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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Review: Arrow 4x04 - "Beyond Redemption"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Beyond Redemption", exibido no dia 28/10/15.

team arrow 4x04
 
O episódio começa com o Oliver reunindo o time inteiro para fazer um anúncio: ele está concorrendo para prefeito!! Nós já tínhamos confirmação disso há dois episódios, mas parece que semana passada tinham deixado de lado só para o Oliver se arranjar e contar pro resto do pessoal. A reação é a esperada: todo mundo acha uma piada. Estou cansada dessa falta de apoio do Oliver, tudo bem que ele não é a melhor pessoa indicada para prefeito em condições ideais, mas considerando que literalmente é ou o Oliver ou ninguém, eu diria que ele é a melhor escolha, o apoiem, por favor e obrigada! Pelo menos temos a Felicity dando apoio moral e financeiro. Mas, tudo bem, às vezes eles podem demorar para se acostumar com a ideia.

O outro anúncio é melhor recebido, Oliver e Felicity nos apresentam ao novo esconderijo do time, que nós já tínhamos visto desenhos, mas agora podemos apreciar propriamente e ele é lindo! É grande, moderno, tem um espaço para cada pessoa... O único problema é que ele fica dando falhas no sistema eletrônico, ainda estou tentando entender se aqueles apagões eram para significar alguma coisa, foreshadowing, ou só para mostrar que eles ainda estavam se adaptando mesmo.

Seja o que for, a primeira missão deles no novo local é investigar a morte de dois detetives, que logo descobrimos que foram mortos por outros policiais, que são os vilões dessa semana, apesar de não terem muita importância. Para poder capturá-los, Oliver vai conversar com Lance, e aproveitar e pedir seu apoio na candidatura, e Lance acaba se envolvendo no caso, já que envolve policiais corruptos e Lance quer saber quem são. O grande foco desse episódio foi a relação entre o Oliver e Lance, que claramente tem uma conotação parental.

arrow 4x04

Enquanto procuram pelos assassinos, Oliver acaba se deparando com imagens de Lance indo conversar com Damien Darhk e finalmente é revelado que os dois estão trabalhando juntos, para minha felicidade, já que odeio segredos. Oliver fica muito abalado com a notícia, porque depois de tudo o que Lance fez, o julgando, não perdendo a oportunidade de colocá-lo para baixo, aaí vira e descobre que esse tempo todo o Quentin estava trabalhado para o Grande Vilão dessa temporada??? Assim não dá! E ainda por cima, nós adicionamos aquele aspecto parental que eu mencionei, Oliver está sempre buscando a aprovação de Quentin, inclusive com essa candidatura de agora, então ver que quem ele estava tentando impressionar estava errado é um choque tão grande que Oliver praticamente desiste de tudo. Achei absolutamente linda a conversa, adoro quando eles exploram as emoções dos personagens e as dinâmicas, ahh, maravilhoso.

E, ao final do episódio, quando o time inteiro vai atrás dos policiais corruptos – inclusive Lance -, Oliver é ferido (imaginava que a nova roupa dele fosse mais protegida, mas ok), e só é salvo porque Lance é capaz de fazer a moça perceber que ela não quer ser uma criminosa e que ainda podemos lutar pela cidade, fazendo com que Oliver repense sua decisão de não se candidatar mais. Ainda temos mais uma cena entre Oliver e Lance, em que Oliver pede para Lance permanecer com Darhk como agente duplo, que era o que eu tinha dito logo no primeiro episódio, yay! Essa nova situação o torna um forte candidado para ser o personagem morto que nós vemos no flashforward, mas veremos.

De qualquer forma, Oliver decide de fato concorrer para ser prefeito e, com a ajuda da Thea, que contrata vários estagiários não-remunerados e faz um discurso para ele, ele anuncia para a cidade em um discurso maravilhoso, que é praticamente sua fala da abertura. Eu adoro quando eles usam essa fala em outros momentos, então foi ótimo. E ver a Thea e a Felicity lá, parecendo tão orgulhosas dele também foi incrível. Eu também estou orgulhosa de você, Oliver!

sara beyond redemption

Enquanto tudo isso acontece, Sara está presa em um porão. É, isso mesmo, ela foi ressuscitada para ser presa que nem um animal. Eu sei que eu disse semana passada que eu entendia a Laurel e ainda estava me sentindo moralmente conflitada, mas depois de ver a Sara assim, eu realmente comecei a achar que a Laurel estava errada de fazer tudo isso. Eu sei que tudo vai se resolver semana que vem, quando o Constantine aparecer, mas se dependesse da Laurel, a Sara ia ficar assim para sempre, e isso não é legal, era melhor deixá-la morrer em paz. Realmente, os escritores podiam ter encontrado outro meio de ressuscitá-la, por mais que eu queira muito a Sara de volta, esse foi um jeito bem triste de fazer isso acontecer.

Lance também não gosta muito disso, Laurel o leva para ver Sara logo no início do episódio, e ele quase tem um troço quando vê a filha. Se Laurel achava que o pai ia ficar feliz ao descobrir que ela tinha ressuscitado a irmã, ela errou feio. Lance fica bem abalado ao ver Sara e resolve pedir conselho para a única pessoa que conhece que lida com o sobrenatural: Darhk. Damien é bem claro, diz que se fosse a filha dele, ele mataria e acabaria com seu sofrimento. É bem interessante que essa é a segunda vez que temos fortes indícios que Damien tem uma filha – ou pelo menos já teve. Se a Wendy não tivesse confirmado já que ele não é pai da Felicity, essa teoria teria ficado ainda mais popular. Agora resta é saber de quem ele é pai então.

Quentin até tenta seguir o conselho, e se prepara para matar Sara, mas não consegue. Realmente é difícil, porque ela, de certa forma, ainda é a Sara e qualquer um hesitaria na hora de matar a filha. Laurel chega bem na hora e o impede, já que ela ainda está bem forte em negação. Espero que em algum momento – de preferência no episódio que vem – a Laurel reflita um pouco sobre o que fez, que talvez não devesse ter ido contra as forças da natureza e tudo mais, mas acho que o mais provável é que tudo seja esquecido quando a Sara voltar ao normal. Eu mesma devo esquecer.

Gostaria que tivésse algum mistério sobre o que vai acontecer agora que a Sara fugiu, mas com as imagens promocionais do próxima episódio fica bem claro que ela vai atrás de Thea, que foi quem a feriu.

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Na parte Palmer Tech do episódio, nós temos a parte mais chatinha dele. Não me entendam mal, eu absolutamente amo a Felicity, eu mesma disse que estava gostando da storyline dela da PT, e adorei o Curtis, masss o episódio de hoje traz de volta um dos personagens que eu mais desgosto: Ray Palmer. Me sinto triste só de ter que escrever o nome dele em uma das minhas resenhas novamente. Ai, Arrow, essa temporada estava tão boa, desfazendo tantos erros da temporada passada, qual o objetivo de trazer o Ray de novo? Eu sei que eles estão querendo fazer propaganda para Legends of Tomorrow e aí ficam gastando tempo com histórias sobre Ray (e sobre a Sara, mas, shhh, a Sara pode), e eu não poderia me importar menos!! Mentira, eu me importo um pouco, mas de maneira negativa.

O que está acontecendo é que Curtis descobriu que o código que estão enviando para a Felicity é referente a um código lá dos negócios do Ray, e aí resolve acessar um último áudio gravado por Ray antes de sua morte, só que a única pessoa que tem acesso é a Felicity, que não quer reviver isso. Eu entendo a reação da Felicity, ele não só é ex dela, mas também era amigo quando supostamente morreu, e a Felicity deve se sentir meio culpada já que ela o ajudou a construir essa tecnologia, disse que não queria ser responsável por sua morte, e estava passeando quando tudo isso aconteceu. Faz sentido que ela tenha todos esses sentimentos, mas o problema é que eu vejo essas cenas e só fico “afff, Ray”.

Também estou incomodada sobre como Curtis conseguiu descobrir que o código lá era do Ray antes da Felicity. Eu sei que eles precisam que os personagens façam coisas, mas parem de abaixar o nível de inteligência da Felicity para isso, ela trabalhou com o Ray, ajudou ele a montar esses códigos aí, como é que o Curtis reconhece e ela não? Detalhes, mas detalhes irritantes.

E fico ainda mais angustiada de saber que a Felicity não contou nada disso pro Oliver e vai chegar no episódio 4x06 e eles vão acabar brigando por causa disso. Eu sou uma pessoa que odeia conflitos, não estou preparada para isso!

O Melhor:
+ Oliver concorrendo para prefeito, yay
+ Thea ajudando com a campanha
+ Felicity apoiando
+ Conversa entre Lance e Oliver
+  Novo lair!! :D
+ Sara ainda está viva, isso é sempre um plus.
+ Lance como espião
Thea está sabendo que o Oliver vai pedir a Felicity em casamento!

O Pior:
- Quase todo mundo rindo do Oliver quando ele contou que ia concorrer
- Menção ao Ray. Petição para esquecer que ele existe pls.
- Sara ficando presa e sem consciência de identidade.
- Em geral, foi um episódio meio filler, sem grandes acontecimentos. Em comparação com os outros episódios da temporada, foi meio fraquinho.
Laurel e Felicity não entendendo o que a Thea estava dizendo quando ela perguntou "por que a Felicity não estava usando [o anel]". Elas são mais inteligentes do que isso!
Oliver sendo esfaqueado e depois andando normalmente, sem se abalar


Nota: 8,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

Review: The Big Bang Theory 9x06 – “The Helium Insufficiency”

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Helium Insufficiency", exibido no dia 26/10/2015!

sheldon leonard

Leonard e Sheldon são cientistas extremamente bem-sucedidos. Não se esqueça disso. Apesar da série os retratar ocasionalmente com roupas casuais, dividindo apartamentos e avessos a luxos desnecessários, os rapazes devem estar muito bem, obrigado.

Não só financeiramente, mas profissionalmente. Em alguma temporada passada vimos Leonard e Sheldon assinarem conjuntamente um trabalho sobre ‘superfluidos’. E é justamente este trabalho que serve de MacGuffin para mover este episódio. 

E para aqueles que possam eventualmente perguntar ‘o que diabos é um MacGuffin?’, explico: o termo foi popularizado pelo ‘mestre do suspense’ em pessoa, Alfred Hitchcock, e se refere àqueles negócios que ajudam a movimentar a trama, sem serem necessariamente explicados. 

Por exemplo, em ‘Pulp Fiction’, filme de Quentin Tarantino, os personagens Vincent Vega e Jules Winnfield passam boa parte do filme carregando uma valiosa maleta pertencente ao mafioso Marsellus Wallace. O conteúdo da maleta jamais é revelado, justamente porque pouco importa o que ela contém. A maleta em si é o artifício que movimenta a trama, e não seu conteúdo, que é irrelevante para a história.

sheldon leonard

Neste episódio, Leonard e Sheldon retomam sua tese sobre os ‘superfluidos’ devido ao medo, recém-descoberto por Sheldon, de que uma equipe de cientistas suíços estaria interessante em testá-la. Mas o eventual sucesso, ou não, do teste, bem como qual seria este teste, pouco importa para o episódio. Aqui, o relevante é vermos as desventuras dos dois personagens ao tentarem conseguir uma reserva de hélio líquido, necessário para que eles próprios possam experimentar a própria tese antes da equipe suíça.

 Obviamente, a Universidade não tem nenhuma reserva do material para o uso dos cientistas, que acabam precisando pedir a reserva pessoal do cientista Kripke, aquele mesmo vilão que no episódio passado os dava aulas de esgrima. Sendo Kripke vilanesco, a tal ponto de se retirar de uma sala andando para trás apenas para causar ‘efeito dramático’, como ele próprio diz, ele não somente se recusa à princípio a emprestar seu hélio líquido, como eventualmente aceita dispor dele, contanto que seu nome seja incluído no trabalho.

Sheldon e Leonard, obviamente, não poderiam estar menos interessados em dividir sua grande tese com uma pessoa tão vil e odiosa. E justamente por isso, decidem recorrer a um contato obscuro de Howard, que vende hélio líquido ilegalmente (e possivelmente roubado) contanto que os compradores não lhe façam muitas perguntas.

E ao encontrar este vendedor os esperando com uma ‘van branca sem inscrições’, como aponta Sheldon, os cientistas totalmente racionais não poderiam estar mais suspeitos de estarem sendo enganados, ou adquirindo hélio roubado do próprio Governo Americano. Após uns diálogos divertidos trocados entre eles e o traficante de hélio, os rapazes acabam comprando o produto, apenas para devolve-lo em seguida por medo de represálias. Ao final do episódio, após a bruta abordagem de Kripke, só cabe a eles retornarem ao hélio roubado, não antes sem perder uma boa dose de dinheiro. Mas eles podem se dar ao luxo, não tenha dúvidas.

tbbt 9x06

Como plano paralelo para esta trama, que sozinha não é lá grande coisa, o restante do elenco – Penny, Bernardette, Raj, Howard e Stuart, o palhaço triste – se reúnem na casa dos Holowitz para tirarem sarro de Amy. Conectando o iPhone dela à uma televisão com Apple TV, que Howard instalou na première para assistirem ao casamento de Leonard e Penny, eles resolvem inscrevê-la em um tipo de ‘Tinder’ da vida, o App que possibilita dar ‘likes’ e ‘deslikes’ nas pessoas que você considera interessantes, e se elas derem ‘like’ em resposta, você pode marcar um encontro.

Para total desgosto de Amy, que passa a maior parte do episódio calada e contrariada numa poltrona, seus amigos trazem bebidas e aperitivos para analisar, por ela, aqueles mais interessantes, e zoar (de forma meio gratuita e ofensiva), aqueles piores. É uma subtrama engraçada, mas que acaba servindo de mero MacGuffin para que Amy finalmente revele que, enfim, ela própria já havia providenciado encontros com potenciais interesses. E o futuro disto deve vir nos próximos episódios.

O melhor
+ Kripke dizendo que não pode emprestar o hélio para eles, pois vai usar uma parte para um experimento, e outra parte para encher bexigas para uma festa.
Howard fazendo mistério sobre seu vendedor obscuro.
+ Sheldon discutindo com o vendedor obscuro, e o ameaçando sem querer.
+ Amigos fazendo graça com o App de namoro de Amy é uma boa idéia.
+ Kripke saindo da sala de costas para causar ‘efeito dramático’.
+ Howard imitando um golfinho.

O pior
- A trama da compra do hélio líquido ilegal não foi particularmente divertida. Curiosa, apenas.
- Momento politicamente correto: as piadas feitas por eles contra algumas pessoas que aparecem no App de Amy soam um tanto ofensivas, e se fosse no Brasil, com certeza os roteiristas seriam processados. Eu gosto de piadas, mas entendo que aqui algumas pessoas possam se sentir ofendidas.

Nota: 6,0


Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

Review: The Flash 2x04 - "The Fury of Firestorm"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Fury of Firestorm", exibido no dia 27/10/15.

jax the flash

Episódio passado terminou com um cliffhanger: professor Stein começou a soltar chamas, ter um piripaque, algo assim. Já começamos esse episódio, então, tentando resolver esse problema. É a sorte de todo mundo que Caitlin já sabia o que estava acontecendo e já tinha até arranjado uma solução, isso que é eficiência!

Não vou ficar aqui detalhando a explicação científica que eles deram para esses eventos, mas o que importa é que Stein está passando super mal, quase morrendo, e o único jeito de consertar isso é misturando com outra pessoa e virar o Firestorm de novo. O problema é que desde que Ronnie morreu, ele não tem ninguém com que fosse de fundir e aí suas moléculas não se comportam como deveria. Qual é a alternativa? Encontrar alguém para fazer o papel do Ronnie. O bom é que eles estão em Central City e o que não falta nessa cidade é metahuman, até com mesmo poder eles estão achando agora.

Caitlin seleciona dois candidados: Hewitt, que é um cientista que se acha; e Jax, um ex-quarterback que perdeu sua chance de uma bolsa na faculdade depois da explosão. Por causa de spoilers, já se sabia quem seria o escolhido desde o início e, mesmo se não soubéssemos antes, fica bastante claro. Hewitt é bastante irritante desde o primeiro momento, apesar de Stein e Caitlin terem gostado dele, já que os dois têm um perfil mais elitista, e, por ele ser um cara estudado, da área deles (parece que todo mundo em Central City é cientista, né), até conhece os trabalhos do professor Stein! Infelizmente para eles, os dois não conseguem se misturar, e Hewitt sai irritado.

Jax, por outro lado, não foi para a faculdade e trabalha como mecânico, mas parece ser muito mais legal. O único problema é que ele não está interessado em virar super-herói, o que faz bastante sentido, apesar da indignação da Caitlin que não entende como alguém pode não querer, ser super-herói não é para todo mundo. Caitlin resolve pedir desculpas para ele, e bem vem a tempo, porque Hewitt se revoltou e agora está explodindo energia por aí.

Caitlin e Jax vão correndo – de carro – para o STAR Labs, bem quando professor Stein está realmente quase morrendo, e conseguem se fundir, fazendo com que Stein virasse apenas uma voz na cabeça do Jax. Junto com o Barry, eles vão impedir Hewitt de destruir o antigo estádio de Jax. E, yay, todos salvam o dia novamente!

Eu, particularmente, gostei bastante do Jax. Fico triste pelo Ronnie ter sido morto aleatoriamente – por conflitos de horário do ator, provavelmente -, mas ele foi uma ótima substituição para o Firestorm!

iris mãe 2x04

Enquanto tudo isso acontece, Iris está resolvendo o drama com a mãe. Comentei resenha passada que não fiquei muito feliz com essa storyline e esse episódio não ajudou muito para melhorar minha opinião. Iris aceita conhecer a mãe, mas já chega dando o recado que não a quer em sua vida e que Francine pode ir embora já. Eu entendo bastante o lado da Iris, afinal ela acabou de descobrir que a mãe estava viva esse tempo todo e a abandonou, então não a culpa por não querê-la em sua vida, mas fiquei com um pouco de pena da Francine, para falar a verdade. Principalmente depois que é revelado que está doente, provavelmente vai morrer em alguns meses, e esse é o real motivo dela procurar se reencontrar com a filha.

Pensei que a Iris fosse querer tentar estabelecer algum contato com a mãe depois de saber disso, porque por mais que ela não queira conhecê-la agora, imagina se ela se arrepende daqui alguns meses só para descobrir que a mãe morreu? Isso não seria legal. Acho que todo mundo – incluindo Joe e até Iris – pensou a mesma coisa. Mas Iris não aceita isso fácil e resolve investigar a própria mãe (acho um pouco estranho que ela nunca tenha procurado saber nada da mãe durante todos esses anos para poder descobrir que ela não morreu, mas ok), e descobre que ela teve um bebê oito meses depois de fugir. Isso, é claro, significa que a Iris tem um irmão. Provavelmente é assim que eles vão introduzir o Wally West, espero que o vejamos logo!

Mas achei estranhíssimo que a Iris não quisesse saber mais informações sobre o irmão. Uma coisa é ela não querer mais contato com a mãe, isso eu entendo totalmente, mas descobre que tem um irmão e vai simplesmente deixar assim? Essa mãe vai morrer em alguns meses e o irmão vai ficar órfão, sem família (supondo que a) Francine não tenha uma família extensa, já que eles teriam mantido contato com Iris, b) não tenha casado novamente), e tudo bem? Só para o Joe não ficar triste? Legal vai ser quando ele resolver procurar da própria origem e bater na sua porta. Tudo bem que ele já é adulto hoje em dia, mas mesmo assim, não tem nenhuma curiosidade? Fiquei mais revoltada com isso do que com qualquer coisa.

E ainda pior: ela manda Francine embora – de novo – e diz que é para o Joe nunca saber disso. Por que essa família só sabe mentir??? Como a Iris pode ficar irritada com a mãe sobre ela ter mentido sobre isso – sendo que nós nem sabemos a história toda!! Vai que o garoto morreu e é por isso que ela nunca voltou para procurar a família. Quer dizer, não acho que isso tenha acontecido, mas poderia – e ao mesmo tempo ela mesmo está mentindo sobre isso, e o Joe não consegue passar um episódio sendo completamente honesto?? Sério, esse é um problema familiar SÉRIO.

Essa era para ser uma storyline simples e meio irrelevante para o enredo principal, mas eu fiquei mais exaltada do que eu esperava. Desculpa, gente, tenho muitas opiniões sobre conflitos familiares.

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E, por fim, nós ainda tivemos uma breve parte do episódio com Patty e Barry, que não foi muito explorada e serviu mais para colocar avançar o enredo de semana que vem e me matar de vergonha alheia ao mesmo tempo. Patty continua sendo adorável como sempre, ela está trabalhando com o Joe e ao mesmo tempo não para de flertar com o Barry.

Imagino que eles estejam tentando dar um tempo em Westallen depois que o Eddie morreu, porque tem que ter um período de luto e tudo mais, realmente seria desrespeitoso se os dois ficassem juntos logo que a temporada começasse, masss estou achando que eles deixaram de lado demais. Nós mal tivemos indicações dos sentimentos de Iris nessa temporada, e agora Barry está bastante interessado em Patty e, ao que tudo indica, eles devem acabar ficando em algum momento. Eu adoro a Patty, e estou até começando a shipá-los um pouco, mas queria que não desistissem totalmente de Westallen a longo prazo. Mas tudo bem, enquanto isso, pelo menos temos a Patty, sendo fofa.

Ela e Joe estão investigando um roubo lá da dr. McGee, que já apareceu várias vezes na série, que ela alega ter sido pelo Harrison Wells. Nós sabemos que é verdade não só porque vimos Wells vindo para esse universo episódio passado, mas porque eles literalmente mostram a cena do roubo. Tenho quase certeza que o que ele roubou era um objeto que já tínhamos visto antes, mas não lembro o que era e estou com preguiça de pesquisar, então esperarei a série me informar sobre isso. Joe, seguindo seu padrão de mentiras, resolve que não pode contar a verdade para Barry, o que é idiotice da parte dele, mas nenhuma novidade aqui. Patty fica meio abalada de ter de mentir, mas acaba aceitando. Ela quase revela em uma hora, mas Barry fica distraído quando sabe sobre a doença da mãe da Iris e acaba se esquecendo disso.

Não importa muito terem ou não terem contado para ele, porque no final do episódio, ele acaba descobrindo de qualquer forma. Barry está lutando contra um homem-tubarão em uma das cenas mais ridículas dessa série (sério, gente, algumas coisas devem ficar apenas nos quadrinhos... Tubarões-pessoas não devem ser passados para a série de TV, fica nada a ver), Patty até tenta salvá-lo, mas fracassa e quem vai salvá-lo mesmo é o dr Wells, que foge, mas logo é descoberto por Barry. Isso me faz repensar minha teoria sobre o Wells ser o Zoom – que era óbvio, mas talvez fosse óbvio demais! -, já que não faria sentido ele salvar o Barry se fosse tão obcecado com matá-lo. Mas com certeza está envolvido em algo suspeito, veremos!

O Melhor:
+ Jax!! Adorei!
+ Patty continua sendo fofa
+ Wells me surpreendendo salvando o Barry
Professor Stein aconselhando Cisco sobre seus poderes!

O Pior:
- História da Iris com a mãe
- PAREM DE MENTIR!!!!!!
- Aquele tubarão. Quero esquecer que vi isso.
- Caitlin sendo super esnobe nesse episódio


Nota: 7,5

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Review: Agents of SHIELD 3x05 - "4,722 Hours"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "4,722 Hours", exibidos nos dias 27/10/2015! 

jemma simmons

Um episódio inteiro com Simmons presa em um planeta deserto, já imaginaram? Pois é, diferente de todo o resto, o 3x05 teve suas surpresas! Acompanhamos o dia a dia, ou melhor, a hora em hora de Jemma no planeta deserto. 

No começo, Simmons está otimista, pensando sobre como Fitz logo dará um jeito e até ficou estudando o solo, clima e etc. A coisa mais fofa e constante é que Jemma não para de olhar para foto de Fitz e conversar com ele (acredito que esse fato a tenha mantido viva durante muito tempo). No entanto, as horas se transformam em dias e vemos Jemma desmoronar e decidir que talvez fosse melhor começar a explorar a área.

Toda vez que eu via a Jemma com aquele celular eu não conseguia parar de pensar que bateria louca é essa que dura meses?? Os escritores até tentaram justificar falando que o Fitz alterou a bateria para durar mais, que ela poupava e temos até a desculpa intrínseca de que no planeta as coisas podem funcionar diferente. Mas não é possível, me recuso a acreditar que ia durar tanto. Porque se for 'verdade', eu quero essa bateria para já! 

Bom, Jemma passa por poucas e boas - desde passar por uma tempestade de área e acabar enterrada até monstros marinhos. Vemos como consegue sobreviver e tirar melhor proveito das piores situações. Por exemplo, quando é atacada no lago (sim, ela consegue água, pelo menos!), apesar de ter sido pavoroso, Jemma consegue seu alimento cortando parte do monstro que a ataca. Sério, fico aflita com essas coisas de afogamento. 

Enfim, mais horas passam. Dias passam. Jemma continua sua luta por comida e falando com o seu celular até que... Dá uma pisada em falso e acaba prisioneiro de um homem misterioso. Mais horas se passam. Simmons é esperta e consegue enganar o cara, mas logo se machuca feio na perna. Esse drama todo a leva a conhecer melhor o homem misterioso: Will. 

jemma simmons will

Ele foi um astronauta mandado pela Nasa para investigar o local, mas não era um cientista. Estava ali para proteger os colegas de expedição - com um arma, sinto um passado sombrio aí -. Chegou em 2001 no planeta. Isso mesmo, Will vive há 14 anos basicamente sozinho nesse lugar de areia. A história toda é bem impressionante, principalmente como a Nasa já esteve em posse do monolito. Admito que fiquei meio desconfiada, mas, ao longo do episódio, consegui ver uma amizade legal entre eles. 

Os dois eram ótimos em fazer companhia um para o outro, falar sobre o que sentiam falta e tudo mais. Apesar da convivência, temos momentos de briga já que Simmons começa a ficar frustada por sua falta de ideias para salvá-los. Ela então chega na região perigosa do planeta e, apesar de ser perseguida por uma sombra, consegue encontrar um sextante e ter um brilhante plano! (E devo dizer que a Jemma descobriu bem rápido que o portal abre lá de acordo com a rotação apesar de parecer aleatorio no nosso planeta - pontos pra ela!).

A esperança é renovada e quase acho que o plano é a explicação para Simmons ter encontrado o Fitz tão rápido quando ele chega para salvá-la, mas não... Will e Jemma conseguem achar a localização da próxima abertura do portal, mas chegam tarde demais. Nem a garrafa com a mensagem dentro dá pro gasto. 

Vemos então o auge da desesperança de Jemma. Depois disso ela realmente acredita que ficará ali para sempre e que precisa aceitar isso. Assim há uma inversão de papéis e Will é quem a acalma. Mais do que isso, eles se beijam e, apesar de não acompanharmos o dia-a-dia, percebe-se que vivem como um casal. 

jemma simmons

Meu coração shipper de Fitzsimmons fez  minha primeira reação ser: "Nãaao, sejam só amigos, por favoor!". Mas, pensando mais sobre o assunto, a verdade é que é totalmente compreensível os dois se apaixonarem. Quer dizer, não sei nem se é paixão, mas seriam duas pessoas que se importam e viveram meses sobrevivendo juntas nas condições mais difíceis. Ela trouxe a esperança que faltava e ele a habilidade em viver tanto tempo ali, como Simmons mesmo disse. Eles se importam um com o outro e precisaram do outro para sobreviver. Entendam-me: eu amo Fitzsimmons e espero que isso não atrapalhe o relacionamento deles, mas entendo. Assim como Fitz também entendeu (a priori). Até porque é só o quanto Jemma usou Fitz como sua ponte de esperança durante seu tempo todo no planeta desértico, basicamente. 

Só quero ver mesmo (e esse é o meu medo) é se conseguirem resgatar o Will de lá. Como vai ficar a relação entre os dois? Vai ficar uma situação meio estranha, não vai não? Apesar de que ele sabe o quanto o Fitz significa para a Jemma, isso não tem como negar.

Enfim, depois disso, não demora muito para Fitz finalmente chegar e resgatar Jemma. Por que Will não estava por perto, você pergunta? A tal 'sombra' que Simmons tinha visto aparece e ameaça os dois, dessa vez vestido como um astronauta. Eu realmente queria saber o que aconteceu exatamente. Será que um dos amigos do Will na verdade não morreu, só virou um ser estranho? Será que a sombra era o astronauta mesmo (porque na primeira vez parecia usar uma capa)? Muitas perguntas...

Jemma é salva. Tiros são disparados. Will termina sozinho com o deserto novamente. Sério, 14 anos naquele lugar?? Como ele aguentou esse nada? Nem imagino como ele deve estar se sentindo.

leo fitz

No final, após o reencontro dos nossos queridinhos, vemos como Fitz recebe a história de Jemma. Ele parece meio confuso, mas acaba decidindo ajudá-la a voltar para resgatar Will. Deve ter sido difícil para ele ouvir a história quando chegaram tão perto de se resolverem. Parece que vamos ter que esperar um tempo para isso...

Não pude deixar de lembrar que Simmons desmoronou no encontro com Fitz quando o vinho foi servido. Fiquei confusa na hora, mas agora tudo faz sentido. Vinho era a rara bebida que ela encontrou com Will no planeta desértico. Isso a fez lembrar de que ela estava lá na Terra e ele não. Ele estava sozinho mais uma vez. 


O melhor
Simmons fofa conversando com o Fitz 'imaginário'. (Isso lembra vocês de alguém??!)
O nível de conexão entre Fitz e Simmons é surreal.
Jemma assistindo vídeos com seus  amigos <3
Gostei do Will.
Parabéns, Elizabeth pela atuação. Ver todo o processo de "adaptação" de Jemma no novo planeta foi um bom passo para a série. 
A proposta inovadora do episódio na série! Arriscado, mas inteligente.
Referência sutil ao vinho no outro episódio (está aqui porque só é entendida com esse episódio) 

O pior 
- Como a bateria da Simmons dura tanto, me diz? 
- Não sei como me sentir sobre o triângulo amoroso. Por que fazem isso comigo? :(
- Esperava perigos mais aparentes, mas acho que vamos ficar no mistério ainda. 

Nota 8,2

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Review: Once Upon a Time 5x05 - "Dreamcatcher"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "Dreamcatcher", exibidos nos dias 25/10/2015! 

emma regina swan queen

Começamos o episódio a partir da cena em que Snow e Charming, hipnotizados pelo feitiço jogado por Genieve, falam para Regina confiar em Arthur em Camelot. Claro que a nossa rainha fica desconfiada por confiarem tão facilmente em Arthur e fica enrolando durante todo o caminho, mas não percebe nada e quase entrega a adaga. Emma é quem ressuscita seu espírito salvador e paralisa os pais, contando a verdade para Regina.  Como pudemos ver, Once tem mostrado muitos pares interessantes partindo em aventuras juntos e, apesar desse ser antigo, foi diferente ver Regina e Emma se juntando novamente. Sozinhas mesmo, sabe? Por mais que Emma ainda não seja a Dark One completamente ainda. E tem mais! Elas ainda interagem com Henry. Só não formam um trio porque Henry tem sua própria história no episódio: sua relação com Violet.  

Tudo começa com Emma vendo como Merlin foi preso na árvore através de um ‘dreamcatcher’ (catasonho). Ele menciona que o Dark One o tirou a única mulher que amou e quase pensei que ela mesma fosse a Dark One, mas a máscara não deixa saber quem ele(a) é.  Como podemos ver, Emma está usando magia negra sem qualquer restrição, em uma atitude meio apática a esse fato. Regina até que tenta falar alguma coisa, mas vê a ajuda de Emma e sua magia como a melhor saída. Assim, a dupla consegue encontrar parte da solução: se o feitiço usou uma lagrima de um coração quebrado pelo amor, para revertê-la é preciso o mesmo. Nesse meio tempo, encontram Henry, como disse, e dão conselhos em como ele deveria ele mesmo com Violet. Uma boa cena familiar.

Depois disso, não demora muito para Regina perceber que talvez se usar a visão do 'dreamcatcher' para reviver a morte de Daniel, elas terão a lágrima que querem. Nossa, a cena pode não ter sido tão forte quando na época, mas ver Emma assistindo àquilo tudo foi um grande passo para elas. Às vezes acho que todos personagens sabem dos flashbacks que vemos, porque acabamos não parando para pensar mesmo, então foi interessante ver Emma descobrindo. Ainda mais sabendo como essa cena definiu como Regina seria dali para frente de uma maneira muito forte. A dupla então consegue o ingrediente final, faz o feitiço e... nada. Não funciona.

henry violet

Enquanto isso, temos Henry e Violet. Os dois parecem dois pombinhos meio desajeitados. Ainda estão se conhecendo, mas Henry já leva um ‘sai para lá’ do pai da moça por não ser um a cavalheiro que saiba lutar com uma espada ou andar de cavalo direito. É, clássica cena. Depois da conversa com as mães, no entanto, Henry percebe que prefere ser o jovem misterioso e diferente que tem outros atributos a oferecer. Ponto para ele. Pena que... Bom, Violet quebra o nosso coração e o de Henry falando que só quer ser amiga dele. Nunca o imaginou dessa forma. 

Não se é para ficar feliz ou triste, mas quando Henry chega chorando e é consolado pelas mães, eis que está a salvação. Apesar do pequeno aproveitamento da tristeza do garoto, adorei quando Regina falou em como que Henry poderia não ser um herói em Camelot – por não ser um cavalheiro e etc -, mas ele seria um herói para Storybrooke ao ceder sua lágrima. E ele acaba concordando, até mais felizinho. 

Merlin finalmente é liberto e mostra-se desapontado com Arthur, que logo foge prometendo voltar. Não sei se foi só eu, mas Emma pareceu gostar do poder que ganhou com o feitiço para libertar Merlin, o que não é um sinal tão bom assim. Assim, temos uma cena feliz com todos juntos e Merlin falando que pode ajudar Emma, mas que para isso, os dois precisam se esforçar. Ela precisa estar pronta para não ter mais a escuridão dentro de si. Bom, que a gente sabe que vai dar alguma coisa errada, a gente sabe. A questão é: o que? Tenho duas teorias: Emma já se consumiu pelas trevas e não tem muita volta, ou acontece alguma coisa com Merlin, tadinho. Ou os dois, né. 

Bom, final feliz para Emma e Henry (apesar de Violet) em Camelot. Já em Storybrooke, não é tão simples assim. E como não.

emma swan henry mills

Com isso tudo acontecendo, não tinha como não termos um paralelo da Regina/Emma/Henry em Storybrooke. Vou começar falando que as consequências disso tudo me arrasaram, mas vamos ao início. Muito do episódio foi focado em Henry e Violet, funcionando também como paralelo. Os dois estão se conhecendo de novo e, quando o cavalo de Violet foge, Henry pede ajuda para uma das mães. E acredite é a Emma. Acho interessante essa quebra que a série faz entre totalmente vilão e herói. Quando penso em Dark One, por mais que tivéssemos Rumple como exemplo, eu tinha uma impressão de que não veríamos jamais qualquer emoção vinda dele ou que amasse/se importasse com alguém. Mas a verdade é que um Senhor das Trevas continua sendo ‘humano’ dessa forma. Não para de amar simplesmente, mas manipula e usa a escuridão naqueles que ama. 

Vemos assim uma Emma superfeliz em ajudar o filho e Henry até volta a ter esperança de que parte da Emma antiga ainda esteja ali. Eles dois saem todos falantes com o fusca amarelo de Emma para procurar o cavalo juntos. Não demora muito para encontra-lo, já que o animal ama abóbora. E haja paralelos. Não pude deixar de lembrar de quando Hook levou Emma para passear e falou o quanto era importante fazer os animais confiarem em você. E ela conseguiu em Camelot – isso foi um pequeno sinal de esperança “na época”, mas, em Storybrooke, é o contrário. Não tem ninguém ali para ajudá-la e nem acho que seja tão fácil assim. O cavalo claramente não gosta de ficar perto dela e é Henry que consegue trazer o cavalo de volta. 

Bom, animal de volta, Violet de volta na fita. O pai dela aprova e Henry ganha até um beijo na bochecha. Resumindo: o final dessa história é totalmente diferente da outra. O que me fez ficar perguntando como o lugar e as situações um pouco diferentes fizeram mudar tanto como Violet se sente em relação ao Henry. Apesar de que, vamos combinar, eles são novos. Quem sabe passando mais tempo juntos, algo não acontecesse?

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Enquanto isso, apesar de querer estar com a mãe, Henry ajuda como distração para que Regina, Hook, Belle e Hood entrem na casa de Emma e descubrem o que tem no famoso quartinho embaixo da escada. Facilmente assim, sabem o básico dos planos da Dark Swan: sequestrou Rumple e tem a Escalibur, o que significa que quer unir a adaga à sua outra metade. E chegam até a falar para Arthur sobre isso (argh, vocês se arrependerão). Mas o pior está por vir! Eles descobrem o ‘dreamcatcher’ de Emma. 

Regina resolve ver que memória está no objeto e aí que nos despedaçamos. Vemos as memórias de Violet e como foi Emma que a obrigou a quebrar o coração do filho. Wtf. Isso significa que Emma já estava má naquele começo, sem que ninguém soubesse, só manipulando tudo. O pior é que ela faz isso quase chorando, como se estivesse se odiando, mas achando que aquilo era para o melhor. Ah, como Rumple a avisou que isso aconteceria... Sendo um ex-Dark One nada mais justo que ele desse conselhos, e Rumple fala exatamente como tudo que ele fazia era inventar desculpas e criar em sua cabeça que, no fundo, suas ações iam levar para um bem maior. Só que não. 

Fica claro isso em Emma. Ela tira o coração de Violet e obriga a garota a quebrar o coração do filho. Ela deixa o cavalo da menina fugir. Ela que salva o cavalo para ter um momento com o filho. Ela tenta compensar, mas manipula. Emma, por quê? Eu sei, eu sei, trevas, mas ainda assim... E é claro que Henry logo descobre, né? Vemos Regina sendo mãezona e defendendo o filho. Ela também sabe como funciona um Dark One e como é ser consumida por um amor e pelas trevas. Regina deixa exposto a traição de confiança de Emma e como ela fica desapontada, afinal, ela mesmo estava esperançosa quanto à Dark One. 

rumplestiliskin merida

Por fim, temos um miniplot que será desenvolvido no episódio que vem. Rumple e Merida. Emma põe a ruiva no “comando” da revitalização de Rumple como um herói corajoso. Claro que ela soa com isso tudo, afinal Rumple não é uma pessoa fácil de sair do casulo protetor. No entanto, ela tem a ideia de usar Belle como incentivo. Afinal, se ele a ama, por que não lutar por ela? E que assim comece o treinamento.


O melhor
Ver a Emma chorando no meio de um monte de ‘dreamcatchers’ me deu pena. Acho legal ver como eles se tornam um símbolo forte para a personagem e, querendo ou não, é algo do passado dela – sendo heroína e até bem antes disso – que ela não largou. 
Emma, Regina e Henry em Camelot se ajudando. 
Merlin!
Apesar da magia negra, foi bom que Emma nos poupou muitas confusões descobrindo o feitiço em seus pais e toda a verdade. 

O pior
Descobrir das manipulações de Emma me deixou arrasada. Tudo menos seu filho, Emma. 
Odeio a Merida tendo que ser má com o Rumple.

Nota 8,2

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

Review: The Middle 7x05 - “Land of the Lost”

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio “Land of the Lost”, exibido no dia 21/10/2015!

the middle 7x05

The Middle nunca teve medo de pisar em temas mais densos. Protegida sob a égide de ser uma pequena série cômica sobre uma família do interior americano, o seriado já abordou temas complexos que vão desde o bullying à carência materna. E afinal de contas, nesta mesma temporada, até mesmo Axl e sua namorada concordaram em se converter em simples ‘amigos com benefícios’.

A bola da vez é a depressão do envelhecimento. Mascarada como uma ‘crise de meia idade’ sofrida por Mike já há alguns episódios, ela agora veio entregar seu maior potencial expositivo. Enquanto no terceiro episódio desta temporada vimos Mike mudando um pouco suas crenças ao aparecer vestindo uma chamativa camisa florida, algo diametralmente oposto à suas tradicionais camisas de flanela, aqui o vemos na verdade desanimado para a vida.

É tão triste ver Frankie tentando animá-lo das mais variadas formas, infrutiferamente, que chegamos até mesmo a sentir certa melancolia. Até o quase sempre otimista Reverendo TimTom, que ficou conhecido na série ao tentar confortar Sue em sua conturbada adolescência, foi chamado por Frankie para tentar descobrir o que acontecia com Mike. Também não deu certo, e a cena onde o Reverendo pega um ukelele, é extremamente divertida, por sabermos que nada poderia ser menos eficaz para tentar fazer com que Mike abrisse as portas para seus sentimentos.

frankie and mike

Ele é totalmente avesso a sentimentalismos, vale lembrar.

Ao sacar logo de cara o que Frankie queria, entretanto, já que ela fingiu que o Reverendo os visitava por um motivo diverso, Mike acaba, enfim, confidenciando a ela sua real preocupação: sua esposa iria celebrar os 50 anos em breve. “Sério? Você está roubando a minha crise de meia idade. Você quer ter um caso, uma nova esposa. É isso?” – questiona Frankie, nitidamente chocada. É muito mais que isso.

O que preocupa Mike é o fato de que finalmente, agora que Frankie vai chegar aos 50, caiu a ficha de que eles estavam ficando velhos. Os filhos já estavam criados, na faculdade, e o que os restava fazer? “Na minha vida, sempre soube o que fazer em seguida. E sempre fiz isso. Agora, não sei o que fazer em seguida. A única coisa que passa pela minha cabeça é a morte” – diz Mike.

Papo sério. Denso. Perfeitamente costurado com uma analogia de Frankie sobre pessoas nos comerciais de medicamentos para densidade óssea, que acabam sempre com uma vida ativa. Mas mais perfeito que isso, é a cena final, onde todos os filhos retornam para casa, cada qual com seu problema, para indicar que, sim, ainda há muita coisa com o que ocupar a vida até a morte. Argumento simplesmente genial! Vindo de uma série que não tem qualquer necessidade de criar grandes discussões filosóficas.

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E isto é um tanto evidente, já que a própria trama de Axl neste episódio, que retoma a questão das formigas que invadiram sua ‘república’, é um tanto quanto besta. Entretanto, por mais desnecessária que soe, acaba levando a uma trama maior, e após uma reclamação dos jovens com o proprietário do imóvel, acabam descobrindo que estão ali irregularmente, numa ilegal sublocação, o que os faz serem despejados. A saída? Voltar para a casa dos Heck em caráter temporário. E só consigo imaginar que confusões Axl e seus amigos vão se meter no (s) próximo (s) episódio (s).

Já Sue e Brick, acabam apenas confirmando que estão juntos, são sempre impagáveis. E aqui, Sue o convida para ir até o campus da East Indiana State, com a promessa de que ele irá ter acesso aos mais de 50 mil títulos encontrados na biblioteca da universidade. “Espera um pouco. Estou meio atordoado” – diz o jovem. Mas Logan aparece no meio do caminho. Sim, o mesmo modelo da Abercrombie & Fitch que teve um romance de um episódio com Sue na última temporada.

A ausência dele se justifica por desencontros de mensagens de texto. E evidentemente, o romance não avança, já que tão logo Sue consegue chegar ao novo encontro que marcaram, tão logo percebe que perdeu Brick no campus da universidade. E uma mini busca se inicia apenas para desencontrar os apaixonados novamente. Mas ele há de voltar no futuro. Sue fica tão feliz perto dele, que apenas esperamos que sim.

sue brick heck

O melhor
+ A transição da musiquinha de espera que aparece na cena de Axl, para a cena da Sue feliz, é de uma simplicidade e simpatia ímpar.
+ Sue batendo a cabeça, sem querer, ao tentar criar uma forma sofisticada de chamar a atenção de Logan.
+ Brick perguntando ao Logan se ele acha que ‘as coisas estão indo bem’, para que ele possa ir para a biblioteca.
+ Tramas com Sue e Brick agindo como parceiros são sempre interessantes e divertidas.
+ Axl e seu colega de quarto dançando com a musiquinha de espera no telefone.
+ Frankie simpaticamente esperando em cima da mota de Mike para tentar animá-lo, sem sucesso.

O pior
- Outrora um personagem otimista e sempre interessante, o Reverendo TimTom parece um pouco fora de foco aqui neste episódio. Até aparenta estar meio deprimido ele próprio.
- A subtrama das formigas na ‘república’ do Axl sempre foi meio tonta. Aqui, ela se justifica ao se fundir com uma trama maior, mas mesmo assim, continua besta.
A Frankie nos deixa tão melancólicos com o jeito com que Mike a vem tratando, mas ela acaba sendo igualmente ruim com o Revendendo TimTom.

Nota: 10

Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

sábado, 24 de outubro de 2015

Review: The Big Bang Theory 9x05 - “The Perspiration Implementation”

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Perspiration Implementation", exibido no dia 19/10/2015!

amy bernadette penny

Após tentar atrair novos clientes para a sua loja de quadrinhos com a banda Footprints on the Moon, duo engraçadíssimo formado por Howard e Raj no último episódio, Stuart, o palhaço triste, agora quer achar um meio de levar mais mulheres ao seu estabelecimento.

E que melhor forma de se obter ideias do que realizar uma sessão de ‘brainstorming’ com Penny, Amy e Bernardette? É justamente isto que Stuart faz, e tão logo as mulheres da série estão em sua presença, apenas sabemos que eventualmente ele irá soltar alguma de suas tiradas excelentes, que o transformam num alívio cômico eficaz e num personagem muitas vezes odiado por sua aura ‘creepy’.

É bastante possível, em um seriado que envolva a aura ‘nerd’, se compadecer com o ‘pobre’ Stuart, que jamais conseguiu a alegria de ter uma namorada, uma esposa, uma família, um proposito. Entretanto, assim que somos avisados de que ele só está conseguindo conversar com Penny, Amy e Bernardette ao imaginá-las nuas, rapidamente entendemos o que o levou a esta situação. Ele é pervertido, esquisito e depressivo. E nós o adoramos por isso.

Não há muita conclusão sobre como levar mais mulheres à loja de quadrinhos - a não ser que troquem o seu dono, conforme atestam vários comentários online lidos por Penny – e todo o papo acaba se convertendo mais em quão ‘incomum’ é Stuart. E a cena em que ele mantém um olhar compenetrado, enquanto escuta comentários depreciativos feitos contra ele, é um indício enorme do porquê de o ator Kevin Sussman, que dá vida ao personagem, ter se tornado tão integral ao elenco nas últimas temporadas.

stuart

Já no frontispício da série, os homens estão todos reunidos novamente em uma trama própria. E a estas alturas da série, que se tornou mais a respeito de relacionamentos amorosos do que da cultura nerd em si, vê-los juntos é um belo sopro de ar fresco.

Aqui, Leonard, Sheldon, Howard e Raj resolvem se exercitar mais. Homens inteligentes, e ligados às ciências e à cultura geek, no mais claro estereótipo possível, é evidente que não seriam do tipo físico, e é difícil relembrar quantas vezes a série já apostou, com sucesso, nesta mesma cartada. Desta vez, após receber um bracelete eletrônico de Bernardette, com a intensão de verificar o quanto o marido estava se exercitando, Howard o insere em um robô recém-construído, que falsificaria os momentos para que ele se saísse bem na fita.

Este mote, que movimenta toda a sequência de abertura do episódio, acaba servindo de inspiração para que os rapazes decidam, realmente, se mexer um pouco mais. Acabam, por fim, se inscrevendo num curso de esgrima dado pelo também cientista, que sofre de dislalia (a troca do ‘r’ pelo ‘l’), Barry Kripke (John Ross Bowie). Kripke tem sido um personagem ocasional na série, normalmente servindo de vilão em relação a Leonard e mais proeminentemente Sheldon.

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E é evidente que, inserindo os personagens em um curso de esgrima, teríamos sequencias extremamente divertidas. Raj, por exemplo, dentre tantos personagens másculos da literatura e do cinema que poderia ter escolhido, prefere se comparar ao ‘gato de botas’. E ver os rapazes duelando amalucadamente, tão logo Kripke vira as costas, é simplesmente genial.

Por alguns momentos, você até pode pensar que o uso do Kripke como professor de esgrima é apenas um gracejo da série para usar o personagem. Mas conforme dito, sendo ele um vilão quase natural aos personagens, seria justamente ele, ao ouvir Sheldon dizendo que terminou com Amy, aquele que resolveria convidá-la para um encontro, para total desespero de Sheldon, que inclusive o chama para um duelo. Assim, é claro, que ele terminar o curso de esgrima, que tem duração de 3 anos.

Leonard tenta consolar o amigo, e diz que se não fosse com Kripke, Amy provavelmente acabaria encontrando outra pessoa de qualquer forma. E isto pesa aos ouvidos de Sheldon, que mesmo tendo quase sempre vivido como um ser assexuado, talvez não consiga compreender com racionalidade a rejeição que sofreu. A melhor saída, evidentemente, é tentar subir no cavalo de novo, e Sheldon tenta, então, conseguir uma nova namorada em um bar. E a cantada dele traz o melhor momento do episódio.

Amy não está, ela mesma, tão mal assim. Após sofrer uma ‘semi-repaginada’ de Penny e Bernardette, não somente conseguiu uma cantada de Kripke, como ainda foi cortejada por Stuart, naquele que foi o momento que mais me fez rir neste episódio. Enfim, episódio excelente!

amy sheldon


O melhor
+ A forma com que o ator Kevin Sussman (Stuart), entrega a fala ‘sim, eu saio com você’ para a Amy, foi um dos momentos mais engraçados da série, e justifica, por si só, o porquê do personagem ter se tornado tão recorrente.
+ O Sheldon tentando arranjar uma ‘nova namorada’ no bar traz um dos melhores momentos do personagem até agora.
+ A citação de Pokemon que Sheldon usa em sua cantada.
+ Leonard subindo as escadas rapidamente para deixar Sheldon e Amy sozinhos no corredor.
+ A progressão dos sentimentos contraditórios de Sheldon vem sendo bem trabalhada neste episódio, e conseguimos ver que o personagem realmente não consegue digerir a rejeição que sofreu de Amy.
+ Howard e Raj lutando e interpretando frases de personagens famosos.
+ Sheldon batendo no Leonard com uma luva de pelica, no melhor estilo dos duelos em filmes de cavaleiros.

O pior
- O personagem Kripke foi meio mal utilizado neste episódio. Era um papel que poderia ter sido dado a qualquer outro.
- O encerramento do episódio, retomando a já fraca piada da sequência de abertura, não consegue chegar nem aos pés do restante do episódio. Não foi indigesto a ponto de prejudicar o episódio, mas não foi um final genial do jeito que este episódio merecia.

Nota: 10

Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Review: Agents of SHIELD 3x04 - "Devils You Know"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "Devils You Know", exibidos nos dias 20/10/2015! 

skye daisy mack coulson

Tudo começa com um casal aparentemente normal cozinhando um frango assado. A campainha toca e Alisha, a inumana que pode se multiplicar, aparece. É aí que percebemos que todos eles são inumanos e estavam mantendo uma vida normal depois da destruição do Afterlife. Até aí tudo bem, mas logo Lash aparece e mata todos. Ou quase. Na verdade, Alisha estava recrutando o casal junto com Coulson e estava usando um dos seus clones. Claro que ainda assim é um choque, mas, pelo menos, ela está viva. O pior mesmo é que Lash foge mais um vez, apesar dos esforços da Daisy e Mack de persegui-lo. 

Nessa cena já vemos como está sendo essa nova parceria do Coulson e Rosalind. Daisy, é claro, não gosta nada disso, assim como eu. Rosalind pega os corpos, fica responsável por eles e sequer dá dicas de quais são suas intenções com aquilo. E ainda fica pedindo por mais informações, por favor, né. Como se ela não estivesse escondendo o principal das suas operações, mas enfim. O Coulson, pelo menos, está maneirando na ajuda. Eles chegaram antes na cena do crime, e Bobbi e Fitz conseguiram coletar alguns dados e o computador do casal. Preciso fazer uma pausa e falar sobre esses dois. Estou gostando de ver a relação entre eles. Apesar de Bobbi estar cansada de ficar no laboratório enquanto se recupera, dá para perceber que os dois estão mais próximos por causa disso. Ela sempre o defende e ele tenta ensiná-la os detalhes CSI. 

Bom, então, Coulson omite algumas informações, mas, ao mesmo tempo, quando descobrem  um email com um vírus que localizou as vítimas, Phil acaba dividindo isso com Rosalind. Acho interessante o relacionamento deles. Não sei se gosto, mas consigo ver como ela pode mexer com ele já que é uma mulher forte e entende a posição em que ele está ao comandar uma organização assim, como Daisy mesmo diz. No entanto,  talvez a personagem seja funcione mais como um contraponto, sem necessariamente ser algo romântico. 

Assim, todos se juntam novamente - Shield e ATCU - para ir atrás do hacker que botou o vírus no email. Daisy é a primeira a encontrá-lo escondido e parece que ele tem uma reação alérgica à ela. Eu sei, weird. Será que era para ele ter um poder, mas isso deu meio errado? O Coulson até cogitou que era assim que ele encontrava as vítimas, mas acho uma forma muito estranha de fazer isso haha. O importante é que o cara fala que está trabalhando com Lash e como Lash está só querendo ajudar, ele nunca fez matar aquelas pessoas e etc. Resumindo: estranha essa lógica.  

De qualquer forma, ele não ajuda muito mais que isso. Rosalind, mais uma vez, levará o prisioneiro para sua base secreta. No entanto, Daisy pressiona Coulson e eles acabam conseguindo que ela e Mack façam uma visita à base do ATCU. A gente quase acha que poderá haver descobertas dos segredos de Rosalind, mas acaba que a van é atacada antes deles chegaram a qualquer lugar. 

Daisy não consegue salvar o cara ou fazer muita coisa, mas ela descobre algo revelador: Lash se transforma na forma humana. Ele pode ser qualquer pessoa. Será que será um personagem usando o ator que faz o Lash, ou quando ele muda de forma, ele é alguém que já conhecemos? Será que é o Trip? Okok, vou parar. Tem mais alguém que conhecemos e sumiu? Hmmm

may hunter

Enquanto isso, temos May e Hunter em busca de Ward. Hunter fica boa parte do episódio esperando por instruções para encontrar com Grant e parece fissurado nisso. Melinda fala que é perigoso e que ele não deveria ir assim sem ajuda qualquer ou contato se não quiser morrer. Ainda mais já que sabem que Grant o reconhecerá na hora que o vir e aí não tem mais volta. 

Claro que não adianta nada. Vemos assim um embate. 

Os dois querem vingança, óbvio. Ward torturou Bobbi e quase fez Hunter matá-la. Ward destruiu o time que tinham na Shield, causou as sequelas no cérebro de Fitz, causou o acidente do pai de May e a lista continua. No entanto, Melinda está consciência de que precisam ter um plano para não se matarem no processo. A vida deles vale mais que a do Ward. Hunter, apesar disso tudo, não dá ouvidos e vai para o encontro. Parece totalmente consumido pela vingança, apesar de manter seu jeito meio irônico e brincalhão de sempre.  

Melinda, então, resolve que precisa de ajuda externa e vai atrás de Coulson. Yay. Adorei ver como Phil mostra solidariedade com Melinda em relação aos seus problemas com Andrew e a tirar umas férias, além de ter sido legal ver que, apesar do tempo fora, a relação deles estava como se ela nunca tivesse ido embora. Aliás, May também encontra Andrew na base e temos mais uma dica: ele terminou com ela simplesmente sumindo. A questão é: por quê? Não acho que seja a cara dele fazer isso. Bom, Phil acaba ajudando na missão e leva um grupo de resgate para Hunter, mas acaba chegando tarde demais. 

Hunter finalmente fica cara a cara com Ward e começa um tiroteio. Hunter contra todos. Até que May chega e conseguem igualar o lado - dois contra dois. Tudo está indo "bem" até que Grant tira a sua carta na manga e mostra para Melinda como tem Andrew sendo vigiado por seus homens. Então há mais conflitos: Hunter quer sua vingança e acha que é um blefe, enquanto May não quer arriscar a vida de Andrew e decide que é melhor deixar Grant fugir. 

Um decisão complicada e díficil. No entanto, Hunter não aguenta e vai atrás de Ward, que fica baleado, mas foge. Já May... Bom, May fuzila Hunter com o olhar e, em paralelo, vemos uma cena que eu não estava pronta emocionalmente para ver: vemos um close de uma poça de sangue e o local onde Andrew deveria estar explode. Ex-plo-de. Minha única e pequena esperança é que o fato de não terem mostrado o rosto dele pode significar que ele esteja vivo, e o sangue e o corpo no chão não eram ele. 

fitzsimmons

Por fim, mas não menos importante: Fitzsimmons. Lembram da revelação de Jemma do episódio passado? Pois é, Simmons passa o episódio inteiro tentando esconder que está fazendo pesquisas sobre o local. No entanto, Fitz logo percebe que está acontecendo algo estranho e, apesar de Bobbi não contar nada, Leo descobre por si mesmo os planos de Jemma. Ele a confronta e, por mais que não quisesse contar antes, ela decide pedir a ajuda dele para voltar. E mais, ela está pronta para contar o que aconteceu com ela no outro planeta. É, se preparem porque será no episódio que vem. 

Queria dividir com vocês um detalhe que vi nas redes sociais um dia desses. No episódio 1x09, os nossos agentes encontram uma mulher que acha que está sendo perseguida pelo demônio e acabam descobrindo um portal que foi aberto para uma outra dimensão. MUITO PARECIDA com a que ela ficou presa. Será que os escritores foram tão geniais assim e conseguiram fazer essa conexão?? Admito que não lembro muito bem do 1x09, mas essa conexão seria genial!


O melhor
Achei interessante o contraponto de vinganças entre Hunter e May, apesar das consequências. 
Melinda voltou e encontrou Coulson. Eba!
Revelações sobre Lash.
Jemma pedindo ajuda para Fitz. 

O pior
Wtf. Mataram o Andrew?? 
Não quero que o relacionamento entre May e Hunter vá por água abaixo.
O episódio não teve muito história.

Nota: 8,5

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

 
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