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quinta-feira, 30 de março de 2017

Review: Arrow 5x18 - "Disbanded"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Disbanded", exibido no dia 29/03/17.

arrow disbanded
 
Team Arrow pode ter sido desfeito temporariamente, mas a série continua firme e forte. Depois de ter sido torturado por Chase, Oliver está muito abalado e resolve que a melhor coisa para todo mundo é ficar longe dele. Esse é um pensamento bem recorrente ao Oliver, mas não acredito que tenha ficado repetitivo, fez sentido que, depois de tudo o que Chase fez, Oliver voltasse para essa linha de pensamento e resolvesse se afastar de todos. Recaídas acontecem com todo mundo.

Depois de admitir para Chase que ele matava porque queria/gostava, Oliver resolve que é A Pior Pessoa do Mundo™ e que toda a missão dele foi baseada em uma mentira. Portanto, deixar com que os amigos continuassem nessa jornada é errado e só os corromperia, porque afinal ele já é um caso perdido, mas o resto das pessoas não. O pensamento dele está claramente distorcido, e minha vontade é arrastá-lo para terapia, mas pelo menos temos um substituto à altura nesse episódio: John Diggle.

Digg não se abala muito com o comportamento do Oliver inicialmente, tenta conversar e, quando não adianta, dar um tempo para Oliver voltar ao normal. Ele organiza o resto do Team Arrow, mesmo quando Oliver os tranca do lado de fora do esconderijo, assumindo a liderança e não deixando que os outros perdessem a confiança na missão deles.

As coisas se complicam um pouco quando a Bratva chega na cidade, a convite do Oliver, mas mesmo assim John não se desespera. Gostei muito como ele lidou com toda a situação, ele confronta Oliver diversas vezes sobre o que aconteceu, e quando Oliver confessa que essa cruzada dele era uma desculpa para matar pessoas e tudo mais, Digg diz direto que não. Eu acho que foi bem educativo para o Oliver dizer em voz alta para alguém que ele se importa algo que ele tinha medo e ver que o John não se afastou e o julgou, pelo contrário afirmou que o conhecia, já tinha visto Oliver no seu pior e não acredita nisso. É só lembrar que uma das frases do Chase foi dizer para o Oliver confessar algo que ele não tinha coragem de “admitir para o John, Felicity ou ele mesmo”, então agora o vemos falando com o Diggle e vendo que a reação dele não foi como esperava.

Diggle também usa um artifício de usar o próprio conselho do Oliver contra ele, lembrando-o sobre como ele tinha ficado muito culpado quando matou o próprio irmão e Oliver disse que o jeito de se redimir era tentando ser melhor. No fim, Diggle consegue alcançar Oliver, e por mais que Oliver não esteja acreditando totalmente e não se sinta digno de utilizar sua roupa de Green Arrow, sentindo-se uma fraude, ele pelo menos está indo pelo caminho certo. Achei muito lindo.

arrow 5x18

Antes de ser convencido pelo John, Oliver faz algumas escolhas questionáveis. No início, ele não planeja fazer nada, achando que o plano de Chase era simplesmente quebrá-lo e, como ele já tinha conseguido, já tinha acabado. Só que não. Adrian não fica satisfeito com a tortura psicológica concluída e ainda indica pro Oliver que vai atormentá-lo ainda mais. Acredito que o plano dele seja expor o Oliver como Green Arrow – principalmente agora que ele é considerado Inimigo da Cidade – e destruir a vida dele em todos os aspectos.

Como já tentou matar o Adrian e não conseguiu, e também não quer mais ser um vigilante nem que seus amigos sejam, Oliver parte para o plano B: chamar o Bratva. Anatoly fala, fala, mas no fim sempre dá mais uma chance para Oliver e aparece. Dessa vez, ele concorda em matar o Chase, desde que o Oliver o ajudasse a conseguir alguma coisa aí, pelo o que entendi era um medicamento para diabetes, algo importante para a vida das pessoas em geral. Oliver acha que esse é um preço justo a se pagar, só quer se livrar do Chase mesmo e já considera sua alma pedida, então nada demais em se infiltrar com o Bratva mais uma vez.

Diggle convence Oliver de que esse não é o jeito certo, que eles podem levar Chase à justiça normal – e por isso queremos dizer polícia, julgamento, tudo nos esquemas – sem prejudicar pessoas inocentes. Oliver até chega a dizer para Anatoly que não quer mais continuar, mas é tarde demais, Anatoly diz que o pacto já está feito e continua sua parte, inclusive ameaçando matar cientistas quando o Team Arrow aparece para tentar impedi-lo.

É claro que no fim eles conseguem impedi-los de matar todo mundo e não roubar nada, mas isso coloca um fim na amizade entre Oliver e Anatoly. Os dois conversam e achei muito interessante como Anatoly diz que ele se tornou o que precisava e atribui isso a falta do Oliver na vida dele. Por mais que eu ache errado colocar qualquer responsabilidade no Oliver, porque cada um toma suas próprias decisões, achei bem legal que, para o Anatoly, o Oliver era uma presença positiva em sua vida. Oliver falou muito sobre como ele estraga a vida de todos ao seu redor, mas agora ele teve uma prova de como alguém se tornou pior sem a presença dele. Isso serviu bastante para o tema do episódio, e por mais que eu não ache que o Oliver tenha percebido isso, mostrou como ele, no fundo, é uma boa pessoa.

As cenas entre Oliver e Anatoly sempre são muito divertidas, e espero que esse não tenha sido o fim de verdade. Talvez Anatoly ainda consiga encontrar uma redenção própria e não ceder à pressão de se tornar um chefe da máfia do mal.

felicity smoak 5x18

Enquanto tudo isso acontece com Oliver, Felicity está preocupada com Helix. Eu esperava que fôssemos vê-la pelo menos em uma cena tentando conversar com ele, mas Felicity deixa essa parte para o Diggle, disponibiliza seu apartamento para o resto da equipe utilizar enquanto Oliver está trancado, e vai ela mesma atrás do Chase. Nós sabemos que a Felicity está cada vez mais envolvida, e eu diria até mesmo dependente, no Helix, o que deve chegar ao seu pico no próximo episódio, mas por enquanto ainda nos é útil.

Ela e Alanna – o nome da menina hacker que é a cara da Felicity – procuram evidências que Chase é Prometheus, e descobrem que ele está usando um aparelho que mascara sua aparência em qualquer câmera. Muito interessante, mas se é tecnologia é possível reverter.

Eles são ajudados por Curtis, que consegue roubar esse aparelho de Chase e resolve ir atrás de Felicity, colocando um gps na comida dela. Ele acaba encontrando onde fica a base de operações do Helix, mas ninguém lá parece se abalar muito, aliás, ainda revelam que sabem sobre seu trabalho no Team Arrow. Tenho certeza que isso não vai dar muito certo, mas vamos esperar para ver.

Mesmo com o aparelho, ainda demoraria muito tempo para desencriptar, e Alanna sugere que eles roubem o negócio original da Kord Industries, o que Felicity e Curtis acabam fazendo. Por mais que eu adore ver Felicity em campo, porque sempre gera cenas maravilhosas, achei suspeita essa sugestão da Alanna. Cada vez mais, vemos Felicity quebrando mais leis e isso não é coincidência.

Mas, no final, eles conseguem o que querem e agora tem prova em vídeo do Prometheus tirando a máscara e sendo o Chase. Infelizmente, ele consegue matar os guardas e fugir antes de ser preso, mas agora a polícia sabe quem ele é e isso já o impede de trabalhar normalmente, o que é um início.

O Melhor:
+ Amizade entre Oliver e Digg, A MELHOR!
+ Achei que as reações do Oliver foram feitas muito direitinhas.
+ Oliver e Susan terminaram de verdade, finalmente.
+ Anatoly
+ Chase sendo desmascarado
+ Felicity indo a campo
+ Cena final com todos os manequins
+ Rene, Dinah e Curtis discutindo quem seria o novo OTA

O Pior:
Fiquei triste da Felicity não ter ido conversar com Oliver
- Estou achando algumas falas do Curtis muito forçadas, precisam maneirar nesse “alívio cômico”.
- A falta da Thea me irrita. Como assim o irmão dela desapareceu por seis dias, voltou, está mal, e ninguém pensa em chamá-la?
- Helix muito suspeito


Nota: 8,5

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.


quarta-feira, 29 de março de 2017

Review: The Flash 3x18 - "Abra Kadabra"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Abra Kadabra", exibido no dia 28/03/17.

the flash 3x18

E mais um vilão vindo diretamente do futuro para Flash, provando que o século 21 deve ser o mais famoso, porque olha, chega de gente vindo pra cá, não tem ano mais interessante, não? O cara da vez é Abra Kadabra, que não é metahuman, mas podia ser, porque ele utiliza tecnologia do século 64  para fazer coisas que parecem mágica, de teletransporte a telequinese.

Ele rouba vários lugares de tecnologia, não se importando em matar pessoas que ficam em seu caminho – aliás, com tudo o que ele consegue fazer, nem precisava ter matado ninguém, né – mas as coisas se complicam quando Gypsy aparece atrás dele. Parece que Abracadabra veio originalmente da Terra-19, onde ele já matou milhares, incluindo alguém importante para Cynthia.

Ela acaba entrando em um conflito direto com o Team Flash, porque quer levar Abracadabra preso para ser executado, assim como todo mundo que desobedece às leis lá daquela Terra. O problema é que Abracadabra utiliza seu conhecimento do futuro para fazer Team Flash querer ajudá-lo, dizendo que ele sabe tudo sobre o Savitar e a morte da Iris.

Honestamente, só queria dizer que, por mais que seja uma série de quadrinho e a gente releve coisas que não fazem muito sentido, por que alguém do século SESSENTA E QUATRO (ano 6301, no mínimo!) iria saber essas coisas? “Ah sim, há mais de 4 mil anos morreu a namorada do Flash. Muito importante para a história mundial”. Isso é o equivalente a sabermos detalhes sobre a mesopotâmia. E o que o Barry está fazendo lutando com todo mundo no futuro, de qualquer forma? Ele passa um dia em cada ano ou algo assim?? Aff. Sabe, não precisa forçar tanto a barra assim. Dizia que ele era de 2064, levemente do futuro, o suficiente para saber o que acontece, mas ainda perto o bastante para fazer sentido ele saber tudo isso.

Mas tá aí, ele diz que sabe, então acreditemos. Cynthia acha todo mundo idiota por questionar isso, e Cisco fica irritado porque ele está tão focada nisso e nem dá muita bola pra ele. Cynthia conta que ele matou um parceiro/ex-namorado dela e por isso ela quer vingança, o que só faz Cisco ficar mais infeliz.

the flash abra kadabra


As cenas que se seguiram sobre Team Flash tentando descobrir as verdades são as mais ridículas possíveis. E não de um jeito positivo, como se estivesse em uma série de comédia e as tentativas dessem errado, mas sim porque os personagens agem de maneira bem idiota em várias partes do episódio. Ninguém tem paciência para isso.

Abracadabra faz uma proposta de contar a verdade se o deixassem sair ao invés de entregá-lo para a Cynthia. Não sei porque alguém acreditaria nisso, mas de alguma forma eles ficam muito tentados a deixar isso acontecer. Iris mesma diz que não vale a pena e ela não quer que Barry faça esse acordo. Quem não liga muito para as consequências é Joe, que resolve colocar a filha em primeiro lugar e fazer exatamente isso.

É claro que não dá certo, Cynthia descobre na hora e vai até lá, e Abracadabra desaparece – não que ele fosse contar pro Joe, de qualquer forma né – indo atrás do que procurava. O que ele quer, no fim, é construir uma máquina do tempo, só quero saber como é que ele foi parar nesse século se não tinha uma, para começar.

Depois disso, todos precisam se juntar para tentar impedi-lo e conseguem, nem um pouco surpreendente. Entregam-no para Cynthia, e Barry faz uma última tentativa de descobrir algo sobre o futuro: apelando para sua humanidade. Oi?! Não funciona, o que acho que foi melhor no fim, porque ia ser ainda mais ridículo se esse apelo tivesse funcionado. Abracadabra só diz que ele e Barry são inimigos e que não vai dizer nada, fica feliz por contribuir para a morte de Iris. Isso só prova para mim que ele estava blefando desde o início e não teria contado nada mesmo, como já era de se esperar.

A única conclusão positiva desse episódio é que Barry arranja uma solução para todos seus problemas. Depois de ver milhares de pessoas vindas do futuro, Barry percebe que o jeito de derrotar quem já sabe o que vai acontecer e também descobrir o que eles sabem, e ele mesmo ir até o futuro. Parece que o tempo do Barry ficar indo e voltando do passado acabou, e agora vamos pro futuro mesmo. Talvez um dia ficaremos no presente.

Honestamente, gostei. Pode explorar o futuro, quero ver o que vai acontecer. Talvez possam explicar o que o Barry fez de tão legal que as pessoas saberiam quatro mil anos depois. Se não for equivalente a construir as pirâmides, não estou interessada.

caitlin snow 3x18


Na outra parte do episódio, mais decisões idiotas viram enredos interessantes. Durante o episódio, Caitlin é ferida e ao invés de todos agirem de uma maneira sensata, eles resolvem fazer uma cirurgia ali mesmo no STAR Labs, sem nenhum médico presente tirando pela Caitlin. Aliás, tenho quase certeza que nem mesmo cirurgiã a Caitlin é.

Eles dizem que não podem levá-la porque ela é metahuman e eles iriam descobrir. Só que, primeiramente, como que iriam descobrir? Eles fazem testes em todo mundo? Isso é só em Central City? Porque o Barry podia ter levado para outra cidade muito facilmente. Depois, os médicos seriam obrigados a tratar dela de qualquer forma, eles podiam pensar mais tarde sobre como tirar a Caitlin dali – uma dica, Barry ou Wally simplesmente invadem o hospital e a levam embora. Fácil. De qualquer forma, não, faz muito mais sentido isso.

Então Julian, que aparentemente fez um cursinho em emergência ou sei lá, resolve comandar essa cirurgia. Seguindo o que a Caitlin fala, sem nem ao menos ver o ferimento, e ajudado pela Iris, que é jornalista. E eles nem usam máscaras nem nada. Gente, não é assim que funcionam as coisas!!!!! Foi horrível ver essa cena e olha que nem médica eu sou.

Parece dar certo por dois segundos, o suficiente para Julian e Caitlin terem um momento e se beijarem, não surpreendendo absolutamente ninguém, porque todo cara branco novo que aparece se envolve com a Caitlin. Mas a felicidade dos dois dura pouco, porque logo Caitlin começa a convulsionar e fica claro que ninguém ali tem um diploma em medicina, porque ela morre em dois segundos.

Só que não tão rápido, porque seus poderes metahumanos aparentemente podem trazê-la de volta a vida, e Julian resolve fazer essa escolha. Então é isso, Caitlin morreu e Killer Frost nasceu agora. Não é uma vilã que eu me importe muito, mas vamos lá, quem sabe não deixa a Caitlin um pouco mais interessante.

O Melhor:
+ Barry decidindo ir para o futuro
+ Gosto bastante da Cynthia
+ Caitlin virando Killer Frost
+ HR não estava. Confesso que quando ele apareceu que eu percebi que não tinha aparecido ainda, não fez falta NENHUMA.

O Pior:
- Eles acreditam no Abracadabra?
- Falta de bom senso quando se fala de medicina


Nota: 8,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.


Review: Supergirl 2x17 - "Distant Sun"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Distant Sun", exibido no dia 27/03/2017!

supergirl 2x17

A realeza de Daxam continua aqui. No último episódio aprendemos sobre o passado de Mon-El, no entanto, com o crossover, a história se desenvolveu ainda mais fora de Supergirl. Depois de ter sido magoada com a mentira de Mon-El, Kara resolve dar um tempo nesse relacionamento, mas isso não dura muito. 

Ao ser presa em um musical pelo Music Meister e ver como jovens apaixonados mentiram para os pais, ela entende melhor Mon-El e decide reatar com ele. É, sei, achei que Mon-El teria que provar mais que mudou antes de ficarem juntos de novo, mas, pelo menos, esse episódio serve um pouco para isso. 

Com os pais de Mon-El ainda insistindo que ele vá para Daxam com eles, Kara começa a ser atacada por caçadores de recompensa aliens. Parece fazer sentido que o casal de Daxam fosse o responsável, afinal se se livrarem de Kara, seria possível que Mon-El fosse embora com eles. Eles até negam tudo, mas, no fim, descobrimos que a mãe de Mon-El estava por trás de tudo. 

Nosso Supergirl chega a aceitar ficar meio escondida por um tempo, o que é muito pouco característico de Kara e não dura muito tempo. Além do mais, o plano não resolve nada, já que Kara é atacada dentro de casa por Mon-El controlado por um alien telepata. Gostei bastante da cena com lutas, James como Guardião e Mon-El todo confuso sem saber o que fazer, finalizando com Winn apreendendo o vilão com um grampeador. Não só isso como isso tudo nos possibilitou uma batalha de mentes entre o alien e J'onn - que é sempre bem vindo. 

Aliás, não posso deixar de apontar como tem um buraco grande naquela história toda da Kara não gostar do Guardião. Antes eu achei que teriam mais tensões e possivelmente mais um episódio dedicado a reatar a amizade do Winn, James e Kara, mas os escritores parecem ter esquecido completamente da história. Não me incomodo que não tenham conflitos, mas queria que tivessem explicado ou fechado a história quando o assunto foi discutido na série.

supergirl 2x17

Sem poderem atacar a nave de Daxam, o jeito é conversar - pelo menos esse é o plano de Kara. Agora que sabem oficialmente que a recompensa vinha de Daxam, Mon-El e Kara marcam para conversar com a mãe dele e a coisa toda desanda. A rainha se vira contra eles com Kryptonita, o que leva a Mon-El provar sua mudança um pouco ao se entregar em troca da vida de Kara ser salva. 

Poderíamos pensar que tudo acabaria assim facilmente, mas Kara não desiste. Com a ajuda de Winn, J'onn e Alex, eles se transportam para a nave e lutam mais uma vez contra os pais de Mon-El. J'onn, mais uma vez, recria sua aparição maravilhosa como Supergirl para desorientar a rainha. Como poderíamos esperar, depois de vermos a raiva da rainha em contraste com o rei, é o pai de Mon-El que decide acabar com a briga toda e deixar o filho ficar na Terra. 

Mais um final feliz, ou pelo menos é o que parece. Kara e Mon-El juntos de novo, a realeza vai embora. A pegadinha é que, por mais que tenham se distanciado, a nave de Daxam ainda vai ser vista de novo. A rainha não ficou nada satisfeita com a decisão do marido, então decide matá-lo e bolar outro plano para conseguir a volta do filho. 

E a temática de relacionamentos complicados continua. Enquanto isso tudo acontecia, o episódio explorou mais um pouco o namoro de Alex e Maggie. Voltando do yoga, todas felizes, as duas se deparam com uma ex-namorada de Maggie. Alex, em uma atitude surpreendente, decide que as três deveriam jantar juntas. Ela conclui que seria bom Maggie concluir esse período de sua vida de bem com a ex.

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No entanto, a ex não aparece e Alex vai tomar satisfação. Ela descobre que a história que Maggie contou sobre a ex ter terminado com ela não é bem assim, e, ao invés disso, Maggie tinha traído. Como duas pessoas em um relacionamento saudável, Alex senta para conversar com a namorada e entender porque ela mentiu. 

Maggie tem problemas em confiar nas pessoas, então faz sentido ela se proteger dessa forma. Alex entende, mas quer que a namorada possa confiar nela. Afinal, essas verdades escondidas nunca são boas - nem para a própria pessoa. Foi uma surpresa boa ver a maturidade de Alex nisso tudo, principalmente pela forma como os escritores lidaram com esse assunto de ex-namorada de uma maneira diferente do que normalmente vemos. 

Por fim, Maggie enfrenta seus medos e vai falar com a ex-namorada, se desculpar e fechar esse capítulo de sua vida de uma maneira positiva. Com a ajuda de Alex, ela, ao poucos, está se permitindo admitir seus erros e confiar mais, assim como ajuda Alex a se descobrir. 

O melhor
J'onn e seu batalha mental com o outro alien. 
Mon-El se arriscando por Kara. Nota-se que ele começou a ouvir mais a Kara, o que é um bom sinal. 
Winn com o grampeador.
Alex ajudando Maggie. 

O pior
Cadê o desenvolvimento de Kara-não-aprova-o-Guardião?
Não entendi ainda qual foi da presidente alien. Ela parece ter gostado que J'onn a desobedeceu. 

 Nota 8,0

Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

segunda-feira, 27 de março de 2017

Review: Once Upon a Time 6x14 - "Page 23"

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Page 23", exibido no dia 26/03/2017!

once upon a time 6x14

A Evil Queen está de volta! Enquanto esperamos a próxima jogada de Gideon, Regina precisa enfrentar si mesma de uma vez por todas. Agora que não é mais uma cobra, o plano da Rainha envolve Robin. Admito que imaginava que o papel dele no plano seria algo mais espião ou manipulador, mas a ideia é simples: ela o sequestrou e Regina precisa salvá-lo. 

O propósito é só fazer Regina ir até sua metade má basicamente. Robin faz um acordo, ajuda a Evil Queen a resgatar as 'tesouras' que cortam o destino e se faz de sequestrado (e por 'se faz' eu quero dizer é preso de verdade). Eis assim que começa uma batalha entre as duas. Agora que a Evil Queen consegue cortar seus laços à Regina, só falta matá-la. 

Os escritores ouviram nossas preces e o desfecho acaba sendo bem introspectivo, em paralelo com o flashback do episódio. A janela para o passado mostra a Rainha e seu pai lidando com o desejo de vingança dela. Eu sei, a coisa toda já estava ficando repetitiva. Tudo é muito parecido com que já vimos antes: Regina está caçando Snow, fica com raiva, mata umas pessoas, seu pai a engana e tenta a fazer mudar de ideia, etc. 

A pequena mudança é o fato de Tinker Bell aparecer, o que nos dá uma continuidade ao último encontro delas quando Regina é apresentada ao homem com a tatuagem de leão. No final das contas, Tinker até recebe a ajuda do pai de Regina, mas, como era de imaginar, não resolve nada. A revelação, no entanto, é outra. Regina joga todo seu ódio em Snow quando, na verdade, ela odeia a si mesma. 

Assim fica fácil entender como lidar com sua parte má nunca foi fácil para Regina. Se antes já se odiava, depois de ter aprendido a perdoar todos esses sentimentos continuavam a se intensificar. Era difícil se desligar disso tudo. Quando Regina confronta a Evil Queen cara a cara a briga se torna algo metafórico. Ela odeia parte de si, não consegue que as duas partes vivam juntas. 

once upon a time 6x14

No entanto, felizmente, nossa heroína percebe então que cansou de se odiar. Isso não faz bem para qualquer de suas partes. O que Regina precisa fazer é escolher se perdoar, aprender a viver com quem ela foi ao invés de matar sua eu do passado. Lições de vida de Once. 

A solução assim é distribuir para os dois corações o amor e ódio que carrega. Regina e Evil Queen podem continuar sendo dois corpos diferentes, mas dividem um coração mais balanceado. Não posso deixar de achar estranho como elas continuaram sendo duas apesar de serem a mesma pessoa, teoricamente. 

Depois disso, Henry chega até a usar sua caneta de escritor e dar um final feliz para a mãe-Evil-Queen. Sim, parece que o garoto tem três mães agora. Qual é o final feliz, você pergunta? Nada mais nada menos do que uma segunda chance com Robin - a outra versão do Robin no caso. 

Enquanto isso, outro casal tem seus problemas. Emma está toda feliz que está noiva, mas Hook continua preocupado. Eis assim que ele pede conselhos para o Capitão Nemo, que aparentemente continuava ancorado lá em Storybrooke até agora. Killian não consegue se perdoar e não sabe se deveria contar a verdade ou não. Sim, a verdade é sempre bom, mas ele tem medo de como as coisas vão mudar depois que souberem.

once upon a time 6x14

A solução escolhida acaba indo por água à baixo. Hook queria prender sua memória em um apanhador de sonhos e queimá-lo, mas ele não tem muito cuidado e acaba sendo descoberto por Emma. Por incrível que pareça, a mentira não durou muito - o que não significa que Hook não tenha se dado mal. 

Obviamente que Emma fica magoada não pelo segredo em si, mas pelo fato do noivo não ter contado tudo e confiado nela. Eles conseguiriam lidar juntos com tudo, ela tinha certeza. Por mais que o medo de Hook tenha tido mais a ver com sua autocrítica, no fim, Emma deixa o noivado de lado. Se ele acreditar que pode mudar, aí sim, eles se falariam novamente. 

Hook, não muito esperto, acha que o jeito é se tornar quem ela quer que ele seja viajando com Nemo. Ele quase que acredita nisso, mas Snow é quem surpreendentemente aparece para fazê-lo mudar de ideia. Ela conta a ele sobre a segunda chance da Evil Queen, o que o dá esperanças. Pena que, por mais que tenha se recuperado, Gideon chega e força Killian a viajar com Nemo para sei lá onde. 


O melhor
Emma confrontando Killian. 
Regina finalmente se aceita e dá um final feliz para sua outra metade.
Snow fofa ao ajudar Hook. 
Henry é o único a falar que existe bem e mal nas duas Reginas. 

O pior
Flashback um tanto repetitivo.
Hook achando que resolveria tudo fugindo, aff.
Não faz sentido a Emma não ter ido atrás de Regina ou da mãe para saber notícias da Evil Queen. 

 Nota 7,8

Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Acho que começo uma série nova toda semana. 

domingo, 26 de março de 2017

Spoiler Zone: Arrow, Once Upon a Time e Supergirl!

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Arrow

Fã: Alguma novidade sobre o finale de Arrow?
EW: Ao longo do caminho que a temporada vai trilhar até o encontro final entre Oliver e Chase, nós vamos ver o finale de temporada bem diferente esse ano. "Nós não vamos destruir a cidade," o produtor Marc Guggenheim disse. "Nós não vamos nem ameaçar a cidade. Aliás, eu posso dizer que o finale não vai nem passar na cidade. Finalmente os cidadãos de Star City podem respirar melhor em Maio." Onde quer que o finale se passem, Guggnheim ainda acrescenta: "Vocês podem esperar um grande número de personagens retornando, personagens que não vemos faz tempo, no episódio."

Fã: Tem alguma dica sobre o futuro de Olicity?
TVLine: Apesar do Oliver ter maiores preocupações no futuro próximo, Stephen Amell (Oliver) disse isso sobre o segredo de Felicity: "Olha, ele confia nela, mas não significa que ele concorde com ela." Essa diferença será testada no episódio 19, oficialmente entitulado como "Dangerous Liaisons", mas "você poderia chamar Team Arrow versus Team Felicity," Amell disse. Felicity e os hackers do Helix e os associados do Oliver "têm o mesmo objetivo, mas vão atrás de diferentes formas. E isso nós faz explorar a realidade do porquê Oliver e Felicity estão se comportando do jeito que eles estiveram se comportando esse ano."

Once Upon a Time

Fã: Emma e Regina vão cantar juntas no episódio musical de Once?
TVLine: Hmm, depende do que você quer dizer com 'juntas'. O que podemos dizer é que Regina, na forma de Evil Queen, tem um solo em que ela fica ajoelhada a la Freddie Mercury. "A rainha tem gingado," Lana Parrila disse sorrindo sobre sua personagem. "Ela é uma rock star."

Supergirl

Fã: Qual está por vir para Mon-El e Kara?
EW: Bom, Mon-El e Kara podem ter se reconciliado, mas a certos desafios à frente, considerando que os Daxamites estão cotados para serem os próximos vilões. "Não é assim que as coisas acontecem quando as coisas estão bem, mas alguma ferramenta cai nas ferragens?", Melissa Benoist (Kara) disse. "Os Daxamites causam alguns problemas. Rhea não é necessariamente um prospecto inocente de sogra, mas é divertido ver como esses personagens interagem."

Fã: A única história para o James esse ano é a do Guardian? Alguma chance de ele ter um novo interesse romântico?
TVLine: Apesar de não ter entrado em detalhes, o produtor Andrew Kreisberg disse no PaleyFest: "Em breve teremos um grande episódio para o James que começamos a gravar essa semana. É, assim, a maior história para o James que já fizemos. Estamos bem animados, Mehcad [Brooks] está animado... Vai ser maravilhoso."

Fã: Agora que Kara foi demitida, tem alguma chance de a vermos como jornalista freelancer?
TVLine: A questão do trabalho "é conflituosa, com certeza," Melissa Benoist (Kara) disse, "mas é a vocação da Kara. Então a história dela não pode ficar sem jornalismo. É o que ela quer fazer pelo resto da vida, então vocês vão ver mais disso, com certeza." O produtor Kreisberg ainda falou que "Kara pode não estar fora de trabalho pelo tempo que as pessoas acham. Você não pode manter um bom escritor parado."


Fonte: Revista EW e TVLine

Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

sexta-feira, 24 de março de 2017

WTF is... Dirk Gently's Holistic Detective Agency?


Dirk Gently’s Detective Agency inspira-se no livro de mesmo nome do autor estadunidense Douglas Adams. Talvez você tenha ouvido falar dele – o cara escreveu a série “O Guia do Mochileiro das Galáxias” entre os anos '80 e '90. Enfim, se você não conhece nada da mente de Adams, um conselho: be-freaking-ware. É loucura na sua forma mais pura. E cativante.

Os escritores da série certamente fizeram jus à Adams.

Nossa história começa com Todd Brotzman. Brotzman trabalha como carregador em um hotel. Ou melhor, trabalhava. Em um único dia, seu locatário destruiu seu carro devido aos seus aluguéis atrasados, ele foi demitido e se tornou o suspeito no1 no homicídio do milionário Patrick Spring.

Se você, assim como Brotzman, acha que esse é o fundo do poço, está redondamente enganado. Pouco depois, ele conhece Dirk Gently.

E aí as coisas ficam ainda mais estranhas.

"Todd! Empurra meu bumbum!"
Um detetive holístico. Pelo menos, assim se autodenomina o britânico com um senso estético curioso. O único do mundo, diz ele. Para solucionar seu último caso, no entanto, Gently está em busca de um assistente. E Brotzman é per-fei-to, segundo Gently, para o cargo. Juntos, eles vão descobrir o assassino de Patrick Spring! Isto é, se Brotzman não tivesse dito não à oferta.

Dirk Gently, no entanto, não se deixa desanimar. Então, Todd Brotzman se vê no meio de um homicídio cada vez mais surreal, circundado de eventos (e indivíduos) cada vez mais bizarros. Mais tarde, também conhecemos Farrah Black, guarda-costas de Lydia Spring, e Amanda Brotzman, irmã mais nova de Todd Brotzman.

As duas acabam tornando-se essenciais à trama.

Simultaneamente ao desenrolar do núcleo Gently-Brotzman, temos outro núcleo interessante: o da assassina holística Bart Curlish (e seu relutante assistente / vítima, Ken).


Coincidência? Não. Curlish é o exato oposto de Gently. Entretanto, ela usa um pretexto similar ao do detetive para explicar suas ações. O encontro entre os dois, óbvio, é inevitável. Até chegarmos nesse ponto, porém, o pobre Ken irá passar por muitas situações periclitantes. E traumatizantes. Mas é interessante observar o desenrolar do relacionamento dos dois.

Personagens recorrentes tornam-se extremamente importantes no decorrer da trama. Na realidade, se existe uma característica marcante dessa série, são os personagens secundários. Eles não só oferecem alívio cômico como também aumentam a intensidade dos momentos dramáticos e esclarecem dúvidas cruéis. Honestamente, são tão bons quanto os protagonistas!

O Coronel Scott Riggins e o Sgt. Hugo Friedkin, por exemplo, ficam de olho em Dirk Gently. Assim, conhecemos mais do passado do detetive, entre outros (ta-dan-dan-dã).

Se, a princípio, Dirk Gently’s Detective Agency parece mais uma série besteirol, o desenrolar da trama e o desenvolvimento de vários personagens (em especial, Brotzman, Gently e Curlish) demonstra justamente o contrário. Você vai ficar muito confuso, é verdade. Mas, no final, tudo faz sentido (lembre-se: está tudo conectado). Além disso, o season finale vai te deixar maluco.

Se nada disso te convenceu a assistí-la, saiba que tem um corgi muito fofo (e relevante!) na série.



BBC America já renovou a série em Novembro de 2016. A 2ª temporada, com 10 episódios, deve estrear em 2017 na Netflix e na TV.

Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Review: Arrow 5x17 - "Kapiushon"

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Kapiushon", exibido no dia 22/03/17.

arrow kapiushon

Episódio mais tenso de Arrow até o momento chegou para deixar todo mundo no chão. Confesso que vi spoilers sobre tudo o que ia acontecer para preservar minha sanidade, e não me arrependo porque tem coisas que eu preciso me preparar mesmo, mas se eu não soubesse de todos detalhes, esse episódio teria acabado comigo.

Como sempre acontece em algum momento da temporada, esse foi um episódio mais focado nos flashbacks. Eu sei, isso normalmente é péssimo, há anos que ninguém se importa com os flashbacks, por mais que Bratva seja mais legal do que a ilha insuportável que foi ano passado, um episódio só disso fica meio tedioso. E, sim, teria sido, se não tivesse dado um bom insight para o que estava acontecendo no presente e deixasse tudo bem redondinho para explicar um pouco como o Oliver chegou a sua persona da primeira temporada.

Na parte do presente, Adrian sequestrou Oliver e está mantendo-o preso, torturando-o tanto fisicamente quanto psicologicamente. É um episódio muito introspectivo, realmente entrando a fundo no Oliver, vendo como aos poucos Adrian vai conseguindo acessar o Oliver, usando seus medos para poder ir quebrando-os. Olha, no início dessa temporada eu não dava nada pelo Prometheus, achei que a revelação de quem ele era foi fraquinha, achava que ele era um vilão bem mais ou menos, mas cada vez mais ele sobe no meu conceito. Não de maneira positiva, mas ele está se mostrando ser bem cruel e esperto, sabendo que botões apertar no Oliver para conseguir o que quer, o que é ótimo considerando que ele É um vilão.

Só quero dizer que Stephen Amell está de parabéns pela atuação dele nesse episódio, porque ele mesmo disse várias vezes que foi bem desgastante e dá para ver como o Oliver está sofrendo. Minha parte preferida foi no final do episódio, quando Oliver volta para o esconderijo, dá para ouvir o quanto a voz dele está fraca, quebrada, mal consegue completar a frase. Todo o meu instinto nesse fim é só enrolá-lo em um cobertor.

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O que Adrian quer afinal? Pelo o que parece, a questão dele é realmente sobre Oliver ter matado seu pai – que eu ainda quero saber quem é, é o cara Claybourne? Eu juro que ainda tô confusa – e agora ele quer que Oliver confesse um segredo. O problema é que ele não diz que segredo é esse, simplesmente fica dizendo para confessar e o Oliver fica tipo “mas confessar o quê????”.

Além de fazer aquele terror psicológico básico, ameaçando a Felicity e o William, e colocando a foto das pessoas que o Oliver matou e fazendo-o lembrar disso, Adrian ainda joga a Evelyn ali no meio para deixar a tortura mais pesada. Ele diz que um dos dois vai ter que morrer, Evelyn pede desculpas por tudo, tenta atacar o Oliver, mas Oliver se recusa a feri-la, diz que a desculpa por tudo, apenas para o Adrian chegar e quebrar o pescoço dela. Ou pelo menos é o que parecia, porque depois Evelyn se levanta e mostra que tudo aquilo era só mais uma manipulação dos dois para fazer o Oliver se sentir mal.

No fim, o que Oliver acaba confessando é que o motivo pelo qual ele matou as pessoas não era porque ele precisava, mas porque ele quis e gostava. Quando inicialmente ouvi isso, admito que senti aquele embrulho no estômago, porque gostar de matar pessoas é bem ruim e me causa um desconforto, por motivos óbvios. Apesar de confissões sob tortura não serem muito válidas, quando parei para pensar percebi o quão óbvia essa revelação é, é claro que o Oliver matou porque quis, com certeza tinham outros jeitos de alcançar os objetivos que ele queria – é só ver a segunda temporada – e uma parte dele gostar disso não é a coisa mais estranha do mundo. Considerando a quantidade de anos que o Oliver passou sofrendo e sendo usado, acredito que ele realmente tenha encontrado satisfação em se sentir no controle de algo, no caso matando qualquer pessoa que ele considerasse uma ameaça, colocando um fim definitivo.

O jeito que o Oliver estava nos flashbacks desse episódio era realmente assustador, estava bem claro esse gosto pela violência.  O importante é vermos quanto ele mudou, Oliver nos flashbacks está com essa dicotomia, vendo uma parte de si como monstro e não como humano, e depois que ele voltou, conheceu Diggle e Felicity, ele está conseguindo aos poucos conciliar melhor essa parte da personalidade dele.

oliver bratva tattoo


Não importa quanto eu racionalize a confissão do Oliver, o plano de Adrian funciona, porque admitir que ele matou as pessoas porque gostava é a gota d’água para o Oliver. Quando Adrian o deixa ir embora, Oliver resolve acabar com o Team Arrow, desistindo de continuar sendo vigilante. Tudo bem que sabemos que isso não vai durar muito tempo, mas quero mesmo ver como Oliver vai conseguir se reerguer disso, espero que o vejamos conversar com o resto da equipe.

Vimos o Oliver no seu pior nesse episódio, conseguindo a sua tatuagem do Bratva e matando um monte de gente, e não acho que seja coincidência que agora essa tatuagem tenha sido destruída, porque ele não é mais essa pessoa. É claro que esse não foi o objetivo do Adrian ao queimar a pele do Oliver, mas eu acredito que tenha um significado maior também.

Considerei esse episódio bastante significativo pro Oliver, mas espero que os escritores consigam lidar bem com esse enredo daqui para frente, não fazendo Oliver melhorar subitamente nem ignorar o que aconteceu.

Também não posso deixar de comentar sobre Kovar voltando à vida no final do flashback – graças a ninguém menos que Malcolm Merlyn, sendo aparecendo para estragar a vida de todos – será que o veremos no presente também? Ou talvez ele seja o responsável por Oliver ter acabado de novo na ilha. Veremos!

O Melhor:
+ Momentos introspectivos do Oliver
+ Atuação do Stephen
+ Adrian como vilão
+ Aparição da Evelyn foi surpreendente

O Pior:
- Medo de como eles vão lidar com essa história toda
- Como que o Oliver não percebeu que a Evelyn estava viva?
- Aliás, Evelyn muito sacana.


Nota: 9,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.


quarta-feira, 22 de março de 2017

Review: The Flash 3x17 - "Duet" (2)

Atenção: a resenha abaixo contém spoilers do episódio "Duet", exibido no dia 21/03/17.

flash crossover musical
 
Crossover entre Flash e Supergirl ou episódio de Glee? Nós simplesmente não sabemos. Os escritores resolveram utilizar todo o talento musical do elenco e fazer um episódio temático. Eu, assim como Kara e Barry, amo musicais, então achei ótimo quando essa notícia veio. Afinal, Grant e Melissa têm vozes maravilhosas e isso merece ser mostrado pelo menos uma vez na série.

Agora, como fazer isso acontecer? Music Meister – interpretado pelo Darren Criss para poder completar a reunião de Glee – apareceu no último episódio de Supergirl, colocando algum tipo de hipnose/feitiço nela e, em seguida, fugindo para a Terra-1, anunciando que iria atrás do Barry. É claro que isso faz com que Mon-El e J’onn viajem de universo para tentar encontrá-lo para fazer Kara acordar. Eles pedem ajuda do Team Flash e, depois disso, não é muito difícil encontrá-lo, o problema é que em alguns segundos, Barry também é hipnotizado e mandado direto para um musical.

Eu, pessoalmente, teria achado mais interessante se o musical tivesse sido no próprio universo, com reações normais a pessoas cantando (tipo em Encantada), mas os escritores resolveram criar esse “sonho”, em que Barry e Kara fazem parte de um musical e precisam chegar no final da história para se libertarem. É algo situado nos anos 40, meio noir, o que é divertido porque vemos os personagens com as roupas e cabelos da época. E os outros personagens da história têm a cara dos personagens que conhecemos, mas outras personalidades e nomes.

O episódio contou com algumas aparições especiais, como Malcolm Merlyn e Martin Stein, apesar de não serem eles mesmos e estarem mais lá só porque os atores sabem cantar e provavelmente aceitaram participar. O mais divertido para mim foram os números musicais e, por mais que as músicas tenham sido ótimas, eu esperava mais. Cadê o número final com todo mundo cantando junto? Tinha tempo para pelo menos mais uma música!

Barry e Kara até cantam uma música junto – inclusive jogando um pouco de sapateado – super fofos, fazendo uma música original sobre serem “Super Amigos”. Foi divertido e o ponto alto do crossover, com os dois fazendo piadinhas sobre seus poderes na música. Eles perderam a chance de colocar o Oliver fazendo uma aparição especial apenas para revirar os olhos com eles cantando.

the flash duet

A história do episódio em si não é muito relevante porque ela é ainda mais fictícia do a série em si. Não lembro nem um pouco do nome falso dos personagens, então vou simplesmente usar os nomes normais, Malcolm é um mafioso dono no restaurante onde Kara e Barry cantam, e Joe é o líder da máfia oposta, os dois são inimigos mortais. Joe sequestra Barry e Kara quando sua filha, Iris, desaparece, fazendo com que os dois tentem achá-la. Isso acaba sendo muito fácil – assim como tudo nesse universo – pois ela só está escondida em um quarto com Mon-El, que aqui é filho do Malcolm.

Uma história de amor proibido que poderia ser interessante, se não tivesse me obrigado a ver com meus próprios olhos o Mon-El beijando a Iris. É uma heresia os lábios dele terem tocado o da Iris. Pelo menos Kara e Barry têm a mesma reação que eu, apesar de não pelos mesmos motivos. Eles acham estranho ver seus (ex-)namorados com outras pessoas, mas sabem que precisam seguir o script, e para fazer isso, têm que convencer os pais dos personagens que o amor deve vencer e tudo mais.

As músicas cantadas são, é claro, bem legais, e preciso admitir que adorei Joe/Stein, mas no fim é tudo bem bobinho mesmo. Eles cantam para convencer, os pais fingem que aceitam, mas começam uma guerra. Tudo bem okay, até que Kara e Barry são atingidos no tiroteio.

Quem acaba indo salvá-los são Iris e Mon-El, depois de conversar com o Music Meister, eles conseguem ir para esse mundo com a ajuda do Cisco e indo lá ver Barry e Kara antes deles morrerem faz com que os dois repensem sobre o término.

Isso tudo é porque todo o objetivo do Music Meister era só fazer os dois casais ficarem juntos. Olha, amigo, tinham jeitos mais fáceis de fazer isso acontecer. Tenho muitas dúvidas sobre esse ser, mas não acho que nada será respondido, é só para ser meio misterioso. Ele resolveu ajudar Kara e Barry de uma maneira muito peculiar e foi isso.

westallen 3x17

Ao voltarem à vida normal, Kara resolve perdoar o Mon-El, o que só me deixa irritada porque ele NÃO MERECE. Isso me dá vontade de arrancar os cabelos. Kara, minha querida, olha para você, seu cabelo sedoso, sua voz de anjo, sua personalidade completamente adorável, uma heroína. Agora olha para o Mon-El, um lixo de pessoa que está tentando melhorar, mas o máximo que consegue é ser um lixo reciclável. Eles não podiam esperar pelo menos uma semana até o próximo episódio de Supergirl?

Mas tudo bem, porque pelo menos um casal que merece teve um final feliz: Westallen. Depois desse episódio ficou claro para mim o que foi o desastre do episódio passado, eles precisavam que Barry terminasse com a Iris para que esse enredo fizesse sentido. O problema foi que o Barry terminar com ela no episódio passado foi tão sem noção, e eu pessoalmente não perdoaria ele sem uma explicação melhor. Ele mesmo diz para a Kara que terminou porque achava que precisava se focar em como salvá-la, ou alguma desculpa esfarrapada.

Barry tenta compensar seus erros com uma música, o que, tudo bem, é um bom jeito de se desculpar, não vou mentir, e ele tem uma voz ótima, o que é um bônus. E, depois disso, ele pede a Iris em casamento de novo, não era nem para ter interrompido o noivado, mas ok, só não entendi a cara de chocada da Iris, miga, esse é o segundo pedido. Iris, é claro, aceita, porque afinal eles só precisavam estar separados para esse episódio mesmo, vamos fingir que nada disso aconteceu.

O Melhor:
+ Músicas!
+ Dancinha durante Superfriends
+ Iris e Barry!
+ Aparições especiais

O Pior:
- Mon-El
- O enredo foi bem artificial
- Eles podiam ter aproveitado melhor o episódio


Nota: 8,0

Flávia Crossetti - Estudante de psicologia, carioca, feminista, leitora compulsiva, pseudo-escritora e viciada em mais séries do que deveria.

terça-feira, 21 de março de 2017

Review: Supergirl 2x16 - "Star-Crossed" (1)

Atenção: A resenha abaixo contém spoilers do episódio "Star-Crossed (1)", exibido no dia 20/03/2017!

supergirl 2x16

O crossover chegou! Ou pelo menos o comecinho. Agora que a aeronave misteriosa chegou na Terra, seu primeiro pedido é que Mon-El seja entregue. Ele até tenta disfarçar, sem saber porque estariam o chamando, mas logo nossa teoria é confirmada: Mon-El é o príncipe de Daxam. Não só isso, como a tal nave está sendo controlada por seus pais. 

É claro que tudo é um choque para Kara. Os dois estavam perfeitamente felizes até que ela descobre uma mentira desse tamanho. É interessante ver como Winn e Alex tentam ajudá-la, a fazendo entender que algumas vezes você pode perdoar, algumas vezes os motivos são bons o suficiente. Mon-El se arrepende da vida que levava lá e quer mudar, ser melhor. Claro que, por mais que tenha mudado, é difícil para Kara, que preza tanto a integridade moral, entender o príncipe de um regime que mantinha escravos.

O casal vai e volta. Pela primeira vez, acredito, Kara sai um pouco da ação no episódio para refletir sobre o caminho que vai seguir emocionalmente. A mãe de Mon-El tenta convencer Kara que Daxam precisa dele e pede sua ajuda, mas não adianta muito. Quem sabe, talvez Daxam se torne um lugar melhor com Mon-El mudado? Talvez ele volte a ter uma família?

O fato é que ele só se preocupa com Kara e se tornar um herói. Assim, por mais que seja tentador e eu achasse que talvez essa fosse a saída de Mon-El da série,  ele decide ficar. Decide ficar mesmo que Kara não tenha o conseguido perdoar tão facilmente - o que acho bem justo - e tenha terminado o namoro. É, tadinha da nossa Supergirl, sua vida romântica nunca dura muito. 

Enquanto isso, um trio rouba a cena. Winn está com problemas e é Alex e James que o ajudam a resolvê-lo. Posso dizer o quanto adorei ver James fazendo parte do time e o trio tendo foco? Claro que adoraria se Kara estivesse ali - a volta dos Superamigos como ela disse -, mas já fiquei feliz.


Assim como Kara, Winn descobre um grande segredo de Lyra, que o destrói um pouquinho. A pedidos da namorada, Winn desabilita a segurança de um museu e entra escondido com ela. O que antes parecia ser só uma brincadeira se revela ser um roubo de um quadro do Van Gogh. É, isso mesmo. Ela foi zero sutil ao roubar o quadro mais famoso (ou um dos mais) do pintor. 

Em resposta, Maggie tem que chamar Winn na delegacia e o mostra um vídeo dele sozinho no museu. Aparentemente eles não foram espertos o suficiente para lembrar de desabilitar as câmeras, mas, tudo bem, pelo menos Lyra não aparece mesmo porque sua espécie fica invisível em fotos ou vídeos - quase vampiros. Admito que comecei a criar várias teorias mirabolantes para entender como Winn parecia estar sozinho, ele podia estar drogado ou algo assim, mas gostei mais dessa explicação. 

O plano perfeito. Ou quase. Lyra já tinha roubado outros namorados antes, todos alegando a mesma coisa que Winn ao aparecerem sozinhos nas filmagens. No entanto, o DEO está no caso agora e Alex e James vão ao resgate. Para começar, descobrem facilmente onde Lyra está escondida e nada que uma luta ou outra não resolva. 

Winn está claramente magoado, mas confia que Lyra deve ter tido sentimentos por ele, senão não teria demorado tanto o namorando. Ela tenta esconder, mas, no final, confirma as expectativas do namorado. O problema é que seu irmão é capturado pela gangue de ladrões de arte e sua chance de salvá-lo é retornando a pintura. 

Assim acontece o clássico, namorado quer salvar o dia fazendo trocas com ladrões, sem a ajuda de ninguém. Felizmente, a verdade é camuflada pelo clássico. Adorei como nos enganaram em pensar que Winn largaria todos do DEO para tentar um plano desses. Ele confia em Alex, J'onn e James o suficiente para montarem um plano em que parecesse que ele estava se rebelando para Lyra ao mesmo tempo que prendem o comprador e o mandante da gangue. 

Winn decide perdoar Lyra; e Kara e Mon-El estão separados. Tudo indo até que um prisioneiro está sendo transferido e chama a atenção de Kara. O Music Meister (também conhecido como Blaine em outros universos) aparece, rouba o aparelho que abre dimensões da Kara e some para a Terra do Flash. No caminho, Kara desmaia e acaba entrando no mundo do showbusiness, onde vai encontrar Barry alguma hora.

Supergirl 2x16

E o que acontece agora? Nossa resenha de The Flash te diz ;)


O melhor
Olha o James e o Guardião aparecendo para salvar o dia.
Adoro ver como todos são amigos e Maggie já está enturmada no grupo.
Trio da ação formado por Alex, James e Winn.  
Kara tentando se decidir se perdoaria Mon-El ou não.
Adorei as pequenas dicas do crossover. Musicais, Cisco e Winn,...

O pior
Coincidência o aparelho que abre dimensões estar com a Kara no momento que o Music Meister aparece, né?
As participações de crossover nos episódios de Supergirl são sempre micros. Problema nos contratos, talvez? 

Nota 8,7


Mariana Oliveira Sou Publicitária, Beatlemaniaca e Coldplayer. Toco piano e praticamente vivo de séries e livros. Estou sempre à procura de mais uma série, afinal nunca é demais.

Dica da Semana: Wonder Woman - The True Amazon


Wonder Woman: The True Amazon é um lançamento recente da DC Comics. Nela, somos convidados a conhecer a vida da Princesa Amazona Diana de Themyscira antes de se tornar a famosa Mulher-Maravilha. Premissa, convenhamos, muito conhecida no universo da DC.

Entretanto, The True Amazon desvia-se do caminho trilhado nas últimas décadas. Filha única da Rainha Amazona Hipólita, Diana é retratada como uma criança (e, mais tarde, uma adulta) mimada, orgulhosa e, às vezes, até mesmo cruel. As outras Amazonas – suas irmãs – ignoram esses defeitos diante de seus muitos talentos e façanhas. Diana, afinal, derrota monstros!

Só uma Amazona não se rende aos seus charmes: Alethea, uma das cuidadoras dos estábulos da cidade. Determinada a ganhar sua admiração, Diana tenta de tudo: de contar suas grandiosas aventuras a seduzi-la com vestidos de seda e ouro. Nada funciona.

A Princesa, então, coloca todas suas irmãs em risco devido ao seu egocentrismo. O resultado? Seu banimento do “Paraíso”. Nessa HQ, a coroa de Diana não é mero enfeite, mas, sim, uma lembrança de seus crimes.

De autoria da aclamada escritora e ilustradora Jill Thompson, sete vezes vencedora do Prêmio Eisner, The True Amazon é uma história de amadurecimento. Ou, melhor, do início dele. Vemos a mulher antes da heroína; a Diana antes da Mulher-Maravilha. E ela é, simultaneamente, encantadora e revoltante.

Se você está ansioso/a com a estréia do filme da Mulher-Maravilha, essa HQ é um must na sua lista de leitura. Depois de ler, que tal voltar e trocar umas ideias? Aguardamos ansiosamente!

Thaís Cabral - Estudante de Publicidade, pseudo-escritora, leitora compulsiva e chocólatra. Gosto de séries de TV (americanas e/ou britânicas), filmes e anime/mangá.

 
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