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domingo, 29 de maio de 2016

Spoiler Zone: Agents of SHIELD, Arrow e The Flash

the flash, agents of shield, arrow

Arrow

Fã: Agora que o Time Arrow foi embora, a quinta temporada vai apresentar novos membros?
EW: Vou deixar o Stephen Amell (Oliver) responder essa: "Existe sempre a possibilidade de termos novos membros no Time Arrow, mas eu não sei ainda," ele diz. "Eu sei que Echo Kellum [que faz Curtis] faz se juntar ao elenco como regular, então veremos como ele vai se integrar a equipe." 

Agents of SHIELD

Fã: Vamos descobrir quem é o novo diretor da Shield assim que Agents of Shield voltar? É alguém que conhecemos?
EW: Prometo que terei mais informações em breve! Enquanto isso, Clark Gregg (Coulson) se ofereceu para falar um pouco de como Phil está lidando com essa grande mudança. "Ele não é mais o diretor, seu destino não está mais em suas suas próprias mãos como costumava estar," Gregg diz. "A pessoa com quem ele se importa é uma fugitiva e parece ser procurada pelas autoridades em peso. É algo que muda muito o jogo para Coulson. Certamente pelo teaser do que a próxima temporada nos aguarda, podemos ver que ele não está em boa forma."

The Flash

Fã: Estive pensando se o flashpoint significa que ainda teremos Harrison Wells de alguma forma na série, o que seria uma pena se Tom Cavanagh não estivesse mais em The Flash.
EW: Detalhes sobre a próxima temporada estão bem guardados, mas eu posso te dizer que Tom Cavanagh voltará na terceira temporada com regular. Pense nisso: se a série seguir em frente com o Flashpoint, então o Flash Reverso nunca teria matado o Harrison Wells (e sua esposa) da Terra 1, o que significa que poderemos ver o Wells original na próxima temporada. Talvez. Esperamos.


Fonte: EW


Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Review: Arrow 4x23 - "Schism" [Season Finale]

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Schism", exibido no dia 25/05/16.

arrow schism

Depois de uma temporada com muitos pontos positivos, mas alguns outros bem negativos também, chegamos ao fim do nosso quarto ano de Arrow. Geralmente, costumo AMAR os finales dessa série, até mesmo a terceira temporada que foi horrorosa conseguiu se redimir no último episódio, infelizmente dessa vez achei um pouco decepcionante. Foi um finale em sua maior parte consistente, bonito até, mas me deixou com um sentimento de “esperava mais”.

Começamos o episódio de onde paramos, com Darhk invadindo o loft – que agora só a Felicity mora, pelo o que parece – e exigindo que a Felicity o ajude. Pensei que fossem demorar mais tempo nisso, mas na verdade dura só uns dois minutos, porque depois de ferir o Curtis e ameaçar a Donna, Oliver aparece pela janela, pronto para lutar.

O problema é que depois que Darhk conseguiu matar milhares de pessoas, ele ficou muito poderoso, e a “luz” que o Oliver tinha conseguido encontrar que deixava imune aos poderes de Darhk não era mais suficiente. Por sorte, Thea logo apareceu ameaçando a vida da baby Darhk, dizendo que se ele não libertasse o irmão dela, ela ia matar a criança. Tenso. Por mais que ele esteja pronto para matar a filha e todo mundo em algumas horas, resolve que não vale a pena deixá-la morrer agora. Darhk acaba indo embora, mas não sei antes roubar o laptop da Felicity, que era o que a dava acesso ao Rubicon.

Sem o seu laptop, Felicity fica sem ter o que fazer para poder impedir todos os mísseis, não conseguindo hackear de volta o programa, já que Cooper ainda está a bloqueando, e eles só têm menos de uma hora até os mísseis atingirem Star City. Por sorte, Curtis se recupera e acorda, dando a ideia para a Felicity de desarmarem o míssil de um outro jeito que eu não sei explicar porque essa não é minha área de saber. Quando o míssil se torna visível, os dois vão até lá e conseguem mudar sua rota, o único problema é que ainda faltam milhares de mísseis indo para outras cidades.

Os dois, com backup de Thea e Malcolm – que estava lá não sei por quê, já que foi super inútil no episódio – acabam indo até o lugar que Cooper estava, e depois de conversar com ele, Felicity o convence a parar de tentar destruir o mundo, mesmo que isso o mate. Afinal, ele não morreria de qualquer forma?

Depois que Cooper morre, Felicity e Curtis conseguem mudar o curso de todos os outros mísseis, enviando-os para o espaço. Me pergunto se mísseis nucleares indo para o espaço não iriam causar algum tipo de efeito na Terra, afinal energia nuclear não é legal... Mas vamos ignorar isso tudo.
Com a Felicity salvando o mundo, só falta o resto do Team Arrow salvar Star City, que ainda está dominada por Darhk e seus ghosts.

arrow darhk vs oliver

Oliver está, no início do episódio, bem desesperançoso, achando que agora que o Darhk já matou um monte de gente, ele está muito poderoso e eles não vão conseguir vencer, a Laurel já morreu por causa disso, nem tem muito como continuar. Surpreendentemente, é Curtis quem vem ajudar nessa hora, surgindo apenas para deixar todos mais felizes, contando sobre como ele estava quase se mudando da cidade quando o Green Arrow apareceu no início da temporada, fazendo um discurso bonito, e aí ele se lembrou que valia a pena lutar pela cidade. Oliver se sente bastante inspirado por isso e resolve fazer o que faz de melhor: um lindo discurso. Vai até o meio da cidade, onde tá todo mundo louco, tentando fugir, sobe em cima de um carro e começa a falar com os cidadãos de Star City, dizendo que ele entende como eles estão se sentindo, mas que eles já passaram por muitos desafios antes e conseguiram superar, vão conseguir vencer Darhk também. Com esse discurso motivacional, ele consegue com que todos tenham esperança. E esperança faz o quê? Deixa o Darhk fraco. Então yay, nada como derrotar com palavras.

A parte mais linda do episódio foi quando Oliver vai diretamente enfrentar Darhk, que está derrotando ele, e então do nada surgem pessoas aleatórias jogando objetos no Darhk e mandando ele embora. Tenho um amor enorme por pessoas normais entrando na luta e defendendo a cidade, então isso quase me fez chorar. Sim, você não precisa ser vigilante para lutar, basta sair na rua e ter coragem para defender o que acredita, nesse caso defender que o Darhk não tem direito de destruir a cidade só porque quer.

Eu só imagino como deve ter sido lindo para o Oliver ver todas aquelas pessoas lutando do seu lado, o ajudando a defender a cidade, sendo inspirados por ele. Imagino que Oliver finalmente tenha começado a se sentir como o herói que ele é, vendo como ele pode fazer a diferença e como todos estavam o apoiando naquele momento. Ele não precisava mais lutar sozinho por Star City, todos ali também estavam lutando.

Com Digg, Lyla e todos os figurantes lutando contra os ghosts, Oliver fica livre para lutar contra Darhk. Só quero comentar que achei engraçadíssimo que Darhk comentou que costumava ser da Liga dos Assassinos para o Oliver, tipo quem se importa, o Oliver também era, querido. Não só isso, o Oliver derrotou o Ra's já, coisa que o Darhk nunca conseguiu fazer. Um beijo pra você que achava que ia ter alguma chance, Damien.

No final, a vida de Darhk fica nas mãos do Oliver, com ele dizendo que o Oliver não ia conseguir matá-lo, já que tinha até mesmo deixado o Slade viver depois que ele tinha matado a Moira. Acho que ninguém avisou pra ele sobre a morte do Ra’s ano passado. Oliver diz que dessa vez não tinha escolha, já que Damien tinha matado a Laurel e mais milhares de pessoas, e enfia uma flecha no Darhk.

Eu mesma não vejo muito problema nisso. Para começar, o Darhk tentou jogar mísseis em todo Estados Unidos e outros países também, tenho quase certeza que isso é crime de traição e provavelmente, segundo a lei americana, deve ter pena de morte. Então que diferença faz o Oliver matá-lo ou deixá-lo ser condenado para morrer depois, com a chance de dar errado e ele fugir? (É óbvio que não estou aqui dizendo que devemos fazer justiça com nossas próprias mãos, mas nesse caso específico em que sabemos que Darhk é Mau™ e que a pena provavelmente já seria essa, não acho tão errado.)

oliver queen 4x23


Com o Darhk derrotado e os mísseis desviados, o mundo está salvo novamente. E agora? Agora a temporada acaba, é claro, mas antes disso temos aquela despedida ótima, em que vemos o ciclo de cada personagem se fechando.

Quentin avisa que vai sair da cidade, já que foi oficialmente demitido da polícia, e vai viajar por aí com a Donna. Thea aproveita e diz que vai ficar um tempo longe também, porque depois de tudo o que aconteceu com ela, a morte da Laurel, e ela ameaçar uma criança no início do episódio, ela precisa de um momento em paz para pensar se ela quer mesmo continuar nessa vida. Eu espero que ela vá procurar o Roy e volte com ele, porque sdds Roy.

Digg, que finalmente contou a verdade para a Lyla sobre ter matado o irmão, resolve que também precisa de um tempo longe do Team Arrow, porque não conseguiu aceitar suas próprias ações. A despedida entre ele e Oliver quebrou meu coração, porque o Digg estava no Team Arrow desde o início e realmente vai fazer falta se não voltar no 5x01. Vemos no finalzinho, depois de uma despedida dele com Lyla e Sara, que Digg resolveu voltar para o exército, provavelmente tentando encontrar sentido no que fez. Não o culpo, acho que faz muito sentido que Diggle precise de um tempo, mas preferia que ele fosse tirar umas férias com a família, exército é muito estressante. Espero que todos encontrem o que procurem nesses próximos meses.

Por fim, temos Oliver e Felicity. Podem me matar, porque eu disse que tinha certeza que os dois voltavam antes do season finale e, bem, isso não aconteceu. Eu sei, eu errei. Mas ainda digo que achava que faria muito mais sentido se eles tivessem se reconciliado. Dito isso, espero que vejamos os dois juntos já na primeira parte da quinta temporada, acho inacreditável que eles demorem tanto tempo para voltar, principalmente agora que só restaram os dois no Team Arrow, trabalhando juntos todo dia. Fiquem juntos logo, plmdds, eu não tenho a vida inteira para esperar. Enquanto isso, vou me enfurnar nas fanfics, lendo tudo sobre eles se reconciliando.

Temos uma única conversa entre Oliver e Felicity, em que o Oliver fala sobre como a “escuridão” nele passou para os amigos e sobre como ele está dividido, Felicity concordando com ele. Só quero que todo mundo pare e descubra um dia que essa divisão não existe, o mundo não é branco e preto, todo mundo existe no cinza. Inclusive você, Oliver. Principalmente você. Veja só, o Darhk queria matar o mundo inteiro, mas ainda sim parecia ser um bom pai. As pessoas têm partes boas e ruins, é necessário integrá-las e aceitar que sempre vai ser assim.

No finalzinho do episódio, porém, temos a notícia que todos estávamos esperando: Oliver como prefeito!! Amém, senhor! Se teve algo que eu amei muito, foi que chegamos a vê-lo assumindo o cargo agora. Estou animadíssima para vê-lo como prefeito na próxima temporada, amei demais isso.
Agora só nos resta esperar pelo trailer e torcer para que tenham momentos olicity nele. Preciso disso para me animar para a quinta temporada!

O Melhor:
+ Felicity salvando o mundo
+ Todos da cidade lutando!! FOFOS!
+ Darhk morrendo
Despedida entre Oliver e Digg, muito lindinha
+ Oliver e Felicity ficando enquanto todo mundo vai embora
+ Felicity dizendo que “de jeito nenhum” ela ia embora também
+ OLIVER PREFEITO, AMO.
+ Fim daquele flashback horroroso. QUE VENHA A RÚSSIA!

O Pior:
- Oliver e Felicity sem reconciliação no final. Doeu no meu coração.
- E a Felicity continua sem emprego? E a reação dela sobre ter matado várias pessoas? Queria respostas.
- Digg indo para o exército. E parem de usar a baby Sara para me manipular.
- Tenho tanta preguiça do conflito do Oliver, sobre escuridão/luz, já se passaram quatro anos, vamos evoluir, por favor! Achei que já tivéssemos passado dessa fase.
- Todo mundo idolatrando a Laurel, “o que será que ela diria se estivesse aqui?”. Migos, vocês nem perguntavam nada pra ela quando ela estava viva, pra que fingir que se importam agora.
- Repetição sobre esperança e etc, chega!
Por que exatamente o Malcolm estava nesse episódio? Não receberam o memo que quanto menos Malcolm melhor?


Nota: 8,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Review: The Flash 2x23 - "The Race Of His Life" [Season Finale]

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Race Of His Life", exibido no dia 24/05/16.

the flash the race of his life


Season finale de The Flash chegou e foi... Uma confusão. Na metade do episódio, eu já estava não fazendo a mínima ideia sobre várias coisas do episódio, e dali pro final não houve muita melhora.

Começamos com a morte de Henry, que foi bem dramática, principalmente pelo jeito que Barry implora para o pai não morrer, não acreditando que estava passando por isso de novo. Mas, sabe, nada de muito novo, já que já tínhamos o visto morrer no episódio passado e, honestamente, quem além do Barry se importava com o Henry? Certamente não eu.

Também me foi apontado como Flash fica seguindo o mesmo exemplo de Arrow, tivemos, no fim da primeira temporada, a morte do Eddie claramente fazendo um paralelo com o Tommy, e agora temos o Henry semelhante à Moira. Fiquem atentos para uma morte no início da terceira temporada, hein. Para variar, os escritores são incapazes de motivar avanços nos personagens sem matar alguém. Bem chato e previsível, mas nada que possamos fazer além de reclamar.

Chegamos até mesmo a ver um breve enterro para o Henry, que eu não sei como eles tiveram tempo de arranjar, mas ok, é um funeral bem sem graça, Barry nem fez discurso, a única coisa boa que saiu dele foi que a Iris estava lindíssima, então obrigada por isso. Grande parte do episódio mesmo foi só dedicada à raiva do Barry, que está inconsolável após a morte do pai, querendo de qualquer forma vingá-lo ao matar o Zoom, o que era o plano do vilão para começar.

Zoom está super satisfeito com o ódio do Barry, desafiando-o para uma corrida, dizendo que queria provar de uma vez por outras quem era o mais rápido de todos, já que ele é obcecado com esse conceito. Ele diz que se o Barry vencer, ele vai desistir de tudo isso e largar seus planos de conquistar o mundo, mas se ele vencer, aí acabou, tchau, Barry.

Barry não está nem pensando direito, só quer matar o Zoom mesmo e nem vê outra solução a não ser lutar com o Zoom, afinal ele já aprendeu que não dá para lutar contra Zoom e, mesmo que vá perder, essa é a única chance, e está convencido de que precisa fazer isso e matá-lo. Honestamente, não o culpo por querer matar o Zoom não, o Joe vai conversar com ele agindo todo moralmente superior, como sempre, dizendo para o Barry que não era assim, mas acho super normal que ele queira matar alguém que o fez sofrer tanto, essa é uma resposta bastante saudável.

Infelizmente, saudável não significa que seja inteligente, então pensar sobre suas decisões antes de agir ainda é uma boa ideia.

the race of his life

Por esse motivo, o Team Flash se reúne e decide conjuntamente que a melhor opção é impedir o Barry de ir atrás do Zoom. Para isso, eles resolvem drogá-lo e prendê-lo em uma cela, porque esses escritores insistem que isso é uma coisa ótima para se fazer e nem um pouco invasiva. Isso já aconteceu tantas vezes entre Flash e Arrow que já estou nem mais me importando tanto, eu só queria apresentar o conceito de “conversa” para os escritores, não sei se eles já ouviram falar, mas costuma ser muito mais recomendado que drogas.

Barry acaba passando a maior parte do episódio trancafiado dentro da prisão de metahumans, com todos menos o Wally concordando que essa era a melhor solução até ele se acalmar. No fim, ele é praticamente desnecessário, o que nunca é algo bom para se dizer sobre o protagonista de uma série.

Todos os outros personagens conseguem formar um bom plano sozinhos. Eles conseguem descobrir que o plano do Zoom é utilizar o que roubou da Dr. McGee para gerar uma energia o suficiente para poder destruir todo o multiverso – simplesmente porque ele é maluco e é o tipo de coisa que ele faria – e resolvem usar a Caitlin para atrai-lo para fora de seu covil. Eles projetam a imagem da Caitlin do lado de fora do lugar, fazem com que ela converse com Zoom, que, por mais que a atuação dela tenha sido horrorosa, não parece perceber nada de estranho na Caitlin voltar arrependida, e aí quando ele menos espera, Joe e Harry se juntam para tentar incapacitá-lo e jogá-lo para a Terra-2.

Antes de fazerem isso, eles combinam que não importa o que aconteça, se eles conseguirem jogar o Zoom para a outra Terra, não iriam abrir isso. Mas é claro que o plano não dá tanto certo assim, e no último momento, Zoom agarra Joe e o leva junto para a Terra-2. Só que todo mundo tinha concordado que não ia abrir mais, mesmo pelo Joe, então não havia nada que eles pudessem fazer.

O único detalhe nesse plano é que eles não tinham incluído o Wally, que não tinha aceitado esse pacto e se recusa a deixar o pai em outra Terra, indo resgatar o Barry – que ainda estava preso e sem saber de nada – para poder ajudá-lo. E é claro que Barry não fica nada satisfeito ao saber dessa escolha, afinal ele não ia perder mais um pai tão cedo. Ele resolve fazer uma proposta para o Zoom, dizendo que iria competir com ele se ele devolvesse o Joe. Zoom aceita, já que esse era seu objetivo desde o início e os dois vão para a disputa de mais veloz do universo.

the flash 2x23

Zoom revela que seu objetivo era mesmo destruir o multiverso, mas queria que a Terra-1 se mantivesse intacta, um lugar onde ele pudesse reinar. Para isso, ele precisa da velocidade dele e do Barry juntos, então a disputa é bem fácil: se Barry conseguir alcançá-lo antes de chegar na energia necessária, Barry ganha, senão o multiverso é destruído.

Os dois começam a competir e, por mais que Zoom ainda seja mais rápido, Barry consegue se dividir em dois, de uma maneira que eu ainda não descobri como, mas tem algo a ver com voltar pro passado de forma que existem dois dele ao mesmo tempo. Então enquanto um Barry continua correndo, o outro sai para salvar o Joe, irritando o Zoom a ponto dele sair da competição. Barry continua correndo, mas utiliza alguma técnica que não faz muito sentido e abre um portal para os dementadores do tempo virem pegar o Zoom – que revelou em algum momento do episódio que eles o perseguiam, sei lá, ainda não entendi muito bem qual é a deles – enquanto concentra a destruição do multiverso nele mesmo, morrendo no processo.

Mas tudo bem, porque ainda tem o outro Barry que está bem, assim como todos.

Depois que o Zoom é destruído, bem uma parte de revelações, eles salvam o homem mascarado, que é revelado ser o verdadeiro Jay Garrick, o que não é nada surpreendente, mas o interessante é que ele é o Henry alternativo! Tem a mesma cara do pai do Barry, mas é de outro universo, da Terra-3, onde ele é o Flash de lá. Achei que esse revelação fosse ser mais impactante, mas também não tinham muito mais opções. O verdadeiro Jay resolve voltar para sua Terra, assim como Harry e Jessie, que se despedem do Team Flash e voltam para a Terra-2.

Depois de tudo isso, Barry continua muito abalado. Iris até tenta conversar com ele, dizendo que está ali para apoiá-lo, que vai esperar ele estar bem para começar um relacionamento, mas se mantém firme na sua intenção, mas Barry só diz que precisa de um tempo. E aí ele simplesmente toma a decisão mais idiota e volta no tempo, salvando sua mãe e criando o Flashpoint.

Ok, mas por que agora?? Esse final faria total sentido na temporada passada, mas DE NOVO isso? O Barry já não tinha acabado de superar a morte da mãe há uns dois episódios?! Já tinha temporada passada decidido que isso não era uma boa ideia, que aquela era a decisão errada a se tomar, aí agora vai e faz isso.

Olha, eu entendo ele querer salvar a mãe (e o pai), principalmente depois de ter ficado órfão, mas a questão é que esse final foi muito jogado, achei que não teve construção para isso. E, além disso, só me faz ter uma visão negativa do Barry, porque ele é idiota o suficiente para arriscar a vida de todo mundo, só para poder resgatar UMA pessoa, sem nem saber quais consequências isso vai causar. Espero que temporada que vem nós vejamos o Barry reavaliando o que é ser um herói, porque ele usa essa palavra tantas vezes, se autodenominando um, mas no final toma decisões bem egoístas, motivadas apenas pelo seu bem-estar.

O Melhor:
+ Westallen!
+ Harry se despedindo do resto foi tão fofo
+ Henry sendo o verdadeiro Jay e sendo bem Flash naquela roupa
+ Wally indo resgatar o Barry
+ Flashpoint! Pelo menos potencial tem, se vai ser aproveitado teremos que esperar pra ver

O Pior:
- Barry resolvendo voltar pra salvar a mãe, wtf
- Barry passando quase o episódio inteiro sendo desnecessário
- Todos drogando o Barry
- Foi muito confuso e sem graça para um season finale
- Jessie e Harry indo embora, espero que voltem. E quickwest como fica??


Nota: 7,5

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.



sábado, 21 de maio de 2016

Spoiler Zone: The Flash, Agents of SHIELD e Game of Thrones

the flash, agents of shield. game of thrones

The Flash

Fã: Tem alguma novidade sobre as season finales de Arrow ou The Flash?
EW: Eu escolho The Flash! Seguindo a morte de cortar o coração de Henry nas mãos de Zoom, um Barry perturbado e quebrado segue uma linha perigosa em busca da vingança. "Depois de finalmente descobrir qual é o plano verdadeiro de Zoom, Barry embarca na corrida de sua vida para tentar parar Zoom de uma vez por todas,"o produtor Aaron Helbing disse sobre o finale cheio de ação. A corrida leva Barry a usar tudo que há em seu arsenal - e talvez um truque ou dois que aprendeu com Zoom - para impedir a destruição da Terra. Mas é o final surpreendente que vai nos fazer questionar qual será o próximo desafio. 

Game of Thrones

Fã: Por favor, tem alguma coisa sobre GoT?
EW: O episódio de domingo é misteriosamente entitulado de "The Door" (A porta) e os fãs estão ficando loucos tentando descobrir o que significa. Tudo que podemos falar é que o episódio inclui grandes cenas de Bran já que o jovem Stark tem novos insights sobre os White Walkers

Agents of SHIELD

Fã: Se Hive era basicamente a fonte de todo o mal, como AoS vai superar isso na próxima temporada?
EW: Certamente é difícil, mas os chefões da série já têm um plano para isso. "As vezes é bom sair um pouco do bigode torcido que é e tornar as coisas mais pessoais", o produtor Jed Whedon disse. Agora, a questão de verdade é: Quem é o novo diretor da Shield? Fiquem ligados. 

Além disso, os produtores ainda comentaram sobre a próxima temporada e o futuro de Daisy. Jeph Loeb falou que "o mais difícil para um herói é aceitar que se falhar naquilo que acredita é a solução para seus problemas e então outra pessoa se sacrificar, eles devem continuar e viver com isso. Uma das coisas que os escritores fazem tão extraordinariamente bem é manter a verdade dos personagens, fazendo com o que você não esteja só seguindo a história de agora," mas seguindo a história de uma jovem mulher desde quando era uma hacker tentando entrar na Shield. Se tornar um líder e perceber que não há decisões fáceis é algo que Daisy sabe agora, e Coulson convive há muito tempo. "Toda vez que você toma uma decisão para salvar pessoas, você corre o risco de alguém se machucar."

Ao perguntarem para os produtores sobre o novo estilo que Daisy ganhou e sua situação, Jed Whedon falou que Daisy "prometeu que iria proteger deles. Ela sempre teve como exemplo proteger os inumanos, mesmo que tenha se transformado em um papel de liderança". Maurissa Tancharoen falou também que o que Daisy está fazendo é um exemplo disso. "Lincoln disse, 'Eu acho que você está destinada para coisas maiores.' Eu acho que ela não vai deixar o sacrifício dele ser em vão e se esconder - talvez ela tenha feito por um tempo - sobre o que isso significou. Ela não conseguiu fazer seu grande ato heróico para apagar tudo que tinha feito, então agora ela terá que fazer vários pequenos atos pelo resto da vida."


Fonte: EW (x) (x)


Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Review: The Middle 7x24 - "The Show Must Go On" [Season Finale]

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "The Show Must Go On", exibido no dia 18/05/2016!

the middle 7x24

Finalmente chegamos ao final desta excelente sétima temporada de The Middle. E se antes dela começar chegamos a sofrer com a possível saída do ator Charlie McDermott, que vive Axl, e que quase deixou o seriado para estrelar um próprio, podemos respirar aliviados. Não somente McDermott continuou aqui, como sua personagem Axl sofreu um amadurecimento assombroso, com temáticas envolvendo decepções com a vida e o envelhecimento, entregando um dos arcos mais sólidos desta temporada.

E se menciono a quase saída de McDermott, é porque está season finale trouxe um gostinho um pouco estranho na boca. O episódio inteiro foi focado em Brick, exatamente o personagem mais desperdiçado desta temporada, quase sempre relegado a subtramas descartáveis e muitas vezes ruins e mal aproveitadas. Aqui, o próprio seriado reconhece a falha, trazendo inclusive momentos onde cada um dos Heck ficam em reminiscências com o pequeno, recordando-o em flashs de várias temporadas passadas. 

Estranho, não? Alguém menos ligado em The Middle poderia até achar que esta seria uma despedida final para Brick. Mas não é nada disso. Como apontei na review do episódio “Survey Says...” (S07E20), Brick se tornou um personagem alheio ao arco central do seriado. Sem conseguir fazer com que ele evolua, os roteiristas continuam a focar em sua estranheza, que há tempos deixou de ser apenas um engraçadinho aspecto de criança, e hoje mais parece com reais problemas mentais para o adolescente que ele agora é. Justamente por isto, assumindo uma posição clara de ‘mea culpa’, a Season Finale é inteiramente dedicada ao pequeno, e sua formatura da 8ª série.

the middle 7x24

E a família descobre da forma mais embaraçosa possível, enquanto pensam o que farão no sábado para celebrar o último dia de Sue em Orson, antes dela deixar a cidade durante o verão para um trabalho temporário no parque temático Dollywood. Tão logo nota que o dia deveria ser de Brick, e não de Sue, Frankie muda o foco, e passa a se interessar incessantemente pela ocasião. Mas a grande surpresa, entretanto, não é nem o fato de que nem Frankie e nem ninguém se lembrou de que o jovem iria se formar, afinal, isso é típico da série, mas sim que Brick estava particularmente animado por conseguir um ‘momento ao Sol’ durante a cerimônia, na qual iria cantar.

Mas tão logo Brick descobre que não foi selecionado para se apresentar, Frankie decide reunir toda a energia acumulada ao ignorar o caçula durante todos esses anos, e praticamente declarar uma guerra contra o diretor da escola para garantir que, sim, Brick estará cantando naquele palco. Nem mesmo Brick parece tão preocupado quanto Frankie. E como sabemos, o motivo disto é culpa. Culpa por toda a negligência.

Mas não se engane ao pensar que esta culpa fica restrita às barreiras simbólicas do arco dramático do seriado. Não, não, não. Fica bem claro que são os próprios escritores e produtores da série que parecem estar querendo dar uma evoluída de última hora em Brick. É justamente por isso que o pequeno não somente se apresenta, mas traz aquele que talvez seja o momento mais emocional do episódio, onde a família parece entender que talvez não tenham que se preocupar tanto com o futuro do rapaz. Estaria o jovem Heck finalmente quebrando a casca e deixando sua estranheza no passado para entrar para o High School? Não sabemos ainda, mas os flashbacks e o climão de ‘despedida’ com certeza fariam muito mais sentido agora.

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Em paralelo, temos duas subtramas menores. Na primeira delas, Axl aparece em seu típico emprego de verão, como salva-vidas da piscina do clube. Entretanto, coroando perfeitamente o arco dramático que lhe deram nesta temporada, o outrora descolado Heck se vê obrigado a enfrentar seu pior demônio: ele mesmo. Caracterizado em forma de uma criança aleatória de 10 anos, Axl vê nas atitudes debochadas e nas zombarias da criança o que ele mesmo era até pouco tempo atrás. E se lidar com ele mesmo já não fosse ruim o bastante, ainda há um enorme agravante, já que a criança não vê a menor graça nele. É como se o lendário ‘Axman’ tivesse deixado de ser referência em como ser legal, e tivesse se transformado em um ‘tio chato’.

E se o próprio Axl já concluiu durante esta temporada que sua persona descolada realmente ficou restrita aos territórios de seu passado, cabe a ele usar de sua sabedoria acumulada para ajudar o próximo. Num discurso inspirado, Axl diz para sua pequena cópia: “Pode parecer legal ficar de lado zombando de tudo, mas no final do dia, você não é realmente legal, é apenas um cara que deixou de aproveitar muitas coisas boas”. Mas no fundo sabemos que Axl não poderia estar menos interessado em ajudar a criança. O recado é dele para ele mesmo. Que tal isso para uma evolução pessoal?

the middle 7x24

Por fim, Sue está em um pequeno tormento pessoal. Ela descobre em cima da hora que precisa estar em Dollywood naquele sábado, de forma que teria que fazer uma grande escolha: deixar de comparecer no primeiro dia, e possivelmente ser despedida, ou deixar de comparecer à formatura do irmão caçula apenas para garantir um ‘trabalho de verão’? No final tudo dá certo, e Brick fica tão feliz por Frankie ter lutado para que ele cantasse na formatura, que decide abdicar de sua própria festa para acompanhar a irmã, encerrando o episódio com a família tradicionalmente reunida no carro dos Heck para irem levar Sue a Dollywood. Infelizmente, não somos convidados a embarcar com eles nesta viagem. Mas Mike está no controle (citação de S07E20). Sabemos que tudo está bem.


O melhor
+ Eu queria muito ter visto um episódio com a família reunida no carro para levar a Sue para Dollywood.
+ O Axl encarando ele mesmo quando pequeno.
+ Vemos de relance o Mike bebendo com os funcionários da pedreira, o que retoma um episódio passado em que ele tinha receio que não o vissem como amigo.
+ O Brick cantando e emocionando a família foi um momento perfeito para uma Season Finale.
+ Sempre que alguém começa a ter lembranças do Brick, alguém interrompe. 
+ Bem ao final, o episódio já deu umas dicas do que aconteceu com os personagens durante o Verão.

O pior
- Os flashbacks do Brick em temporadas passadas ficou meio estranho, parece despedida do personagem.
- Apesar de ter trazido uma história mais emotiva, faltou um pouco de humor.

Nota: 9,0

Cássio Delmanto Advogado, colunista automotivo, beatlemaníaco, fanático por carros, filmes, séries, música, tecnologia e cultura inútil em geral. 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Review: Agents of SHIELD 3x21/22 - "Absolution"/ "Ascension" [Season Finale]

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers dos episódios "Absolution" e "Ascension", exibidos no dia 17/05/2016!

agents of shield 3x21

Mais um ciclo termina em Agents of Shield, e com ele morte, tensão e emoções a mil. Começamos no meio do plano dos nossos agentes para parar Hive de uma vez por todas. Depois de terem descoberto os planos de Hive de transformar um continente inteiro em inumanos, Coulson e sua equipe conseguem descobrir um local ideal para se lançar o míssel. 

Com a ajuda de Talbot conseguem ganhar acesso aos códigos de desativação do Secretário de Estado, já que a burocracia não os permitia agir de uma forma mais legal. Juntando todas essas peças, nosso time de ação consegue desativar o lançamento e, de primeira, tudo ocorre como planejado. Pela primeira vez parece que estamos um passo à frente.

De um lado, temos Mack e Yoyo. Os dois estão armando algum tipo de armadilha, que só percebemos sua importância quando efetivamente entra em ação. Como deu para perceber, a dupla se dá muito bem e temos cenas fofas de Helena brincando com o fato de Mack ser "lerdo". Ao longo do episódio, fica claro o quanto um se importa com o outro e vemos o caminho que o colar de Helena faz até a fatídica cena que inaugurou a temporada (futura morte no espaço de alguém). 

Ficou bem claro o quanto os escritores estavam brincando com nossas emoções: Helena dá o colar para Mack, que tenta devolver, mas não consegue. Fitz acha o colar, que, por sua vez, empresta seu casaco para Daisy. E assim vai de mão em mão, quase como um objeto mal assombrado, sem quase ninguém saber. Foi uma sacada e tanto para aumentar a ansiedade. 

De outro lado, temos Lincoln e May. Depois de desativarem o míssel, May vai atrás do míssel para recuperá-lo, enquanto Lincoln se depara com Hive. Por um momento achei bem pouco inteligente do Lincoln de ter ficado ali tão exposto, mas logo entendemos. Como acontece mais do que gostaríamos, o vilão tenta analisar Lincoln e como é seu relacionamento com Daisy. Ele faz questão de fazer nosso novato se sentir mal, falando que nunca poderia fazer Daisy efetivamente feliz, não como Hive fez. Argh, fala sério, não sei como esse pessoal ainda ouve os vilões. O pior é que, por mais que não deixe transparecer, isso acaba sendo importante para Lincoln, que vai querer dar um tempo depois disso tudo. 

agents of shield 3x21

Apesar de antes meio lentos, Yoyo agiliza a armadilha de Mack e Hive cai direitinho. Com os poderes de Lincoln, que levou Hive até local, eles conseguem mexer com o cérebro de Hive. Sério, eu sabia que era rápido demais para contar vitória, mas foi legal ver Hive todo confuso tentando fazer sentido das inúmeras memórias que tem. Já imaginaram o quanto isso deve ser? Ele viveu trilhões de vidas sem efetivamente viver nenhum. Apesar de querer continuar com seu plano, Hive fica sonzo e começa a não falar coisa com coisa. 

May se junta a todos acompanhada do Doutor Radcliffe, logo depois de terem falhado em impedir que a cabeça do míssel fosse roubado por James e Giyera. Yoyo salva os militares da base sequestrados e todos saem vitoriosos dali. No entanto, Hive aparece, mas, para nossa surpresa e como cereja do bolo, Yoyo ativa um mecanismo e dois segundos depois temos Hive "congelado" em cubo de gel. Mais um vez, as coisas parecem fáceis demais, mas devo dizer que me senti muito bem com essa pequena vitória. 

No meio disso tudo, temos Daisy. Daisy que está lutando consigo mesma e a culpa por tudo que fez. Daisy que está presa, de acordo com protocolos, e sabendo das novidades por meio de Simmons através de um vidro de segurança entre elas. Você pensaria que Daisy estaria com raiva ou chateada por estar presa, mas é o contrário. Tremors acha que merece tudo isso e mais. Ela não consegue se perdoar por ter feito aquilo tudo. Acredito que o pior de tudo não seja o controle, mas a forma como foi controlada.

Ela continuou sendo ela mesma, as mesmas preocupações e emoções, mas, de alguma forma, era tão distorcido que a lógica de suas ações era diferente. Sua dependência com Hive era gigante e se sobrepunha a suas preocupações como pessoa, em questões morais. Nada parecia importar a não ser o que Hive queria e achava melhor. E, ainda assim, ela continuava ela mesma. Essa culpa a consome e, por mais que Coulson até tenha tentado ajudá-la, sua autodepreciação continua.

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Eis que entra Mack e decide visitar a parceira para contar a vitória do time. Como o grandalhão com grande coração que conhecemos, Mack joga os protocolos para o alto e vai consolar Daisy de verdade. Ela até resiste e, mais uma vez, se critica por tudo que fez, mas logo cai no abraço de Mack. Que cena de partir o coração. Que cena.  

Para ampliar a pressão emocional, Hive tinha um plano b e acaba infectando vários agentes da Shield, os tornando em obedientes monstrinhos. E mais uma vez ele está solto. Ok, ele não pode machucar ninguém porque todos conseguem entrar na base e se trancar ali, mas Daisy sabe que Hive sabe tudo sobre a nave deles e pode simplesmente usá-lo para lançar o míssel.

Ela vai para o ataque. Quando todos saem, ela escapa do quarto/prisão dela e vai atrás de Hive. Sim, por algum motivo, o pessoal da Shield esquece que Daisy que programou tudo e não pensa em trocar segurança, nem mesmo depois de Daisy ter fugido dali e ajudado Lincoln. Really, guys?

Eis que Daisy encontre Hive e não é nada que esperávamos. Sim, Daisy se sentia muito mal por tudo que fez, mas, por mais que quisesse destruir Hive quando escapou do seu quarto, ao chegar na frente dele, ela desmorona. Talvez ela queira só parar de se preocupar ou sentir a tal felicidade que Hive tanto fala. Admito que achei essa lógica estranha, afinal ela está sofrendo exatamente porque ele a fez fazer tudo aquilo, mas acredito que aos poucos podemos compreender melhor esse relacionamento abusivo. 


Apesar de querer, Hive não consegue entrar na mente de Daisy, já que o lindo do Lash nos fez o favor de impedi-lo de qualquer influência sob Daisy episódio passado. Vemos assim a raiva crescer e Daisy e seu desejo destrutivo vir a tona. Agora ela quer destrui-lo. De verdade. No entanto, sabemos que matá-lo não é fácil e ela acaba presa por Hive, que foge com a nave da Shield. 

Nesse meio tempo, o resto do time tem que lidar com os experimentos inumanos de Hive. Assim como o caminho do colar, passamos por diversas ocasiões que nos fazem tentar adivinhar quem será que irá morrer no final: Jemma se vê presa em uma sala cheia dos inumanos feitos em laboratório, Yoyo recebe tiros na barriga ao salvar Mack, por aí vai. 

Como seu plano bem executado do início, Coulson traz mais uma carta na manga, nos surpreendendo. Com a ajuda do Quinjet, Phil aparece sozinho na nave tomada por Hive e os dois tem uma conversa. Como sempre Hive ameaça e nos impressiona mostrando sua verdadeira aparência. Agora ele está de volta a si e seu plano de infectar quanto mais humanos puder, está de pé. Uma pequena reviravolta nos mostra a jogada de Coulson. Ele não está sozinho. Não só isso como ele nem está ali, e sim, com sua equipe entrando sorrateiramente para salvar Daisy, May e Fitz, que entraram na nave assim que perceberam que Hive iria fugir. 

Assim como o plano anterior, a sorte parece estar do nosso lado. Todos se reencontram e vemos Daisy e Lincoln trocaram olhares de alívio em se ver, já que ainda não haviam se visto direito. A felicidade dura pouco já que Lincoln logo se fere, e chegam a um ponto crítico: alguém deve levar a cabeça do míssel para o quinjet e voar até o espaço, onde a explosão não vai causar danos. Apesar de estar no piloto automático, alguém precisaria estar ali para impedir que Hive não revertesse o processo, imagino.

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Por mais que escondesse, Lincoln sabe os primeiros instintos de Daisy em relação ao Hive. Quando se está viciado em algo, às vezes somos fracos demais e nos deixamos levar pelo desejo de que a dor vá embora. Os dois sabem o que está por vir e não é nada agradável. Todos os sinais - a jaqueta da Shield e o colar - apontam que Daisy será quem sofrerá o destino fatídico. Lincoln até tenta convencê-la do contrário, mas ela está determinada. Daisy parece pronta para cumprir sua pena e sente que merece se sacrificar depois de tudo que fez de mal. 

Enquanto ela arruma tudo para isso, só consegui pensar: "sério mesmo? não é possível que vão matá-la! vai ver ela vai na nave, mas consegue se salvar de alguma forma". Bom, eis que temos nossa última grande reviravolta. Lincoln aparece. E faz questão de tirar Daisy dali a tempo das portas fecharem com Hive dentro. O resto vocês já imaginam. 

WHY. Por que essas séries insistem em matar os personagens? Cadê aquela velha tática de morrer como recomeço, hein? É, infelizmente, a realidade não é assim. Para tornar a despedida ainda mais dolorida, nosso querido Lincoln mantém contato e vemos ele e Daisy falarem pela última vez. Vemos a dor nos olhos dos dois, mas principalmente de Daisy. De alguma forma, Lincoln se sente em paz com a decisão. Sabe que o que está fazendo, está fazendo por todos que passaram a acreditar nele da equipe. Está fazendo por um mundo melhor. Está fazendo por Daisy. 

Felizmente, de uma forma infeliz, Lincoln teve seu caminho como herói e agente. Claro, ele não era perfeito e tinha raiva e insatisfação com o mundo para controlar, mas era uma boa pessoa. Ele se importava enormemente com Daisy. Até o final. Se esse era seu destino como inumano, eu não sei, mas ele salvou todos em seu ato de coragem. Sua trajetória teve conturbações e a falta de seu desenvolvimento com os outros personagens apontavam para algo, mas o vemos crescer no time. Coulson mesmo fala para Lincoln como acha que ele finalmente está pronto para ser um agente no episódio. No próprio 3x20, ele conseguiu mostrar seu valor ao ter a missão secreta de enganar Daisy dada por May e Phil.  

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É interessante ver como, por mais que soubessem o futuro, Lincoln acaba manipulando os eventos para que se concretize, o que nos faz pensar em uma certa liberdade de escolhas. No entanto, saber o que aconteceria, também os fez fazer tudo sabendo suas consequências palpáveis, como se tivessem que fazer aquilo. Sacrifício pelo bem maior.

Seis meses depois... O pulo no tempo nos mostra muitos detalhes, sem explicar nada. Daisy está em um caminho destrutivo e não para de aparecer em jornais com seus estragos. Alguém fala para ela que o Lincoln não morreu para isso? Coulson e Mack estão na sua cola e, vemos um momento fofo em que ela finalmente dá o passarinho de Charlie (o inumano que previa o futuro) para a filha dela, mas logo ela some de novo. O máximo que dá para perceber é que ela anda praticando e aperfeiçoando seus poderes. 

Por fim, para quem não ligava muito para Radcliffe, parece que ele vai voltar. Apesar de ter se dado muito bem com Fitzsimmons, ele tem seus planos individuais, começando por uma espécie de robô com inteligência artificial. Ou seria um inumana criada em laboratório? (Isso é possível?) Não parece muito relevante, mas se mostraram é porque vai ser. Em breve. 

*Os produtores comentaram um pouco sobre os próximos passos. É só ver aqui

O melhor
Coulson fazendo referências à Stars Wars foi ótimo!
Adorei como usaram a desvantagem de Hive ter muitas memórias como vantagem no plano. 
Foi interessante ver o processo de Daisy e como lida com a culpa. 
Hive em seu momento de loucura e Daisy pedindo socorro foram impressionantes. Parabéns aos atores!
A cena do Mack consolando a Daisy.
Fitz na cena inicial é o melhor.

O pior
Lincoln :(
O que foi aquela cena final? A Daisy ficou mal a ponto de continuar seu caminho de destruição? Assim?
Já falei Lincoln?

Nota 9,0

Mariana Oliveira Sou estudante de Publicidade, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

Review: Arrow 4x22 - "Lost in the Flood"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers de "Lost in the Flood", exibido no dia 18/05/16.

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Penúltimo episódio da temporada e as coisas começam cada vez mais a ficarem mais interessantes. Terminei o episódio animadíssima para o season finale, o que é o objetivo, então acho que foi um sucesso.

Felicity conseguiu reverter os mísseis para apenas uma cidade, mas Darhk ainda vai tentar dominar o mundo mesmo assim. Continua todo mundo na “arca”, naquela bolha subterrânea, esperando pelo fim do mundo, e isso inclui Anarky, Malcolm e Thea. Os dois primeiros até podem ficar por lá, quem se importa, se a Thea não estivesse ali, podíamos deixar todo mundo ali reconstruindo um novo mundo sem luz solar e deixá-los morrer por falta de recursos em breve.

Infelizmente, Thea está presa contra sua vontade ali, mas pelo menos ela consegue mandar uma mensagem para a Felicity, que consegue rastreá-la o suficiente para mandar Oliver e Diggle atrás dela. O único problema é que os escritores de Arrow têm uma fascinação patológica por drogar personagens, então é claro que eles veem essa situação e resolveram que drogar a Thea era a solução. Sério, mesmo, DE NOVO?

Como todos sabemos, Malcolm é a pior pessoa, então ele dá aquela droga que deixa a Thea sugestionável, usando-a para lutar contra seu próprio time. Meu deus do céu, eu sei que eu falo isso toda resenha, mas estou TÃO cansada do Malcolm, não tem personagem que me irrite mais. Nesse episódio mesmo, Oliver diz que devia ter cortado a cabeça dele ao invés da mão e eu quase gritei que era isso que eu vinha dizendo há duas temporadas. Literalmente todo episódio que eu vejo o Malcolm, eu rezo para que ele seja morto dessa vez, mas nunca é. Me libertem desse inferno que é viver em um mundo que Merlyn existe.

Mas ok, superemos meu ódio. Oliver e Diggle tentam ao máximo lutar contra Malcolm e Thea, ao mesmo tempo que tentam salvar Thea, porque esse era o plano original. O bom é que Oliver consegue conversar com a irmã o suficiente para quebrar o efeito da droga, convencendo-a a lutar contra os comandos e se virar contra o pai, yay, quem diria que seria tão fácil. Sair da redoma que já é mais difícil, já que todos estão contra eles, depois que Ruvé apareceu, mandando todos da cidade contra eles. E, além disso, eles ainda precisam lidar com o Anarky, que está solto por aí, querendo explodir tudo.

Basicamente, essa é uma competição para ver quem explode o que primeiro. Anarky quer destruir os planos do Darhk, Darhk quer destruir o mundo, Team Arrow quer destruir Darh... Por mim, deixava os vilões de matarem e o resto dos personagens serem felizes.

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Anarky não está tão feliz quanto eu com esse plano, ele quer é explodir tudo mesmo. Até mesmo a Thea, que ele insiste em chamar de “mamãe” só pra me deixar enojada, ele não espera ela sair para poder explodir tudo, o que Anarky quer é só vingança pelo Darhk não ter dado a ele seu devido valor. Para isso, ele não só coloca várias bombas espalhadas pela arca, sem se importar que o mundo lá em cima estava prestes a ser destruído, mas também sequestra Ruvé e a baby Darhk, cujo nome não faço ideia, e resolve ameaçar o Damien, dizendo que vai matá-las em 20 minutos.

Oliver, Diggle e Thea vão tentar impedir Anarky, e deixam Malcolm encarregado de tirar todo mundo dali, porque por mais que todos fossem loucos que estavam conspirando contra a morte de bilhões de pessoas – sério mesmo, não consigo suportar pessoas que estão no topo de privilégios do mundo dizendo que o “mundo está perdido” e etc, querido, você acha isso e aí vai matar todo mundo que teve uma vida MUITO pior que a sua? Me poupe – Oliver acha que devia salvá-los. Eu só concordo porque tinham crianças no meio, e elas podem crescer para ser pessoas boas.

Os três vigilantes chegam a tempo, mas infelizmente Anarky é mais louco do que eles pensavam e nem dá muito tempo para ser convencido a mudar de opinião, simplesmente aciona as explosões e resolve matar Ruvé na hora, sem nem aviso. Achei bem triste que a Ruvé morreu, porque de todos os vilões que nós fomos apresentados, achei que ela era a que tinha mais potencial, poderia voltar depois e se tornar uma ótima adversárias. Mas Arrow é Arrow, não podemos esperar só por decisões boas, então é claro que eles foram lá e a fizeram morrer, assim, sem nem ter algum motivo exatamente, só para deixar o Darhk ainda mais irritado, capaz de resolver jogar bombas no mundo mesmo sem arca nenhuma.

A sorte é que o Team Arrow consegue salvar a menina em tempo, porque a coitada não tinha nada a ver com isso, só quero saber o que vai acontecer com ela. Toda a arca acaba explodindo, com muita gente saindo a tempo, liderado pelo Malcolm, e o Team Arrow saindo logo antes de tudo cair, abrindo um buraco enorme bem no meio de Star City. A pergunta que não quer calar é por que ainda tem gente morando nessa cidade, quatro anos seguidos que acontece algum desastre, se fosse eu me mudaria.

Só quero deixar uma observação que a morte da Ruvé foi, esteticamente, muito semelhante à morte do Tommy, me questiono se isso foi proposital, para fazer um paralelo mesmo. Mais uma vez acontece um desastre na cidade, só que agora ao invés de fugir, como fez depois do Undertaking, Oliver vai ficar a assumir seu lugar como prefeito, já que Ruvé morreu e mais uma vez eles estão sem ninguém.

felicity smoak 4x22


Enquanto tudo isso acontece debaixo da terra, Darhk ainda está tentando recuperar o Rubicon, que a Felicity tinha desativado antes. Para conseguir isso, ele chama a ajuda de Cooper, o ex-namorado da Felicity, que tinha sido preso no 3x05. Fiquei bastante surpresa por ver Cooper de novo, realmente não esperava isso, mas estou indignada com eles terem o feito parecer que estava no mesmo nível que a Felicity E o pai juntos, quando já tinha sido estabelecido que a Felicity era uma hacker melhor do que ele. Cooper nem mesmo foi preso pelos próprios crimes.

De qualquer forma, Felicity, Noah e Curtis todos se juntam para tentar impedir Darhk de recuperar o controle do Rubicon, e acabar com isso de uma vez por todas. Cooper, de alguma forma, consegue durar quase o episódio inteiro, sendo páreo para os três juntos. Vou fingir que acredito. Mas é claro que no fim, ele acaba sendo derrotado. E que não volte mais.

O mais interessante mesmo dessa parte do episódio foi a dinâmica familiar entre Felicity, Noah e Donna. AMEI, me deem uma temporada inteira disso. Donna descobre que Noah estava lá e faz um escândalo, ficando muito irritada com o ex-marido e preocupada com a Felicity. Podemos ver, ao longo do episódio, a Felicity tendo uma relação bastante conflituosa com o pai, por mais que ela tente não se apegar a ele, irritada pelo o que aconteceu no passado, vemos que às vezes ela deixa ele se aproximar mais e acaba o chamando de “pai” no final.

Também é finalmente revelado que Noah, na verdade, não abandonou a família, foi a Donna que o expulsou de casa, deixando a Felicity acreditar que o pai não tinha voltado por que quis. Não acho que a Donna estivesse certa de deixar a Felicity achando que tinha sido abandonada, porque nós vimos o quanto isso foi doloroso na época e deixou várias marcas nela, mas fiquei com a impressão que tinha acontecido mais coisa entre Noah e Donna do que a Felicity sabe, ela explica para Curtis que acha que é só porque o pai era um criminoso e ia voltar para os antigos hábitos, mas do jeito que a Donna fala, me pareceu ser algo mais sério.

No fim, Donna acaba dizendo para Noah ir embora de novo, mais uma vez mentindo para a Felicity. Se ela já não estava certa de fazer isso quando a Felicity era criança, agora está mais errada, porque Felicity já é adulta e capaz de fazer as próprias escolhas. Dito isso, entendo por que ela agiu assim e acho que ela está querendo proteger a filha, só espero que vejamos as consequências disso e também que o Noah tenha feito algo mais que cometer crimes para explicar essa reação.

Também quero muito que o Noah volte para ajudar Felicity, porque acho que ele voltar seria uma ótima experiência emocional corretiva para ela. Como Curtis fala para a Felicity nesse episódio, ela está reproduzindo com o Oliver o que aconteceu entre os pais dela, não querendo confiar nele, porque acha que ele vai voltar para os hábitos antigos e machucá-la de novo.

Queria que Curtis tivesse tido mais tempo de conversar com ela, porque todas interações entre Curtis e a família Smoak foram maravilhosas, mas o papo tem que ser encurtado porque logo sem seguida Darhk aparece, pronto para sequestrar Felicity. Só quero ver a season finale como vai ser!

O Melhor:
+ Família Smoak reunida!
+ Curtis reagindo ao Noah e interagindo com Donna e Felicity, adorei
+ Donna estava maravilhosa no episódio, adoro como ela adota uma postura muito séria em relação ao Noah
+ Revelações sobre a família
+ Cooper aparecendo!
+ Thea conseguindo quebrar o efeito da droga
+ Arca foi destruída

O Pior:
- Mais uma mulher morrendo enquanto o Malcolm está vivo
- Queria que tivessem aprofundado mais como a Felicity estava se sentindo sobre a bomba do episódio passado
- Como é que o cooper se tornou um hacker tão bom capaz de ser páreo pra Felicity, Noah e o Curtis juntos?
- Ainda quero mais explicação para o que o Noah fez para a Donna odiá-lo tanto
Malcolm drogando a Thea, ugh


Nota: 9,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.



Review: The Flash 2x22 - "Invincible"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Invincible", exibido no dia 17/05/16.

laurel lance the flash


O metapocalipse chegou! Sim, é assim que estamos chamando, pelo o que parece. Zoom chegou na Terra-1 e trouxe todos os seus amigos com ele, já que eles já tinham terminado de invadir uma Central City e agora passaram pra outra. Porque essa é a única cidade que existe no mundo.

Ele só trouxe gente ~~do mal~~, vários metahumans que estavam à solta na cidade, prontos para matar quem aparecesse no caminho. Uma dessas pessoas é ninguém mais que Laurel Lance, mas não, não é a nossa conhecida Laurel de Arrow, mas sim a versão dela da Terra-2, que obviamente, é muito mais malvada e conhecida como Black Siren. A aparição da Laurel foi a forma que o pessoal de Flash conseguiu encontrar para homenagear a personagem que se foi, mas ela mesmo nem tem muito destaque assim no episódio.

Laurel da Terra-2 é uma metahuman e seu poder é gritar muito alto, podendo destruir prédios ou até mesmo matar pessoas só gritando. Desse modo, acaba ficando bem difícil capturá-la, ainda mais quando ainda tem todos os outros vilões espalhados por aí. Laurel é uma das pessoas que chega mais perto de conseguir matar o Barry, que só conseguiu escapar porque foi salvo por Wally.

Cisco e Caitlin – que foi embora, depois que o Zoom deixou escolhê-la e está ainda um pouco traumatizada – resolvem tentar distrai-la se vestindo como seus doppelgangers mortos, o que não dura muito tempo, mas pelo menos foi divertido. A Laurel logo percebeu que eles não eram o Reverb e a Killer Frost verdadeiros, e fez um teste rápido com Cisco para confirmar isso. Mas isso não importa muito, o que me deixou curiosa foi a afirmação da Laurel que todos os doppelgangers são imagens espelhadas um do outro, portanto o Reverb era canhoto, enquanto o Cisco é destro, mas fiquei me perguntando se isso se referia somente à imagem literal ou a personalidade também. Porque existe uma incidência bem grande de personagens que são vilões em uma Terra e heróis na outra, mas nós vimos que o Barry e a Iris não se encaixam nisso, então como explica isso? E por que só Terra 1 e 2 quando existem milhares de Terras por aí? Eu sei que isso provavelmente foi só um motivo para a Laurel descobrir e não é para ficar pensando muito, mas não consigo evitar.

Por sorte, Cisco e Caitlin conseguem distrair Laurel o suficiente para o resto do Team Flash organizar uma solução, lançando uma onda que incapacitaria todo mundo da Terra-2, que estava vibrando em uma frequência diferente. Com Jessie e Harry protegidos, todos os metahumans acabaram ficando inconscientes por um tempo, fazendo com que Barry pudesse prender todos. Tirando o Zoom, é claro, que conseguiu fugir antes de perder a consciência.

barry allen 2x22


Desde que voltou na força da velocidade, Barry está surpreendentemente otimista. Acha que vai conseguir vencer o Zoom, derrotar todos os metahumans, ficar com a Iris, ser feliz para sempre, abalando em todos os sentidos. O Team Flash logo nota esse novo traço de personalidade e fica bem preocupado, porque confiança demais não faz bem, né, todos sabemos que medo existe por um motivo, ele é uma defesa necessária para não se arriscar tanto. Ao longo do episódio, vários dos personagens tentam falar com Barry sobre isso, mas ele se mantém que está apenas sendo otimista, mas vai continuar tomando cuidado.

Por um lado, foi bom o otimismo dele, porque até que eles conseguiram vencer a maior parte dos metahumans. E Zoom já tinha encontrado com o Barry, conversando sobre como eles tinham tido experiência semelhantes e, no fundo, eram iguais. Uma coisa bem Harry Potter mesmo
.
Zoom aponta que Barry fica se fingindo de herói, com essa postura dele, mas no fundo ele ia acabar virando que nem o Zoom. Realmente, Barry sempre teve essa coisa de se autonomear herói, de precisar dessa validação de que está fazendo o certo e tudo mais, é algo que eu particularmente não gosto muito (prefiro muito mais personagens tipo o Oliver em Arrow), mas é parte da personalidade do Barry, ele precisa disso.

Zoom, entretanto, não está nem um pouco feliz com isso. Não sei porque ele simplesmente não mata o Barry logo, ultimamente ele nem anda tentando muito, pra falar a verdade, parece que ele quer causar um drama antes de qualquer coisa. Ele resolve que vai fazer o Barry perceber como eles são parecidos e escolhe o jeito mais fácil de retraumatizar alguém: com morte. E quem é o escolhido? Henry, é claro.

Não foi exatamente surpreendente, porque o Henry tinha voltado para Central City e só estava mais atrapalhando do que ajudando, então ele não ia poder continuar, não tinha exatamente um lugar pra ele na série. Mas nunca se sabe, ele estava até com um início de um possível romance com a Dr. McGee, mas no fim nem isso o salvou. Zoom sequestrou o Henry, levou de volta para a casa da infância do Barry, no mesmo lugar que a mãe dele tinha sido assassinada, esperou o Barry chegar para tentar salvar o pai e aí, pronto, matou Henry bem na frente do filho.

É, se existe algo que poderia abalar esse otimismo era presenciar a morte do pai. E no mesmo lugar da morte da mãe ainda, como se só ficar órfão não fosse o suficiente. É claro que Barry não vai se tornar super mal, nem nada, no fundo ele continua sendo ele mesmo, mas é tenso. Espero que só motive o Barry ainda mais.

the flash invincible


Além de tudo isso, também tivemos uma parte com o Wally, de quem eu venho gostando cada vez mais. Depois de ter sido salvo pelo Flash, Wally resolve que vai repagar o favor ajudando a salvar as pessoas, se juntando ao resto da família nessa coisa de precisar salvar todo mundo.

Quem não fica muito feliz com isso é Joe, que não quer que o filho fique em perigo, principalmente porque, ao contrário do Barry, o Wally não tem nenhum poder (ainda!!) e pode acabar se colocando em risco ao fazer isso. Ele tenta falar diretamente com o Wally, que explica o que está fazendo ao dizer que não sabia que ele merecia ter sido salvo, mas que iria se tornar merecedor. Meu deus, me deu uma vontade tão grande de ir até lá abraçá-lo naquela hora. É claro que você merece ser salvo!!!! Alguém dá um apoio emocional pra esse menino, por favor.

Depois de não conseguir convencer o filho, Joe pede para Barry ir falar com ele como Flash, mas a verdade é que Barry nem tenta convencer muito não, ele até conversa com Wally, mas dá para ver que ele secretamente super apoia a atitude do Wally. Eu realmente quero que eles aprofundem a dinâmica entre Wally e Barry, porque acho tão interessante, os dois, de alguma forma, se sentem “excluídos” da própria família, como se o outro estivesse no lugar, e quero que eles se aproximem mais.

No final do episódio, logo antes do Henry ser sequestrado, tivemos um jantar, organizado pela Iris, com todos os personagens. Gente, eu amo muito muito mesmo cenas de jantares de família. É um dos meus pontos fracos. E está todo mundo lá, reunido, pronto para começar a comer, quando Zoom chega e rouba o henry bem na frente de todos, fazendo com que Barry saia correndo atrás dele.

Então agora Wally – que era o único dali que não sabia que o Barry era o Flash – ficou sabendo desse segredo, e talvez eles consigam até conversar sobre isso algum dia. Mas o que eu quero mesmo e não aconteceu ainda é Wally e Jessie virando speedsters, pelo menos um deles! Adoro os dois, e eles estão com essa química entre eles, que eu espero que chegue em algum lugar, porque os dois são muito fofos.

O Melhor:
+ JANTAR!
+ Wally no episódio inteiro, amei
+ Nunca me importei com a Dr. McGee, mas achei ela tão fofa nesse episódio
+ Cisco e Caitlin disfarçados
+ Caitlin lidando com sua volta
+ Quickwest! <3
+ WESTALLEN, será que no próximo episódio os dois vão finalmente ficar juntos?
+ Gostei da Laurel

O Pior:
- Henry morrendo, um pouco previsível
- Cadê quickwest como speedsters? Não tenho a vida toda pra esperar
- Zoom está tão chato, quero saber o que exatamente ele pretende


Nota: 8,5

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

 
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