...
Horowitz: Ou quem pega a adaga. 
Kitsis: ...Ou quem pega a adaga tem muito significado e emoção, mas também tem a praticidade ali.

A transformação de Emma pode levar Hook a se voltar para as trevas também?
Horowitz: Bom, com certeza tem uma parte má em Hook que se conecta com as trevas que estão tomando conta de Emma, e isso é algo que ele entende mais do que muitos outros.
Kitsis: Mas eu diria que o foco dele no momento é salvar a mulher que ele ama. Uma coisa certa é que ele passou 300 anos tentando matar Rumple, então Hook não vai desistir tão facilmente, ele não mudaria tão facilmente.

Como a Snow White e o Charming vão lidar com a Emma se tornando má? Isso irá causar alguma pertubação na relação entre os dois?
Kitsis: Ah sim, e como. Pela primeira vez desde a primeira temporada, nós vamos ver os dois discordando sobre a melhor forma de salvar sua filha. E será como qualquer família: quando você não sabe como salvar a criança, isso causa muito estresse em casa.

A Emma vai querer se vingar das pessoas que fizeram mal para sua família no passado? 
Kitsis: Ah, eu não sei se ela vai se vingar das pessoas que fizeram mal à sua família assim como, talvez, a sua própria família pode ter feito mal à ela.


Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Nova promo e imagens de Once Upon a Time

É, pessoal. A 5º temporada de Once Upon a Time está para voltar e nada mais justo do que a nova promo da temporada. 



Junto com a promo, foi divulgada também o pôster da Emma sucumbida pelas trevas. O título do pôster é "The Dark Swan". 

dark swan

E tem mais! Foi confirmado que a atriz Meghan Ory vai voltar para alguns episódios essa temporada. Sim, a Ruby está de volta! Não devem explicar o sumiço da personagem, mas, independente disso, será ótimo ver a cara dela na série de novo! 

Com essas novidades e os spoilers que já tinham saído, parece que essa nova "Emma das trevas" dará o que falar nesta temporada, né? Diga-nos o que vocês acham, suas expectativas para a nova temporada. 

A 5º temporada de Once Upon a Time estreará dia 27 de Setembro nos Estados Unidos. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

WTF is... Bojack Horseman?


O Netflix conseguiu duas proezas tão grandiosas e saborosas, que me surpreende encontrar qualquer pessoa que ainda não tenha se apaixonado pelo serviço. A possibilidade de se assistir a qualquer programa, a qualquer hora, onde quiser, é evidentemente uma delas, que se espalha em proezas correlatas, como memorizar exatamente em que ponto você deixou um filme, uma série, ou quantas coisas você estiver assistindo, para que possa terminar de assistir em outro horário. A segunda delas é a total liberdade de comerciais.

E sem essa necessidade de se manter através de contratos publicitários, a Netflix é livre para criar seus próprios seriados, que ficarão livres de qualquer restrição que os deixariam de fora de redes de televisão por não atraírem os consumidores X ou Y em potencial. É essa necessidade que tecnicamente permite, por exemplo, que um programa que não dê muita audiência, e não seja particularmente apreciado, continue no ar por atrair exatamente aquela classe social almejada por determinado anunciante.

E foi dessa deliciosa liberdade artística que nasceu o desenho Bojack Horseman, um dos mais inovadores e surpreendentes expoentes do entretenimento moderno. Se por um momento a figura de um cavalo falante, com corpo de homem, pode não passar muita confiança, assegure-se que é mero detalhismo estilístico.


Bojack Horseman poderia facilmente ser um seriado com atores reais, de carne e osso, todos humanos, interpretando humanos, e não haveria mudança alguma no contexto do show. Entretanto, ao usar um desenho e animais antropomórficos, o seriado consegue captar ironias de forma maliciosa.
O seriado gira em torno de Bojack Horseman, um cavalo de meia-idade que ficou famoso ao estrelar o seriado de sucesso Horsin’ Around, cancelado há 20 anos. Desde então, tendo amealhado uma boa fortuna, Bojack vive sem trabalhar, em sua belíssima mansão localizada em um morro bem em frente ao letreiro de Hollywood.

Em seu sofá vive o drogado Todd (voz do ótimo Aaron Paul, de Breaking Bad), que acabou dormindo ali após uma festa e nunca mais foi embora. Bojack é agenciado pela workaholic agente Princess Carolyn, uma gata rosa com quem mantém um conturbado relacionamento amoroso.

A primeira temporada possui um arco bem definido. Após fechar contrato para publicar sua autobiografia, Bojack se encontra em dificuldade para iniciar o texto. Seu agente literário, o endividado e sempre à beira de um ataque de nervos Pinky Penguin, o convence a contratar uma escritora fantasma, Diane Nguyen. Ela é namorada do sempre positivo Mr. Peanutbutter, um labrador amarelo superfeliz que estrelou, também nos anos 90, um seriado exatamente idêntico ao de Bojack, que o despreza desde então.

Já nos primeiros episódios, é fácil captar o humor adulto e irônico do seriado, que não é nem um pouco aconselhado para crianças. Há cenas de sexo, álcool e drogas, todas regadas por um humor inspirado, repleto de tiradas que podem fazer alguém gargalhar alto. Entretanto, com o avançar dos episódios, a melancolia e dramaticidade começa a tomar um pouco o ambiente, trazendo assuntos sérios à mesa, como depressão, ansiedade e medo. Vamos descobrindo, aos poucos, que Bojack é uma figura extremamente multifacetada, repleta de traumas ocultos. E todas as cenas que trazem Bojack como criança são extremamente engraçadas e tristes ao mesmo tempo.


A segunda temporada traz os bastidores do filme de Secretariat, um cavalo de corridas (voz de John Krasinski, o Jim de The Office) que se envolve em corrupções politicas e acaba sendo banido das pistas. O sonho de Bojack é interpretá-lo nos cinemas, já que Secretaiart é seu herói.

Como visto, participações de celebridades são uma constante, e podem trazer desde vencedores do Oscar, como Alan Arkin (Pequena Miss Sunshine, 2006) e J.K. Simmons (Whiplash, 2014), a nomes como Daniel Radcliffe e até do ex-Beatle Paul McCartney.

Abraçando simultaneamente o laço cômico-dramático, somente a cena final da segunda temporada é poética e bela o bastante para estar entre os momentos mais marcantes de 2015, bem como uma espetacular sequência que trás determinado personagem em cima de um iate.

E se isso parece denso demais, sequências humoradas como as que envolvem o personagem Vincent Adultman, que pode ou não ser três crianças em cima uma das outras escondidas em um casaco grande, e a que traz a loja de artigos de Halloween em janeiro, são engraçadas o bastante para convencer qualquer pessoa que curta uma boa comédia.


Ao final das contas, Bojack Horseman é uma pequena preciosidade, que merece ser vista com atenção. É mordaz, profunda e inegavelmente inteligente em sua abordagem, que ao mesmo tempo é capaz de criticar o culto às celebridades, trazer uma crua alegoria sobre depressão e insatisfação pessoal, bem como à solidão e às fracas relações humanas (e animalescas).

Sem contar a música final, que é deliciosa e extremamente viciante.

Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

domingo, 6 de setembro de 2015

Dica da Semana: Para os curiosos!

Hoje, vou apresentar três ótimos sites para vocês; que eu uso e que você também deveria. Em especial, se gosta de aprender coisas novas e diferentes. Pode ser uma língua estrangeira, matemática, Google Adwords ou até aprender como aprender melhor – eles te ensinam. Dependendo do curso online, você até ganha diploma! Agora, quem são eles? 


Eles são o Coursera, a Khan Academy e o Veduca. Conhece? Se sim, ótimo! Espero que esteja curtindo muito (eu estou). Mas se nunca ouviu falar, continue lendo!

Bem, em primeiro lugar, o que eles têm em comum?

Os três são sites que oferecem cursos online. Alguns dos cursos têm sessões específicas – por exemplo, de 24 de Agosto de 2015 a 31 de Dezembro de 2015 – enquanto outros podem ser feitos no passo do próprio aluno. Tudo que você tem que fazer é se cadastrar e pronto; você já pode se matricular nos cursos e começar a aprender.

Agora, existem, é claro, diferenças entre os sites. 

Todos eles oferecem cursos online das melhores universidades do mundo: Harvard, MIT, USP, entre muitas outras instituições de ensino.  Agora, o Coursera tem quase 1300 cursos, o Veduca tem mais ou menos 300. O Khan, assim como o Coursera, não é brasileiro. Então, muitos dos cursos são em línguas estrangeiras. O Veduca, por outro lado, é brasileiro – e seu site tem muitos cursos em português. Ele também se gaba de ser o único a oferecer cursos de Extensão e MBA. 


Depende muito de cada um qual será melhor para o seu perfil e objetivos. 

Além disso, curso online não é só moleza; é que nem um curso presencial. Na realidade, é preciso ainda mais dedicação! Já que é você quem monta seu horário e que é você mesmo quem dita o ritmo de aprendizado, pode ser muito tentador deixar para o dia seguinte. Ou o final de semana que vem. A próxima semana... Às vezes rola aquela preguicinha, sabe? E, puxa, como pode ser difícil abrir a página e assistir à aula.

Bem, se isso acontece com você, talvez seja uma boa ideia estabelecer um horário certo para suas aulas; de 14h às 15h, por exemplo. Pode ser todos os dias, ou dia sim/dia não, mas ter um horário para começar e um horário para terminar é um jeito de se organizar melhor. Assim, você não enrola e aprende melhor!

Então, que tal começarmos? Quanto mais cedo melhor!


Coloquei os links para os que ficarem interessados. Mas mesmo quem não tem interesse, que tal uma olhadinha? No mínimo, não vão te desapontar. E, quem sabe, lá não tem a resposta para aquele problema que você não sabe resolver, huh? 

Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

sábado, 5 de setembro de 2015

Novo sneak peek de Agents of SHIELD

As séries estão cada vez mais perto de voltarem e nada mais justo do que os sneak peeks surgirem para alegrar nossos corações! 

Fiquem então com uma pequena demonstração do que nos espera na nova temporada de Agents of Shield. 


Como podem ver nossa querida Skye deve assumir de vez seu nome de Daisy (ainda estou conflituosa quanto à isso), mas o importante é que ela vai assumir seu papel como protetora dos Inumanos. Além disso, vemos até um pequeno conflito entre Mack e Lincoln (que agora tem até um apelido: Sparkplug). 

A introdução dos inumanos deu uma outra cara para a série e abriu muitas possibilidades. Aliás, como não falar do vilão que nos introduzem no final do vídeo: Lash. Para quem não sabe Lash será retratado por Matthew Willig (ex-jogador da NFL), mas ele está irreconhecível com certeza.

Com os spoilers que já saíram e esse sneak peek, podemos ver o quanto a temporada vai ser cheia de ação e esperamos que seja tão boa quanto às outras!

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

 
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