Image Slider

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Top 5: Melhores Temporadas de 2015

Para fechar o ano em retrospectiva, fizemos uma enquete para vocês falarem quais temporadas mais marcaram esse ano. Escolher só cinco é sempre difícil, mas já dá para vermos um pouco como foi 2015. Vamos lá!

5 - Jessica Jones (1ª Temporada)



A série acabou de começar, mas já ganhou os corações de muita gente. Assim como Demolidor, que quase entrou na nossa lista, a série é uma parceria entre a Marvel Studios e a Netflix que deu muito certo. Jessica Jones é a história de uma superheróina dos quadrinhos que desistiu dessa vida para virar detetive particular. Como toda adaptação, detalhes foram mudados, mas não deixou a desejar. 

Jessica Jones é uma mulher forte e determinada. Ela não quer ser uma heróina ou um exemplo para alguém, e sim proteger as pessoas do vilão principal da série, que também a feriu: Kilgrave. Com o poder de persuasão, devo dizer que ele faz coisas bem terríveis. David Tennant fez um vilão tão bom que deixou muitos fãs de Doctor Who com crise de existência. Jessica Jones fala sobre relacionamentos abusivos e uma mulher tentando fazer seu melhor para salvar quem ama, mas, o mais importante, salvar si mesma. A verdade é que eu poderia ficar falando e falando, mas vou resumir dizendo: assistam. 


4 - Scream Queens (1ª Temporada)



Desde que a série começou, rapidamente vi muita gente falando sobre ela. A proposta parece ser um estilo Todo Mundo em Pânico com um toque de Meninas Malvadas. O elenco com certeza chama atenção com Emma Roberts, Lea Michele, Abigail Breslin, Jamie Lee Curtis, Ariana Grande, Nick Jonas e assim vai. Devo dizer antes de mais nada, que não vi a série ainda, mas parece ser bem legal. 

A história gira em torno de uma irmandade Kappa Kappa Tau, que devido a um evento misterioso de 20 anos atrás, passa a ser alvo de um assassino em série. Todas os membros da irmandade e quem quer que esteja no caminho vão morrendo pouco a pouco e o mistério de quem é o Diabo Vermelho só cresce. 
   
3 - The Flash (2ª Temporada)
 


Com as séries de super-heróis crescendo, essa não poderia ser diferente. Em duas temporadas já vimos muitos personagens icônicos dos quadrinhos. Fomos apresentados à viagem no tempo e ainda por cima conhecemos a existência da Terra 2. A história de Barry Allen e  como ele lida com cada medo e novidade em sua vida por causa da sua transformação em Flash vale a pena ser vista. The Flash vem crescendo e ganhando seu próprio espaço. 

Além do mais, é sempre bom ver todos os crossovers com Arrow. O que os fãs mal podem esperar é para ver mais sobre os limites da viagem no tempo, o novo mundo, como Barry é na Terra 2 e quem é o misterioso Zoom. Uma metade já foi, mas a temporada está nos intrigando cada vez mais. 

2 - Agents of SHIELD (3ª Temporada)
 


A filha mais velha da Marvel na TV não desaponta. Nessas três temporadas tivemos muitas revelações e reviravoltas, e a primeira metade dessa última não foi diferente. A história dos agentes da Shield ganharam uma nova dimensão desde o momento em que Skye se transformou. Fomos apresentados a novos mundos (literalmente) com inumanos e monstros sem explicação. 

A evolução de cada personagem depois de tudo que passaram se torna palpável e isso foi bem abordado na mid-season finale. A ida de um vilão fez surgir outro e outros problemas que nos fizeram ficar ansiosos pelo final da terceira temporada. Felizmente, ganhamos mais heróis e um novo desafio, principalmente para Daisy: os Secret Warriors.

1 - Once Upon a Time (5ª Temporada)
 

Nossa querida série dos contos de fadas é a mais velha da lista, mas também é nossa ganhadora. Depois de tantas maldições e vilões se redimindo, chegamos na quinta temporada com várias quebras de paradigmas e histórias que continuam a nos apaixonar. Quem não gostaria de ver o que aconteceu com os seus heróis da infância depois do 'felizes para sempre'? Once sempre foi ótimo em nos surpreender com suas versões. 

Essa nova temporada não foi diferente. Tivemos uma inversão de papeis e lidar com a Emma como Dark One foi o mais novo desafio. A série nos fez refletir mais uma vez sobre a definição de bem e mal, e conseguimos ver como as Trevas podem ser usadas de uma forma diferente. Com os acontecimentos da mid-season finale e o 100º episódio chegando, as expectativas pelo resgate de Hook e a volta ao mundo dos vivos estão altas.

Que conclusão eu tiro disso tudo? Foi um bom ano.

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Gírias que todo fã de séries precisa saber

Sempre quis saber o que é OTP ou Crossover? Resolvemos  fazer um pequeno dicionário para quem sempre se confunde sobre o que é o que nesse mundo das séries. Espero que gostem ;)

vocabulário
vocabulário

domingo, 20 de dezembro de 2015

Review: The Big Bang Theory 9x11 - “The Opening Night Excitation”

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Opening Night Excitation", exibido no dia 17/12/2015! 
star wars special

Na última quinta-feira, estreou mundialmente o absurdamente esperado filme ‘Star Wars: O Despertar da Força’. E num ineditismo interessantíssimo, os mistérios envolvidos na produção se tornaram lendas por si só: a sessão de exibição para a crítica especializada, só para citar um exemplo, ocorreu em selecionados lugares, e apenas um dia antes da estreia para o público.

O nobre objetivo era um só: guardar as grandes reviravoltas do filme o máximo possível, para que o público pudesse ser surpreendido nas salas de cinema da mesma forma em que o foram em 1980, quando o vilão Darth Vader soltou sua hoje icônica frase ‘No, I’m your father’.

E tudo funcional magistralmente bem. Eu, por exemplo, desde do primeiro anúncio do novo filme, evitei ao máximo qualquer tipo de informação, ou trailer, ou fotografias e teorias. Assim, posso dizer que fiquei realmente surpreendido com quase tudo que se passou durante a projeção.

E isto nos leva ao novo episódio de The Big Bang Theory. Logo na primeira cena, vemos a clássica iconografia de letras azuis em um fundo preto, com os dizeres: ‘Há pouco tempo, em um apartamento em Pasadena’. Então, o logo The Big Bang Theory é recriado como o de Star Wars, e com a lendária trilha sonora clássica de John Williams, acompanhamos os letreiros passando por um fundo estrelado.

the big bang theory

Como se esta pequena homenagem não fosse suficiente, somos informados pelo texto de que os rapazes, Leonard, Sheldon, Howard e Raj, estão preocupados em conseguir ingressos para assistir ao novo Star Wars na estreia. A sequência de abertura que se segue a isto, nos mostra os quatro tentando conseguir a pré-venda, sendo que Sheldon até mesmo se submete ao que chama de ‘medida desesperada’: rezar. Os ingressos, enfim, são comprados, e a série segue com sua sequência de abertura padrão.

Uma vez com os ingressos em mãos, uma situação um tanto quanto preocupante parece se iniciar. Próximo da data da estreia, Penny informa Sheldon de que a sessão que eles irão acontecerá exatamente na noite em que Amy faz aniversário. “Você percebe que eu comprei o ingresso enquanto eu e a Amy não estávamos juntos? Se eu assistir em outro dia, alguém pode estragar o filme para mim. Ninguém pode estragar o aniversário da Amy: ‘surpresa, ela está ainda mais velha, quem diria?’” – justifica o físico.

 Se me pergunta, neste ponto, Leonard explica que eles estão há 3 dias da estreia. Não seria mais simples se Sheldon fizesse algo especial para comemorar o aniversário da Amy qualquer noite nestes três dias? Afinal, a garota sabe que seu namorado é obcecado por Star Wars. Eu acho isto extremamente possível. Mas se assim o fosse, não haveria conflito, e nem as ótimas alegorias que viriam a seguir.

the big bang theory

Conflituoso com a questão, Sheldon acaba recebendo a visita de uma antiga personagem bastante conhecida, o Prof. Proton, que na mitologia da série, possuía um antigo programa de televisão nos moldes de ‘O Mundo de Beakman’, e que havia sido um catalizador para Sheldon descobrir sua vocação. O seriado o matou há algum tempo, de forma que o personagem (vivido pelo ator Bob Newhart – que apesar de uma lenda, só ganhou seu primeiro prêmio Emmy justamente por sua participação em The Big Bang Theory, em 2013), aparece aqui como um ‘fantasma translúcido brilhante’ no estilo de Obi-Wan Kenobi em Star Wars. E se o translúcido brilhante, sozinho, já é uma referência óbvia o bastante, optaram ainda por vesti-lo com as roupas de um Jedi, incluindo aí um sabe de luz. O que é muito engraçado, principalmente pelas reações do Bob Newhart, que demonstra que nem a personagem sabe exatamente o que esta acontecendo.

Enfim, Sheldon decide deixar o filme de lado para celebrar o aniversário de sua amada, e nada mais simbólico para representar a recente reunião do casal, do que uma noite de amor. Penny até quebra a taça de vinho em sua mão quando Sheldon a informa de que, sim, está querendo fazer sexo com Amy.

Em correlato a isto, Leonard, Howard e Raj vão ao cinema assistir ao novo Star Wars. E o melhor do episódio, talvez, seja a genial alegoria feita – graças a uma edição primorosa - entre o misto de preocupação e tensão que antecedem a primeira vez – tanto no sexo de Sheldon e Amy, como no filme para os rapazes – e o pós-prazer que vem depois, como todo mundo realizado em suas devidas esferas.

the big bang theory

O episódio, enfim, o último antes do hiato que acompanha as festas de final de ano, foi extremamente divertido e repleto de referências clássicas. Só faltou a The Big Bang Theory um pouco da vivacidade e perspicácia do novo ‘O Despertar da Força’ para manter seus mistérios, já que o sexo entre Amy e Sheldon, e como ele ocorreria em um especial sobre Star Wars, já haviam sido divulgados e inundado a internet há bastante tempo.


O melhor
+ A abertura em referência a Star Wars foi muito legal.
+ o Bob Newhart de Obi-Wan Kenobi foi genial, principalmente quando ele tenta matar seu própria fantasma com o sabre de luz para não precisar ouvir Sheldon falando se seus planos de fazer sexo.
+ Os rapazes rindo quando Howard diz que eles poderiam ‘esperar o Sheldon’ para ver o novo Star Wars.
+ A Penny quebrando a taça quando Sheldon diz que quer fazer sexo com Amy foi uma das melhores coisas do episódio.
+ A alegoria entre os rapazes vendo o novo Star Wars pela primeira vez, e o Sheldon fazendo sexo pela primeira vez, foi muito bem montada e planejada.

O pior
- O personagem Stuart, o palhaço triste, faz uma ponta ridícula neste episódio, somente para justificar a aparição de Wil Wheaton, que por sua vez, é introduzido no episódio só para fazer graça entre a briga dos fãs de Star Wars e Star Trek. Infelizmente, isto não funciona, e acaba indo do nada a lugar algum. Uma oportunidade muito mal aproveitada.
- Seria muito mais fácil, e faria muito mais sentido, se Sheldon comemorasse o aniversário da Amy um dia antes da estreia, ou até um dia depois.
- A divulgação de que Sheldon e Amy fariam sexo, em um especial sobre Star Wars, já havia acontecido há tempos, tirando toda a surpresa da trama.

Nota: 10

Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

Dica da Semana: Dez coisas que aprendi sobre o amor

"Dez coisas que aprendi sobre o amor" foi um dos lançamentos de outubro da Editora Novo Conceito. A leitura do livro foi um pouco difícil para mim, apesar de achar a história bem interessante. Vamos lá:

livro novo conceito
Título Original: Ten things I've learnt about love.
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581637778
Ano: 2015
Páginas: 256

Sinopse: Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?

Para começar, devo dizer que a narração intercalada entre os dois personagens principais foi muito bem acertada. Conseguimos ver ambos os lados. Quando eu disse no começo que a leitura não fluiu foi porque eu não conseguia identificar qual a relação entre os dois e a leitura só fez sentido quando os mesmos fatos passaram a ser narrados pelas duas versões. Alice está de volta a sua casa depois de uma separação e viagens pelo mundo por um motivo nada legal: seu pai está morrendo. Já Daniel, aparenta ter sido de boa família mas vive entre abrigos, ele não quer mais uma vida rotineira a única coisa que o motiva é encontrar a sua filha.

Todos os personagens são bem construídos e o conhecemos bem ao longo da narração. Alice e Daniel lidam com seus próprios fantasmas e conflitos familiares, embora o dele saibamos apenas por suas lembranças. Alice sempre se sentiu deslocada e bastou o rompimento com o ex, Kal, para viajar por diversos lugares no mundo. Ela possui duas irmãs bem diferentes: Tilly e Cee, que sempre foram mais próximas do pai do que ela. Há ainda um mistério envolvendo a morte prematura da mãe delas, quando a protagonista tinha apenas 4 anos e aos poucos vamos ligando os fatos.

livro novo conceito
original
‘‘Sou um velho de coração meloso, não há outra maneira de descrever. E a verdade é que me sinto mais em casa aqui — à beira do rio, onde há lama e confusão — do que nos quarteirões chiques como o do Tube, com suas telas reluzentes e seus seguranças.”

 "Você não pode sentir saudade de alguém que nunca conheceu. Mas sinto saudade de você." 

Já Daniel vive sozinho pelas ruas de Londres. A única pessoa que consegue conversar com ele e sua atenção é Anton, um polonês que busca emprego para voltar para sua filha. As divagações de Daniel são bem profundas e apesar das mãos calejadas, quando o pai de Alice morre e ele descobre onde encontrá-la, passa a fazer flores de dobradura e materiais reciclados para a jovem. A autora nos agradecimentos diz que o livro é uma carta de amor a Londres, e de fato, é. São muitos lugares detalhados, que fazem a imaginação ir longe.

A editora arrasou na capa, ela é linda e depois que você termina a leitura percebe que ela faz todo o sentido. A diagramação também está boa. Enfim, "Dez Coisas que aprendi sobre o amor" foi uma leitura que me surpreendeu, apesar de eu empurrá-la no início. Não espere por um final bem certinho, mas muitas divagações, afinal, é um livro para se pensar.

PS: Eu amei as listas de ambos os personagens, nos aproxima deles.

CoisasdaJuuh/ Autora: Juliana Rovere A dica está em um modelo diferente do qual usamos porque foi posteriormente postada pelo nosso site parceiro Coisas da Juuh. A repostagem foi autorizada pelo autor e blog. 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Comic Con Experience - 2ª Edição

Em dezembro do ano passado ocorreu a prestigiada e tão aguardada primeira edição da Comic Con Experience, um braço nacional da lendária convenção que nasceu nos Estados Unidos nos anos 70, e se tornou hoje um fenômeno do gênero com importância ímpar para o segmento que aborda: quadrinhos, cinema e televisão.

comic con experience são paulo

Tendo sido o primeiro um assombroso sucesso, entretanto, era meio esperado que os organizadores – a turma do site Omelete – iriam extrapolar e expandir o evento de todas as formas possíveis. Assim, independentemente de a segunda edição ser um sucesso ou um fracasso, seria sem dúvida imperdível.

Por sorte, foi um sucesso avassalador, com vários ingressos esgotados meses antes do evento sequer começar. Artistas de renome internacional foram confirmados, indo do lendário desenhista Frank Miller – de Sin City, 300 de Esparta e O Cavaleiro das Trevas -  a astros hollywoodianos como Adam Sandler e John Rhys-Davies – o Guimli de O Senhor dos Anéis e o Sallah de Indiana Jones.

Para quem gosta de cinema, estandes especiais de variados estúdios hollywoodianos traziam relances e atrações de futuros lançamentos, como a divertida piscina de bolinhas no estande de Procurando Dory, da Pixar, ou o espetaculoso estande de Star Wars – O Despertar da Força, que acabou de estrear mundialmente.

comic con experience são paulo

A temática de Star Wars, por sinal, era evidente. Naquele que promete ser o ano da saga, cujo último filme foi lançado há 10 anos, vários estandes e atrações estavam destinados à turma da Força. Havia até uma Havaianaria somente com chinelos de estampas especiais da saga. 

Neste ano, entretanto, não tivemos a presença da casa de leilões Profiles in History, que lida com objetos cenográficos e trouxe um dos meus estandes favoritos no ano passado, expondo vários itens interessantíssimos, como o martelo original usado no filme Thor (2011). 

Mas, bem verdade, neste ano foi possível ver de perto o escudo usado no novo Capitão América 3: Guerra Civil, bem como os figurinos do badalado Batman vs. Superman: A Origem da Justiça. Ambos os filmes estreiam no ano que vem e possuíam estande próprio.

comic con experience são paulo
comic con experience são paulo
comic con experience são paulo
Apesar de eu ter tido a sorte de ficar praticamente cara-a-cara com Frank Miller – eu estava passando no exato momento em que o ícone dos quadrinhos entrou no estande do Omelete para dar uma entrevista – não sou particularmente ligado aos quadrinhos.

Entretanto, para quem é aprofundado no tema, o evento estava repleto com grandes nomes do setor, indo desde Maurício de Sousa, da Turma de Mônica, em um painel com fanfarras próprias, a inúmeros quadrinistas consagrados espalhados em corredores de mesas do denominado Artists’ Alley, como exemplo do talentoso Camilo Solano, meu amigo dos tempos da escola, e que hoje desponta como uma grande aposta dos quadrinhos nacionais.

Para o nosso foco principal, as séries, a Comic Con Experience não desapontou, e trouxe artistas como Misha Collins, de Supernatural, e até o Power Rangers vermelho Steve Cardenas. Já o Netflix trouxe para o Brasil os atores Krysten Ritter e David Tennant, da recém-lançada série badalada Jessica Jones, além de expor em seu gigantesco estande figurinos originais do seriado Arrow.

comic con experience são paulo

Mas não pense que é fácil topar com alguma celebridade por lá. Ao ser que você tenha comprado um dos pacotes especiais – que garantem fotos, autógrafos, ou participação em painéis – é praticamente impossível saber onde eles estarão, que horas ou por onde chegarão. Não é impossível, entretanto. Mas se acontecer, mais provável que seja por mero acaso.

Para os consumistas, inúmeros estandes com bonecos, esculturas e produtos de tudo que é tipo voltados para a cultura geek. Destaque para o sonhador estande da Moleskine, a famosa fabricante italiana de cadernos, que reuniu no evento modelos de suas séries limitadas do Star Wars, Simpsons e O Hobbit, dentre outros.

Mas falar de Comic Con e não falar de cosplays é uma heresia. Uma infinidade de pessoas vestidas de personagens de filmes, quadrinhos, séries, desenhos e jogos podia ser vista a todo o instante, a qualquer momento, num traje melhor que o outro. Desde a Padmé Amidala, de Star Wars, à Malévola, do filme homônimo. Também estavam lá o Kuzco, de A Nova Onda do Imperador, vários Homem-Aranhas, e algumas versões de Finn, o herói de Adventure Time (desenho que faço reviews aqui no Falando Série).

comic con experience são paulo

Nem tudo é perfeito, evidentemente, e para aproveitar o evento em sua totalidade, é bom se preparar para longas filas. Como acontece com o parque Hopi Hari, os estandes mais badalados da Comic Con Experience possuíam um mar de pessoas a serem vencidas, a exemplo da piscina de bolinhas do estande da Pixar.

Enfim, um evento formidável, extremamente divertido, e que cumpre o que promete em sua totalidade. Se você perdeu as duas primeiras edições, não fique triste. Fique esperto, pois a terceira edição já foi confirmada, para dezembro de 2016. Dá muito tempo para você se programar. Bora lá? #VAIserÉPICO

Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

Review: The Middle 7x10 - "Not So Silent Night"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "No So Silent Night", exibido no dia 09/12/2015! 

heck family

Estamos quase no Natal. E como bem descreve Frankie em sua tradicional narração ao começo do episódio, esta data é ‘sobre paz, amor, e a alegria de se estar com a família’. E o amor que a família Heck tem entre seus membros é inquestionável. Já paz e alegria, bem...

The Middle nunca teve medo de trabalhar a dinâmica problemática de uma típica família do interior americano. E como bem sabemos – e adoramos saber – a família Heck é atipicamente problemática.

Neste delicioso episódio natalino, começamos acompanhando os 5 membros da família reunidos à mesa de jantar, saboreando uma ceia típica da véspera natalina. Frankie, aponta, entretanto, que todos devem se apressar, pois esse ano ela exige que todos saiam às 6 p.m., para tentar conseguir um lugar decente na igreja.

É evidente que não dá certo, pois uma confusão entre o relógio de pulso atrasado da Frankie – que ela confidencia ter derrubado na privada – e o relógio praticamente impossível de se ler do micro-ondas, os fazem estar atrasados. Frankie queria sair à 6, mas como Axl confere em seu celular, na realidade são 6:48.

Dê-me certa liberdade para abrir um parêntese aqui. Considerando que o horário estivesse certo, isto significaria que os Heck estariam jantando às 5 horas da tarde. Sim. Isso parece minimamente crível para você? Não sei que horas os norte-americanos costumam jantar, mas 5 horas da tarde não me parece muito comum para uma ceia de Natal. E mesmo no horário real, 6:48, continua extremamente cedo. Enfim, continuemos.

A típica correria da família se inicia, com cada um correndo para um lado para se arrumar, enquanto Frankie grita regras diretas sobre cada próxima etapa até a chegada na igreja. Uma epifania, entretanto, se acomete quando a matriarca se olha de relance no espelho, segurando um sutiã com a boca.

heck family

Ela percebe que não há tempo, e que mesmo que se apressem, ficarão num lugar horrível, e toda a noite será arruinada. E tão logo Mike avisa aos filhos que Frankie desistiu, nenhum deles parece minimamente perturbado. Mas não ir na igreja, diz ela, não significa que eles não irão à igreja. O plano dela é simples, mas qualquer um que acompanhe a série pode prever que não dará certo: assistir a uma missa de Natal pela TV.

Á princípio, todos se arrumam e se posicionam em frente à televisão. Mas demora muito para se dispersarem abruptamente. Axl logo pega um salgadinho e Mike o controle remoto. Reprovado por Frankie, Mike se defende ‘eu quero apenas segurá-lo’.

Tão logo chega o primeiro intervalo comercial, Sue convence a todos – no cansaço, é bem verdade – a colocarem gorros natalinos e deitarem na cama de Mike e Frankie para uma foto que, em seus planos, será postada para que todos a vejam logo na manhã de Natal. “Será icônico” – diz ela, numa animação que não é compartilhada por mais ninguém.

heck family

Entretanto, enquanto Sue tenta passar a foto para computador, de alguma forma que nem ela sabe explicar, todos as fotos que existiam no PC são apagadas. Todas. Os Heck, sendo quem são, não possuem back-up, e assim, 7 anos de fotos de família – férias, natais, aniversários, formaturas – são simplesmente perdidos. Frankie entra num estado de desespero catatônico, e se isso não fosse dramático o bastante, ela percebe que sequer se lembra de onde colocou a caixa com as antigas fotos físicas da família. Deprimida pela iminência de dar adeus às fotos de bebês, Frankie inicia uma busca intensa pela casa.

O melhor momento do episódio é quando Sue encontra uma caixa que possivelmente contém as fotos antigas. Frankie senta animada no chão para verificar, só para descobrir que não verdade é uma caixa com antigas revistas People. E Frankie deitando desesperada no chão, e depois saindo se arrastando, tem ser um dos melhores da temporada.

Ao final, após uma pequena confusão que atinge até Mike, que se recusa a participar de um escândalo da Frankie – que chega a deitar na cama em prantos, numa cena divertidíssima, onde cada filho tenta, de seu modo, acalmá-la – tudo meio que se resolve. Mike até encontra a caixa com as fotos antigas. Mas as fotos novas, de fato, se foram, servindo de moral para todos nós, que nesta era digital, estamos tão acostumados e tirar milhões e milhões de fotos, que realmente não damos atenção para preservar os registos realmente importantes.

heck family

Em paralelo, numa subtrama engraçada, Brick e Axl se desentendem pelo presente de Natal da Frankie. Desde pequenos, Axl e Brick se juntam para dar um perfume de presente para a mãe. Aqui, Brick tenta cobrar a parte de Axl do presente, que se recusa a pagá-lo, fazendo com que o jovem tente entregar o presente sozinho. Uma cena engraçada, com uma tirada melhor ainda quando Frankie abre o embrulho achando que era outra coisa.


O melhor
+ Mike dizendo que ir à igreja em casa era a melhor ideia que Frankie teve desde que disse não à uma quarta criança. “Eu disse não à segunda criança”, corrige ela.
+ Frankie, desesperada, tirando o Axl da cadeira do computador para sentar-se lá e apertar todas as teclas para tentar recuperar as fotos.
+ Eles desligando e ligando o computador depois de alguns segundos, para tentar restaurar as coisas.
+ Axl chegando para amparar a Frankie e cobrindo as pernas dela com a colcha da cama.
+ A Sue tirando uma selfie com mãe em prantos.
+ A cena da Frankie chorando no chão, e saindo se arrastando, é uma das melhores da temporada.
+ A Frankie dizendo que nunca gostou do perfume que os filhos costumam dar para ela, para descobrir logo em seguida que ganhou exatamente a mesma coisa.
+ Os filhos tentando tirar o Mike do sofá para que ele vá consolar a Frankie, o fazendo cair no chão.
+ A Frankie fechando a porta na cara do coral da vizinha Nancy também foi demais.

O pior
- O horário da ceia de Natal deles é muito esquisita.

Nota: 10

Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Review: The Big Bang Theory 9x10 - “The Earworm Reverberation”

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Earworm Reverberation", exibido no dia 08/12/2015! 

the big bang theory 9x10

Ao final da última temporada de The Big Bang Theory, a série resolveu subverter seu status quo e encerrar aquele que parecia ser seu mais sólido relacionamento: o de Sheldon e Amy.

Mas não sólido no sentido habitual. Oh, não. A única coisa que não pode definir o relacionamento de Sheldon e Amy é habitual. Os dois são almas solitárias, que sofrem de problemas de relacionamento, e possuem mentes muito complexas para se sentirem atraídas por pessoas medianas.

O que tornava o relacionamento dos dois sólido, ao menos ao olhar dos fãs, era o fato de que dentro da maluquice de cada um deles, somente um parecia suficientemente apto a encontrar espaço para se relacionar com o outro. Amy e Sheldon se completavam em suas alucinações.

E ao menos no que tangia o arco dramático da personagem Sheldon, a solidez parecia ainda mais intransponível, uma vez que era quase certo que se não fosse com Amy, o lunático e genial cientista provavelmente acabaria seus dias sem jamais se relacionar com outra mulher.

Amy, por outro lado, ao menos neste aspecto, sempre foi mais vulnerável. Composta por o que parecia ser uma tonelada de tensão sexual reprimida, Amy praticamente inspirava e transpirava sexo. E as piadas homossexuais que constantemente fazia com Penny apenas frisavam o quão carente se encontrava a neurocientista, que em determinado momento, chegou até a se excitar ao ser espancada punitivamente por Sheldon (numa cena que até mesmo a atriz Mayim Bialik, que interpreta Amy, revelou ter se sentido constrangida de fazer em entrevista a Larry King).

E se o status quo da série foi subvertido, a personagem que mais sofreu com esta mudança, e cresceu em poucos episódios o inimaginável nas primeiras oito temporadas da série, foi Sheldon Cooper. Como cansei de dizer em meus reviews desta temporada, Sheldon foi tão drasticamente afetado pela rejeição de Amy, que muitas de suas ações se tornaram erráticas o bastante para nos sentirmos diante de uma personagem que parecia ter saído dos trilhos do que foi construído solidamente como sua própria mitologia.

the big bang theory 9x10

Sheldon, veja só, chegou até mesmo a cogitar sair com outras mulheres e cantar uma delas em um bar. Mas foi somente no sétimo episódio desta temporada, “The Spock Resonance”, que a série retirou a última camada do passado de Sheldon e nos trouxe as explicações para sua abrupta e recente mudança de personalidade. Questionado em determinado momento daquele episódio sobre o que o personagem Spock tinha de tão atrativo, Sheldon responderia com um olhar de reminiscências e um sorriso solto: ‘O sonho de um mundo frio e lógico, alheio a qualquer emoção humana’.

E esta realidade que Sheldon resolveu abraçar para si vinha funcionando extremamente bem. Até o rompimento com Amy. Foi neste momento que o muro que cerceava o personagem de sua própria natureza humana começou a ruir, o expondo, finalmente, a um sentimento denso o bastante para mudar sua própria perspectiva sobre o mundo e sobre si mesmo. Sheldon, enfim, é humano, e precisa encarar sua humanidade.

Neste novo episódio, que promete ser um marco na história da série, e provavelmente será lembrado com grande entusiasmo por uma legião de fãs, Sheldon se encontra novamente enfrentando as lacunas de sua própria realidade alternativa. Não cansamos de ver Sheldon se vangloriar de sua memória idílica, e aqui ela parece falhar.

Por alguma razão, Sheldon não consegue tirar uma melodia de sua cabeça, e passa grande parte do episódio tentando entender não somente qual música era aquela, mas porque ela estava tão grudada em sua mente. Assim, o vemos passar grande parte do episódio cantarolando a mesma, seja com um teclado, um trombone, ou mesmo gargarejando.

Por fim, quando estava quase ciente de que sua mente estava se dilapidando e se implodiria automaticamente, Sheldon relembra de Brian Wilson, o genial músico membro da banda Beach Boys, e que sofre de problemas mentais. Bingo! A música que não sai de sua mente é Darlin’, lançada pelos Beach Boys em 1967, e cuja letra, diz Sheldon, o lembra de Amy.

Numa epifania típica do entretenimento norte-americano, o cientista sai em disparada para proclamar seu amor profundo a Amy. Entretanto, não parece ser um bom dia, já que Amy, em alguns episódios anteriores ela própria, dispensada por Sheldon, resolveu tentar a chance novamente e marcar um encontro com Dave, aquele mesmo que é fã do trabalho de Sheldon, e não parava de mencioná-lo em alguns episódios atrás.

the big bang theory 9x10

Rendendo uma cena extremamente divertida, onde o próprio Dave, entusiasmado por finalmente conhecer seu herói, decide ajuda-lo e voltar com Amy, Sheldon e Amy reatam com um beijo que você jamais poderia esperar ter vindo do antigo Sheldon. Mas cá entre nós, aquele Sheldon já não existe mais.

Em paralelo, numa subtrama engraçada, Howard e Raj retomam os trabalhos da divertida banda Footprints on the Moon, duo engraçadíssimo formado pelos dois no quarto episódio da temporada, para tentar atrair mais público para a loja de quadrinhos do Stuart. Mas aqui não há música alguma. Os rapazes apenas descobrem que possuem um fã na página da banda no Facebook, e obcecados com isso, passam a persegui-lo peles redes sociais e até num bar.

Uma vez neste bar, Howard e Raj o olham ao longe, e imaginam vários cenários de como o encontro se dará, até verem seu fã cutucar o nariz, retirar uma meleca e depois comê-la. Sim, nojento, e os rapazes sabem disso, deixando o lugar antes que vomitassem pelo chão. O fã, é claro, os reconhece bem quando eles estão saindo. Animado, o fã grita por eles, que saiam dali o quanto antes, encerrando a subtrama magistralmente. Mas cá entre nós, este não era o episódio deles. Que Sheldon e Amy sejam felizes para sempre.

the big bang theory


O melhor
+ As cenas onde Dave ajuda o Sheldon a reconquistar a Amy são impagáveis. Se vê que, mesmo perdendo a pretendente para outro homem, ele está animado de que é o Sheldon.
+ A subtrama do Howard com o Raj foi muito boa. É sempre engraçado quando os dois se unem em uma trama própria.
+ O Howard e o Raj entusiasmados com o fato do fã deles aparentar ser descolado.
+ A Penny tirando o teclado do Sheldon no meio da noite.
+ Muito legal o seriado dar uma música tema para o amor de Amy e Sheldon: Darlin’ dos Beach Boys.

O pior
- A Bernardette foi totalmente inutilizada neste episódio. Só a colocaram para cumprir tabela.
- O vídeo que o Sheldon começa a fazer quando acha que está ficando doido não vai muito para lugar nenhum.

Nota: 10
Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Dica da Semana: CGP Grey


Oi, gente! Já faz um tempo, né? C'est la vie, como dizem os franceses :)

Então, hoje trago outro dos meus canais de YouTube favoritos! Este, porém, vocês talvez não conheçam. É o CGP Grey!




Agora, sobre o que ele fala? Sobre muitas coisas, para ser sincera. Mas isso não é resposta. Seus temas giram em torno de política e história, principalmente. Desde assuntos mais sérios até curiosidades. Temos, por exemplo, vídeos explicativos do sistema parlamentar até vídeos em que alguns mitos são explicados. E aí temos aqueles vídeos meio ponto-fora-da-curva que tratam sobre café e Urano (o planeta, sim).

De qualquer maneira, são todos sempre muito interessantes. Especialmente, diga-se de passagem, para quem gosta de / tem interesse em história ou política. Além disso, o Grey tem um humor sarcástico decididamente britânico que é fantástico (na minha humilde opinião).



Agora, o que eu posso dizer que não gosto ou que pode ser chatinho nos vídeos... O Grey fala inglês britânico muito rápido. Conselho: use legendas mesmo que você saiba inglês muito bem, vai precisar. Outra coisa, o Grey não atualiza com muita frequência porque seus vídeos - naturalmente - requerem muita, mas muita, pesquisa. Essas duas coisas são as únicas que vejo como realmente "negativas".

Fora isso, sou fã e já devo ter visto quase todos os vídeos... Então, sou meio suspeita para falar. Mas super recomendo para quem gosta dos temas ou quer ter alguma curiosidade nova para contar durante a social, rs.

Pessoal, taí a dica da semana. Se já conhecerem o canal ou se ficaram curiosos e depois quiserem bater um papo, tô aqui!

Para quem quer ver um vídeo (ou dois, ou três...) ficam aqui alguns dos meus all-time favourites:






Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Reviews: Hora de Aventura 7x06-13

Nosso apanhado de Hora de Aventura está aqui de novo! Quem quiser ver as resenhas dos cinco primeiros episódios, clique aqui.

7x06: "Stakes: Part 1: Marceline the Vampire Queen"

adventure time

Com este episódio especialíssimo, Adventure Time inicia uma série especial que procura abordar um pouco mais sobre o passado (e presente/futuro) de uma das personagens mais adoradas da série, a vampira Marceline.

Já sabemos, devido a episódios anteriores, que Marceline é uma das criaturas mais antigas do mundo pós-apocalíptico, tendo inclusive presenciado o incidente que modificou o mundo que conhecemos hoje para a distopia alucinada e alucinógena onde se passa a série.

Este episódio inicial, que já começa com uma abertura alternativa divertidíssima, cantada pela própria Olivia Olson, que dá voz à Marceline, e com desenhos especiais, nos apresenta à vampira em uma dúvida existencial. Como ela própria diria, “Quando eu me tornei uma vampira, eu era uma criança problemática. Se passaram mil anos, e ainda sou problemática”. 

É justamente por isso que ela pede à sua amiga (e talvez ex-amante) Princesa Bubblegum, que a desvampirize. Sim. Sendo Bubblegum uma viciada em ciências, inclusive as ocultas, ela desenvolveu um método, nunca testado, para desvampirizar um vampiro, retirando-lhe todo o fluido vampírico de seus corpos.

E após Marceline passar por todo o procedimento, sendo a primeira, resta a dúvida em torno da eficácia. Sendo Adventure Time, Adventure Time, é evidente que alguma coisa muito mais complexa ocorreria. O fluido vampírico retirado de Marceline, e devidamente depositado em um balde, acaba ganhando vida própria, e sozinho, passa a atacar animais do vilarejo próximo, sugando-lhes o sangue.
Sendo Marceline a única vampira restante, toda a culpa recai sobre ela. Os moradores do vilarejo afetado, assustados, acabam contatando Finn e Jake. O nosso amado cachorro amarelo mágico, entretanto, nunca foi muito fanático por vampiros, e logo de cara já decide ir atrás de Marceline para puní-la. Finn, por outro lado, é muito mais razoável, e exige uma investigação apropriada.

É muito engraçado vê-los em ação, com Jake assumindo o papel de ‘policial malvado’. Sem conseguir comprovar que Marceline havia cometido as atrocidades, uma vez que até ela própria tinha dúvidas, Jake e Finn acabam ganhando a animosidade do povo do vilarejo, que decide fazer justiça com as próprias mãos. O episódio termina com o sol batendo em uma Marceline amordaçada. Finn corre em sua direção para salvá-la, sem sucesso. Estaria ela encontrando seu destino, já que vampiros não resistem ao sol?

Nota: 9,0

7x07: "Stakes Part 2: Everything Stays"

adventure time

Ao final do episódio passado, Marceline se encontrava em uma bela enrascada. Amordaçada pelo pessoal do vilarejo, que a acusava, injustamente, de ter sugado o sangue de todos os animais do local, ela agora enfrentava o amanhecer, e o sol sádico lhe tocando a pele. Vampiros não resistem ao sol. O que poderia acontecer?

Não sabemos logo de cara, uma vez que o episódio corta desta cena para uma série de flashbacks, sendo o primeiro deles um que nos mostra uma pequenina Marceline no colo de sua mãe. A garotinha reclama de seus sonhos estranhos, no que a mãe a conforta com um poético “uma coisa estranha pode ser uma coisa familiar, mas vista de um ângulo diferente”. As duas se abraçam e cantam uma belíssima musiquinha chamada ‘Everything Stays’ (que dá nome ao episódio), composta por Rebecca Sugar, ex-roteirista do programa, e que aqui faz a voz da mãe de Marceline.

Um avanço no tempo já a posiciona num futuro pós-apocalíptico, onde a garotinha Marceline agora vive com Simon, o caçador de relíquias que acabou possuído pelo Rei Gelado, após colocar uma antiga coroa mágica (ou seria amaldiçoada), em sua cabeça. Simon, em uma fase quase final de transformação no Rei Gelado, está de partida, e justifica sua ida com o medo de que sua nova persona possa acabar machucando a pequena Marci. Ele parte, e a deixa inconsolável.

Nova passagem temporal, e o flashback avança para uma Marceline já adolescente, com um visual meio punk, vivendo num mundo já totalmente destruído. Ela persegue um vampiro brincalhão e zombeteiro, e após perfura-lo com uma adaga de madeira, o transforma em fumaça. Marci respira a fumaça, e logo de imediato, ganha para si a grande característica do vampiro morto: a levitação.

Em seguida, novo interlúdio, e a vemos caçando animais para alimentação. Após avistar um coelho, ela tenta laça-lo, até descobrir que na verdade acertou uma garotinha humana, que vestia um chapéu de coelho. Totalmente assustada, a garotinha corre em direção ao grupo de humanos sobreviventes, e avisa sobre o vampiro que lhes ronda.

Marceline tenta avisá-los de que não é um vampiro, mas não consegue fazer a tempo, e todos correm dela. Momentos depois, enquanto o grupo de humanos se reúne em torno de uma fogueira para cantar - e como diz um deles, “é nosso dever contar as histórias, e cantar as músicas. A arte deve sobreviver” – Marci acaba usando seu próprio contrabaixo para cantar ela própria, numa moita próxima. A garotinha a aborda, assim como todos os outros humanos, e a música que os uniu, os faz confiar em Marceline.

Caçadora de vampiros, Marceline passa a proteger os humanos dos sugadores de sangue. Mas tudo muda quando o navio que os humanos vinham preparando para realizar uma fuga do continente – que está se tornando cada vez mais perigoso – acaba sendo atacado por dois vampiros extremamente perigosos: o Hierophant, um vampiro que parece uma versão endiabrada do Conde Drácula, que ela mata e absorve seu poder de transfiguração, e o próprio Rei dos Vampiros, que não chega a aparecer.
Antes disso, o episódio retorna rapidamente para seu início, com Marceline amordaçada, sendo atingida pelo sol. Mas nada acontece. O procedimento feito pela Princesa Bubblegum no episódio anterior funcional. E Marceline já não é mais vampira. O episódio termina com Jake, totalmente assustado, flagrando o fluido vampírico retirado do corpo de Marceline se transformar em um conjunto de várias criaturas.

Nota: 10

7x08: "Stakes Part 3: Vamps About"

adventure time

Este episódio começo exatamente onde terminou o anterior: Jake acaba de vislumbrar o fluido vampírico de Marceline se transformar em várias criaturas. Algumas delas são rapidamente reconhecíveis, ambos do episódio anterior: um é o vampiro zombeteiro morto logo no começo, e o outro é o condedraconiano Hierophant, morto ao final.

Não é preciso muito esforço para entender que ali, provavelmente, estão reunidos os vampiros mais poderoso que Marceline matou. E eles, tão logo renascidos, parecem não entender o que aconteceu. Todos sabem que foram mortos, e lembram de seus passados, mas não entendem como voltaram à vida. 

O maior deles, uma criatura maligna em forma de leão, com pernas de galinha e braços de lagarto, logo proclama a alegria da vida. Uma vampira, com um tipo de turbante na cabeça, que lhe cobre os olhos, ornamentado com uma grande pedra roseada, e um tipo de alargador de pescoço que se une a um tipo de cinto, logo reclama que o clima é diferente, e reclama da falta do antigo covil dos vampiros.

O grupo se desentende sobre os passos que devem dar a seguir e se dispersam, cada qual indo para o seu lado. Não antes de o maior deles pegar uma vaca que ali estava, pintar-lhe os olhos, e começar a dançar com ela de forma perturbadora.

Jake, entretanto, esteve ali o tempo todo, minúsculo, escondido embaixo de uma folha. Ele sai em desespero, a tão logo encontra Marceline e Finn, descreve o acontecido. Marceline fica um tanto desconfiada, já que jurava ter matado todos os vampiros, e decide ir até a casa de campo da Princesa Bubblegum.

Ali, descobrem que o fluido vampírico de Marceline havia sumido, e as contas finalmente se fecham. Ali também, o mordomo Peppermint, fiel escudeiro de Bubblegum, e ele próprio altamente ligado às artes ocultas, protagoniza uma cena extremamente engraçada, onde tenta desenhar os vampiros vistos por Jake, enquanto este os descreve.

É vendo um desses desenhos que Marceline compreende que está diante do Rei dos Vampiros. E um flashback nos mostra a batalha entre os dois. No mesmo navio visto no episódio passado, agora mais destruído, o Rei dos Vampiros, a criatura que dançou com a vaca minutos antes, se deixa ser morto por Marceline, não antes de morde-la, transformando-a em vampira e assegurando a continuidade da espécie.

Ao final do episódio, Marceline consegue se encontrar como Rei dos Vampiros, que estava protegido num campo de energia, juntamente do vampiro zombeteiro. Marceline mata o zombeteiro, e absorve novamente seu poder de levitação, mas não consegue pegar o Rei dos Vampiros, que foge, sem antes revelar que a vampira Imperadora, aquela mesma do alargador de pescoço, está a caminho do Reino Gelado. Preocupada com Simon, Marceline sai correndo para salvá-lo.

Antes de acabar o episódio, vemos uma imagem com os 5 vampiros que renasceram, e o vampiro zombeteiro recebe um X. Agora sabemos onde o resto da série Stakes irá nos levar. Bora à caça!

Nota: 7,0

7x09: " Stakes Part 4: The Empress Eyes"

adventure time

Atrás da vampira Emperadora, Marceline vai em direção ao Reino Gelado, para proteger Simon, o pobre caçador de relíquias que foi possuído pela coroa do Rei Gelado e enlouqueceu, mas não antes de ter salvo a garotinha Marci dos perigos do mundo pós-apocalíptico. Ela deve sua vida a ele, e o ama como um pai.

E ao que o episódio indica, a Imperadora já conhecia o Simon, com quem sugestivamente manteve um tipo de relacionamento, embora tudo nos leve a crer que ele tenha sido enfeitiçado por ela. O alargador que ela possui no pescoço, na verdade, é uma cobra, que sobe por detrás de sua cabeça, e puxa rapidamente o turbante para revelar os olhos da vampira, que dotados de grandes pupilas coloridas, enfeitiça quem os olha.

Sedenta por sangue de humanos, a Imperadora exige que o Rei Gelado capture Finn, o único humano ainda vivo, e o traga para ela. Enquanto o Rei Gelado segue com sua missão, a Imperadora assume seu trono, e passa a gargalhar enquanto lê um dos diários do maluco, relembrando as próprias maldades que ela fez com o pobre Simon.

O Rei Gelado consegue capturar Finn, mas quando chega em seu castelo de gelo, também o faz Marceline. Finn, como um adolescente superativo, passa então a tentar matar, infrutiferamente, a vampira, que ordena que o Rei Gelado os mate.

Confrontando o Rei Gelado, Marceline acaba confidenciando que decidiu caçar e matar vampiros por causa dele. Ou de Simon, leia-se. Abandonada, e preocupada com Simon, ela percebe nos vampiros um perigo em geral, e decide então destruí-los. Essas memórias são coroadas por uma música cantada por ela.

O Rei Gelado finge se lembrar e chora falsamente, só para aprisiona-los. A Imperadora se junta a eles, e enquanto ela própria inicia uma discussão com o Rei, pois ele se recusa a mata-los, Finn escada e liberta Marci.

Ao final do episódio, o Rei Gelado revela que nunca foi amaldiçoado pelos olhos da Imperadora, e que apenas seguia suas regras, pois ela é uma mulher – o Rei Gelado é obcecado por donzelas. 

Quando tudo parecia perdido, é a Princesa Bubblegum quem aparece com sua arma de raio e salva a todos, aprisionando a Imperadora em uma onda energética. Marceline aproveita para matá-la, a absorver seu poder de invisibilidade.

Simon, afinal, continua são e salvo. E Marci percebe a importância de ter seus amigos na luta contra os vampiros. Mais um X é marcado.

Nota: 7,0

7x10: "Stakes Part 5: May I Come In?"
adventure time

Neste quinto episódio da divertida minissérie Stakes, Marceline começa o episódio em busca da vampira Lua, que deixa várias bolinhas gosmentas e brilhantes por onde anda. Finn se diverte com elas, e até as devora, para total enojamento de Jake.

Quando o grupo se afasta um pouco, um barulho no arbusto revela um assustado Crunchy, um dos doces cidadãos que compõe o Candy Kingdom. Devidamente vestido como um bicho, ele segue fugindo do Princesa King of Ooo, que o caça com flechas preparadas com algodão nas pontas.

Enquanto procura Crunchy, o Prinesa King of Ooo acaba encontrando com um javali diabólico. Crunchy o chama para subir em uma árvore, cientes de que o javali jamais irá alcança-los. Para total surpresa dos dois, o javali se transforma em um coala bigodudo, que rapidamente escala pela árvore até pegá-los.

“Onde está Marceline?” – pergunta. O King of Ooo, sem pestanejar, revela que ela passa muito tempo na casa de campo da deposta (ilegalmente, vale lembrar) Princesa Bubblegum.

O mordomo Peppermint esta sozinho no casebre, preparando um ensopado, quando batidas insistentes na porta o atraem. Ele abre para vislumbrar uma espécie de felino gigantesco, prostrado com uma boca aberta atormentadora, e extremamente engraçada. “Posso entrar?” – pergunta o vampiro, deixando o mordomo Peppermint aos risos. “Você é um daqueles vampiros da velha guarda, que não podem entrar se eu não permitir. Sua relíquia velha” – zomba ele.

Mas ele não precisa entrar. O cheiro da princesa já libera as narinas apuradas do vampiro, que passa a perseguir o grupo. Avisando a Princesa Bubblegum, o mordomo Peppermint envia uma série de mensagens de texto engraçadas, desculpando-se por deixa-lo partir.

Sabendo eles que o vampiro estava à caminho, o grupo decide deixar Finn exposto, com seus sedosos cabelos louros volumosos e lustrosos à mostra, para atraí-lo. E o truque funciona, mas ao contrário do que poderiam supor, o vampiro não está em busca de sangue. Ele quer apenas fechar um acordo com Marceline, mas ninguém o deixa falar, e tentam uma série de ataques para mata-lo, todos em vão.

Até mesmo a nojenta Princesa roxa Lumpy Space, que andava meio sumida com razão, já que é um dos personagens mais desprezíveis da série – embora dublada pelo criador de Adventure Time, Pendleton Ward – reaparece aqui para ajudar o grupo na caça.

Quando o vampiro perde a paciência, e se revela em sua forma de Conde Drácula, e decide ataca-los ao se transformar em uma espécie de aranha gigante, o medroso e assustado Jake resolve salvar a todos. Antes escondido na bolsa da Princesa Bubblegum, Jake lê uma mensagem do mordomo Peppermint, que informa que o vampiro gosta de tradicionalismos, como não entrar sem ser convidado.

Jake não tem dúvidas, e deixa a bolsa para se transformar em uma casa gigante, e proteger todos dentro dela. Sem poder ataca-los, o vampiro Hierophant revela seu plano à Marceline, querendo se juntar a ela para matar o Rei dos Vampiros, já que ambos possuem visões muitos distintas.

As negociações não dão certo, e quanto Marceline se encontra nas mãos do poderoso vampiro, Crunchy sai por detrás de um arbusto, ainda correndo do Princesa King of Ooo, e sem querer, empurra Hierophant dentro da casa-Jake. Como ele entra, sem ter sido convidado, o vampiro derrete e morre, virando a tradicional fumaça absorvida por Marceline, que adquire assim o poder de transfiguração.

Marci, infelizmente, havia sido atacada por Hierophant, e termina o episódio fragilizada até desmaiar. Mais um X é marcada, entretanto.

Nota: 10

7x11: "Stakes Part 6: Take Her Back"

adventure time

Neste novo episódio, Finn e Jake precisam encarar a caça aos vampiros sozinhos. Marceline foi atacada gravemente por Hierophant no episódio anterior, e agora precisa de tratamento para não sucumbir ao veneno.

Finn e Jake até tentam ajudar, com uma série de arrotos que de acordo com eles, era uma tradição de cura herdada de seus pais (Finn é irmão adotivo de Jake, vale lembrar), mas como sabiamente aponta a Princesa Bubblegum, ‘isto não funciona. Seus pais só arrotavam em vocês por zoeira’.

Bubblegum se culpa por ter deixado Marceline ser atingida pelo veneno. Mas enquanto a nojenta Princesa Lumpy Space só diz coisas ruins para deixar Bubblegum ainda pior, Jake e Finn tentam animá-la. “Eu sou envenenado o tempo todo só lavando a louça” – diz Finn, no que é complementado pelo mordomo Peppermint, que revela “eu me enveneno de propósito, para pesquisas, tenho um laboratório de venenos no Castelo”.

Adepta das ciências, a Princesa Bubblegum decide, então, levar Marceline para o laboratório do mordomo Peppermint, e deixa Finn e Jake com a ingrata tarefa de encontrar o próximo vampiro.

Os dois seguem as pistas deixadas pela vampira Lua, aquela que abandona pequenas bolas gosmentas brilhantes por onde passa. As bolas os levam para uma pequena jangada em um lado. Lá dentro, no interior de uma vazo de porcelana, se encontra uma adormecida vampira Lua, com sua orelha no meio da testa. Os dois tentam matá-la com uma estaca de madeira, mas o poder de cura da vampira torna a tarefa infrutífera.

“Leve-a no sol” – diz Jake. Mas igualmente não funciona. “Vamos seguir com o plano da Bubblegum e tentar perfura-la de inúmeras maneiras” – diz Finn, antes de iniciar uma série de golpes. Como a câmera se encontra posicionada na visão que Lua teria, entretanto, não vemos seu corpo sendo perfurado. É um desenho, afinal de contas.

Já no Castelo do Candy Kingdom, a Princesa Bubblegum tenta encontrar o laboratório, ao mesmo tempo em que precisa enfrentar o Princesa King of Ooo. “Você se esqueceu que perdeu a eleição?” – diz o maluco monarca. “Monarquia não é democracia” – grita a princesa, antes de derrubá-lo com um golpe de corpo.

Obviamente, Finn e Jake não conseguem matar a vampira Lua, e tão logo o sol se põe, a criatura acorda, e passa a persegui-los com um estranho e sombrio sorriso no rosto. Isto funciona, entretanto, já que o que a Princesa Bubblegum quis dizer, à princípio, era para que Finn e Jake a levassem de volta ao Castelo, e não a perfurassem nas costas (uma piada que dá nome ao episódio entre as frases ‘take her back’, de ‘levem-na de volta’, em inglês, e ‘stake her back’, algo como ‘estaqueiem-na nas costas’).

A Princesa, obviamente, tinha em mente que o poder de cura da vampira Lua pudesse ser retirado e entregue para Marceline, que usasse disso para se curar do ferimento e veneno do Hierophant.

Enquanto esperam a chegada dos heróis e da vampira Lua, o mordomo Peppermint tenta, em vão, curar Marci com um procedimento bastante besta. “Não questione os meus métodos” – diz, quando questionado da precariedade pela Bubblegum. “Precisamos esperar duas horas para fazer efeito” – diz o mordomo, convidando-a para jogar videogame, no que inicia um dos momentos mais engraçados do episódio, onde dois guardas Bananas discutem sobre um videogame de ioga. É muito engraçado!

Momentos de tensão se seguem, com a vampira Lua falando com sua voz grave diabólica, e controlando a todos com seus poderes mentais, e tentando abrir o compartimento onde Bubblegum se esconde com a desmaiada Marceline, que por sua vez, passa a sonhar. Em seu sonho, ela é uma velha, que mora junto com a Princesa Bubblegum, que permanece jovial. As duas parecem viver juntas, para delírio daqueles que imaginam as duas como um casal.

Mas Marceline acorda a tempo, e após o mordomo Peppermint perfurar Lua com uma estaca fazendo-a virar fumaça, Marci suga tudo a tempo de absorver sua capacidade de cura, e assim, automaticamente, se cura do veneno aplicado por Hierophant. Um episódio, enfim, perturbador por vários sentidos. Mas Lua já era, e mais um X é marcado.

Nota: 10

7x12: "Stakes Part 7: Checkmate"

adventure time

No penúltimo episódio da minissérie Stakes, sobra a Marceline e sua trupe encarar o poderoso Rei dos Vampiros. O mordomo Peppermint, como sabemos, é uma criatura diabólica por si só, adepto das artes negras, e obviamente, um grande fã do Rei dos Vampiros. No começo do episódio, ele relata como seria entusiasmante se encontrar com ele, antes de pedir a Jake que pedisse ao velho vampiro um autografo. “Isso seria esquisito. Você é esquisito” – resume Jake.

Marci sente seu estomago resmungar. “Não é medo” – diz ela – “Medo eu sei como é. Seria amor?”. Não é nenhum dos dois. A ex-vampira estava com fome, já que há séculos ficou restrita a se alimentar apenas sugando a cor vermelha de frutas e outros objetos, em substituição ao sangue.
O grupo nem precisa encontrar o Rei dos Vampiros, entretanto, já que ele próprio, bem como sua vaca de olhos pintados, vão ao encontro da trupe. “Eu só quero conversar” – diz ele. Mas assim como ocorreu com Hierophant, ninguém ali quer conversar.

E enquanto o Rei dos Vampiros tenta falar, todos passam a tentar ataca-los das mais variadas formas possíveis, sem sucesso, é claro. Todos decidem parar quando Finn é capturado pelo Rei dos Vampiros, que inicia então seu monólogo, dizendo que embora sua sede por sangue seja uma força poderosa, ele está apto a se adaptar aos novos tempos, e tentar coisas novas.

Ninguém lhe dá espaço, e mais ataques se sucedem quando o Rei dos Vampiros solta Finn.  Mas eventualmente, ele consegue completar seu pensamento: “Antigamente, anjos da luz e da escuridão travavam uma briga de braço, mas hoje, uma criatura pode sair desta briga. Nestes tempos, por que eu iria querer ser o Rei dos Vampiros? Eu não quero. E me rendo. Me livre dos fluidos vampíricos e me liberte de minhas correntes” – pede o Rei dos Vampiros, antes de deitar-se no chão, com rosto para baixo, e as mãos nas costas.

Marceline quer ataca-lo e mata-lo, mas Finn se posiciona entre os dois. “É contra o meu código de proteger pessoas que viram suas bundas para a Lua” – justifica Finn. O apelo não funciona, e Marceline e o Rei dos Vampiros saem uma briga e discussão.

“Quantas vezes você quer fazer isso, Marceline? Nossas vidas são conectadas num eterno loop. Mas desta vez podemos mudar o resultado. Sei que fui impiedoso no passado, mas me diga, qual foi a única coisa que você notou no mundo desde que me derrotou séculos atrás?” – questiona o Rei dos Vampiros.

“Tudo se repete de novo e de novo, e ninguém aprende nada, porque ninguém vive o bastante para ver o padrão, eu acho” – responde ela. “Mas você viveu o bastante. E ainda acha que esse é o caminho certo? Me derrotar?” – questiona ele, atingindo o âmago da questão e deixando Marceline com os olhos marejados. “Não te derrotar é um buraco negro, é entrar no desconhecido” – responde ela, antes de soca-lo. 

O Rei dos Vampiros, então, se despe até ficar apenas de cuecas, e brande que não teme o desconhecido. Marceline, por fim, acaba cedendo aos pedidos do vilão. E todos se dirigem em direção à casa de campo de Bubblegum. No caminho, Finn e Jake e a própria Bubblegum iniciam uma engraçadíssima conversa por códigos, que incluem barulhos exóticos com a boca e peidos.
O procedimento é feito, da mesma forma como foi feito com Marceline, e os fluidos vampíricos do Rei dos Vampiros é drenado de seu corpo, até restar apenas um belo leão albino, mas não antes de assinar, psiquicamente, o autografo para o mordomo Peppermint.

A Princesa Bugglegum, então, pede ao mordomo que leve o balde com os fluidos vampíricos do Rei para uma catacumba secreta, para enterrá-lo bem fundo. “Não derrube nem uma gota. Uma essência de vampiro tão pura pode explodir a realidade fora dos trilhos” – alerta ela. Mas o mordomo, acidentalmente, acaba pisando no rabo do leão albino, e em uma série de pulos, o balde acaba caindo nas mãos de um adormecido Jake, que o abre, fazendo todo o casebre explodir em vários pedaços.

Uma enorme nuvem negra se funde no formato de uma ovelha trovejante, e o episódio acaba sem marcar nenhum X.

Nota: 9,0

7x13: "Stakes Part 8: The Dark Cloud"

adventure time

O episódio final desta minissérie fantástica começo com Finn perseguindo os pedaços do mordomo Peppermint, que foi despedaçado com a explosão do casebre. A ovelha negra gigante, formada pela fumaça saída dos fluidos vampíricos extraídos do Rei dos Vampiros, segue sugando em seu interior os moradores do vilarejo e os animais que iniciou esta saga.

Usando um sofá voador, a Princesa Bubblegum decida ir ao ataque. Marceline, entretanto, deprimida, se recusa a ajudar. “Quando tentei me arrumar, só fiz as coisas piores. Para que tentar?” – diz ela. Bubblegum até tenta animá-la, mas nada funciona, e Marci resume dizendo “Não. Estou cheguei ao final”.

Finn e Jake se juntam à Princesa Bubblegum, e vão ao encontro da ovelha negra. “Você conseguiu, grandão” – diz Marci para a ovelha – “Bem jogado. Queria que tivesse terminado com tudo há mil anos, e nos poupado do trabalho. Melhor antes do nunca, presumo”. Marci começa, então, a cantar uma antiga canção de Simon, e rapidamente o Rei Gelado se junta a ela, animado com a lembrança.
“Vi pelo meu telescópio que tudo estava explodindo, com monstros, e meus amigos estavam em grande perigo e horrível tormento” – diz o Rei Gelado, antes de completar chateado – “Me senti deixado de lado. Estou só a um telefone de distância, sabe?”.
Marci o abraça, e diz que o chamará para a próxima. “Você não quer se juntar a esta luta. É um fracasso” – diz Marci ao Rei Gelado – “E não tente me convencer do contrário”. No que ele responde: “Eu não. Estou com você. Somos sobreviventes. Como baratas e ratos. Claro, você pode lutar e tentar salvar o dia. Mas e se você falhar? Podemos morrer. Melhor se esconder como um rato” – conclui o ser azulado.

É exatamente o Marci precisa ouvir para decidir reagir. E ela sabe disso, agradecendo ao Simon por tirá-la da inércia. O Princesa King of Ooo, vendo a confusão pelas janelas do Castelo, ordena aos guardas Bananas que fechem os portões, e o protejam. Irritados, e vendo a antiga Princesa Bubblegum lutando bravamente, os guardas Bananas se rebelam, e junto dos cidadãos do Candy Kingdom, iniciando uma revolução.

Crunchy, que ajudou a matar o vampiro Heriophant há alguns episódios, se aproveita da confusão para empurrar o King of Ooo na lareira do Castelo, o fazendo derreter. “Ao invés de um ídolo de cera, eles devem ter uma verdadeira princesa, forjada de aço e com dentes de diamante. Seu coração é de gelo, e sua vontade é de fogo. Princesa Crunchy, o inesquecível” – diz o doce, montado em dois guardas Bananas, coberto com a capa real, coroa na cabeça e a peruca do King of Ooo em cima de seu cetro. “Lutem por mim” – ordena ele aos cidadãos e à guarda do Candy Kingdom.

Os reinos vizinhos, de Fogo, bem como de Cachorro-Quente, decidem se juntar à luta, de suas próprias maneiras. Mas nada parece deter a grande ovelha negra. Cabe a Marceline, que vem voando em alta velocidade, e derrapa em uma freada ouvida por toda a Ooo, entrar no interior da besta, e após seu corpo brilhar intensamente em azul e rosa, seu coração se abre como uma boca, e suga a ovelha toda, mas não antes de morda-la no pescoço. 

Marceline, enfim, voltou a ser uma vampira. E apesar de Finn e Jake a mimarem, é Bubblegum quem faz e melhor oferta, e a convida para morar em um cômodo do Castelo, após ela derrubar a Princesa Crunchy, é claro. Marci recusa, todos vão embora, e enquanto ela afina seu contrabaixo, vê um pequeno Rei dos Vampiros no sofá. “Você está na minha cabeça, ou o quê? ” – pergunta ela. “Por hora” – diz ele, antes de desaparecer.

A vampira usa seu baixo para cantar novamente a música ‘Everything Stays’, do segundo episódio da minissérie, enquanto vemos imagens dos principais personagens e seus destinos. O esquilo comparsa e advogado do King of Ooo aparece deixando o Castelo, com um olhar desesperado, carregando um saco com peças de ouro roubadas do local.

A Princesa Bubblegum monta os pedaços do mordomo Peppermint novamente. O King of Ooo, agora uma massa derretida com peruca, olhos e boca, aparece vagando perdido pelas ruas do Candy Kingdom. O leão albino, outrora o Rei dos Vampiros, dorme na floresta. Os moradores do vilarejo estão em paz. Como diz a música, ‘tudo fica, do mesmo jeito que você deixou’. Mas aqui, nada ficou do mesmo jeito. Todo mundo cresceu. E a série segue, agora com novos contornos.

Nota: 10

Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

 
UA-48753576-1